Para tornar mais claro vou listar os 7 aqui mesmo:
Os sete pecados capitais do discurso autoritário:
I - O esquecimento proposital - sonegar a história e ocultar os fatos que não convêm ao argumento.
II - O coletivo compulsório - Dizer "nós" para impor obediência e intimidar as divergências.
III - A futrica instrumental - semear a intriga palaciana para prejudicar os que pensam diferente.
IV - A apologia do aparelhismo - promover - abertamente ou, se necessário, de forma dissimulada - o uso dos meios de comunicação públicos para fins do grupo que governa.
V - O ódio à imprensa - banir reportagem e profetizar que todo jornalismo será castigado.
VI - A arrogância sem substância - desdenhar dos outros para desqualificá-lo.
VII - Condenar a priori - Acusar pelas costas, na escuridão, sem provas e sem tolerar o direito de defesa.
Além destes existem os sete pecados capitais da imprensa:
- Distorção deliberada ou inadvertida;
- culto das falsas imagens;
- invasão da privacidade;
- assassinato de reputação;
- superexploração do sexo;
- envenenamento das mentes infantis
- abuso de poder
Bem, vou mostrar um texto aqui publicado ontem na página da UnB. Vejam se o mesmo sofre ou não de alguns dos pecados listados ou no discurso autoritário ou nos pecados da imprensa.
A outra UnB
Ex-aluno e jornalista João Campos fala sobre as mudanças testemunhadas na universidade nos últimos três anos
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Quando me formei jornalista pela Universidade de Brasília, há apenas três anos, a UnB era outra. Não via estudantes, professores e técnicos abraçados, como na emocionante luta junto à administração pela manutenção salarial dos servidores, que resultou na greve mais longa da história do país, no primeiro semestre de 2010.
Não via a presença de servidores técnico-administrativos e jovens alunos nas salas de reunião da administração superior. Era coisa rara e, quando ocorria, os segmentos tradicionalmente excluídos das decisões sobre a instituição que ajudam a construir não tinham voz diante da supremacia declarada dos docentes.
Não se via obras para a expansão da universidade. A criação de novos cursos não era assunto nos corredores. Os campi de Planaltina, Gama e Ceilândia, talvez o projeto mais ambicioso e necessário da UnB, estavam aprisionados no papel. A vida circulante em uma das maiores universidades desse gigantesco país, com suas Artes, Tecnologias, Humanidades, Exatas e Ciências da Vida, estava apagada por uma apatia geral e obscura.
Quando convidado para deixar um grande jornal da cidade e agregar a equipe da Secretaria de Comunicação da UnB, há cerca de dois anos, me surpreendi. Encontrei o diálogo que serviu de base para a construção de um modelo inovador e democrático de gestão compartilhada, onde quem é da UnB – independente do grau de escolaridade ou do tempo de casa – consegue ser ouvido.
Encontrei um campus vivo, com suas Aulas da Inquietação, reuniões constantes e legítimas do Conselho Universitário e eventos à altura da UnB, como a Semana Universitária. Encontrei a ética numa gestão transparente, que reduziu drasticamente os gastos, principalmente dos famigerados cartões coorporativos. Encontrei portas abertas para os reclames e protestos de uma comunidade participativa e, acima de tudo, fiscalizadora. Encontrei, principalmente, coragem para abrir o debate e o caminho rumo a construção coletiva de um Congresso Estatuinte para a UnB.
E encontrei problemas. Vários deles. Como o desafio de promover uma expansão histórica sem perda de qualidade na formação dos estudantes e nas condições de trabalho dos profissionais, a desvalorização dos servidores que carregam o ensino superior nas costas e a dificuldade de regularizar a situação de centenas de funcionários ainda sem vínculos formais com a universidade.
Como jornalista, prezo, acima de tudo, a ética no meu trabalho. Não sou um criador de ilusões para os leitores nem para os meus chefes. Mas não posso fechar os olhos ao que salta à vista nas caminhadas diárias pelos campi. E é por isso que afirmo: dois anos depois de o professor José Geraldo de Sousa Junior e sua equipe assumirem a administração, a UnB é outra.
Alternativamente, pode-se também analisar isto não como uma peça de jornalismo mas de publicidade institucional. Aí o texto está dentro do que se espera, apenas com a formatação de peça jornalística - neste caso é importante que se reconheça pelo que ele realmente é: propaganda.






