segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Soberana, exceto quando não é...

Ao que parece, o resultado da última assembléia está causando rebuliço.

Uma breve pesquisa na internet mostra que há de tudo. Desde posicionamentos dos alunos, passando por posicionamentos de professores inconformados com o resultado, até exposições de como a coisa degringolou para começar. Este ponto é confirmado em um outro comentário (que dá nome aos inventores da uma assembléia relâmpago).

Claro que temos comentários realmente bem espirituosos.

Mas as pessoas tem de entender que o que temos aqui não tem nada a ver com certo ou errado, mas com posicionamentos com relação a visões de universidade e de movimento sindical.

Eu não sou exatamente fã da forma como a assembléia transcorreu, mas já tive em diversas assembleias antes e posso dizer que não temos nada de novo em termos de condução.
  • Inclusão de ponto de pauta em uma assembléia com pauta única? Já aconteceu...
  • Decisões em que parte dos professores se revoltou? Já aconteceu...
  • Professores acusando uns aos outros de golpe? Já aconteceu...
  • Manobras protelatórias? Já aconteceu...
  • Uso de estudantes ou membros do movimento estudantil para alavancar posições? Já aconteceu...
A diferença é que, dessa vez, o "outro lado" conseguiu prevalecer seu posicionamento.

Pessoalmente, preferia que tivéssemos avançado na ideia de um plebiscito para decisões importantes como esta, mas não lamento o fato do final da greve ter sido votado nesta última assembléia.

Mas, tudo indica que esse rebu ainda está longe de acabar...

Post Scriptum: E  a greve dos servidores também está em vias de acabar.

domingo, 19 de agosto de 2012

Robôs Japoneses

Trago uma série japonesa muito boa: Neon Genesis Evangelion.

Esse seriado é muito interessante em vários aspectos: há um lado psicológico, religioso, de ação e mesmo desenvolvimento de personagem. A trilha sonora também é muito boa.

A série tem dois finais diferentes. Um mais "psicológico" e outro repleto de ação. Por ser mais difícil de encontrar, eu trago aqui o final repleto de ação.

sábado, 18 de agosto de 2012

Alienígenas Dominando Tudo

Trago hoje um clássico da ficção dos anos 50: A Invasão do Discos Voadores

Dessa vez tive a sorte de encontrar o filme completo.

E Termina a Greve de Professores da UnB...

Ontem, em uma assembléia para lá de tumultuada, decidiu-se pelo fim da greve de professores e o retorno imediato às aulas.
Uma das votações (houve várias)
Se o leitor procurar mais notícias, vai ver múltiplas acusações de golpe.

E estas acusações estarão parcialmente corretas...

Houve uma tentativa de golpe e um contra-golpe. A tentativa de golpe foi a convocação de uma assembléia no apagar das luzes para adiar a eleição para reitor. O contra-golpe foi uma mobilização massiva de última hora para barrar esta pauta.

Só que outros professores aproveitaram o momento para encaminhar o fim da greve.

Então quero que o leitor perceba: a mobilização não foi para encerrar a greve, mas para barrar o adiamento das eleições. O fim da greve foi um resultado inesperado.

Os que estão insatisfeitos com esse resultado devem entender que foi a tentativa de adiar as eleições que precipitou, em última análise, o fim da greve. Ou seja um golpe e um contra-golpe.

Se foi tudo bonito e certo? Eu tenho minhas dúvidas... Mas não há vítimas nessa história.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O que há em uma Cota?

Uma notícia relativamente recente é sobre as cotas sociais de 50% no acesso à universidade.

Este post não é para comentar sobre a propriedade ou não da lei, mas sobre os seus efeitos na concorrência. A razão é que as pessoas costumam comentar notícias assim sem avaliar quais são seus efeitos.

Ora bolas, leis costumam ser criadas sem avaliar seus efeitos...

Post Scriptum: Mas antes, quero agradecer ao comentário que me levou a checar os cálculos. Ao invés de calcular concorrência, eu calculei o inverso da concorrência. Então, resolvi consertar!

Então vamos ver como isto afeta a concorrência. Vamos dizer que w é o percentual das cotas (0 até 1). No caso temos alunos de escolas privadas (N_privadas) e de escolas públicas (N_públicas). O número de vagas é V.

Antes das cotas a concorrência  (C_atual) é:

C_atual = (N_privadas+N_públicas)/V

Depois das cotas, a concorrência para os alunos das escolas públicas é:

C_pública = N_públicas/(w* V)

E das privadas é:

C_privada = N_privadas/((1-w)*V)

Como isto se relaciona com a concorrência atual? Vamos dividir a concorrência depois das cotas pela concorrência atual:

C_pública/C_atual = N_públicas/(w*(N_privadas + N_públicas)) = 1/(w*(1+N_privadas/N_públicas))

C_pública = C_atual/(w*(1+N_privadas/N_públicas))

C_privada/C_atual = N_privadas/((1-w)*(N_privadas + N_públicas)) =1/( (1-w)*(1+N_públicas/N_privadas))

C_privada = C_atual/((1-w)*(1+N_públicas/N_privadas))

Para que a concorrência fique igual a que era anteriormente temos de ter

w =1/(1+N_privadas/N_públicas) = N_pública/(N_pública+N_privada)

Então qualquer desvio deste percentual irá causar mudança na concorrência para os segmentos. Como será esta mudança?

C_pública/C_privada = [w*(N_privadas + N_públicas)/N_públicas]/[(1-w)*(N_privadas + N_públicas)/N_privadas]

C_pública/C_privada = (1-w)/w*N_públicas/N_privadas

Para tanto temos de colocar números. Na Fuvest temos a seguinte situação:
  • Inscritos de Escola Pública: 43.158
  • Inscritos de Escola Privada: 97.439
Isto dá N_privadas/N_públicas = 2.26. Para w=1/2 (50% de cotas sociais) temos:

C_pública/C_privada = 1/2.26 = 0.44

E as concorrências?

