Como já mencionei em postagens anteriores, por vezes boas intenções podem levar a resultados muito desagradáveis.
Caso em questão: o blog A Gay Girl in Damascus... Hoje foi descoberto que o blog em questão era totalmente falso. A "garota" em questão era um senhor de 40 anos fazendo pós-graduação em Edimburgo.
O autor Tom MacMaster foi se enrolando, enrolando, enrolando até que resolveu colocar tudo em pratos limpos. Vou colocar as mensagens dos dias 6 de junho e 12 de junho. Dá para ver que é um daqueles casos em que a melhor das intenções pode acabar piorando o problema.
06 de junho de 2011
Atualização sobre Amina
Fui ao telefone com os seus pais e tudo o que podemos dizer agora é que ela está ausente. O pai dela está desesperadamente tentando descobrir onde ela está e quema levou.
Infelizmente, há pelo menos 18 formações diferentes da polícia na Síria, assim comovárias milícias e gangues de partido diferente. Não sabemos o que a levou por issonão sei a quem pedir para recuperá-la. É possível que eles são forçados a suadeportação.
De outros familiares que foram presos lá, acreditamos que ela é susceptível de serlançado muito em breve. Se eles quisessem matá-la, eles teriam feito isso.
Isso é o que todos nós estamos orando.
Vou postar as atualizações assim que eu tiver.
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12 de junho de 2011
Desculpas aos leitores
Eu nunca esperei este nível de atenção. Enquanto a voz narrativa pode ter sido de ficção, os fatos sobre este blog são verdadeiros e não induzir em erro quanto àsituação no terreno. Eu não acredito que eu tenha feito mal a ninguém - Eu sinto que eutenha criado uma voz importante para as questões que me sinto fortemente.
Só espero que as pessoas prestem mais atenção ao povo do Oriente Médio e suaslutas no ano de revoluções. Os eventos que estão sendo moldadas pelas pessoas que vivem numa base diária. Eu tentei somente para iluminá-los para uma audiência ocidental.
Essa experiência tem, infelizmente, apenas confirmou os meus sentimentos em relação à cobertura muitas vezes superficial do Oriente Médio e da difusão de novas formas de orientalismo liberal.
No entanto, tenho sido profundamente tocada pelas reações dos leitores.
Melhor,
MacMaster Tom,
Istambul, Turquia
12 junho de 2011 ..
O único autor de todos os posts neste blog ..
Este blog tem como propósito sincero esclarecer as notícias e novidades sem confundir.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Pequenas Pérolas do Cinema - XII
Hoje é dia de Le Grand Bleu. Não consegui encontrar o trailer francês, então segue uma montagem francesa e o trailer americano.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Boa notícia na telefonia celular
Recebi uma notícia muito interessante: o preço do minuto do celular caiu e o número de minutos falados aumentou. Isto é muito interessante e possui ramificações curiosas... Mas primeiro a notícia:
O preço médio do minuto da telefonia celular no Brasil caiu 44% nos últimos dois anos e, no mesmo período, o tempo que os usuários brasileiros passam falando ao telefone subiu 42%.
De acordo com dados da consultoria Teleco, o preço médio do minuto da telefonia móvel, com impostos, caiu de R$ 0,39 no fim do primeiro trimestre de 2009 para R$ 0,22 em março de 2011. No mesmo período, o tempo médio mensal de uso do celular subiu de 77 minutos para 110 minutos.
Com esta informação é possível fazer uma estimativa do "melhor" valor para o minuto para maximizar o lucro por usuário. Parece incrível mas é uma das aplicações da derivada.
No caso podemos aproximar esta curva relacionando minutos por usuário e preço do minuto de ligação por uma equação de primeiro grau (y = a*x+b):
y = -194.1176471*x+152.7058824
Esta não é a melhor curva ou sequer a melhor aproximação, mas serve para os propostos em questão. Qual é o melhor valor para a operadora? R$ 0,393/minuto. Neste caso teremos o retorno médio por usuário de R$ 30,03 (não era bem a notícia que você esperava, não?).
Mas não se preocupe, a coisa é mais complicada do que parece pois estamos trabalhando com valores médios. Neste site temos informações mais detalhadas por operadora.
Mais sobre isso mais afrente - mas já adianto que o ponto ótimo da TIM parece ser com R$ 0.22/minuto
O preço médio do minuto da telefonia celular no Brasil caiu 44% nos últimos dois anos e, no mesmo período, o tempo que os usuários brasileiros passam falando ao telefone subiu 42%.
De acordo com dados da consultoria Teleco, o preço médio do minuto da telefonia móvel, com impostos, caiu de R$ 0,39 no fim do primeiro trimestre de 2009 para R$ 0,22 em março de 2011. No mesmo período, o tempo médio mensal de uso do celular subiu de 77 minutos para 110 minutos.
Com esta informação é possível fazer uma estimativa do "melhor" valor para o minuto para maximizar o lucro por usuário. Parece incrível mas é uma das aplicações da derivada.
No caso podemos aproximar esta curva relacionando minutos por usuário e preço do minuto de ligação por uma equação de primeiro grau (y = a*x+b):
y = -194.1176471*x+152.7058824
Esta não é a melhor curva ou sequer a melhor aproximação, mas serve para os propostos em questão. Qual é o melhor valor para a operadora? R$ 0,393/minuto. Neste caso teremos o retorno médio por usuário de R$ 30,03 (não era bem a notícia que você esperava, não?).
Mas não se preocupe, a coisa é mais complicada do que parece pois estamos trabalhando com valores médios. Neste site temos informações mais detalhadas por operadora.
Mais sobre isso mais afrente - mas já adianto que o ponto ótimo da TIM parece ser com R$ 0.22/minuto
A triste vida de um torcedor político
A vida do chapa-branca não é fácil. Principalmente quando o próprio governo se encarrega de desmontar os raciocínios luta-de-classes-fortes-opressores-contra-fracos-oprimidos que se tenta forçar no leitor (esse pobre desavisado?).
Bem, muitos leitores podem ser desavisados, outros podem ser ignorantes, uma parcela certamente é honesta, mas há os que mentem para os outros e para si mesmos.
Caso em questão? O artigo Palocci e a Falácia do Fogo Amigo.
Em poucas palavras, o blogueiro tenta desconstruir a idéia que Palocci caiu por causa do fogo amigo. O fato é que as críticas mais sérias vieram justamente do partido do governo. Mas o artigo do blogueiro tenta escapar da conclusão inescapável - e não consegue.
Mas vamos a uma análise do texto em detalhes:
Antonio Palocci pertence a um certo tipo de petismo que foi se consolidando nos anos 90 e que nós poderíamos resumir com a imortal metáfora de Chico Buarque. Falam grosso com o Paraguai e fininho com Washington. Ou, traduzindo para os termos da política nacional: tratoram na hora de conversar com a esquerda e se esmeram em amabilidades quando o papo é com a direita. Seu grande representante atual é Cândido Vacarezza, e Palocci era a suma mais acabada do modelo. Amado e admirado pela direita demo-tucana, que pode ser antipetista mas não é cega ao ponto de deixar a estrelinha embaçar-lhe a visão de um aliado de classe, Palocci era o fiador, o amigo dos banqueiros, o garante da tão propalada “estabilidade”. Curiosamente, quando esse tipo de petista cai, por exemplo por enriquecimento suspeito sem explicações convincentes, o tombo é debitado na conta da esquerda.
O ponto central na questão acima é que Palocci não era realmente "um membro da nossa distinta estirpe", mas um intruso. Note a dissociação entre o "petismo dos anos 90" e seja lá o existe hoje (mas supostamente é "mais avançado" - tudo nas entrelinhas, naturalmente).
Há duas coisas que acontecem no Brasil quando cai um ministro petista: Ricardo Noblat comete uma barriga e a culpa da queda é atribuída à esquerda. Não falha nunca. Ontem, horas depois que até as cinzas do que era a vegetação do Mato Grosso já sabiam que o Ministro seria defenestrado, Noblat anunciava em seu Twitter que Palocci “tem tudo para ficar”. Era a confirmação de que o ribeiro-pretano havia caído mesmo.
Este parágrafo é mais para achincalhar o Ricardo Noblat e reforçar o ponto do parágrafo anterior. Isto é claro porque estritamente falando o texto é apenas um fragmento de texto mostrando como o referido jornalista é "imperfeito", já que o segundo ponto ("duas coisa que acontecem...") já havia sido falado no parágrafo anterior. Em uma nota mais pessoal, o texto ainda é equivocado, pois Noblat foi justamente um dos primeiros a assinalar a queda no ministro.
