Eu não conseguir evitar: saí procurando no google news informações sobre o passado de Zelaya (antes de 2009). Mas só notícias oficiais:
De 2008
Petrocaribe cria fundo alimentício de US$ 450 milhões
"..O presidente hondurenho, Manuel Zelaya, indicou que o fundo "será destinado unicamente ao desenvolvimento de projetos alimentícios", e ressaltou que "esta é uma nova resposta a velhos problemas".
Zelaya explicou que os recursos serão distribuídos a organizações camponesas, cooperativas e grêmios de criadores de gado e agricultores, para que executem projetos que eles apresentem e que sejam aprovados pelo Conselho."
Principais partidos de Honduras definem candidatos à Presidência
"Tegucigalpa, 1 dez (EFE).- Os vencedores das eleições primárias realizadas domingo em Honduras, o liberal Mauricio Villeda e o opositor Porfirio Lobo, proclamaram seus amplos triunfos perante seus rivais, que também reconheceram suas derrotas.
Villeda, do governante Partido Liberal, e Lobo, do opositor Partido Nacional, ganharam assim as candidaturas presidenciais para as eleições gerais de 29 de novembro do próximo ano.
O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) informou hoje que, com 65,71% dos votos apurados, Villeda acumula 51% e seu principal rival, Roberto Micheletti, 28%.
Villeda representa o movimento liderado pelo vice-presidente de Honduras, Elvin Santos, que não foi inscrito por impedimento constitucional, ao haver desempenhado a titularidade do Executivo, enquanto Micheletti era apoiado pelo presidente Manuel Zelaya."
Chávez diz que entrada de Honduras na Alba fortalece integração
"Caracas, 23 ago (EFE) - A Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), criada em 2004 por Venezuela e Cuba, recebe na próxima segunda-feira Honduras como novo membro do mecanismo, que coloca a integração regional com especial ênfase no desenvolvimento humano."
Honduras
"O Auditor Geral confirmou que foi aberta uma investigação sobre os gastos do governo do presidente Manuel Zelaya de mais de US$2 milhões na criação do semanário El Poder Ciudadano nos últimos nove meses, segundo Proceso Digital."
Denunciam ameaças ao dirigente camponês Rafael Alegria
"Adital -
Rafael Alegría, dirigente camponês de Honduras e membro da Comissão Coordenadoria Internacional da Via Camponesa, está sendo objeto de ameaças por parte de fazendeiros e membros da polícia nacional por conta de um enfrentamento sangrento pela Luta de terra , entre o Grupo Camponês Guadalupe Carney e a Família Osorto, ocorrido domingo (03) do ano em curso, na comunidade de Silin, Trujillo, Colón, onde resultaram 11 pessoas mortas e 2 feridas."
De 2007
Emissoras de Honduras são obrigadas a transmitir propaganda do governo
"LONDRES - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, determinou que todas as emissoras de TV e rádio do país passem a veicular duas horas de propaganda governamental por dia.
Segundo o presidente, essa medida é necessária para neutralizar o que ele define como uma "campanha de desinformação" sobre sua administração e permitir que o governo explique uma série de projetos que estão em andamento. "
HONDURAS: SHELL E PETROLÍFERA LOCAL PROCESSAM ESTADO POR PERDAS APÓS DECRETO
"Tegucigalpa, 9 mar (EFE).- A multinacional Shell e uma empresa petrolífera hondurenha abriram um processo contra o Estado de Honduras, devido às perdas sofridas após um decreto do presidente Manuel Zelaya que mudou a fórmula para fixar os preços dos combustíveis."
GRUPO DO RIO APÓIA A MANUTENÇÃO DA MINUSTAH NO HAITI
"GEORGETOWN, 3 mar (AFP) - O Grupo do Rio apoiou a manutenção dos capacetes azuis das Nações Unidas no Haiti em sua declaração final, no encerramento neste sábado da XIX reunião cúpula, em Georgetown, anunciou o presidente dominicano Leonel Fernández."
Presidente de Honduras imita Chávez com programa
"Irritado com a cobertura negativa da imprensa, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, está assumindo os horários noturnos para fazer transmissões pró-governo, que lembram as do venezuelano Hugo Chávez.
O governo Zelaya determinou que os canais nacionais de rádio e TV transmitam dez dos seus programas a partir da noite de segunda-feira, o que alarmou os defensores da liberdade de expressão no país centro-americano.
A Anarh, entidade nacional da mídia, disse que a ocupação das transmissões é "um ataque à liberdade de pensamento do tipo empregado em países governados por regimes totalitários".
Zelaya, que está no poder desde janeiro de 2006, acusa a imprensa hondurenha de exagerar nas críticas e diz que as notícias negativas são ruins para o clima de negócios no país.
Ex-magnata da madeira, o presidente já enfrentou greves de professores e renúncia de ministros, e se voltou contra jornalistas devido a reportagens sobre corrupção. "
PRESIDENTE HONDURENHO PILOTA AVIÃO DE COMBATE F5-F
"Tegucigalpa, 3 mai (EFE).- O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pilotou hoje um caça de combate F5-F, aterrissando em Tegucigalpa."
Dois dias de protestos contra políticas de um governo neoliberal
"Adital -
A Coordenação Nacional de Resistência Popular (CNRP) chama o povo hondurenho a se organizar e unificar esforços na mobilização que, de hoje (27) até amanhã, parará o país para protestar contra a política neoliberal promovida pelo governo de Manuel Zelaya e ditada pelos organismos financeiros internacionais. Apesar das ameaças das autoridades de reprimir violentamente as manifestações; os movimentos sociais e sindicais mantêm o programado. "
Depois eu volto com mais info
Este blog tem como propósito sincero esclarecer as notícias e novidades sem confundir.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A questão de Honduras
O governo de Honduras passa por momentos difíceis. Ao mesmo tempo que o presidente eleito resolveu dar um "golpezinho", a solução utilizada pelo poder judiciário e legislativo tornou o problema ainda maior.
No melhor cenário, Zelaya ficaria na presidência até as eleições e passaria o cargo para o próximo presidente. Mas devido a uma série de circunstâncias, a solução encontrada foi provavelmente uma das piores possíveis.
Então como ficamos?
Não há muito o que discutir: houve um golpe e a solução é o retorno do presidente até as eleições. Mas isto é factível? Aí é duvidoso...