C_pública = 2/(1+2.26)*C_atual = 0.61 * C_atual
C_privada = 2/(1+1/2.26)*C_atual = 1.39 * C_atual

Ou seja: aumentou a concorrência dos inscritos de escola privada e diminuiu a concorrência dos alunos de escola pública (o que as cotas se propunham a fazer).

Mas isto é a Fuvest. E o caso do ENEM? Uma estimativa é pela isenção de pagamento:

N_privadas/N_públicas = 0.5. Neste caso, com w=1/2 temos:

C_pública/C_privada = 0.5

E as concorrências?

C_pública = 2/(1+0.5)*C_atual = 4/3 * C_atual
C_privada = 2/(1+2)*C_atual = 2/3 * C_atual

Se estivermos interessados em probabilidade basta inverter estes resultados.

p(passar com cotas |pública) = 3/4 * p(passar| situação atual)
p(passar com cotas |privada) = 3/2 * p(passar| situação atual)

Ou, mostrando de outra maneira:

p(passar com cotas |pública) = 1/2 * p(passar com cotas |privada)

Ou seja, o contrário do que as cotas se propunham a fazer. Claro que isto vai depender do sistema e de qual curso. Mas efetivamente é mais ou menos isso que deve acontecer.

A Eleição que Não Deveria Ocorrer

Hoje estive no início do debate entre os candidatos a reitoria da UnB.
A foto é na realidade do debate anterior, mas foi o que consegui.
Eu já me pronunciei a respeito de eleições para reitor, e como já disse não creio que deveriam haver eleições para reitor. O caso seria mesmo de indicação...

Mas o interessante do debate é como a UnB está começando a se transformar em prefeitura do interior do Brasil. Promessas irrealizáveis, cálculos políticos, populismo - há de tudo.

Isso não quer dizer que eu não tenha posicionamento com relação as chapas. Eu tenho meu voto.

Mas não estou fazendo este post para propaganda. Nesse ponto, eu irei fazer oportunamente um post sobre as razões para minha escolha. Aí, o leitor poderá entender as razões da mesma.

O post trata mais de como é curiosa a polarização subjacente ao debate. Ela não estava totalmente visível, mas estava lá.

Temos 10 chapas: Viver UnB, Gira UnB para uma Nova Gestão, Inova UnB, Construindo a Unidade, UnB Excelente e Solidária, UnB Somos Nós, O Amanhã Fazemos Juntos, UnB + 50, Inovação e Sustentabilidade e Uma Reitoria Valente para Honrar a UnB (quem desejar mais informação de uma olhada aqui). Destas dez, cerca de quatro (chapas 80, 82, 84 e 87) são formadas por ex-membros da gestão atual (bom, tecnicamente talvez o atual vice-reitor não seja).
A candidata da Chapa 84 nos seus tempos de Decanato

A candidata da Chapa 80 nos seus tempos de decanato
O candidato da Chapa 82 nos seus tempos de Vice-Reitoria
O candidato da Chapa 87 nos seus tempos de prefeitura (na realidade pode ser do tempo de assessoria).
E tirando a chapa 82, as três restantes se classificam como oposição (e em certo grau até são mesmo, mas nem tanto assim quanto alardeiam).

Claro que nesta hora é necessário um malabarismo intelectual para se caracterizar como oposição. Fica difícil, mas graças a natural amnésia seletiva de muitos e ao desconhecimento de alguns, as pessoas conseguem convencer parte (boa parte) da audiência disto.

As demais chapas (81,83,85, 86, 88 e 89) tem vínculos diferentes com a gestão atual. A chapa 88 é razoavelmente alinhada ideologicamente com membros da direção atual, já a 89 tem seus vínculos, mas em menor grau. Restam então como oposição de fato (de carteirinha) as chapas 81, 83, 85 e 86.

E aí temos a polarização. O que será que vai ocorrer? Como esta novela/ campanha irá se desenrolar?

Aguardem os próximos posts...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conversão de Unidades

Alguns países utilizam o sistema imperial de unidades. Para nós, que estamos acostumados com o sistema métrico, isto pode causar alguma confusão.

A conversão é na realidade um problema de multiplicação ou divisão. Há:
  • polegada tem 2.54 cm (2.54 cm/polegadas) - portando 10 polegadas são: 10 polegadas * 2.54  = 2.54 cm/polegada = 25.4 cm (39.37 polegadas/metro)
  • 1 são 12 polegadas (12 polegadas/pé) - portanto 3 pés são 36 polegadas ou: 3 pés * 12 polegadas/pé = 36 polegadas = 36 polegadas * 2.54 cm/polegada = 91.44 cm (0.9144 metros - que é também a unidade de jardas). Isto dá 1.0936 jardas/metro.
  • 1 milha são 5280 pés (5280 pés/milha) - portanto 1 milha são: 1 milha * 5280 pés/milha = 5280 pés * 12 polegadas/pé * 2.54 cm/polegada = 160934.4 cm (ou 1.609344 km). Isto dá 0.62137 km/milha.
  • 1 légua são 3 milhas - o que significa 4.828032 km
  • 1 onça (fluida) são 28.4130625 mililitros - portanto 20 onças são 568.26125 ml (ou 1 pint, ou 1/2 quarto).
  • 1 galão são 8 pints - portanto 8 pints/galão * 20 onças/pint * 28.4130625 ml/onça = 4.54609 litros/galão. Isto dá 0.21996 litros/galão
  • 1 onça são 28.349523125 gramas (28.349523125 gramas/onça). Isto dá 0.03527 onças/grama
  • 1 libra são 16 onças - portanto 16 onças/libra * 28.354923125 gramas/onça = 453.59237 gramas/libra. Isto dá 2.2046 libras/kg.
O difícil é memorizar tudo isso, e utilizar quando o caso é inverso.