A mais sensata das expectativas – a de que um ministro do Partido dos Trabalhadores explicasse como multiplicou por 20 o seu patrimônio em quatro anos, como ganhou em um só mês R$ 10 milhões em consultorias já tendo sido nomeado Ministro da Casa Civil, como e em que condições foi consultor de gigantescos grupos privados em pleno exercício de mandato legislativo e tendo acabado de sair do Ministério da Fazenda — foi tratada, em algumas comarcas, como traição ao petismo e adesão ao malfadado “PiG”. E eu aqui ingenuamente achando que encher as burras de dinheiro misturando o público com o privado é que era uma traição ao espírito original do Partido dos Trabalhadores. Como disse muito bem o Renato Rovai no seu post de hoje, a degradação e o histórico de manipulação da imprensa brasileira gerou uma contrarreação que consiste em basicamente escolher um lado e cegar-se para os fatos.
Aqui é o velho problema de ganhar dinheiro. Segundo os "socio-fundamentalistas" ganhar dinheiro é evidentemente coisa de bandido. Naturalmente, neste ponto a memória seletiva entra em "enhanced-mode" e esquecem até do que anda fazendo o maior símbolo do governo petista anterior. Ora neste ritmo, com palestras praticamente mensais, o ilustre símbolo irá acumular o que Palocci conseguiu em parcos 8 anos. Mas isso é naturalmente esquecido...
O problema é que, cegando-se para os fatos, você começa a confundir os lados também.
A Folha de São Paulo sequer fez investigação sobre Palocci. A informação lhe caiu no colo, vinda, segundo alguns, da Secretaria de Finanças de SP, ligada ao tucanato. Em nenhum momento a veracidade do fato foi sequer questionada. Como afirmou o Rodrigo Vianna na época, o fato de que a Folha seja seletiva e não publique o mesmo tipo de matéria sobre, por exemplo, o patrimônio de Aécio não mudava em nada a veracidade do fato. Palocci ficou calado durante 20 dias. De forma inábil, o Planalto escalou Gilberto Carvalho, no começo da crise, para decretar que o caso estava encerrado, quando ele mal começava. Naquele momento, Rovai já cantava a pedra de que isso, em política, não se faz. Quando finalmente resolve falar, Palocci escolhe uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional e outra entrevista exclusiva à Folha de São Paulo. Não explica nada. Entre os semanários, foi a Carta Capital quem deu matéria de capa sobre o fato, enquanto que a Veja praticamente o ignorou. E são os críticos de Palocci os aliados do “PiG”? Uai, que PiG é esse? A conta não fecha.
Então, depois de denunciar esta cegueira coletiva (?), o blogueiro praticamente deixa claro e transparente que os críticos do Palocci não são do PiG. O que isto quer dizer? Que não é a oposição que está provocando a confusão em torno de Palocci, mas o outro lado (o que praticamente confirma a tese que o blogueiro tenta de todo modo negar: que o cerne do problema é justamente o "fogo amigo").
Finalmente, a acusação de ser “a esquerda de que a direita gosta” e a “esquerda que faz o jogo da direita” cumpriu seu ciclo de 360º para incluir … toda a esquerda! Com a exceção, claro, dos defensores incondicionais de um agente público que se torna milionário fazendo consultorias a gigantescos grupos privados em pleno exercício de mandato legislativo, pós-Ministério da Fazenda, e depois de já nomeado Ministro-Chefe da Casa Civil. É uma curiosa definição de esquerda de que a direita não gosta.
E aqui, ele faz força para não se contradizer, mas novamente cai em tentação - "toda esquerda com exceção" não é toda esquerda. Mas isto pouco importa, pois o centro do argumento (?) é que esta esquerda que faz o jogo da direita não é esquerda, mas direita. Esta inábil manipulação caí no defeito da hipocrisia (sempre ela) e da memória seletiva (que é útil de vez em quando): quando os interesses da "esquerda" e da "direita" são convergente cada um diz que o outro está fazendo o seu jogo, mas quando são divergentes cada um acusa o oposto de ser igual a Hitler.
A presunção de inocência é um princípio do Direito, não da política. No Direito, o ônus da prova cabe a quem acusa. Na política, o ônus da prova cabe a quem está com as costas contra a parede. Simples assim. Não há moral nem direito na política. Só a pura relação de forças. E o fato cabal da correlação de forças da política brasileira de hoje é que nem a esquerda do PT nem o PSOL tem peso para derrubar um Ministro-Chefe da Casa Civil. Se o tivessem, talvez o Brasil não estivesse pagando o que paga aos banqueiros e o Código Florestal não teria sido tratorado pela aliança stalinisto-latifundiária.
Já aqui faz-se uma concessão com a verdade: realmente na política não há obrigatoriedade da presunção da inocência. É injusto? Certamente, mas é como as coisas são. Já o fato cabal que na correlação de forças nem a esquerda do PT nem o PSOL terem peso para derrubar um Ministro, isto não pode ser provado. É bastante provável que haja aspectos desta correlação (com respeito a determinados ministros ou membros do governo) em que esta afirmação seja verdade. Mas também é bastante provável que haja casos em que esta afirmação seja falsa. O fato da esquerda do PT e o PSOL não terem impedido a aprovação do código florestal parte do princípio, falso, de que esta correlação é estática e igual para todos os aspectos da governabilidade. O fato é que esta correlação é dinâmica e diferenciada para os diversos setores do governo.
Em português castiço: não é porque conseguiram derrubar Palocci que iriam aprovar o código florestal, ou mesmo derrubar a ministra da cultura.
Portanto, progressista, não insulte a inteligência do seu leitor, e a própria que lhe reste, falando em “psolistas infiltrados”, “Ptsolistas”, “fogo amigo” e bobagens do gênero. A queda de Palocci só reitera um princípio histórico do capital: ele admite novos-ricos, mas somente enquanto estes lhe sejam úteis. Quando deixam de sê-lo, são largados impiedosamente à beira da estrada. O capital não tem amigos, só interesses.
Por fim, depois de toda esta argumentação inexistente, de toda macarronada de frases de efeito, do não tão sútil veneno para com os adversários, o blogueiro urge ao leitor que não aceite ter sua inteligência insultada por acreditar no que os adversários (inimigos?) propalam.
A contrário, o blogueiro pede exclusividade no privilégio de insultar a inteligência do leitor.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Tático versus Estratégico
Esta sempre foi uma distinção que me causava confusão.
Mas aqui estão boas definições: Estratégia então está ligada a planejamento antes da ação
- Estratégia representava a função do comandante militar de organizar suas forças antes de uma batalha
- Tática estava ligada à habilidade de arranjar e manobrar os exércitos durante uma batalha.
Estratégia então está ligada a planejamento antes da ação, enquanto tática está ligada a execução da ação. No caso a estratégia consiste em fornecer ao "agente" uma aplicação eficaz dos recursos a ele disponibilizados. Já a tática trata de como usar estes recursos ao longo da execução da ação.
Isto pode parecer coisa miúda, mas tem muitas ramificações. Uma estratégia que subestime ou superestime os elementos disponíveis na ação é ineficiente e até potencialmente danosa.
Já a tática se enquadra mais na idéia de "se virar com o que esta disponível", ou seja tem um que de improvisação. Mas isto também não é bem arraigado na cultura brasileira?
Mas aqui estão boas definições: Estratégia então está ligada a planejamento antes da ação
- Estratégia representava a função do comandante militar de organizar suas forças antes de uma batalha
- Tática estava ligada à habilidade de arranjar e manobrar os exércitos durante uma batalha.
Estratégia então está ligada a planejamento antes da ação, enquanto tática está ligada a execução da ação. No caso a estratégia consiste em fornecer ao "agente" uma aplicação eficaz dos recursos a ele disponibilizados. Já a tática trata de como usar estes recursos ao longo da execução da ação.
Isto pode parecer coisa miúda, mas tem muitas ramificações. Uma estratégia que subestime ou superestime os elementos disponíveis na ação é ineficiente e até potencialmente danosa.
Já a tática se enquadra mais na idéia de "se virar com o que esta disponível", ou seja tem um que de improvisação. Mas isto também não é bem arraigado na cultura brasileira?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Forçando a Barra & Passando dos Limites
Infelizmente aconteceu: violência em uma tentativa de invadir o gabinete do reitor. Por mais razão que os estudantes tivessem no seu pleito, eles perderam nesta ação. Duvidam? Vejam o vídeo e tirem suas conclusões.
A informação que tenho até agora é que os prejudicados (que deixaram de ser mocinhos e agora assumiram o papel de vilões) são no total 24. Destes, 10 são irregulares - e não deveriam estar lá. O restante (14) estão em uma situação que precisa ser resolvida.
Isso tudo começou a escalar já faz algum tempo, mas ao colocar fogo em um container de lixo perto da CEU, a coisa foi se complicando. Tendo culminado com a prisão de dois estudantes.