O problema é que muita gente, por absoluta ignorância, acredita no conto da carochinha que Zelaya mudou radicalmente de lado (viu a luz?).
Dado o histórico de todos, a maior chance é que ele esteja se aproveitando da guinada a esquerda da América Latina para se perpetuar no poder.
Infelizmente, muitos sequer consultaram a biografia de Zelaya. Ele não é uma pessoa sem posses e pelo que sei não se desfez delas quando teve sua "iluminação". Então quem acredita que ele é comunista também é capaz de acreditar em papai noel.
Mas deixando isto de lado, ainda há a questão da legalidade. E neste caso Honduras sofreu com os diversos golpes que já teve. Não interessa aos Estados Unidos tentar resolver esta situação, pois qualquer posição que tome fora da "golpe de estado que deve ser combatido" pode trazer mais sombras ao processo e a já debilitada reputação norte-americana.
Enquanto isto, Zelaya está na embaixada brasileira fazendo o que não devia: comícios! Então, fica-se em um impasse: Zelaya quer voltar a presidência e os golpistas não o querem lá.
Uma solução de compromisso é trazer Zelaya até o final do mandato e permitir que concorra a outras eleições que não presidente. Mas temos aí a questão de se manter cobras dentro de casa.
Só espero que não radicalizem um problema já por demais complicado.
No melhor cenário, Zelaya ficaria na presidência até as eleições e passaria o cargo para o próximo presidente. Mas devido a uma série de circunstâncias, a solução encontrada foi provavelmente uma das piores possíveis.
Então como ficamos?
Não há muito o que discutir: houve um golpe e a solução é o retorno do presidente até as eleições. Mas isto é factível? Aí é duvidoso...
O problema é que muita gente, por absoluta ignorância, acredita no conto da carochinha que Zelaya mudou radicalmente de lado (viu a luz?).
Dado o histórico de todos, a maior chance é que ele esteja se aproveitando da guinada a esquerda da América Latina para se perpetuar no poder.
Infelizmente, muitos sequer consultaram a biografia de Zelaya. Ele não é uma pessoa sem posses e pelo que sei não se desfez delas quando teve sua "iluminação". Então quem acredita que ele é comunista também é capaz de acreditar em papai noel.
Mas deixando isto de lado, ainda há a questão da legalidade. E neste caso Honduras sofreu com os diversos golpes que já teve. Não interessa aos Estados Unidos tentar resolver esta situação, pois qualquer posição que tome fora da "golpe de estado que deve ser combatido" pode trazer mais sombras ao processo e a já debilitada reputação norte-americana.
Enquanto isto, Zelaya está na embaixada brasileira fazendo o que não devia: comícios! Então, fica-se em um impasse: Zelaya quer voltar a presidência e os golpistas não o querem lá.
Uma solução de compromisso é trazer Zelaya até o final do mandato e permitir que concorra a outras eleições que não presidente. Mas temos aí a questão de se manter cobras dentro de casa.
Só espero que não radicalizem um problema já por demais complicado.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Bola de Cristal II
Previsão de celulares no Brasil em 2009
Mínimo: 162.2 milhões
Esperado: 166.5 milhões
Máximo: 170.2 milhões
Valor atual (Agosto de 2009): 164.5 milhões
Será que a minha previsão irá se concretizar?
E para 2010? Entre 180 e 187 milhões!
Uau!
Mínimo: 162.2 milhões
Esperado: 166.5 milhões
Máximo: 170.2 milhões
Valor atual (Agosto de 2009): 164.5 milhões
Será que a minha previsão irá se concretizar?
E para 2010? Entre 180 e 187 milhões!
Uau!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Bola de Cristal I
Previsão do crescimento de celulares para o mundo em 2009
Valor esperado: 4,37 bilhões
Valor Mínimo: 4,14 bilhões
Valor Máximo: 4,63 bilhões
Resultado divulgado para o segundo trimestre: 4,3 bilhões
Será que acerto?
Valor esperado: 4,37 bilhões
Valor Mínimo: 4,14 bilhões
Valor Máximo: 4,63 bilhões
Resultado divulgado para o segundo trimestre: 4,3 bilhões
Será que acerto?
Blog muito interessante
Estou vendo este final de semana o blog do Claudiomar.
Recomendo a todos, pois trata das peripécias da figura ao redor do mundo. Taí uma coisa que bate uma vontade de fazer de vez em quando.
Mas quando vi os preços de uma estadia no Japão - Ixi!
Recomendo a todos, pois trata das peripécias da figura ao redor do mundo. Taí uma coisa que bate uma vontade de fazer de vez em quando.
Mas quando vi os preços de uma estadia no Japão - Ixi!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Algo de novo no ar
Estou vendo a entrevista com o Cabo Anselmo.
Olha, esta entrevista tem nove partes. Mas francamente é algo que merece ser assistido.
Talvez seja a conversa mais franca que já vi na televisão sobre a guerrilha no Brasil. Vou colocar o link:
Olha, esta entrevista tem nove partes. Mas francamente é algo que merece ser assistido.
Talvez seja a conversa mais franca que já vi na televisão sobre a guerrilha no Brasil. Vou colocar o link:
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Preço de Banana
Esta semana começou a vigorar uma lei no Estado de São Paulo que demanda que a venda de bananas seja feita por quilo, ao invés de dúzia ou unidade.
Estranho?
Nem tanto, a questão da venda a quilo é mais embaixo. Quanto? Bem, é a nível do produtor.
O problema é que apesar do produtor vender a caixa de bananas - padrão de 20-23 quilos, o atacadista compra a chamada caixa cheia. E daí? Bem, se existem muitos produtores e muito menos atacadistas (não é um "se" na verdade, mas um "como") então o produtor, fica sob pressão para vender a caixa com mais bananas (cheia) e não pelo peso.
Isto é ruim? Bem, na realidade há um ganho da parte do atacadista nesta situação. Nada de ilegal, mas é como se as leis da oferta e da procura fossem ligeiramente pervertidas para que o lado do atacadista ganhasse sempre.
Então qual foi a solução? Os produtores se reuniram e através dos meios de pressão normais conseguiram uma lei que demandasse a venda por quilo. E a lei, depois dos trâmites normais, foi aprovada em 2008 e agora finalmente sancionada.