Então pensando nisso, bolei um esquema para simplificar as contas. Em uma aproximação de primeira ordem:
  • Há próximo a 4 polegadas em 10 cm, ou 40 polegadas em 1 metro. Assim: Para descobrir quantas polegadas tem X metros basta multiplicar X metros*40 polegadas/metro. Para descobrir quanto metros tem Y polegadas basta Y polegadas * 1/40 metros/polegada. Mas dividir por quarenta é a mesma coisa que multiplicar por 5 e dividir por 200, ou seja Y polegadas * 5 /200 metros/polegadas (se for em cm é mais simples Y polegadas * 5/2 cm/polegadas). Ou seja: para saber quantas polegadas há em X metros, multiplique X metros por 40. Já para saber quantos metros são Y polegadas, divida Y polegadas por 40.
  • Como o pé são 12 polegadas então 1 pé = 3 * (4 polegadas em 10 cm). Assim 1 pé = 12 polegadas em 30 cm. Para descobrir quantos pés tem X metros basta dividir X por 3 (ou multiplicar por 3, adicionar 10% e dividir por 10). Use então 1 metro como sendo igual a 3 pés.  Ou seja: para saber quantas pés há em X metros, multiplique X metros por 3. Já para saber quantos metros são Y pés, divida Y pés por 3.
  • A milha é mais fácil de ser aproximada por média. Há um pouco menos de 2/3 de milha em 1 km, e há um pouco mais do que 3/5 de milha em 1 km. Então fazemos as aproximações 1 km é aproximadamente 1/2* (2/3+3/5) = 19/30. Se estiver complicado use os 2/3, ou seja 3 km a cada 2 milhas; ou os 3/5 - 3 milhas a cada 5 km.  Ou seja: para saber quantas milhas há em X quilômetros, multiplique X quilômetros por 3 e divida o resultado por 5. Já para saber quantos quilômetros são Y milhas, divida Y milhas por 3 e multiplique o resultado por 5.
  • O pint é mais fácil de ser aproximado por 1/2 litro. Isto faz com que 2 pints sejam 1 litro. Isto faz com que 1 galão (8 pints) sejam aproximadamente 4 litros.  Ou seja: para saber quantas pints há em X litros, multiplique X litros por 2. Já para saber quantos litros são Y pints, divida Y pints por 2.
  • A onça pode ser aproximada como a média entre 30 gramas e 25 gramas. Pela média de 25 gramas, há 40 onças em 1 quilo. Já pela média de 30 gramas há 33 onças em 1 quilo.  Ou seja: para saber quantas onças há em X quilos, multiplique X quilos por 100 e divida o resultado por 4. Já para saber quantos quilos são Y onças, divida Y onças por 100 e multiplique o resultado por 4.
  • Já a libra é 16 onças. Considerando 40 onças em 1 quilo, significa que temos 2.5 libras em 1 quilo (ou 5 libras a cada 2 quilos). Um valor mais próximo do real é 22 libras em 10 quilos.  Ou seja: para saber quantas libras há em X quilos, multiplique X quilos por 2. Já para saber quantos quilos são Y libras, divida Y libras por 2.
Já em aproximação de segunda ordem a coisa fica mais próxima, mas é necessário um pouco mais de conta. Nesse caso usamos os fatores de conversão mais apropriados:
  • Calculo de quantas polegadas há em X metros : na realidade há algo muito próximo de 3.937 polegadas em 10 cm. Isto é aproximadamente 3.94 = (4-0.06) = 4*(1-0.015), ou aproximadamente 4*(1-0.02). A conta fica: Multiplique X metros por 40 e subtraía 2 % do total. Vamos ao exemplo: Quantas polegadas são 2 metros? 2* 40 (80), menos 2% (1.6) que dá 78.4 polegadas (o valor real é 78.74015748031496).
  • Calculo de quantos metros há em Y polegadas: O cálculo é muito parecido, ou seja, dividimos por 40 e adicionamos 2%. A conta fica: Divida Y polegadas por 40 e adicione 2%. Vamos ao exemplo: Quantos metros tem 32 polegadas? 32/40  (0.8), mais 2% (0.016) que dá 0.816 metros (o valor real é 0.8128).
  • Calculo de quantos pés há em X metros:  1 metro tem algo próximo 3.28 pés. Isto pode ser aproximado como 3.3 = 3*(1+0.1). A conta então fica: Multiplique X metros por 3 e adicione 10% do total obtido. Vamos ao exemplo: Quantas pés são 2 metros? 2* 3 (6), mais 10% (0.6) que dá 6.6 pés (o valor real é 6.561679790026247).
  • Cálculo de quantos metros há em Y pés: a conta é similar a anterior, só que neste caso teremos 1/3*(1-0.1).  A conta então fica: Divida Y pés por 3 e subtraia 10% do total obtido. Vamos ao exemplo: Quantos metros são 3 pés? 3 /3 (1), menos 10% (0.1) que dá 0.9 metros (o valor real é 0.9144).
  • Calculo de quantos milhas há em X quilômetros:  9.6 quilômetros tem algo próximo 6 milhas.  Ou seja 10/6*(1-0.04) quilômetros são 1 milha.  A conta então fica: Multiplique X quilômetros por 3, divida o resultado por 5 e adicione 4% do total obtido. Vamos ao exemplo: Quantas milhas são 10 quilômetros? 10* 3 /5 (6), mais 4% (0.24) que dá 6.24 milhas (o valor real é 6.21371192237334).
  • Cálculo de quantos quilômetros há em Y milhas: a conta é similar a anterior, só que neste caso teremos 5/3*(1-0.04).  A conta então fica: Divida Y milhas por 3 , multiplique o resultado por 5 e subtraia 4% do total obtido. Vamos ao exemplo: Quantos quilômetros são 3 milhas? 3 /3 *5 (5), menos 10% (0.2) que dá 4.8 quilômetros (o valor real é 4.828032).
  • Cálculo de quantos pints há em X litros: 1.76 pints correspondem a 1 litro. Isto é aproximadamente 7/4 *(1+0.01). A conta então fica: Multiplique X litros por 7, divida o resultado por 4. Vamos ao exemplo: Quantos pints são 5 litros?  5 *7/4  que dá 8.75 (o valor real é 8.798769931963512)
  • Cálculo de quantos litros há em Y pints: a conta é similar. Multiplique Y pints por 4 e divida o resultado por 7. Vamos ao exemplo: quantos litros são 7 pints? 7/7 * 4 = 4 litros (o valor real é 3.97782875)
  • Cálculo de quantas onças há em X gramas: 1 onça é aproximadamente 28 gramas Isto pode ser escrito como 30 * (1-0.07). Então a conta fica: Divida X gramas por 30 e some ao total 7%. Vamos ao exemplo:  quantas onças são 100 gramas?  100 /30 (3.333), mais 7% (0.2333) que dá 3.566 (o valor real é 3.527396194958041).
  • Cálculo de quantas gramas há em Y onças: a conta é similar: Multiplique Y onças por 30 e subtraia 7% do total. Vamos ao exemplo: quantas gramas são 10 onças? 10* 30 (300), menos 7% (21) que dá 279 gramas ( valor real é 283.49523125).
  • Cálculo de quantas libras há em X quilos:  2.2 libras equivale a 1 quilo. Então 2*(1+0.1) libras é 1 quilo. Logo a conta fica: Multiplique X quilos por 2 e some 10% ao total. Vamos ao exemplo: quantas libras são 25 quilos? 25* 2 (50), mais 10% (5) que dá 55 libras (o valor real é 55,1155655462194).
  • Cálculo de quantos quilos há em Y libras: a conta é similar. Divida Y libras por 2 e subtraia 10% do total. Vamos ao exemplo:  quantos quilos são 210 libras? 210/2 (105), menos 10% (10.5), que dá 94.5 quilos (o valor real é 95.2543977).
Estas continhas são bastante úteis nos casos de viagem (por exemplo, conversão de massa no caso de bagagens).