Mas este é um daqueles problemas que as pessoas complicam:
E a ação de ontem não ajudou em nada o pleito deles e, francamente, deixou uma má impressão quanto ao comportamento dos mesmos.
Em tempo, há controvérsias sobre a reforma - mas ela já é demandanda há muito tempo.
A informação que tenho até agora é que os prejudicados (que deixaram de ser mocinhos e agora assumiram o papel de vilões) são no total 24. Destes, 10 são irregulares - e não deveriam estar lá. O restante (14) estão em uma situação que precisa ser resolvida.
Isso tudo começou a escalar já faz algum tempo, mas ao colocar fogo em um container de lixo perto da CEU, a coisa foi se complicando. Tendo culminado com a prisão de dois estudantes.
Mas este é um daqueles problemas que as pessoas complicam:
E a ação de ontem não ajudou em nada o pleito deles e, francamente, deixou uma má impressão quanto ao comportamento dos mesmos.
Em tempo, há controvérsias sobre a reforma - mas ela já é demandanda há muito tempo.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mais marchas - parece que voltaram mesmo, com uma vingança
Agora temos a marcha das vadias - fruto de um conselho de um policial canadense.
Ah, e estão querendo fazer uma aqui em Brasília no dia 18 de junho.
Ah, e estão querendo fazer uma aqui em Brasília no dia 18 de junho.
Internet + Criatividade = ?
Vejam que mesmo coisas simples, mas criativas podem ser muito interessantes
Em defesa de testes duplo-cego
O teste duplo-cego pode ser uma das ferramentas mais úteis na análise de dados. Ao contrário do que se diz tanto os pesquisadores quanto os pesquisados podem sofrer efeitos de polarização quando se trata de investigações científicas.
Mesmo quando se fala em avaliações acadêmicas, o teste duplo-cego permite a isenção que hoje em dia é tão difícil de ser encontrada. Naturalmente, quando digo que ele permite a isenção isto quer dizer que se o mesmo for conduzido adequadamente, a isenção é possível.
Este não é o caso quando somente um dos lados fica no desconhecimento (single-blind). Neste caso não há como garantir possibilidade de isenção. A polarização do observador não tem modo possível de ser evitada.
Então se quisermos realmente, de verdade mesmo, tornar as nossas avaliações mais isentas é necessário introduzir a noção de avaliação duplo-cego ao sistema. Neste modelo, nem o avaliado, nem o avaliador saberiam de quem é a avaliação em questão.
Isto serve tanto para fins acadêmicos, quanto para outras finalidades mais delicadas (como por exemplo: avaliação de escolas, universidades ou mesmo de pós-graduações).
Gostaria de crer que a decisão de não utilizar testes duplo-cegos é apenas devido as dificuldades metodológicas.
Mas infelizmente eu não acredito nisso...
Mesmo quando se fala em avaliações acadêmicas, o teste duplo-cego permite a isenção que hoje em dia é tão difícil de ser encontrada. Naturalmente, quando digo que ele permite a isenção isto quer dizer que se o mesmo for conduzido adequadamente, a isenção é possível.
Este não é o caso quando somente um dos lados fica no desconhecimento (single-blind). Neste caso não há como garantir possibilidade de isenção. A polarização do observador não tem modo possível de ser evitada.
Então se quisermos realmente, de verdade mesmo, tornar as nossas avaliações mais isentas é necessário introduzir a noção de avaliação duplo-cego ao sistema. Neste modelo, nem o avaliado, nem o avaliador saberiam de quem é a avaliação em questão.
Isto serve tanto para fins acadêmicos, quanto para outras finalidades mais delicadas (como por exemplo: avaliação de escolas, universidades ou mesmo de pós-graduações).
Gostaria de crer que a decisão de não utilizar testes duplo-cegos é apenas devido as dificuldades metodológicas.
Mas infelizmente eu não acredito nisso...
domingo, 5 de junho de 2011
Com a palavra: Muniz Sodré
Encontrei este texto de Muniz Sodré que gostaria de compartilhar com todos. Não concordo 100% em tudo, mas o miolo geral é o mesmo que eu penso.
Um espectro ronda a sociedade e o Poder, não certamente o do comunismo – como anunciara Marx em seu célebre Manifesto, essa obra-prima de analítica social conjugada em jornalismo –, mas o espectro do “ex-comunismo”. É como se os representantes ou as lideranças das velhas facções da esquerda tivessem chegado ao Poder para descobrir que não é exatamente o que pensavam ou então que, para exercê-lo, tivessem de esvaziar a identidade do que foram: agora são ex-militantes, ex-trotskistas, ex-socialistas etc. A identidade vazia é nada menos do que espectral.
Basta o observador colocar a lupa sobre uma crise ou um escândalo trombeteado pela mídia para se dar conta da incidência do prefixo na caracterização dos personagens. Se em vez da lupa e do caso restrito assestar um binóculo sobre a paisagem social mais ampla vai se deparar igualmente com a irradiação semiótica do prefixo, a exemplo das seitas religiosas que proliferam nessa base: ex-alcóolatras, ex-drogados, ex-bandidos e o que mais houver.
Não estamos seguros quanto à sua força explicativa, mas é de qualquer forma significativa a presença desse prefixo nos personagens e nas situações que singularizam a história nacional contemporânea e culminam em acontecimentos de jornal. Assistimos à metástase do “ex”: o “ex-tudo”, que, aliás, já aparecia em Pós-tudo(1984), o conhecido poema concreto de Augusto de Campos, como o esvaziamento de tudo. Na vida em curso, é como se a história tivesse de ser lavada, do jeito que se “lava” dinheiro escuso, para dar margem ao arrependimento ou ao apagamento do antigo fogo da transformação social pela água morna dos “arreglos” político-sociais.
Imoralidade e cinismo
Essa evacuação das identidades fortes parece corresponder a uma espécie de anemia social, que o nipo-americano Francis Fukuyama confundiu com “fim da História”. Nos avatares contemporâneos das sociedades liberais e tecnodemocráticas, registra-se a perda progressiva de energia de tudo aquilo que movimentava o socius tradicional: as grandes causas públicas, as ideologias revolucionárias, as lutas sindicais, as utopias do progresso ilimitado, a representatividade política. Não exatamente “fim” da História, portanto, mas algo como o fenômeno do “ex-histórico” atuando na involução de formas clássicas como “o político” e “o social”.
Por que involução?
Num livrinho de três décadas atrás (À l´ombre des majorités silencieuses ou la fin du social, “À sombra das maiorias silenciosas ou o fim do social”), Jean Baudrillard (1929-2007) explicava que, quando a política surge na Renascença, a partir da esfera religiosa, era inicialmente apenas um jogo de signos, uma pura estratégia que não se atrapalhava com nenhuma “verdade” social e histórica.
O espaço político, diz ele, “é inicialmente da mesma ordem que o do teatro maquínico da Renascença, ou do espaço perspectivista da pintura, que se inventa naquele momento (...) O cinismo e a imoralidade da política maquiavélica estão aí: não no uso sem escrúpulo dos meios com o qual a confundiram na acepção vulgar, mas na desenvoltura frente aos fins”. Só depois do século 18, desde a Revolução francesa é que a política se investe de “verdades” ou referências sociais: o povo, a vontade do povo etc.
Agora, a involução: na medida da crise contemporânea da representação política e do esvaziamento das referências sociais clássicas (povo, classe, proletariado), a referência maior seria hoje a da maioria silenciosa, “essa entidade nebulosa, essa substância flutuante cuja existência não é mais social, e sim estatística, e cujo único modo de aparecimento é o da pesquisa de opinião”, escreve Baudrillard. A análise mira, em princípio, a realidade européia, mas se adapta perfeitamente ao que atualmente ocorre nos países ditos “emergentes”, como o Brasil. O cinismo e a imoralidade da política tomam o lugar das aparências de “verdades”, como em suas origens renascentistas, apenas sem o refinamento maneirista de Maquiavel.
Lula em campo
Findo o reino da vontade e da representação, entra em cena o domínio das médias estatísticas que pilotam o processo eleitoral como o condutor de uma locomotiva, capaz de transformar o eleitor numa Maria-vai-com-as-outras. Tem-se, assim, a ex-vontade, a ex-representação e a ex-política: metamorfoses, alguém diria, mas não as ambulantes cantadas por Raul Seixas – metamorfoses paralíticas, já que apenas aprofundam o status quo.
Em termos nacionais-concretos, fora do arrazoado em que transpira um certo pessimismo típico do pensamento pós-modernista europeu, o que a “síndrome do ex”tem a ver com a conjuntura atual em sua relação com a imprensa?