O que isto vai fazer? Bem, supondo que a caixa de 21 quilos ficasse na realidade com 23.1 quilos (10%) a mais, então o atacadista iria levar 10% a mais do que realmente pagou. Isto significa que ele leva mais bananas do que o corresponde aos 21 quilos. Quanto a mais? Bem depende da massa da banana.
Se uma banana corresponde a 125 gramas então cada 1 quilo são 8 bananas. Portanto 21 quilos são 168 bananas e 23.1 quilos são 184 bananas. Isto correspondem a 16 bananas a mais.
Mas em termos práticos?
No mercado de atacado de Brasília uma caixa de banana prata custa até R$ 26,00 no atacado. Se a caixa tem 20 quilos isto dá um preço de R$ 1,30 por quilo ou R$ 1,95 a dúzia. O preço mais barato é R$ 18,00 por caixa resultando em R$ 0,90 por quilo ou R$ 1,35 a dúzia.
Já no varejo temos que o preço quando a compra é realizada a R$ 1,24 o quilo, a venda é realizada a R$ 1,80. Multiplicando temos um fator de 1.45.
Mas isto é com valores medidos em quilos. Ok, já se ele compra uma caixa de 20 kgs e paga pelo equivalente a uma de 18 kgs, então há um fator adicional de 1.11.
Isto faz com que seu lucro tenha um fator de 1.61 ao invés de 1.45.
Esperto, não?
Bem, então o que acontecerá com o consumidor no final?
É possível que o preço se eleve. Se for para compensar a diferença então estamos falando de um aumento de 11%.
No entanto, devido a natureza do mercado eu desconfio que não será bem assim.
Estranho?
Nem tanto, a questão da venda a quilo é mais embaixo. Quanto? Bem, é a nível do produtor.
O problema é que apesar do produtor vender a caixa de bananas - padrão de 20-23 quilos, o atacadista compra a chamada caixa cheia. E daí? Bem, se existem muitos produtores e muito menos atacadistas (não é um "se" na verdade, mas um "como") então o produtor, fica sob pressão para vender a caixa com mais bananas (cheia) e não pelo peso.
Isto é ruim? Bem, na realidade há um ganho da parte do atacadista nesta situação. Nada de ilegal, mas é como se as leis da oferta e da procura fossem ligeiramente pervertidas para que o lado do atacadista ganhasse sempre.
Então qual foi a solução? Os produtores se reuniram e através dos meios de pressão normais conseguiram uma lei que demandasse a venda por quilo. E a lei, depois dos trâmites normais, foi aprovada em 2008 e agora finalmente sancionada.
O que isto vai fazer? Bem, supondo que a caixa de 21 quilos ficasse na realidade com 23.1 quilos (10%) a mais, então o atacadista iria levar 10% a mais do que realmente pagou. Isto significa que ele leva mais bananas do que o corresponde aos 21 quilos. Quanto a mais? Bem depende da massa da banana.
Se uma banana corresponde a 125 gramas então cada 1 quilo são 8 bananas. Portanto 21 quilos são 168 bananas e 23.1 quilos são 184 bananas. Isto correspondem a 16 bananas a mais.
Mas em termos práticos?
No mercado de atacado de Brasília uma caixa de banana prata custa até R$ 26,00 no atacado. Se a caixa tem 20 quilos isto dá um preço de R$ 1,30 por quilo ou R$ 1,95 a dúzia. O preço mais barato é R$ 18,00 por caixa resultando em R$ 0,90 por quilo ou R$ 1,35 a dúzia.
Já no varejo temos que o preço quando a compra é realizada a R$ 1,24 o quilo, a venda é realizada a R$ 1,80. Multiplicando temos um fator de 1.45.
Mas isto é com valores medidos em quilos. Ok, já se ele compra uma caixa de 20 kgs e paga pelo equivalente a uma de 18 kgs, então há um fator adicional de 1.11.
Isto faz com que seu lucro tenha um fator de 1.61 ao invés de 1.45.
Esperto, não?
Bem, então o que acontecerá com o consumidor no final?
É possível que o preço se eleve. Se for para compensar a diferença então estamos falando de um aumento de 11%.
No entanto, devido a natureza do mercado eu desconfio que não será bem assim.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Falsas impressões
Já repararam em comercial para venda de carros?
Trânsito inexistente
Avenidas Largas
Espaços Amplos
E nos casos dos utilitários?
Então, o que exatamente eles estão vendendo? Melhor pensar que todos passeios de carro são assim ou mais próximos de um suplício em congestionamentos?
Bem, as pessoas tem vontade de acreditar em algo. Talvez seja por isto que enganar e ser enganado parece ser um traço comum das pessoas
Trânsito inexistente
Avenidas Largas
Espaços Amplos
E nos casos dos utilitários?
Então, o que exatamente eles estão vendendo? Melhor pensar que todos passeios de carro são assim ou mais próximos de um suplício em congestionamentos?
Bem, as pessoas tem vontade de acreditar em algo. Talvez seja por isto que enganar e ser enganado parece ser um traço comum das pessoas
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Decisões Irracionais
Recebi um e-mail faz pouco tempo clamando pela greve na UnB.
Ora, a greve feita desta maneira está fadada ao fracasso. Não existem dúvidas a respeito.
O caminho certo é o da negociação e principalmente da ação judicial. Mas porque então querer fazer a greve?
Ao meu ver há duas explicações: a primeira é um fracasso na avaliação do problema e com isto, parte-se para a solução que já é conhecida. Em outras palavras: se a única ferramenta que se tem é um martelo, então tudo se parece com prego.
A segunda explicação é um pouco mais sinistra: a proposta parte da avaliação correta que a greve será contraproducente e destinada ao fracasso. Então, partindo do princípio que isto é conhecido resta apenas o interesse que este seja o desfecho em questão.
Mas porque isto? Bem, uma greve destinada ao fracasso enfraquece uma categoria, mas também enfraquece a liderança desta categoria. E se for este o objetivo, então o salto lógico é justamente o de tentar desestabilizar esta liderança - com objetivos mais mundanos (poder).
Pode-se perguntar então porque a pessoa que propõe a idéia iria lucrar com isto já que a mesma está atrelada ao lançamento desta idéia. Mas neste caso, a solução é simples: caso a idéia seja aceita (a greve) então basta entrar em conflito com a diretoria em todos os instantes. Quando a greve fracassar, ficará a famosa pecha de "Não fizeram do jeito que falei, então afundaram a todos".