O Poder da Narrativa

Quando paramos para pensar fica claro o imenso poder que uma narrativa possui.

Não apenas para divertir, mas para convencer de determinados pontos de vista. Isso tanto pode ser proposital no sentido ideológico, quanto no sentido de melhorar a narrativa. Afinal, contar uma história é algo bastante ligado ao lado social do ser humano.

O problema começa quando a narrativa nos envolve a tão ponto de confundirmos fantasia com realidade. E isso costuma se transformar em um problema sério, via de regra.

Vamos a um exemplo. Os leitores devem estar familiarizados com a história do pescador e do executivo, não?

Esta história parece ter tido origem no livro de Timothy Ferris, mas é usada de várias formas dependendo de quem a está contando. O objetivo que costumo mais ouvir é sobre qual é o ponto em criar empresas, afinal? Este objetivo costuma vir mascarado em uma moral da história ou contexto em que a história aparece.

Mas, independente da ideologia do contador da história, o mais provável é que a história seja exatamente isto que parece ser: uma história.

No entanto, ela é utilizada como instrumento de convencimento, mesmo não sendo necessariamente fato ou verdade. E o mais extraordinário: costuma funcionar...

Isto funciona de modo espantoso, pois indica que temos realmente dificuldade de separar ficção de realidade. Talvez seja porque histórias tenham sido a forma de ilustrar idéias ou conceitos, mas de algum modo se tornaram mais do que isso. As pessoas confundem uma boa história com a narrativa de fato.

Também não ajuda em nada o fato de utilizarmos mitos para adequarmos comportamentos, ensinarmos a viver em sociedade, ou mesmo para simplesmente divertir. A forma mais simples de difundir sabedoria popular praticamente dissolve a linha entre fato e ficção.

O uso da narrativa pode então ser uma arma muito poderosa no convencimento de pontos de vista específicos: basta misturar realidade com ficção, de modo que as partes da realidade confirmem as impressões das pessoas, mas que a ficção seja impossível de verificar, e presto: temos um boato!

E de boatos, o mundo está cheio.

Curiosamente muitos deles parecem ter vida própria. Seriam reforçados por diversas pessoas com o passar do tempo, ou apenas por aqueles interessados em manter o boato?

Difícil dizer.

Mas posso dizer o seguinte: o modo errado de lidar com um boato é ignorá-lo. É bem verdade que nega-lo simplesmente não adianta, nesse ponto o mais importante é esclarecer o que é ficção e o que é verdade.

Algo que este blog tenta fazer por vezes.

domingo, 12 de agosto de 2012

Uma Chama na Escuridão

Um seriado dos anos 90 que eu adorava era Babylon 5.

O seriado contava a história de uma estação espacial que fazia papel de entreposto diplomático, comercial e  local para descanso e lazer. Ao contrário do famoso Arquivo X, o seriado teve uma mitologia toda especial planejada desde o início que criou uma série de arcos na história que durou 5 anos.

O projeto quase foi ao chão quando o protagonista inicial se meteu a besta e resolver sair do seriado para novos horizontes de interpretação. Mas felizmente, o seriado conseguiu adaptar a mitologia de modo a acomodar a sua saída.