Em primeiro lugar, a chamada de atenção para o fenômeno patético da depauperação dos poderes republicanos diante das frações pouco visíveis das classes dirigentes (construtores e empreiteiros de um lado; financistas de outro), junto às quais os ex-incendiários (os ativos militantes de outrora) se tornam “fiadores” do governo formal. O combalido movimento sindical vê, à distância, suas ex-lideranças em cargos importantes. Nas sombras, prosperam as identidades ambíguas, como, aliás, reconhece a nota do Palácio do Planalto a propósito do escândalo em pauta: “ex-ministro vale muito”.
Em segundo, a curiosa visibilidade do ex na cena pública como cogestionário de questões importantes. O Globo (24/5) deu grande destaque à carta dos oito ex-ministros do Meio Ambiente à presidente Dilma Rousseff, em que dez ex-comandantes da área ambiental condenam a proposta do Código Florestal, votado no dia seguinte pela Câmara dos Deputados. Segundo a imprensa, na hora da votação, o deputado comunista (ex?) Aldo Rebelo, relator do código, rogou a Deus pela aprovação do projeto.
Para coroar a sucessão de acontecimentos, o ex-presidente da República entrou em campo disposto a botar ordem na articulação política do Planalto. Ocupou as manchetes de jornais, como se diz no Rio, “na moral”.
E la nave va...
sábado, 4 de junho de 2011
Pequenas Pérolas do Cinema - XI
Hoje é dia de um filme de ficção científica que dá para ser caracterizado como uma pequena pérola: The Forbin Project.
Aliás o filme inteiro está disponível no youtube.
Aliás o filme inteiro está disponível no youtube.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mudanças a vista no CESPE
Bem, aqui eu posso ser direto: o CESPE é uma benção e maldição para UnB. Ele trouxe melhorias, inovações, mas também criações políticas e desvios de função (não é nada criminoso não, só que meio na "margem da lei").
Então depois de cerca de 18 primaveras, o CESPE está em via de se tornar empresa pública. A idéia é similar ao que foi feito aos Hospitais Universitários (que alias deu problema).
O parecer do relator é favorável ao CESPE como empresa pública.
Tudo se encaminha para esta solução, já que o modo de funcionamento atual do CESPE não pode ser mais mantido (devido a restrições dos órgãos de controle).
Aqui cabe uma pequena profecia: o CESPE como se conhecia acabou. Vai deixar de existir. O controle que a UnB possui sobre o destino da empresa pública depende de uma série de eventos que podem ou não acontecer, mas com certeza dificilmente se repetirá de modo periódico.
O sucesso do CESPE foi o que levou ao seu fim.
Então depois de cerca de 18 primaveras, o CESPE está em via de se tornar empresa pública. A idéia é similar ao que foi feito aos Hospitais Universitários (que alias deu problema).
O parecer do relator é favorável ao CESPE como empresa pública.
Tudo se encaminha para esta solução, já que o modo de funcionamento atual do CESPE não pode ser mais mantido (devido a restrições dos órgãos de controle).
Aqui cabe uma pequena profecia: o CESPE como se conhecia acabou. Vai deixar de existir. O controle que a UnB possui sobre o destino da empresa pública depende de uma série de eventos que podem ou não acontecer, mas com certeza dificilmente se repetirá de modo periódico.
O sucesso do CESPE foi o que levou ao seu fim.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A marchas voltaram?
Tivemos recentemente a Marcha da Maconha. Esta marcha levou cerca de mil a 4 mil pessoas nas ruas de São Paulo
Agora tivemos a Marcha pela Família. Esta marcha levou um número bem significativo de pessoas ao congresso e ainda entregaram um documento com 1 milhão de assinaturas contra um Projeto de Lei Complementar.
Nesse mesmo dia tivemos manifestações contrárias à marcha.
Este tipo de padrão me causa certos arrepios. Pena que muitos não entendem porque...
Agora tivemos a Marcha pela Família. Esta marcha levou um número bem significativo de pessoas ao congresso e ainda entregaram um documento com 1 milhão de assinaturas contra um Projeto de Lei Complementar.
Nesse mesmo dia tivemos manifestações contrárias à marcha.
Este tipo de padrão me causa certos arrepios. Pena que muitos não entendem porque...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Possivelmente carcinogênico
A OMS passou a classificar o telefone celular como possivelmente carcinogênico. Mas antes de correrem para as montanhas, vale a pena saber o que é isso.
Existe muito marketing e táticas baseadas em medo na história (por incrível que pareça isto é uma tática real). Então vamos colocar a coisa na sua devida perspectiva:
"Results
The evidence was reviewed critically, and overall evaluated as being limited among users of wireless telephones for glioma and acoustic neuroma, and inadequate to draw conclusions for other types of cancers. The evidence from the occupational and environmental exposures mentioned above was similarly judged inadequate. The Working Group did not quantitate the risk; however, one study of past cell phone use (up to the year 2004), showed a 40% increased risk for gliomas in the highest category of heavy users (reported average: 30 minutes per day over a 10‐year period).
Conclusions
Dr Jonathan Samet (University of Southern California, USA), overall Chairman of the Working Group, indicated that "the evidence, while still accumulating, is strong enough to support a conclusion and the 2B classification. The conclusion means that there could be some risk, and therefore we need to keep a close watch for a link between cell phones and cancer risk." "Given the potential consequences for public health of this classification and findings," said IARC Director Christopher Wild, "it is important that additional research be conducted into the long‐term, heavy use of mobile phones. Pending the availability of such information, it is important to take pragmatic measures to reduce exposure such as hands‐free devices or texting. " The Working Group considered hundreds of scientific articles; the complete list will be published in the Monograph. It is noteworthy to mention that several recent in‐press scientific articles resulting from the Interphone study were made available to the working group shortly before it was due to convene, reflecting their acceptance for publication at that time, and were included in the evaluation. A concise report summarizing the main conclusions of the IARC Working Group and the evaluations of the carcinogenic hazard from radiofrequency electromagnetic fields (including the use of mobile telephones) will be published in The Lancet Oncology in its July 1 issue, and in a few days online"
informação sobre a classificação 2B é importante, pois nela estão os elementos considerados possivelmente carcinogênos: (000331-39-5 Caffeic acid ), (000067-66-3 Chloroform), (000050-29-3 DDT), (000078-79-5 Isoprene), (000091-20-3 Naphthalene), (007440-02-0 Nickel, metallic and alloys), (000050-06-6 Phenobarbital), (007758-01-2 Potassium bromate), (000062-55-5 Thioacetamide) e muitos outros...
Mas chamo a atenção para um Detalhe Importante, no grupo 1 encontra-se (000064-17-5 Ethanol in alcoholic beverage). Então, acho a coisa está finalmente na perspectiva apropriada, ou você vai mesmo parar de beber?
Existe muito marketing e táticas baseadas em medo na história (por incrível que pareça isto é uma tática real). Então vamos colocar a coisa na sua devida perspectiva:
"Results
The evidence was reviewed critically, and overall evaluated as being limited among users of wireless telephones for glioma and acoustic neuroma, and inadequate to draw conclusions for other types of cancers. The evidence from the occupational and environmental exposures mentioned above was similarly judged inadequate. The Working Group did not quantitate the risk; however, one study of past cell phone use (up to the year 2004), showed a 40% increased risk for gliomas in the highest category of heavy users (reported average: 30 minutes per day over a 10‐year period).
Conclusions
Dr Jonathan Samet (University of Southern California, USA), overall Chairman of the Working Group, indicated that "the evidence, while still accumulating, is strong enough to support a conclusion and the 2B classification. The conclusion means that there could be some risk, and therefore we need to keep a close watch for a link between cell phones and cancer risk." "Given the potential consequences for public health of this classification and findings," said IARC Director Christopher Wild, "it is important that additional research be conducted into the long‐term, heavy use of mobile phones. Pending the availability of such information, it is important to take pragmatic measures to reduce exposure such as hands‐free devices or texting. " The Working Group considered hundreds of scientific articles; the complete list will be published in the Monograph. It is noteworthy to mention that several recent in‐press scientific articles resulting from the Interphone study were made available to the working group shortly before it was due to convene, reflecting their acceptance for publication at that time, and were included in the evaluation. A concise report summarizing the main conclusions of the IARC Working Group and the evaluations of the carcinogenic hazard from radiofrequency electromagnetic fields (including the use of mobile telephones) will be published in The Lancet Oncology in its July 1 issue, and in a few days online"
informação sobre a classificação 2B é importante, pois nela estão os elementos considerados possivelmente carcinogênos: (000331-39-5 Caffeic acid ), (000067-66-3 Chloroform), (000050-29-3 DDT), (000078-79-5 Isoprene), (000091-20-3 Naphthalene), (007440-02-0 Nickel, metallic and alloys), (000050-06-6 Phenobarbital), (007758-01-2 Potassium bromate), (000062-55-5 Thioacetamide) e muitos outros...