Caso a pessoa se mantenha fiel aos preceitos determinados pela diretoria durante a greve, então pode-se entender que é falha de avaliação mesmo.
Não se pode subestimar a capacidade das pessoas racionalizarem suas ações, não importa o quão irracionais estas sejam.
Ora, a greve feita desta maneira está fadada ao fracasso. Não existem dúvidas a respeito.
O caminho certo é o da negociação e principalmente da ação judicial. Mas porque então querer fazer a greve?
Ao meu ver há duas explicações: a primeira é um fracasso na avaliação do problema e com isto, parte-se para a solução que já é conhecida. Em outras palavras: se a única ferramenta que se tem é um martelo, então tudo se parece com prego.
A segunda explicação é um pouco mais sinistra: a proposta parte da avaliação correta que a greve será contraproducente e destinada ao fracasso. Então, partindo do princípio que isto é conhecido resta apenas o interesse que este seja o desfecho em questão.
Mas porque isto? Bem, uma greve destinada ao fracasso enfraquece uma categoria, mas também enfraquece a liderança desta categoria. E se for este o objetivo, então o salto lógico é justamente o de tentar desestabilizar esta liderança - com objetivos mais mundanos (poder).
Pode-se perguntar então porque a pessoa que propõe a idéia iria lucrar com isto já que a mesma está atrelada ao lançamento desta idéia. Mas neste caso, a solução é simples: caso a idéia seja aceita (a greve) então basta entrar em conflito com a diretoria em todos os instantes. Quando a greve fracassar, ficará a famosa pecha de "Não fizeram do jeito que falei, então afundaram a todos".
Caso a pessoa se mantenha fiel aos preceitos determinados pela diretoria durante a greve, então pode-se entender que é falha de avaliação mesmo.
Não se pode subestimar a capacidade das pessoas racionalizarem suas ações, não importa o quão irracionais estas sejam.
domingo, 13 de setembro de 2009
Série Historica da Inflação
sábado, 12 de setembro de 2009
Uma questão de escolha
Estava lendo sobre econofísica e pensei em um probleminha relacionado a escolha.
Imagino uma situação com dois payoffs P1 e P2 aonde a avaliação destes payoffs depende de coeficientes (entre 0 e 1) que são estimados pela pessoa que está interessada
A ação é baseada nestes coeficientes. Podemos pensar o número de unidades de cada um dos payoffs, dado que existem N recursos é:
A1=N*p*P1
A2=N*(1-p)*P2
O número total de unidades é dada por
A=A1+A2=N*(p*P1+(1-p)*P2)
Portanto podemos pensar que se p=1, então teremos somente unidades de payoff P1 e se p=0 teremos somente unidades de payoff P2
Ao mesmo tempo, vamos supor que p é estimado pelo interessado. Portanto a sua estimativa de p determina de um modo ou de outro como é a sua divisão de recursos nesta escolha.
Se ele determinar que p é mais próximo de 1, então valerá a pena escolher P1.
Imagino também que a cada novo passo de tempo ele compara o p estimado com o p real. E refaz sua escolha de acordo com o erro em p.
A priori, ve-se que um estimador de ordem zero é aquele que faz p=1/2.
Outro estimador mais sofisticado pode se basear nos payoffs em si. É de se esperar que menores payoffs tenham maior probabilidade de acontecer, de tal maneira que
p*P1=(1-p)*P2
Assim: p=P2/(P1+P2)
Neste modelo, a probabilidade é ajustada baseada no payoff dos dois eventos no passo anterior. É essencialmente:
p_k+1=p_k
Mas este modelo pode ser ainda mais sofisticado. Podemos incluir a derivada de p:
p_k+1=p_k+a*(p_k-p_k-1)
Isto pode ser rearranjado para:
p_k+1=(1+a)*p_k-a*p_k-1
Depois vou voltar a este ponto
Imagino uma situação com dois payoffs P1 e P2 aonde a avaliação destes payoffs depende de coeficientes (entre 0 e 1) que são estimados pela pessoa que está interessada
A ação é baseada nestes coeficientes. Podemos pensar o número de unidades de cada um dos payoffs, dado que existem N recursos é:
A1=N*p*P1
A2=N*(1-p)*P2
O número total de unidades é dada por
A=A1+A2=N*(p*P1+(1-p)*P2)
Portanto podemos pensar que se p=1, então teremos somente unidades de payoff P1 e se p=0 teremos somente unidades de payoff P2
Ao mesmo tempo, vamos supor que p é estimado pelo interessado. Portanto a sua estimativa de p determina de um modo ou de outro como é a sua divisão de recursos nesta escolha.
Se ele determinar que p é mais próximo de 1, então valerá a pena escolher P1.
Imagino também que a cada novo passo de tempo ele compara o p estimado com o p real. E refaz sua escolha de acordo com o erro em p.
A priori, ve-se que um estimador de ordem zero é aquele que faz p=1/2.
Outro estimador mais sofisticado pode se basear nos payoffs em si. É de se esperar que menores payoffs tenham maior probabilidade de acontecer, de tal maneira que
p*P1=(1-p)*P2
Assim: p=P2/(P1+P2)
Neste modelo, a probabilidade é ajustada baseada no payoff dos dois eventos no passo anterior. É essencialmente:
p_k+1=p_k
Mas este modelo pode ser ainda mais sofisticado. Podemos incluir a derivada de p:
p_k+1=p_k+a*(p_k-p_k-1)
Isto pode ser rearranjado para:
p_k+1=(1+a)*p_k-a*p_k-1
Depois vou voltar a este ponto
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
11 de setembro de 2009
Faz 8 anos que o ataque as torres gêmeas ocorreu.
Naquela manhã de terça eu estava dormindo até mais tarde. Eu tinha reunião somente a a tarde na UnB e havia trabalhado a noite toda.
Me acordaram para noticiar o ataque.
Cheguei na cozinha, aonde a televisão estava ligada, pouco tempo depois de primeira torre cair.
Vi as repetições dos ataques diversas vezes na televisão
Então a segunda torre caiu.
Eu não podia acreditar no que estava vendo, mas sabia que nada seria mais como antes.
Pensei que eu tinha estado lá meses antes:
Eu tinha estado em Nova Iorque dois meses e meio antes, e me lembrava de ver as torres e a estátua da liberdade pela janela do avião, a medida que saia de Nova Iorque em direção ao Brasil.