Se o leitor tiver chance, minha sugestão é assistir. Babylon 5 é televisão em escala épica - algo raro de se ver.

sábado, 11 de agosto de 2012

De Volta à Casa

Depois de três semanas em viagem (depois eu posto um pouco do que vi), estou novamente de volta a terrinha.

Mas vou começar devagar no posts, afinal ainda estou de férias...

Então trago hoje um bom filme de animação: Mad Monster Party.

O filme é uma sátira em animação de várias películas antigas de terror. Por sorte, o filme completo está também disponível:

O filme é razoavelmente divertido, afinal ninguém é perfeito, perfeito, perfeito, perfeito...

domingo, 5 de agosto de 2012

Abestalhação Geral

Ainda estou de férias, mas parece que o febeapá que assola o país (e a UnB) ainda continua forte.

Ainda não dá para comentar devido a dois fatores: minha inabilidade com o IPad e a preguiça de descobrir como resolver estas questões.

Assim, vou deixar para colocar minhas idéias na internet quando voltar ao Brasil.

Mas não se enganem: o Brasil está completamente doido, e a UnB mais ainda.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Férias!

Bom gente, eu estou de férias!
Obra de Por uma Mão na Roda.
Como não parei durante a greve, os alunos já tiveram as provas e já divulguei as notas.
Estou considerando aguardar ainda o final da greve para lançar as menções em uma das disciplinas. Acredito que possam haver alunos que ainda desejem fazer revisões.
Mas, só vou me preocupar com isto depois que eu voltar de férias.
Quanto ao blog, eu vou atualizando assim que puder.

domingo, 22 de julho de 2012

Deslizando por Dimensões

O show de Televisão que irei falar hoje é Sliders.

Na realidade, eu recomendo a primeira temporada e um pouquinho da segunda. O show mostra terras alternativas, afinal os protagonistas viajam através de diversos universos paralelos.

No fundo, cada universo servia de tema para os roteiristas explorarem características desejáveis e indesejáveis do nosso universo (o famoso "e se?").

sábado, 21 de julho de 2012

Pequenas Pérolas do Cinema - 69

Hoje temos Body Double.

O trailer é bom, mas parece que é de outro filme. O filme tem uma excelente trilha sonora de Pino Donaggio.

E o diretor ainda colocou de brincadeira um videoclipe inteiro dentro do filme

E ainda tive a sorte de encontrar o filme (em duas partes). Parte 1:

Parte 2:

Boa diversão

sexta-feira, 20 de julho de 2012

De Volta para o Futuro - a Data Correta!

Só avisando que certamente muita gente ainda vai receber foto montagens dizendo que dia X ou dia Y é o dia que Marty Mc Fly foi ao futuro.

A data correta é quarta-feira, 21 de outubro de 2015. Isto acontece em De Volta para o Futuro II. Para deixar claro, trago um vídeo aonde foram compiladas todas as vezes que o circuito de tempo do filme é mostrado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Guerra Suja

Finalizei a parte principal do livro "Memórias de uma Guerra Suja" e agora estou nos anexos.
No tempo da repressão.
Já cheguei a algumas conclusões a respeito do livro. A primeira delas é que o Espírito Santo parece estar coalhado de ligações com o crime (organizado ou não). A segunda é que os agentes da repressão acabaram no final prestando consultoria e serviços ao crime antes, durante e depois do regime militar (e ainda prestam - vejam o caso do Idalberto Matias). A terceira conclusão é que o conceito de utilizar recursos ligados ao crime para fins políticos parece ser comum tanto a esquerda quanto a direita (e o reverso também é verdade).
Antes de virar pastor.
A quarta conclusão é que muita coisa do livro advém da famosa Rádio Corredor. Ela é bem comum tanto no serviço público quanto no privado.
Mais recente
Mas deixo claro: tirando alguns exageros que o Cláudio Guerra faz na narrativa (como por exemplo afirmar categoricamente que fulano ou sicrano é da CIA - o fulano realmente existe, mas daí a coloca-lo na CIA...), uma certa tendência a narrar fatos que certamente não poderia estar envolvido, e o fato que o autor atuou no crime durante praticamente toda a vida; não impede que pelo menos parte do que foi relatado seja verdade.

Mas temos que lembrar que ele parece que não abandonou os velhos hábitos (e nem são tão velhos assim). E existem ainda os que dizem que Guerra está mentindo (e acreditem: não é só do lado dos que apoiaram o regime militar). Claro que há denúncias que ele está marcado para morrer - mas dada a vida que levou...

A realidade é que os incidentes relatados no livro merecem mais investigação. Mesmo com interesses querendo se aproveitar da questão (de vários lados mesmo).

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Não se iluda: mesmo ser bonzinho custa...

Você sabe quanto custa ser verde?

Acha que não custa nada? Ah, pense novamente...

Está complicado? Vamos a um exemplo: energia elétrica.

Comparação de custos da energia
Tipo de recurso
Custo médio (centavos de US$ por kWh)
Hidrelétrica
2-5
Nuclear
3-4
Carvão (em inglês)
4-5
Gás natural (em inglês)
4-5
Vento
4-10
Geotérmica (em inglês)
5-8
Biomassa (em inglês)
8-12
Célula combustível a hidrogênio 
10-15
Solar
15-32
Fontes: Associação Americana de Energia Eólica, Wind Blog, Stanford School of Earth Sciences.
Deu para perceber? A energia eólica pode custar de 2 a 5 vezes mais que a hidrelétrica, a solar pode custar de 3 a 16 vezes mais e assim por diante. Então a situação é a seguinte: sua conta de luz é X. Se a sua geração de energia é hidrelétrica, ao incluir uma outra forma de geração isto significa que sua conta vai aumentar.