Mas chamo a atenção para um Detalhe Importante, no grupo 1 encontra-se (000064-17-5 Ethanol in alcoholic beverage). Então, acho a coisa está finalmente na perspectiva apropriada, ou você vai mesmo parar de beber?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Chutes Elegantes e Distribuições
Como já disse antes, terminei o livro Guesstimation e estou realmente impressionado com o poder do back-of-the-envelope-calculations.
Vamos a mais um exemplo: o Brasil tem cerca de 190 milhões de pessoas (190.732.694). Mas vamos aproximar por 200 milhões. Qual é o número de eleitores no país?
Bem, considerando que só pessoas acima dos 16 anos podem tirar o título eleitoral e que provavelmente pessoas acima de 65 anos não devem ter interesse em votar, basta estimar o tamanho restante da população.
Vamos colocar a estimativa de vida como 75 anos (é um pouco mais de 73, mas vamos arredondar), e o ínicio da idade para votar em 15 anos.
Então supondo uma distribuição uniforme da população de acordo com a idade temos: (75-15)/75*200
Isto dá 133 milhões de pessoas ( o número real é 135.804.433)
A grande aproximação está na uniformidade da distribuição. Esta é a surpresa...
Vamos ver o total de pessoas:
abaixo de 15 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo de 46 milhões)
Acima de 60 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo a 22 milhões)
Entre 15 e 20 anos: 5/75*200 = 13 milhões (o valor real é próximo a 17 milhões)
Entre 20 e 40 anos: 20/75*200 = 53 milhões (o valor real é próximo a 62 milhões)
Então bizarramente, a aproximação uniforme não dá resultados tão estranhos assim e parece poder ser usada com resultados na mesma ordem de magnitude.
Vamos a mais um exemplo: o Brasil tem cerca de 190 milhões de pessoas (190.732.694). Mas vamos aproximar por 200 milhões. Qual é o número de eleitores no país?
Bem, considerando que só pessoas acima dos 16 anos podem tirar o título eleitoral e que provavelmente pessoas acima de 65 anos não devem ter interesse em votar, basta estimar o tamanho restante da população.
Vamos colocar a estimativa de vida como 75 anos (é um pouco mais de 73, mas vamos arredondar), e o ínicio da idade para votar em 15 anos.
Então supondo uma distribuição uniforme da população de acordo com a idade temos: (75-15)/75*200
Isto dá 133 milhões de pessoas ( o número real é 135.804.433)
A grande aproximação está na uniformidade da distribuição. Esta é a surpresa...
Vamos ver o total de pessoas:
abaixo de 15 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo de 46 milhões)
Acima de 60 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo a 22 milhões)
Entre 15 e 20 anos: 5/75*200 = 13 milhões (o valor real é próximo a 17 milhões)
Entre 20 e 40 anos: 20/75*200 = 53 milhões (o valor real é próximo a 62 milhões)
Então bizarramente, a aproximação uniforme não dá resultados tão estranhos assim e parece poder ser usada com resultados na mesma ordem de magnitude.
Energia em Reações Químicas
Acabei de ler Guesstimation e lá estava na minha frente a resposta a uma das minhas grandes dúvidas a respeito de física: energia liberada nas reações químicas.
Pois bem, em uma reação química tal como comer comida ou queimar hidrocarbonetos, temos troca de elétrons entre átomos. Em uma reação a energia de troca de um elétrons é cerca de 1.5 eletron-Volts (eV). Isto da cerca de 3e-19 J.
Este conhecimento vem por causa do conhecimento acerca do funcionamento de baterias (as mesmas convertem energia química em energia elétrica).
Além da troca de elétrons temos de saber o número de moléculas envolvidas na reação química. No caso temos de saber o peso atômico de um mole (6e23) da substância em questão. Vamos a um exemplo:
Na gasolina podemos aproximar a composição química por um conjunto adequado de CH2. Nesse caso, a massa do carbono é 12 gramas por mole e a do hidrogênio é 1 grama por mole. Isto quer dizer que 1 kg de gasolina contém aproximadamente 70 moles.
1000/(12+2) = 71.5
Assim a energia de 1 kg de gasolina é:
70 x 6e23 x 2 x 1.5 x 3e-19 = 40e7 Joules (cerca de 40 MJ). No caso real a energia de 1 kg de gasolina é de 45 MJ. Mas considerando as aproximações realizadas (gasolina é CH2 por exemplo), temos um resultado excelente.
Este tipo de informação é interessante pois permite comparar energia de reações químicas com análogos elétricos de modo bastante direto. Um exemplo: uma pilha com 10 Ah corresponde a energia de 54 kJ.
Da mesma forma, como 1 Caloria corresponde a 4kJ, podemos estimar a energia que gastamos em 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano de modo simples e comparar isto com gastos em outros sistemas.
Como consumimos cerca de 2 kCaloria/dia então podemos dizer que isto corresponde a 8MJ/dia (2 kCaloria/dia x 4 MJ/kCaloria). Em 1 ano isto dá praticamente 3 GJ (3e9 Joules).
Então como fazer contas de energia nesta caso.
Outro exemplo: Carvão - 12g/mol - 1000/12 = 83.3. Aproximando por 80 temos:
80 x 6e23 x 1 x 1.5 x 3e-19 = 21 MJ (razoável aproximação)
Pois bem, em uma reação química tal como comer comida ou queimar hidrocarbonetos, temos troca de elétrons entre átomos. Em uma reação a energia de troca de um elétrons é cerca de 1.5 eletron-Volts (eV). Isto da cerca de 3e-19 J.
Este conhecimento vem por causa do conhecimento acerca do funcionamento de baterias (as mesmas convertem energia química em energia elétrica).
Além da troca de elétrons temos de saber o número de moléculas envolvidas na reação química. No caso temos de saber o peso atômico de um mole (6e23) da substância em questão. Vamos a um exemplo:
Na gasolina podemos aproximar a composição química por um conjunto adequado de CH2. Nesse caso, a massa do carbono é 12 gramas por mole e a do hidrogênio é 1 grama por mole. Isto quer dizer que 1 kg de gasolina contém aproximadamente 70 moles.
1000/(12+2) = 71.5
Assim a energia de 1 kg de gasolina é:
70 x 6e23 x 2 x 1.5 x 3e-19 = 40e7 Joules (cerca de 40 MJ). No caso real a energia de 1 kg de gasolina é de 45 MJ. Mas considerando as aproximações realizadas (gasolina é CH2 por exemplo), temos um resultado excelente.
Este tipo de informação é interessante pois permite comparar energia de reações químicas com análogos elétricos de modo bastante direto. Um exemplo: uma pilha com 10 Ah corresponde a energia de 54 kJ.
Da mesma forma, como 1 Caloria corresponde a 4kJ, podemos estimar a energia que gastamos em 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano de modo simples e comparar isto com gastos em outros sistemas.
Como consumimos cerca de 2 kCaloria/dia então podemos dizer que isto corresponde a 8MJ/dia (2 kCaloria/dia x 4 MJ/kCaloria). Em 1 ano isto dá praticamente 3 GJ (3e9 Joules).
Então como fazer contas de energia nesta caso.
- Conte quais e o número de átomos envolvidos
- Verifique qual é a massa atômica de cada envolvido (Hidrogênio 1g/mole, Carbono, 12 g/mole, oxigênio 16g/mole).
- Verifique quantos moles estão envolvidos na reação (se temos 1 kg veja quantos moles)
- Multiplique o número de moles por o valor de 1 mol pelo número de trocas de átomos por 1.5 elétrons-volts pela energia de 1 elétron-volt.
Outro exemplo: Carvão - 12g/mol - 1000/12 = 83.3. Aproximando por 80 temos:
80 x 6e23 x 1 x 1.5 x 3e-19 = 21 MJ (razoável aproximação)
domingo, 29 de maio de 2011
Paralelismo e Infinitude
Estou em um humor matemático (não no sentido Hahaha). Mas no sentido de curioso.
Fiquei pensando na afirmação "Retas paralelas se encontram no infinito"
Isto é verdade? Bem, a distancia entre duas retas paralelas permanece constante. Para que as retas se encontrem, em algum ponto esta distância deve ser zero.