Teve um congresso do IEEE MTTS e com isto, eu acabei indo a Boston.
Devido a uma série de eventos, minha viagem de volta ao Brasil demorou dois dias a mais do que o previsto (uma tempestade no primeiro dia - causando atraso, e um problema técnico no segundo dia).
Pensei sobre o que tinha lido a respeito do materialismo histórico de Marx. Lá dizia que as grandes transformações nunca são obras de poucos homens, mas da forças sociais.
Neste dia, senti que este conceito estava para sempre enterrado (apesar de ter gente que tenta desenterra-lo periodicamente).
E foi também neste dia, que para bem ou para o mal, se delineou o início do século XXI.
Foi, sem a menor sombra de dúvida, um evento histórico de grandes proporções.
E foi um dia muito muito triste.
Naquela manhã de terça eu estava dormindo até mais tarde. Eu tinha reunião somente a a tarde na UnB e havia trabalhado a noite toda.
Me acordaram para noticiar o ataque.
Cheguei na cozinha, aonde a televisão estava ligada, pouco tempo depois de primeira torre cair.
Vi as repetições dos ataques diversas vezes na televisão
Então a segunda torre caiu.
Eu não podia acreditar no que estava vendo, mas sabia que nada seria mais como antes.
Pensei que eu tinha estado lá meses antes:
Eu tinha estado em Nova Iorque dois meses e meio antes, e me lembrava de ver as torres e a estátua da liberdade pela janela do avião, a medida que saia de Nova Iorque em direção ao Brasil.
Teve um congresso do IEEE MTTS e com isto, eu acabei indo a Boston.
Devido a uma série de eventos, minha viagem de volta ao Brasil demorou dois dias a mais do que o previsto (uma tempestade no primeiro dia - causando atraso, e um problema técnico no segundo dia).
Pensei sobre o que tinha lido a respeito do materialismo histórico de Marx. Lá dizia que as grandes transformações nunca são obras de poucos homens, mas da forças sociais.
Neste dia, senti que este conceito estava para sempre enterrado (apesar de ter gente que tenta desenterra-lo periodicamente).
E foi também neste dia, que para bem ou para o mal, se delineou o início do século XXI.
Foi, sem a menor sombra de dúvida, um evento histórico de grandes proporções.
E foi um dia muito muito triste.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Um novo curso de Engenharia Elétrica
Sempre achei que aqui no Brasil fazemos muita coisa sem saber exatamente porque estamos fazendo da maneira que fazemos.
Isto tem um nome: Cargo Cult.
A história em si é bem engraçada. copiando do wikipedia:
"Culto a Carga é um grupo de movimentos religiosos que aparece em sociedades tribais quando entram em contato com a civilização ocidental, industrializada. Surge com o fato de os nativos observarem grupos industrializados recebendo material por encomendas (cargas), geralmente grupos militares recebendo suprimentos por barcos e aviões.Os nativos acabam não compreendendo a origem destas cargas e atribuindo isto a causas sobrenaturais. Muitas vezes grupos ritualisticamente imitam a forma de andar e se vestir dos grupos industrializados na esperança de receber também a "carga" destas entidades sobrenaturais. Já foram registrados grupos que abriram clareiras na selva imitando aeroportos e construindo rádios, fones de ouvido e inclusive falsos aviões de madeira que serviriam como isca para chamar supostas entidades sobrenaturais com a carga. Rifles feitos de pedaços de pau com as inscrições "USA" já foram feitos imitando soldados americanos."
Em termos simples, o pessoal faz as coisas supondo que daquele jeito irá funcionar.
Eu tenho um nome diferente: a abordagem "Campo dos Sonhos"
O fato é que não há a menor razão para que isto realmente aconteça.
Olhando o currículo de Engenharia Elétrica no Brasil tenho quase a mesma sensação.
O fato é que nosso currículo é uma adaptação de currículos bem sucedidos mundo afora. Até aí nenhum problema.
O problema começa no ponto em que não sabemos direito o que nosso Engenheiro Elétrico deve fazer. E esta questão me deixa um pouco preocupado.
Talvez seja derivado do fato que a mão de obra no Brasil está dissociada da academia, ou que somos primariamente um país com baixo agregado tecnológico - mais consumidor do que fabricante. Enfim, parece existir uma série de fatores.
E nisto mora a complicação: o que queremos ser quando crescermos? Imagino que nosso desejo é construir dispositivos de alto valor agregado tecnológico. Mas aí temos diversos países que já fazem isto. Será factível tentar concorrer com eles no médio prazo?
Dado o que vemos hoje, acredito que não. É mais interessante partirmos para uma área nova, de mercado inicialmente interno e depois construírmos daí para cima. Mas então temos outro problema: mercado interno brasileiro? Ele tem peculiaridades muito complicadas.
Então para que novos produtos tenham aceitação, tem-se que criar uma cultura do novo. E isto, apesar de determinados benefícios, leva a uma cultura do superfluo também.
O que nos traz de volta ao problema: como deve ser nosso engenheiro?
Na falta de bola de cristal, imagino que uma solução possível é determinar que conteúdos básicos um engenheiro deve ter de modo a acompanhar a evolução tecnológica e atuar no mercado profissional. Mas, forçar isto não é uma boa idéia - costuma fracassar na maioria dos casos.
O ideal é que o engenheiro tenha consciência do que precisa. E para tanto é necessário uma visão de mundo, um modelo que possa definir coisas por vir...
E o que vem por aí?
Posso supor alguns cenários, mas não há cenário com duração infinita. Isto significa que qualquer previsão tem de ser ajustada com maior ou menor regularidade para que possa ser compatível com a realidade.
Então já temos um ponto: o currículo deve ser flexível o suficiente para permitir ajustes regulares. Além disto tem de incluir os conhecimentos básicos comuns a todos os possíveis cenários que possam ser imaginados (claro que é impossível ter isto para todos, mas é possível determinar alguns tópicos mais prováveis).
Exemplos:
-Eletrônica - necessária, porém com ênfase em reconfigurabilidade e velocidade (vem de cenários que consideram que empresas que possam atuar em diversas plataformas terão mais êxito nas vendas)
- Telecomunicações - ênfase mais restrita, mas com razoável expectativa de crescimento por alguns anos. Também ênfase na reconfigurabilidade e velocidade.
- Potência - necessária, há um problema com a geração de energia e sua consequente distribuição em rede. Isto certamente irá propelir esta área por décadas a fio.