Para efeito de comparação: se 90% da sua energia é hidrelétrica e o resto é:

  • Eólica, sua conta passa a ser entre 1.1 X e 1.4 X
  • Solar, sua conta passa a ser entre 1.65 X e 2.5 X

Adivinhe o que acontece quando o percentual é de 50%?


  • Eólica, sua conta passa a ser entre 1.5 X e 3 X
  • Solar, sua conta passa a ser entre 4.25 X e 8.5 X

Ou seja, ser verde custa no bolso. E isto meio que atrapalha a vida de muita gente.
Não sou fã de banho frio mesmo - Retirado daqui.
Mas não tem problema... Quer ser verde pelo menos quanto a energia elétrica? Tome banho frio.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Capitalismo de Favoritos

Uma grande verdade é que a maioria dos brasileiros tem uma idéia muito equivocada do capitalismo.
 Capitalismo de Estado - Retirado daqui.
O que conhecemos como capitalismo aqui no Brasil é o capitalismo de Estado. E mais ainda, o Estado funciona não só como um facilitador, mas acaba por determinar o que pode e o que não pode no sistema.
 Bom para poucos em detrimento de muitos - Retirado daqui.
Por vezes, o Estado decide privilegiar alguns em detrimentos de muitos, ou mesmo alguns em detrimento de outros.

Isto é o que se conhece como capitalismo no Brasil.
Capitalismo de Estado: todo mundo faz, só que em graus diferentes - Retirado daqui.
Em tese a coisa pode variar um pouco mais (desde o Estado "hands on" até o Estado "hands off"). Mas o mais comum é um grau de combinação entre os dois extremos. Mas não se deixem enganar: todo mundo pratica alguma forma de capitalismo de Estado.
O lucro é de poucos, mas o prejuízo é de todos - Retirado daqui.
Mas no Brasil além de termos um capitalismo de Estado temos também uma fusão de um capitalismo nepotista e corporativista.

Tudo que eu estou escrevendo já foi objeto de análise por Raymundo Faoro no seu livro "Os Donos do Poder".

Aliás, preciso de terminar de ler este livro...
Olha só quem deveria fiscalizar em última análise - Retirado daqui.
Mas não se enganem: isto não mudou no país (o PSDB, PT e demais partidos operam do mesmo modo). Toda vez que virem uma lei esdrúxula, ou que claramente só beneficia um grupo particular (normalmente parecendo uma coisa boa para população, mas de fato garantindo um mercado cativo), não tenham dúvidas: é o nepotismo corporativo do capitalismo de Estado Brasileiro.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Coisas que Mentimos para Nós Mesmos - 34

Fala-se muito sobre a greve nas universidade federais.
Dizem que é causada pela insatisfação dos professores e pela necessidade de aperfeiçoamento da carreira.

Isto é verdade? Não, não é... Duvida? Dê uma olhada na comparação das propostas e preste atenção ao detalhe do EBTT. Note que existem propostas de diversas entidades.


O fato pode ser explicitado pelas seguintes perguntas: Por que um novo plano de carreira? O que há de errado com o antigo? Não dá para ajustar o antigo às necessidades atuais?

Mas o fato é que a greve tem muito mais a ver com briga política, visão de mundo, e poder. Mas está é a visão dos professores? Não, não é...
Para explicar isto tem que entender algumas sopas de letrinhas: ANDES, CUT, CONLUTAS, PSTU,  PSOL, PCO, e PCB.
Em poucas palavras:
CUT é controlada pelo PT. PCO surgiu de um racha no PT (1991).  PSTU surgiu de outro racha no PT (1994). PT ganhou as eleições (2002). PSOL surge de outro racha no PT (2004). O PSTU e PSOL se organizam para criar o CONLUTAS como alternativa a CUT (que, segundo a visão dos dois partidos, é agora uma entidade pelega). 
Em 2010 o CONLUTAS é criado oficialmente. E passa, em 2012, destrona o papel da CUT no ANDES: A Andes se desfilia da CUT e se filia ao CONLUTAS
O que quer o CONLUTAS? Ora, o de sempre.... O que quer o PSTU? Ou o que quer o PSOL?
Ou seja: briga política, só que em escala nacional.
O salário dos professores, ou o plano de carreira são apenas detalhes. E a enorme maioria dos professores está paralisada (não aparece na universidade), mas não participa da greve (porque não aparece na universidade, ou nos atos de protesto). Podemos dizer que estão de grérias (greve + férias).
Você acha mesmo que isso é uma parcela significativa dos professores?
E o que dizer então dos estudantes...
* Um detalhe: este post foi escrito antes da proposta do governo. Como era esperado, a proposta foi recusada pelo sindicato. Se isto vai "colar" nas assembléias, eu tenho dúvidas. Mas é bem possível que "cole".

domingo, 15 de julho de 2012

O Inglês Paciente e o Americano Tranquilo

Hoje é dia de uma série muito pouco lembrada, mas particularmente boa: The Persuaders!

A série se baseava em grande parte na camaradagem adversária entre Danny Wilde e Brett Sinclair.

E também nas artistas convidadas.

sábado, 14 de julho de 2012

Pequenas Pérolas do Cinema - 68

Esqueça Jake, é Chinatown.
Deixo aqui também uma pequena análise do filme.
O filme teve uma sequência, mas apesar dela ser boa, ela não é nenhuma Chinatown.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

E a Verdade acaba mostrando a sua Face

A CUT vai ao socorro dos réus do mensalão.


Se o tribunal não fizer do jeito deles, eles prometem ir às ruas protestar.

Manchete sensacionalista? Propaganda maldosa contra a CUT e o PT?

Nada disso...