Considere duas retas paralelas:
y=a*x & y=a*x+b
A distância entre estas retas é dada por:
d=sqrt((x1-x2)^2+(y1-y2)^2)
No ponto aonde elas se encontram x1=x2 e y1=y2 (ou seja os dois pontos devem coincidir). Para x1=x2 temos
y1=a*x1 & y2=a*x2+b=a*x1+b
substituindo temos:
d=sqrt((x1-x1)^2+(a*x1-a*x1-b)^2) = b
É interessante ver que está NÃO é a menor distância entre as retas. A menor distância entre as retas é b*cos(theta) aonde theta = arctan(a) (por geometria é fica mais fácil de ver).
Mas essa idéia traz a questão do ponto de encontro entre curvas. Se eu tenho uma curva g(x) e outra f(x), a distância entre elas para o mesmo x é:
d=abs(f(x)-g(x))
Se colocarmos g(x) =0 ou seja, o eixo y=0 (em duas dimensões) temos que encontrar a distância é o mesmo que encontrar o zero de f(x) - ou os pontos aonde f(x) toca (ou cruza) g(x)=0.
Note que esta notação serve para explicar o constitui uma raiz complexa. Trata-se do conjunto de coordenadas no plano complexo que faz a distância entre as duas curvas ser zero.
Fiquei pensando na afirmação "Retas paralelas se encontram no infinito"
Isto é verdade? Bem, a distancia entre duas retas paralelas permanece constante. Para que as retas se encontrem, em algum ponto esta distância deve ser zero.
Considere duas retas paralelas:
y=a*x & y=a*x+b
A distância entre estas retas é dada por:
d=sqrt((x1-x2)^2+(y1-y2)^2)
No ponto aonde elas se encontram x1=x2 e y1=y2 (ou seja os dois pontos devem coincidir). Para x1=x2 temos
y1=a*x1 & y2=a*x2+b=a*x1+b
substituindo temos:
d=sqrt((x1-x1)^2+(a*x1-a*x1-b)^2) = b
É interessante ver que está NÃO é a menor distância entre as retas. A menor distância entre as retas é b*cos(theta) aonde theta = arctan(a) (por geometria é fica mais fácil de ver).
Mas essa idéia traz a questão do ponto de encontro entre curvas. Se eu tenho uma curva g(x) e outra f(x), a distância entre elas para o mesmo x é:
d=abs(f(x)-g(x))
Se colocarmos g(x) =0 ou seja, o eixo y=0 (em duas dimensões) temos que encontrar a distância é o mesmo que encontrar o zero de f(x) - ou os pontos aonde f(x) toca (ou cruza) g(x)=0.
Note que esta notação serve para explicar o constitui uma raiz complexa. Trata-se do conjunto de coordenadas no plano complexo que faz a distância entre as duas curvas ser zero.
Perímetro sobre diâmetro
Todos conhecemos Pi? Imagino que boa parte sim. Ele é obtido da razão entre o perímetro e o diâmetro do círculo.
Mas você pode calcular a razão entre o perímetro e o diâmetro de qualquer sólido regular de N lados.
Na realidade é dada por uma fórmula simples: N* sin(Pi/N)
Segundo o conceito de limite podemos fazer N tender a infinito. Sabe qual é o resultado? Pi
Este resultado indica que um círculo nada mais é do que um polígono regular com um número infinito de lados.
Vamos só de curiosidade calcular quanto dá a razão entre o perímetro e o diâmetro de vários polígonos regulares
E assim vai.
Mas você pode calcular a razão entre o perímetro e o diâmetro de qualquer sólido regular de N lados.
Na realidade é dada por uma fórmula simples: N* sin(Pi/N)
Segundo o conceito de limite podemos fazer N tender a infinito. Sabe qual é o resultado? Pi
Este resultado indica que um círculo nada mais é do que um polígono regular com um número infinito de lados.
Vamos só de curiosidade calcular quanto dá a razão entre o perímetro e o diâmetro de vários polígonos regulares
- N=3 (triângulo) 2.598076212
- N=4 (quadrado) 2.828427124
- N=5 (pentagono) 2.938926262
- N=6 (hexagono) 3.
- N=7 (heptagono) 3.037186175
- N=8 (octogono) 3.061467460
- N=9 (eneagono) 3.078181290
- N=10 (decagono) 3.090169944
- N=100 3.141075908
- N=1000 3.141587486
- N=10000 3.141592602
- N=100000 3.141592653
- N=1000000 3.141592654
E assim vai.
sábado, 28 de maio de 2011
Argumentos Extremos e Preconceito Ideológico
Já mencionei aqui no blog sobre a questão da polêmica do livro didático. Deixando claro: o problema não é tão sério assim. Mas a coisa anda tomando rumos estranhos...
O livro fala sobre a idéia do preconceito socioliguistico. Bem, ele é real mesmo. Mas o problema é outro: o livro deveria abordar a questão de pessoas usarem "nos vai" ao invés de "nos vamos" como se ambas as formas fosse aceitáveis?
Bem... Para um livro com um público do ensino fundamental e médio, receio que esta questão deve ser evitada. O problema é que há uma série de equívocos ideológicos e lógicos que escapam ao leitor e aparentemente aos mestres que escreveram o texto.
No fundo o problema se encaixa no relativismo cultural e paradoxalmente na incapacidade de distinguir argumentos do tipo extremo (certo ou errado, sem nuances no meio). O argumento é que a população fala daquele jeito e é elitismo "impor" a chamada norma culta a eles sem explicar que o que eles falam não está errado.
Há aí dois problemas: o primeiro é do argumento extremo - o que eles falam não está errado. É o caso de falar alto e rir em um pagode não está errado, mas em uma Igreja está. Este conceito simples e familiar indica que há casos e casos - coisa que os "especialistas" parecem simplesmente ignorar.
Outro problema é o relativismo cultural: sua cultura é tão boa quanto a minha cultura - ou na sua versão mais extrema "Não existe conhecimento errado". Errado - e muito mesmo - tente fazer um paraquedas com o conhecimento "alternativo" e pular de uma torre que logo irá descobrir que realmente existe conhecimento errado.
O problema neste caso é que se imagina que "língua como construção intelectual" não esta sujeito a estas afetações mundanas de certo e errado. Errado novamente - e muito - ao se utilizar o uso culto da língua como categorização para separar pessoas (como por exemplo em um concurso público), estamos explicitamente declarando que existe sim "certo e errado" nesta "construção intelectual".
Mas isso não é o pior de tudo...
O pior de tudo é que ao adotar o lado do "não existe conhecimento errado" e "mundo em preto e branco" torna-se o elitista que se abomina. Em outras palavras: impede pessoas de melhorar sua vida em nome de preconceito ideológico.
Ou seja: segue-se o arco de Anakin Skywalker até Darth Vader.
O livro fala sobre a idéia do preconceito socioliguistico. Bem, ele é real mesmo. Mas o problema é outro: o livro deveria abordar a questão de pessoas usarem "nos vai" ao invés de "nos vamos" como se ambas as formas fosse aceitáveis?
Bem... Para um livro com um público do ensino fundamental e médio, receio que esta questão deve ser evitada. O problema é que há uma série de equívocos ideológicos e lógicos que escapam ao leitor e aparentemente aos mestres que escreveram o texto.
No fundo o problema se encaixa no relativismo cultural e paradoxalmente na incapacidade de distinguir argumentos do tipo extremo (certo ou errado, sem nuances no meio). O argumento é que a população fala daquele jeito e é elitismo "impor" a chamada norma culta a eles sem explicar que o que eles falam não está errado.
Há aí dois problemas: o primeiro é do argumento extremo - o que eles falam não está errado. É o caso de falar alto e rir em um pagode não está errado, mas em uma Igreja está. Este conceito simples e familiar indica que há casos e casos - coisa que os "especialistas" parecem simplesmente ignorar.
Outro problema é o relativismo cultural: sua cultura é tão boa quanto a minha cultura - ou na sua versão mais extrema "Não existe conhecimento errado". Errado - e muito mesmo - tente fazer um paraquedas com o conhecimento "alternativo" e pular de uma torre que logo irá descobrir que realmente existe conhecimento errado.
O problema neste caso é que se imagina que "língua como construção intelectual" não esta sujeito a estas afetações mundanas de certo e errado. Errado novamente - e muito - ao se utilizar o uso culto da língua como categorização para separar pessoas (como por exemplo em um concurso público), estamos explicitamente declarando que existe sim "certo e errado" nesta "construção intelectual".
Mas isso não é o pior de tudo...
O pior de tudo é que ao adotar o lado do "não existe conhecimento errado" e "mundo em preto e branco" torna-se o elitista que se abomina. Em outras palavras: impede pessoas de melhorar sua vida em nome de preconceito ideológico.
Ou seja: segue-se o arco de Anakin Skywalker até Darth Vader.
Queimar Ônibus faz sentido?
Vendo uma notícia no UOL sobre queima de ônibus fico pensando o que pode levar um conjunto de pessoas racionais a queimar um ônibus como forma de protesto.