- Controle - como queremos dispositivos cada vez mais simples de utilizar, esta área tem futuro garantido, porém tirando a área de sensores (que é mais eletrônica) teremos muita ênfase no uso de soluções com programação (software)
E daí?
Bem, primeiramente temos de configurar o curso de modo a minimizar o número de disciplinas e tempo de graduação. Isto significa grande conteúdo básico que permita o aprendizado nas várias áreas concentrado em algumas disciplinas fundamentais.
A partir deste ponto teremos de ter disciplinas profissionalizantes com vistas a realização de projetos e não apenas exercícios sem construção de protótipos
Complicado, mas factível
Isto tem um nome: Cargo Cult.
A história em si é bem engraçada. copiando do wikipedia:
"Culto a Carga é um grupo de movimentos religiosos que aparece em sociedades tribais quando entram em contato com a civilização ocidental, industrializada. Surge com o fato de os nativos observarem grupos industrializados recebendo material por encomendas (cargas), geralmente grupos militares recebendo suprimentos por barcos e aviões.Os nativos acabam não compreendendo a origem destas cargas e atribuindo isto a causas sobrenaturais. Muitas vezes grupos ritualisticamente imitam a forma de andar e se vestir dos grupos industrializados na esperança de receber também a "carga" destas entidades sobrenaturais. Já foram registrados grupos que abriram clareiras na selva imitando aeroportos e construindo rádios, fones de ouvido e inclusive falsos aviões de madeira que serviriam como isca para chamar supostas entidades sobrenaturais com a carga. Rifles feitos de pedaços de pau com as inscrições "USA" já foram feitos imitando soldados americanos."
Em termos simples, o pessoal faz as coisas supondo que daquele jeito irá funcionar.
Eu tenho um nome diferente: a abordagem "Campo dos Sonhos"
O fato é que não há a menor razão para que isto realmente aconteça.
Olhando o currículo de Engenharia Elétrica no Brasil tenho quase a mesma sensação.
O fato é que nosso currículo é uma adaptação de currículos bem sucedidos mundo afora. Até aí nenhum problema.
O problema começa no ponto em que não sabemos direito o que nosso Engenheiro Elétrico deve fazer. E esta questão me deixa um pouco preocupado.
Talvez seja derivado do fato que a mão de obra no Brasil está dissociada da academia, ou que somos primariamente um país com baixo agregado tecnológico - mais consumidor do que fabricante. Enfim, parece existir uma série de fatores.
E nisto mora a complicação: o que queremos ser quando crescermos? Imagino que nosso desejo é construir dispositivos de alto valor agregado tecnológico. Mas aí temos diversos países que já fazem isto. Será factível tentar concorrer com eles no médio prazo?
Dado o que vemos hoje, acredito que não. É mais interessante partirmos para uma área nova, de mercado inicialmente interno e depois construírmos daí para cima. Mas então temos outro problema: mercado interno brasileiro? Ele tem peculiaridades muito complicadas.
Então para que novos produtos tenham aceitação, tem-se que criar uma cultura do novo. E isto, apesar de determinados benefícios, leva a uma cultura do superfluo também.
O que nos traz de volta ao problema: como deve ser nosso engenheiro?
Na falta de bola de cristal, imagino que uma solução possível é determinar que conteúdos básicos um engenheiro deve ter de modo a acompanhar a evolução tecnológica e atuar no mercado profissional. Mas, forçar isto não é uma boa idéia - costuma fracassar na maioria dos casos.
O ideal é que o engenheiro tenha consciência do que precisa. E para tanto é necessário uma visão de mundo, um modelo que possa definir coisas por vir...
E o que vem por aí?
Posso supor alguns cenários, mas não há cenário com duração infinita. Isto significa que qualquer previsão tem de ser ajustada com maior ou menor regularidade para que possa ser compatível com a realidade.
Então já temos um ponto: o currículo deve ser flexível o suficiente para permitir ajustes regulares. Além disto tem de incluir os conhecimentos básicos comuns a todos os possíveis cenários que possam ser imaginados (claro que é impossível ter isto para todos, mas é possível determinar alguns tópicos mais prováveis).
Exemplos:
-Eletrônica - necessária, porém com ênfase em reconfigurabilidade e velocidade (vem de cenários que consideram que empresas que possam atuar em diversas plataformas terão mais êxito nas vendas)
- Telecomunicações - ênfase mais restrita, mas com razoável expectativa de crescimento por alguns anos. Também ênfase na reconfigurabilidade e velocidade.
- Potência - necessária, há um problema com a geração de energia e sua consequente distribuição em rede. Isto certamente irá propelir esta área por décadas a fio.
- Controle - como queremos dispositivos cada vez mais simples de utilizar, esta área tem futuro garantido, porém tirando a área de sensores (que é mais eletrônica) teremos muita ênfase no uso de soluções com programação (software)
E daí?
Bem, primeiramente temos de configurar o curso de modo a minimizar o número de disciplinas e tempo de graduação. Isto significa grande conteúdo básico que permita o aprendizado nas várias áreas concentrado em algumas disciplinas fundamentais.
A partir deste ponto teremos de ter disciplinas profissionalizantes com vistas a realização de projetos e não apenas exercícios sem construção de protótipos
Complicado, mas factível
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O que está acontecendo?
Parece que não consigo visualizar mais o meu blog, apesar de conseguir postar nele
Muito bizarro.
Se eu fosse mais paranóico diria que é perseguição.
Mas acho que é mesmo erro no serviço
***************************************
Descobri!
Agora tem que colocar www
www.semverdades.blogspot.com
Muito bizarro.
Se eu fosse mais paranóico diria que é perseguição.
Mas acho que é mesmo erro no serviço
***************************************
Descobri!
Agora tem que colocar www
www.semverdades.blogspot.com
O que a nota do ENADE prova?
Bem, é uma informação importante. Mas infelizmente não diz que cursos são de excelência ou não.
A avaliação do MEC tem como objetivo classificar os cursos segundo um critério. E o critério é um conjunto de notas relativamente complicado (da qual o ENADE faz parte) que emite uma nota para cada curso.
Dados os cursos, a avaliação entre eles é relativa.
Em outras palavras, o que a avaliação diz é que tal curso foi melhor do que outro naquela escala.
Não há de modo nenhum avaliação absoluta.