Duvida? Veja aqui.
"Não pode ser um julgamento político", disse Freitas à Folha. "Se isso ocorrer, nós questionaremos, iremos para as ruas." Freitas será empossado presidente no congresso que a CUT realizará nesta semana em São Paulo.
É o que diz Vagner Freitas, o novo presidente da CUT (ainda vai tomar posse).
Retirado da Rede Brasil Atual.
"Ah, RAX, você está distorcendo o que ele disse!" alguém pode dizer.

Mesmo? O julgamento é dos réus, e não do governo Lula ou das suas políticas (apesar de saber que haverá gente que vai tentar fazer a ligação). Quem vai julgar é a suprema corte do paísO que você está me dizendo então, é que a suprema corte do país vai fazer um julgamento político e não técnico?

Normalmente, eu até concordaria com você, mas dessa vez não dá para ser assim.  Peço que você pense bem um pouquinho no que você disse. Pense, pense, e pense um pouco mais... agora extrapole o mesmo raciocínio para as decisões que a corte tomou e que você concorda.

Aí o julgamento também foi político? Não teve nada a ver com justiça?

Pois é, a via é de mão dupla. Um julgamento político dá muita margem para dores de cabeça futuras. Não cabe ao STF fazer isso. Isso pode (e acontece) no congresso e outras instâncias não judiciais. Se o judiciário começa a fazer julgamentos políticos, então a coisa vai ladeira abaixo.

Então dizer que vai levar a força da CUT às ruas se o julgamento for político é uma ameaça. E isso se dá em dois níveis: primeiro, permite que se categorize uma decisão indesejada de "decisão política" e não técnica. Segundo, lança sombra sobre a isenção da corte (se bem que nesse ponto eu também tenho muitas reservas - mas isso é pessoal e não institucional).

Alternativamente, podemos caracterizar tudo isso como um caso de peleguismo* do brabo. Uma outra frase é bem indicadora de como é o pensamento:
"Não vamos permitir o retrocesso, a volta dos tucanos, do PSDB, ao governo e aos governos", disse Henrique, sendo aplaudido.
Democracia tem dessas coisas: idas e vindas. Faz parte do jogo. O desenlace lógico do que o atual presidente da CUT falou é a perpetuação de um partido ou grupo no poder (e por isso deve ter sido chamado a atenção).

E todos nós sabemos o que isso significa, não? Não? Então dê uma lida nisso:
Vilfredo Pareto diz no Trattato di Sociologia Generale que a ideologia serve para defesa dos interesses particulares, isto é, de um grupo com interesses específicos (Cf. PARETO, 1916). O grupo que almeja perpetuar-se no poder vale-se da ideologia subjetiva e da ideologia utilitária, isto é, de um uso ideológico da teoria. Por exemplo, o partido político ou o político pode encontrar na ideologia a legitimidade subjetiva e o apoio utilitário para se perpetuar no poder.
*Aliás, uma das definições de peleguismo é linda: (Popular, pejorativo, neologismo) pessoa/entidade que visa ocupar os espaços de representatividade de determinada categoria de modo a barrar as lutas/mobilizações da mesma em prol de um outro grupo opressor.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ecos de 1964

Estou lendo o livro Memórias de uma Guerra Suja.

Já havia falado sobre esse livro em post anterior, mas só agora o encontrei em livraria. Finalmente comecei a lê-lo.

O livro é bem interessante e conta diversos episódios da guerra entre o regime militar e os guerrilheiros. Essencialmente, o texto mostra um quadro de perseguição e morte, aonde os militares se aliaram a polícia civil, militar e a contravenção para alcançar o objetivo de acabar com a guerrilha.

Mas o mais interessante é que depois do barulho na época do lançamento do livro, sobreveio um silêncio.

Suspeito que as pessoas leram o livro e começaram a ver as coisas de modo menos preto e branco

Começaram a enxergar os tons de cinza.

Mas algo interessante também é que o livro traz um link para uma monografia feito pelo famoso (no livro) Freddie Perdigão Pereira. A monografia pode ser acessada aqui. Comecei a ler a mesma e parece que a leitura vai valer a pena.

Assim que encontrar algo interessante, eu posto aqui

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Controle e Burocracia

Muitos falam dos problemas da corrupção no Brasil (que são muito sérios mesmo, mas menos do que se propala).
E ao mesmo tempo muitos falam dos problemas da burocracia.
Mas ninguém fala que os dois estão ligados. Sim, estão ligados de forma recíproca.

Na forma direta, o aumento da burocracia estimula a busca de jeitinhos, do dinheiro da cervejinha, e outros eufemismos para corrompidos e corruptores. A burocracia facilita que se criem mecanismos de "aceleração" do andamento de processos, de verificação de etapas, aonde se dilui a responsabilidade por uma infinidade de chefias, sub-chefias e suas respectivas assinaturas (algo que já era mencionado nos Federalist Papers)

Muito bem, esta foi a forma ligando Burocracia -> Corrupção. Mas e como é a forma inversa?

Bom, aí é melhor você se sentar confortavelmente e respirar fundo, pois o que vêm a seguir é de doer...

O aumento da corrupção leva a um... aumento de burocracia! Como? Bem, a idéia usual para conter a corrupção é a criação de novos controles. E mais controles significa?

Sim, isso mesmo... Mais burocracia.

Então como fazer? Diminuir a burocracia vai aumentar a corrupção? Ou Diminuir a burocracia vai diminuir a corrupção?

Bom, se isto tudo parece confuso, é porque eu coloquei as coisas de uma forma que induzem a pensar que a única variável da corrução é a burocracia. Bem, não é. Existem outros fatores (entre eles a questão de punição e responsabilização) que tem efeito controlador.