"É assim mesmo, uma turba tem um comportamento irracional..." Isto é verdade (em parte), mas não conta toda a história. Depredar um ônibus pode ser atribuído a um comportamento irracional, mas depredar demanda tempo, esforço e uma certa vontade de fazer.
Já comportamentos com premeditação, como foi descrito na reportagem, indicam que a explicação da turba irracional não funciona direito. Há uma lógica na cabeça das pessoas que fizeram este ato (suspeito que ela existe em todos).
No caso de depredar ônibus velhos há uma sentido incerto, porém lógico, nisso. Afinal sob determinadas circunstâncias isto se constitui em um protesto legítimo, ainda que ilegal, sobre as condições de transporte coletivo. Não, não estou dizendo que isto é certo... Estou dizendo que não é totalmente irracional, mas não chega a ser totalmente racional.
No caso de ônibus novos, então suspeito que pode realmente existir má fé na jogada. Pode ser de companhias concorrentes de ônibus, pode ser de "militantes" que acreditam na violência como meio de obter o que desejam, podem ser diversos outros motivos...
Fica difícil dizer...
Mas a lição importante é que nem sempre um comportamento aparentemente irracional não está ligado a causas palpáveis.
E se queremos resolver problemas é necessário saber o que os causa. Do contrário, o problema pode aparecer novamente
"É assim mesmo, uma turba tem um comportamento irracional..." Isto é verdade (em parte), mas não conta toda a história. Depredar um ônibus pode ser atribuído a um comportamento irracional, mas depredar demanda tempo, esforço e uma certa vontade de fazer.
Já comportamentos com premeditação, como foi descrito na reportagem, indicam que a explicação da turba irracional não funciona direito. Há uma lógica na cabeça das pessoas que fizeram este ato (suspeito que ela existe em todos).
No caso de depredar ônibus velhos há uma sentido incerto, porém lógico, nisso. Afinal sob determinadas circunstâncias isto se constitui em um protesto legítimo, ainda que ilegal, sobre as condições de transporte coletivo. Não, não estou dizendo que isto é certo... Estou dizendo que não é totalmente irracional, mas não chega a ser totalmente racional.
No caso de ônibus novos, então suspeito que pode realmente existir má fé na jogada. Pode ser de companhias concorrentes de ônibus, pode ser de "militantes" que acreditam na violência como meio de obter o que desejam, podem ser diversos outros motivos...
Fica difícil dizer...
Mas a lição importante é que nem sempre um comportamento aparentemente irracional não está ligado a causas palpáveis.
E se queremos resolver problemas é necessário saber o que os causa. Do contrário, o problema pode aparecer novamente
Pequenas Pérolas do Cinema - X
Voltei a postar depois de uma semana bastante atarefada. Tive de adiar aulas por conta de reuniões e coisas afins. Mas vamos a mais uma pequena pérola do cinema. Hoje é dia do filme de terror Evil Dead.
Para uma versão mais próxima da comédia com a história praticamente igual temos Evil Dead II.
Quem estiver curioso pode ver também o último filme desta séria Evil Dead III - Army of Darkness. Mas um aviso: se o segundo é um filme horror com pitadas de comédia, o terceiro é um filme de comédia com pitadas de horror.
Para uma versão mais próxima da comédia com a história praticamente igual temos Evil Dead II.
Quem estiver curioso pode ver também o último filme desta séria Evil Dead III - Army of Darkness. Mas um aviso: se o segundo é um filme horror com pitadas de comédia, o terceiro é um filme de comédia com pitadas de horror.
domingo, 22 de maio de 2011
Não acredite em tudo que vê na internet
Caso em questão: cozinhando com o celular. Não demorou muito e surgiu o famoso vídeo sobre celulares e pipoca:
Naturalmente, quem tentou repetir o feito chegou no seguinte resultado.
Então porque não funcionou, se no vídeo o pessoal conseguiu? Simples: o pessoal nunca conseguiu fazer pipoca com celulares
O resultado seria idêntico com bananas
Não caia nessa, pois é só uma campanha de marketing que virou lenda urbana.
Naturalmente, quem tentou repetir o feito chegou no seguinte resultado.
Então porque não funcionou, se no vídeo o pessoal conseguiu? Simples: o pessoal nunca conseguiu fazer pipoca com celulares
O resultado seria idêntico com bananas
Não caia nessa, pois é só uma campanha de marketing que virou lenda urbana.
sábado, 21 de maio de 2011
Pequenas Pérolas do Cinema - IX
O filme de hoje é o drama de tribunal - And Justice for All
É Al Pacino em um dos seus melhores momentos, bem como uma crítica ácida ao sistema judiciário. Há várias cenas que valem o filme, mas deixo para cada um decidir quais são estas...
É Al Pacino em um dos seus melhores momentos, bem como uma crítica ácida ao sistema judiciário. Há várias cenas que valem o filme, mas deixo para cada um decidir quais são estas...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O problema da "Estatura Moral"
É o problema da hipocrisia. Peço que vejam o vídeo a seguir de Carlos Eugênio da Paz:
Deixo claro: o que ele fez é assassinato. O fato da vítima ter apoiado lado A ou B é irrelevante.
Ele apenas acha que seus crimes são justificados por uma moralidade superior. A moralidade dele e dos companheiros de guerrilha/terrorismo.
E isso não é o pior. O pior é que este tipo de ação teve como conseqüência indesejada o acirramento do conflito. Isso poderia ter sido previsto na idéia de soma de todas as probabilidades.
Estas ações acabaram por contribuir para que a ditadura ficasse mais tempo ainda.
Deixo claro: o que ele fez é assassinato. O fato da vítima ter apoiado lado A ou B é irrelevante.
Ele apenas acha que seus crimes são justificados por uma moralidade superior. A moralidade dele e dos companheiros de guerrilha/terrorismo.
E isso não é o pior. O pior é que este tipo de ação teve como conseqüência indesejada o acirramento do conflito. Isso poderia ter sido previsto na idéia de soma de todas as probabilidades.
Estas ações acabaram por contribuir para que a ditadura ficasse mais tempo ainda.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Discurso Histórico de Barack Obama
Hoje tivemos um momento absolutamente histórico: visão do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio.
A íntegra do discurso está aqui. Mais tarde eu coloco um vídeo, se conseguir.
A íntegra do discurso está aqui. Mais tarde eu coloco um vídeo, se conseguir.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Mais sobre a Polêmica do Livro didático
Mais informações sobre a questão do livro:
E o link para o referido capítulo do livro, com a nota do site.
Adicionando o que o Ministro da Educação falou:
E o link para o referido capítulo do livro, com a nota do site.
Adicionando o que o Ministro da Educação falou:
A polêmica do livro didático
Esta semana temos mais uma nova polêmica: um livro didático que usa chamada "norma popular da língua portuguesa".
Sabe o que vi da discussão? Poucos efetivamente leram o livro. Eu incluindo...
Então no interesse de melhorar a formação de opinião, eu coloco aqui um dos trechos que anda causando a polêmica.
Minha opinião? O livro não está fazendo este estrago todo. Mas se fizesse estaria completamente errado. Ensinar errado é atrapalhar - mas o livro não ensina propriamente errado, apenas mostra que existe uma diferença entre a norma culta e a popular.
Sim, há um dedinho de preconceito ideológico nesta idéia. Mas juro que não é meu...
Sabe o que vi da discussão? Poucos efetivamente leram o livro. Eu incluindo...
Então no interesse de melhorar a formação de opinião, eu coloco aqui um dos trechos que anda causando a polêmica.
Minha opinião? O livro não está fazendo este estrago todo. Mas se fizesse estaria completamente errado. Ensinar errado é atrapalhar - mas o livro não ensina propriamente errado, apenas mostra que existe uma diferença entre a norma culta e a popular.
Sim, há um dedinho de preconceito ideológico nesta idéia. Mas juro que não é meu...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Vale a pena limitar mandatos de deputados ou senadores?
Hoje vi no Correio Brasiliense uma proposta popular com o intuito de limitar o número de mandatos dos parlamentares. A idéia seria evitar o político profissional.
Isso me fez pensar...
Primeiro, porque o texto é o mesmo aonde quer que eu leia?
Segundo, qual é o tamanho do problema? Do senado cerca de 7.4% tem mais de 2 mandatos. Na câmara o número é maior: 35%. Mas suspeito que o número de deputados com vários mandatos seguem uma distribuição exponencial (ou de potência).