O que é até óbvio, pois avaliação absoluta exige parâmetros absolutos. E isto é relativamente bem complicado.
No entanto, se a avaliação for bem feita é de se esperar que a escala relativa tenha algum grau de correlação com uma escala absoluta.
A verdade é que qualquer método de medição usa algum tipo de escala na qual seus resultados fazem sentido. Em outras palavras: distância temos o metro, tempo temos o segundo e massa temos o quilograma.
No caso da avaliação do ENADE a nossa métrica é a média. Por definição 50% estarão acima e 50% estarão abaixo.
Isto quer dizer que os que estão abaixo da média não funcionam bem? De modo algum.
Mas o que estiverem muito abaixo da média provavelmente tem este problema.
E o que é muito abaixo da média?
Ah, aí temos de definir uma escala para chegarmos nesta informação. Podemos usar os dados do post anterior e decidirmos que notas abaixo de 2 (ou de 1) são insuficientes. De acordo com o que temos, o quarto (primeiro) quartil é definido como abaixo da nota 175.
As notas 1 e 2 estão abaixo deste ponto e podem com relativa tranquilidade serem utilizadas para indicar rendimentos considerados insuficientes. Pois neste ponto, temos que o desempenho relativo destas instituições é substancialmente inferior a média (228 ou 216 - não me recordo).
A avaliação do MEC tem como objetivo classificar os cursos segundo um critério. E o critério é um conjunto de notas relativamente complicado (da qual o ENADE faz parte) que emite uma nota para cada curso.
Dados os cursos, a avaliação entre eles é relativa.
Em outras palavras, o que a avaliação diz é que tal curso foi melhor do que outro naquela escala.
Não há de modo nenhum avaliação absoluta.
O que é até óbvio, pois avaliação absoluta exige parâmetros absolutos. E isto é relativamente bem complicado.
No entanto, se a avaliação for bem feita é de se esperar que a escala relativa tenha algum grau de correlação com uma escala absoluta.
A verdade é que qualquer método de medição usa algum tipo de escala na qual seus resultados fazem sentido. Em outras palavras: distância temos o metro, tempo temos o segundo e massa temos o quilograma.
No caso da avaliação do ENADE a nossa métrica é a média. Por definição 50% estarão acima e 50% estarão abaixo.
Isto quer dizer que os que estão abaixo da média não funcionam bem? De modo algum.
Mas o que estiverem muito abaixo da média provavelmente tem este problema.
E o que é muito abaixo da média?
Ah, aí temos de definir uma escala para chegarmos nesta informação. Podemos usar os dados do post anterior e decidirmos que notas abaixo de 2 (ou de 1) são insuficientes. De acordo com o que temos, o quarto (primeiro) quartil é definido como abaixo da nota 175.
As notas 1 e 2 estão abaixo deste ponto e podem com relativa tranquilidade serem utilizadas para indicar rendimentos considerados insuficientes. Pois neste ponto, temos que o desempenho relativo destas instituições é substancialmente inferior a média (228 ou 216 - não me recordo).
domingo, 6 de setembro de 2009
A propósito
A lista de Cursos de Engenharia Elétrica NOTA 10 é:
ELETRÔNICA INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA
TELECOMUNICAÇÕES INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETRÔNICA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ELETROTÉCNICA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
COMPUTAÇÃO INSTITUTO TECNOLàGICO DE AERONÁUTICA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
TELECOMUNICAÇÕES UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ELETROTÉCNICA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ - UNIFEI
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
COMPUTAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETROTÉCNICA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Destes cursos, os únicos privados são os das PUCs.
Esta é classificação que deve ser apresentada com os dados baseados no que foi montado
ELETRÔNICA INSTITUTO TECNOLÓGICO DE AERONÁUTICA
TELECOMUNICAÇÕES INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETRÔNICA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ELETROTÉCNICA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
COMPUTAÇÃO INSTITUTO TECNOLàGICO DE AERONÁUTICA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
TELECOMUNICAÇÕES UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
CONTROLE E AUTOMAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ELETROTÉCNICA INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ - UNIFEI
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
COMPUTAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
COMPUTAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO
ELETROTÉCNICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ELETROTÉCNICA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Destes cursos, os únicos privados são os das PUCs.
Esta é classificação que deve ser apresentada com os dados baseados no que foi montado
A normal e o normal
Sairam os resultados no ENADE de 2009. Como sempre se fala muito sobre listas e tudo mais.
Mas o que o ENADE informa?
O exame é tratado de modo a funcionar como uma curva normal. Mas o problema é que não é:
Um normal tem skewness zero e excesso de curtose zero.
A curva do ENADE para engenharia no grupo II tem skewness 0.71 e excesso de curtose 0.3215
Parece pouco, mas não é. O problema é que olhando a distribuição, tem-se a nítida impressão que a curva é mais parecida com uma lognormal do que uma normal.
Mais ainda os quartis ficam designados da seguinte forma:
Primeiro quartil é definido como resultado superior a 275 (existem 67 instituições neste intervalo)
Segundo quartil é definido como resultados entre 275 e 215 (existem 67 instituições neste intervalo)
Terceiro quartil é definido como resultados entre 215 e 173 (existem 66 instituições neste intervalo)
E por fim o quarto quartil é definido como resultados abaixo de 173.
Mas se quisermos definir notas é melhor usar outra estratégia: zero a 20, 20 a 40, 40 a 60, 60 a 80 e 80 até 100.
Assim quem ficar entre 80 e 100 ganha nota 5 e assim por diante.
No caso a nota 5 corresponde a notas superiores a 287 (existem 53 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 4 corresponde a notas entre 287 e 237 (existem 54 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 3 corresponde a notas entre 237 e 201 (existem 53 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 2 corresponde a notas entre 201 e 164 (existem 54 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 1 corresponder a notas abaixo de 164
No caso de intervalos de notas 1 a 10:
Nota 10 - acima de 356 (26)
Nota 9 - entre 287 e 356 (53-26) 27
Nota 8 - entre 262 e 287 (80-53) 27
Nota 7 - entre 236 e 262 (108-80) 28
Nota 6 - entre 216 e 236 (134-108) 26
Nota 5 - entre 201 e 216 (160-134) 26
Nota 4 - entre 183 e 201 (187-160) 27
Nota 3 - entre 164 e 183 (213-187) 26
Nota 2 - entre 140 e 164 (241-213) 28
Nota 1 - abaixo de 140
Ou seja teremos 26 instituições com nota 10, 27 com nota 9, 27 com nota 8 e assim por diante.