Mas interessante mesmo era tirar um gráfico sobre o índice de corrupção com o índice de burocracia.
E adivinhem... Deu o que se imaginava:

terça-feira, 10 de julho de 2012

Escolas, Criatividade e a Mediocridade

Vi uma palestra famosa do TED de Sir Ken Robinson

Nela, o palestrante afirma que as escolas estão matando a criatividade.

Não concordo muito com isso não. Creio que ele mostra uma simplificação de um processo muito complexo: o processo educacional.

Mas eu quero que o leitor perceba alguns pontos:

  1. A questão da estigmatização do erro é muito mais penetrante na sociedade do que foi mostrada (não é só na escola, mas na sociedade como um todo). A idéia que todos devem ter espaço para erros é muito bonita, mas tem furos graves. Que um exemplo que desmonta o argumento? A crise econômica de 2008, que foi causada por uma série de erros de pessoas muito inteligentes e supostamente criativas. Errar é permitido, desde que não faça uma caca gigantesca! Então temos de ter mais cuidado, pois erros de proporções globais são caros e custam não só dinheiro, mas vidas.
  2. Identificar exemplos específicos, de sucesso ou fracasso  de pessoas que saíram fora do sistema tradicional de ensino (como ele fala de Gillian Lynne) não validam ou invalidam o sistema existente. O que estas pessoas provam é que o sistema não funciona bem para todos. E esta é uma falha inerente a um sistema que tenta ser universal.

Ou seja, não concordo com tudo que ele diz, mas ele definitivamente levanta alguns pontos importantes. E neles é que vou me concentrar.


A primeira coisa que temos que entender é que a escola, seja ela boa ou ruim, tem como objetivo educar, segundo um currículo pré-determinado, os seus alunos. O que significa educar neste caso?

De modo simples, "educar" é fazer com que os alunos passem a ter algum grau de proficiência nos tópicos que são ministrados. O grau de proficiência mínimo é determinado pela escola, por orgãos superiores ou coisa que valha.

A partir da definição deste grau de proficiência é que as coisas passam a ficar complicadas.

A primeira barreira é: nem todo mundo tem facilidade para aprender os tópicos que se deseja ensinar. Isso por si é um tremendo problema, pois alguns terão graus diferentes de dificuldade no aprendizado deste ou daquele tópico. E nisto não estamos incluindo o efeito de professores ruins, ou de métodos defasados.

E aí vem um dos grandes problemas: em um sistema que se deseja ser universal, estas discrepâncias irão levar a tratar os alunos de forma uniforme e mais ou menos homogênea - promovendo o que chamamos de mediocridade (mas que é na realidade uma palavra que virou estigma - medíocre significa mediano).

Claro, não é possível que todos estejam acima da média! Aliás, para termos pessoas acima da média, temos de ter pessoas abaixo da média. Então já aí começa uma tendência esquizóide da educação: não é possível educar para que todos sejam acima da média (para ser mais exato a palavra deveria ser mediana).

Isso é intrínseco ao sistema.

Mas o problema ainda é mais complexo.

No caso, a maior dificuldade para um tratamento educacional individualizado é justamente uma das características do sistema: massificação. Ao decidirmos levar a educação para as massas, torna-se impraticável justamente o acompanhamento individualizado.

Então o processo toma forma de uma escolha: como não é possível atender a 100% dos alunos, passa-se a admitir um percentual de "sucesso". No entanto ignoramos se é de 70%, 80%, 90%, ou mais.

Mas o palestrante tem razão em diversos pontos, e em particular em um ponto principal: este sistema pode ser melhorado e muito. A criatividade pode ser melhor estimulada, o sistema pode admitir mais inter disciplinaridade e não precisa necessariamente ficar focado somente no lado analítico do ensino.

De qualquer modo é importante frisar um ponto: o sistema educacional moderno não foi desenvolvido por extra-terrestres, não veio escrito nas tábuas dos dez mandamentos, e nem está imbuído no nosso código genético. O sistema é uma construção humana, e portanto é reflexo da sociedade em que se desenvolveu.
Retirado daqui.

Isso é sempre importante lembrar.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Coisas que Mentimos para Nós Mesmos - 33

Vez por outra, eu encontro um ou outro texto que sofre de ignorância social (socialis ignorantia - segundo o Google). E via de regra, o texto é uma mistura mal-ajambrada de preconceitos, ignorância e um tiquinho de sentimento de superioridade (às vezes bem mais do que um tiquinho).

Um destes eu recebi via e-mail da Adunb: Greve por uma educação além do capital.

Normalmente, eu leio uma coisa destas e deixo para lá. Afinal, todos tem direito a opinião, e não é porque alguém fala algo que você não concorda, que é necessário retrucar... Mas, tudo tem limite.

Eu poderia replicar o texto e contestar ponto a ponto o que foi dito. Mas ao invés disto eu vou deixar apenas uma provocação para os que acreditam no conceito da mais valia:
Retirado de Socius.
Quem está expropriando a mais valia dos funcionários públicos mencionados no texto (também conhecidos como professores)?
Retirado de Mais Valia.
Não seria... o povo?

sábado, 7 de julho de 2012

Pequenas Pérolas do Cinema - 67

Hoje resolvi trazer um clássico de 1983 que trouxe o conceito de Guerre Nuclear para os lares mundo afora: The Day After

E dessa vez encontrei o filme completo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Infográfico sobre o consumo de calorias nos Estados Unidos


Nos meus estudos sobre calorias, encontrei um infográfico que explica parte do problema do aumento do peso. Quero que notem que em 1970 temos uma média per capita de 2168 Calorias. Isto não é muito para uma população com altura média e peso médio como a norte americana. Já em 2008, o número de calorias havia subido para 2673. E isto já era bastante, mesmo para uma população com altura média e peso médio como a dos norte-americanos.
A fonte original deste gráfico está aqui!