O texto sugere isto mesmo:
Se a regra do no máximo duas estivesse valendo, 181 deputados, 35% do total, estariam fora da legislatura. Levantamento do número de mandatos dos parlamentares em exercício realizado pelo Correio mostra que a repetição infinita do poder é regra na Câmara. O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) está na mesma cadeira há mais de 40 anos e renovou o mandato de quatro anos 11 vezes. Doze colegas do peemedebista estão na Casa desde o período de redemocratização e 54 superaram os 20 anos de mandato. No Senado, Casa em que mandatos duram oito anos, existe maior rotatividade. Da atual legislatura, seis parlamentares ou 7,4% dos 81 senadores têm mais de dois mandatos. Os mais antigos do Senado são Eduardo Suplicy (PT-SP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Garibaldi Alves (PMDB-RN), com três mandatos, José Agripino (DEM-RN) e Pedro Simon (PMDB-RS), com quatro, e o recordista, José Sarney (PMDB-AP), que registra cinco mandatos
Terceiro: qual o problema que se procura corrigir? É ruim o camarada ser eleito 10 vezes? Mas ele não passa por um processo de escolha - eleição? Ou isto é um indicação de curral eleitoral?
A argumentação não tem muito sentido:
O fato é que não entendi direito qual problema esta medida planeja resolver
Exceto se a existência de políticos reeleitos continuamente constitua um problema. Mas aí tem que explicar porque político reeleito várias vezes é necessariamente ruim.
Isso me fez pensar...
Primeiro, porque o texto é o mesmo aonde quer que eu leia?
Segundo, qual é o tamanho do problema? Do senado cerca de 7.4% tem mais de 2 mandatos. Na câmara o número é maior: 35%. Mas suspeito que o número de deputados com vários mandatos seguem uma distribuição exponencial (ou de potência).
O texto sugere isto mesmo:
Se a regra do no máximo duas estivesse valendo, 181 deputados, 35% do total, estariam fora da legislatura. Levantamento do número de mandatos dos parlamentares em exercício realizado pelo Correio mostra que a repetição infinita do poder é regra na Câmara. O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) está na mesma cadeira há mais de 40 anos e renovou o mandato de quatro anos 11 vezes. Doze colegas do peemedebista estão na Casa desde o período de redemocratização e 54 superaram os 20 anos de mandato. No Senado, Casa em que mandatos duram oito anos, existe maior rotatividade. Da atual legislatura, seis parlamentares ou 7,4% dos 81 senadores têm mais de dois mandatos. Os mais antigos do Senado são Eduardo Suplicy (PT-SP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Garibaldi Alves (PMDB-RN), com três mandatos, José Agripino (DEM-RN) e Pedro Simon (PMDB-RS), com quatro, e o recordista, José Sarney (PMDB-AP), que registra cinco mandatos
Terceiro: qual o problema que se procura corrigir? É ruim o camarada ser eleito 10 vezes? Mas ele não passa por um processo de escolha - eleição? Ou isto é um indicação de curral eleitoral?
A argumentação não tem muito sentido:
O movimento por no máximo dois mandatos é uma tentativa de mobilizar a sociedade a pressionar os políticos a aceitarem a regra voluntariamente, como forma de assumir compromisso de seriedade perante os eleitores. E os parlamentares que aceitassem o compromisso do no máximo duas estariam mostrando que não veem a função política como meio de enriquecimento pessoal e poder, além de um emprego garantido, resume o manifesto do ativista.
Os movimentos sociais argumentam que a perpetuação do poder representativo é uma das distorções no sistema representativo do país. Na pauta da reforma política proposta pela sociedade, as discussões sobre financiamento público de campanha, coligações partidárias e lista fechada estão diretamente ligadas à criação de regra que vetasse o tempo infinito de permanência no Poder Legislativo. A desqualificação do Legislativo assim eleito abre então espaço para o mecanismo da compra de parlamentares para constituir as ditas maiorias, o que torna os parlamentos um lugar extremamente atrativo para pessoas com nenhuma outra intenção senão a de vender, o mais caro que puderem, seu poder de votar leis e fiscalizar o Executivo, pondera Whitaker.
Pode-se argumentar que é uma forma de minar um curral eleitoral (não é - pois aí pode entrar filho, primo, tio e etc), ou que é uma forma evitar o enriquecimento pessoal e de poder (também não é - a pressão para fazer fortuna só aumentaria diminuindo a chance de perpetuação)O fato é que não entendi direito qual problema esta medida planeja resolver
Exceto se a existência de políticos reeleitos continuamente constitua um problema. Mas aí tem que explicar porque político reeleito várias vezes é necessariamente ruim.
E a implosão falhou
Bem que se tentou, mas a implosão do Estádio Mané Garrincha falhou - duas vezes.
Ao contrário do que muitos pensam, este Estádio não foi projetado por Oscar Niemeyer, mas por Ícaro e Eduardo Castro Mello. Aliás. Eduardo é o arquiteto da reforma do Estádio.
Bem, falhas de implosão não são impossíveis. Alias é fácil encontrar algumas no Google.
Naturalmente, não fica nada bem a implosão ter falhado 2 vezes mas não é algo exatamente inédito. Eu não tenho certeza das chances de falha, mas imagino que deva ser algo menor do que 10%.
Ao contrário do que muitos pensam, este Estádio não foi projetado por Oscar Niemeyer, mas por Ícaro e Eduardo Castro Mello. Aliás. Eduardo é o arquiteto da reforma do Estádio.
Bem, falhas de implosão não são impossíveis. Alias é fácil encontrar algumas no Google.
Naturalmente, não fica nada bem a implosão ter falhado 2 vezes mas não é algo exatamente inédito. Eu não tenho certeza das chances de falha, mas imagino que deva ser algo menor do que 10%.
domingo, 15 de maio de 2011
Da minha infância - Cometa atinge Phoenix
É de 1978 - A Fire in the Sky. Pelos padrões de hoje não é nada impressionante, mas eu ainda me lembro de ver este filme na TV Globo.
Hoje é praticamente impossível de encontrar.
Hoje é praticamente impossível de encontrar.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
E o Blogger apagou meus últimos posts
É uma pena. O Blogger entrou em manutenção e apagou meus últimos posts: Chances e Conhecimento e Terremoto hoje na Espanha, mas e em Roma?
Não os irei postar novamente, mas esta interrupção me mostra que o serviço não é exatamente confiável. Talvez seja hora de se considerar mudar para outro serviço de blog
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Post-Scriptum: Voltaram os posts
Não os irei postar novamente, mas esta interrupção me mostra que o serviço não é exatamente confiável. Talvez seja hora de se considerar mudar para outro serviço de blog
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Post-Scriptum: Voltaram os posts
terça-feira, 10 de maio de 2011
Ecos do Futuro? Ou Padrões na Areia?
Fique longe de Israel em 2017 e Londres em 2021! De onde veio esse aviso? Daqui.
O thread original é de 2009 e diz:
Anonymous 10/15/09(Thu)21:32 No.2844755
Podem procurar, está lá mesmo. Alguém do futuro veio nos avisar?
Nem tanto, se olharmos o padrão teremos que em 2001 e 2004 o que ocorreram foram atentados terroristas, e em 2010 o que ocorreu em Santigo foi um terremoto. E não podemos esquecer que em termos de vítimas, os terremotos do Haiti e China no mesmo ano tiveram números mais assustadores. E nem é preciso falar que não há menção ao terremoto de 2011 no Japão.
Então, o que está acontecendo?
Estamos vendo o que queremos ver, uma ilusão de ordem, de controle, de possibilidade. Na realidade, é possível postar inúmeras mensagens anonimamente ao longo da internet com predições falsas. Dado um número muito grande tudo pode acontecer.
A melhor forma de testar isto é verificar não aonde a previsão acertou, mas aonde ela errou...
O thread original é de 2009 e diz:
Anonymous 10/15/09(Thu)21:32 No.2844755
Shortly before it shut down, the underground website Baphomet warned everyone to stay away from NYC in 2001, Madrid in 2004, Santiago in 2010, Israel in 2017 and Lodon in 2021.
It also recommended you stock up on supplies before 2022.
Podem procurar, está lá mesmo. Alguém do futuro veio nos avisar?
Nem tanto, se olharmos o padrão teremos que em 2001 e 2004 o que ocorreram foram atentados terroristas, e em 2010 o que ocorreu em Santigo foi um terremoto. E não podemos esquecer que em termos de vítimas, os terremotos do Haiti e China no mesmo ano tiveram números mais assustadores. E nem é preciso falar que não há menção ao terremoto de 2011 no Japão.
Então, o que está acontecendo?
Estamos vendo o que queremos ver, uma ilusão de ordem, de controle, de possibilidade. Na realidade, é possível postar inúmeras mensagens anonimamente ao longo da internet com predições falsas. Dado um número muito grande tudo pode acontecer.
A melhor forma de testar isto é verificar não aonde a previsão acertou, mas aonde ela errou...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
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