Podemos é claro fazer listas no tipo 10 melhores, mas exatamente o que isto prova?
Mas o que o ENADE informa?
O exame é tratado de modo a funcionar como uma curva normal. Mas o problema é que não é:
Um normal tem skewness zero e excesso de curtose zero.
A curva do ENADE para engenharia no grupo II tem skewness 0.71 e excesso de curtose 0.3215
Parece pouco, mas não é. O problema é que olhando a distribuição, tem-se a nítida impressão que a curva é mais parecida com uma lognormal do que uma normal.
Mais ainda os quartis ficam designados da seguinte forma:
Primeiro quartil é definido como resultado superior a 275 (existem 67 instituições neste intervalo)
Segundo quartil é definido como resultados entre 275 e 215 (existem 67 instituições neste intervalo)
Terceiro quartil é definido como resultados entre 215 e 173 (existem 66 instituições neste intervalo)
E por fim o quarto quartil é definido como resultados abaixo de 173.
Mas se quisermos definir notas é melhor usar outra estratégia: zero a 20, 20 a 40, 40 a 60, 60 a 80 e 80 até 100.
Assim quem ficar entre 80 e 100 ganha nota 5 e assim por diante.
No caso a nota 5 corresponde a notas superiores a 287 (existem 53 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 4 corresponde a notas entre 287 e 237 (existem 54 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 3 corresponde a notas entre 237 e 201 (existem 53 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 2 corresponde a notas entre 201 e 164 (existem 54 instituições que satisfazem esta situação).
A nota 1 corresponder a notas abaixo de 164
No caso de intervalos de notas 1 a 10:
Nota 10 - acima de 356 (26)
Nota 9 - entre 287 e 356 (53-26) 27
Nota 8 - entre 262 e 287 (80-53) 27
Nota 7 - entre 236 e 262 (108-80) 28
Nota 6 - entre 216 e 236 (134-108) 26
Nota 5 - entre 201 e 216 (160-134) 26
Nota 4 - entre 183 e 201 (187-160) 27
Nota 3 - entre 164 e 183 (213-187) 26
Nota 2 - entre 140 e 164 (241-213) 28
Nota 1 - abaixo de 140
Ou seja teremos 26 instituições com nota 10, 27 com nota 9, 27 com nota 8 e assim por diante.
Podemos é claro fazer listas no tipo 10 melhores, mas exatamente o que isto prova?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Spin spin spin (sugar)
Estamos na era do spin.
O spin é simplismente a forma de noticiar de modo a criar um impacto desejado.
Esta semana o TCU resolveu que a UnB estava fazendo besteira.
Bem, não é surpresa. Em fevereiro eu já havia conversado com diversas pessoas sobre o assunto.
Mas a reitoria interpretou de uma forma equivocada descrita no Ato da Reitoria n. 372/2009 (16/02/2009). Ok, estou sendo light - a despeito de avisos insistentes, a reitoria decidiu que sua interpretação era a certa.
Avancem 4 meses - o TCU diz que não.
Avancem mais 2 meses - o reitor volta atrás e indiretamente culpa o TCU. Mais interessante - o ato em si parece ter sumido do site da UnB.
Mas o golpe ainda está por vir: o TCU está na UnB por conta da atual administração - e tem praticamente linha direta com a reitoria.
E agora vem dizer que ninguém fazia idéia?
Tsc, tsc...
O spin é simplismente a forma de noticiar de modo a criar um impacto desejado.
Esta semana o TCU resolveu que a UnB estava fazendo besteira.
Bem, não é surpresa. Em fevereiro eu já havia conversado com diversas pessoas sobre o assunto.
Mas a reitoria interpretou de uma forma equivocada descrita no Ato da Reitoria n. 372/2009 (16/02/2009). Ok, estou sendo light - a despeito de avisos insistentes, a reitoria decidiu que sua interpretação era a certa.
Avancem 4 meses - o TCU diz que não.
Avancem mais 2 meses - o reitor volta atrás e indiretamente culpa o TCU. Mais interessante - o ato em si parece ter sumido do site da UnB.
Mas o golpe ainda está por vir: o TCU está na UnB por conta da atual administração - e tem praticamente linha direta com a reitoria.
E agora vem dizer que ninguém fazia idéia?
Tsc, tsc...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Evidências não evidentes?
Imagino com frequência sobre os equívocos e erros que trazem idéias do tipo "riqueza infinita".
Não é muito difícil provar que as idéias são bem equivocadas.
Então porque continuam a flutuar no ar?
Infelizmente, acredito que isto diz algo menos sobre a idéia e mais sobre os que acreditam nela. Não tenho certeza se é uma noção de um controle inexistente porém desejado, ou de uma forma de ver o mundo que impele que se descartem as evidências em contrário.
Aliás, porque descartamos evidências?
Sei mais do que muitos que um bom modelo depende do descarte seletivo de parâmetros em favor de outros. Em geral, um bom modelo mantém todos os parâmetros que são necessários para se chegar a um resultado dentro de um intervalo de tolerância.
Mas algumas evidências são muito fortes e indicam claramente que foram descartados parâmetros que não deveriam ter sido desconsiderados.
Mesmo assim, insistimos em afirmar que o nosso modelo é a realidade. Nesta concepção maluca o que está errado são as nossas métricas que utilizamos para medir a realidade.
Coisa de maluco, ou não?
Não, muito pelo contrário, isto é na realidade bastante humano.
O truque, que é bem difícil, é exatamente realizar uma análise não polarizada baseada nas evidências. Será que a dificuldade é por funcionarmos como máquinas de reconhecer padrões?
E quando vemos algo tentamos desesperadamente ajustá-lo ao padrão que construimos?
Desconfio que sim
Não é muito difícil provar que as idéias são bem equivocadas.
Então porque continuam a flutuar no ar?
Infelizmente, acredito que isto diz algo menos sobre a idéia e mais sobre os que acreditam nela. Não tenho certeza se é uma noção de um controle inexistente porém desejado, ou de uma forma de ver o mundo que impele que se descartem as evidências em contrário.
Aliás, porque descartamos evidências?
Sei mais do que muitos que um bom modelo depende do descarte seletivo de parâmetros em favor de outros. Em geral, um bom modelo mantém todos os parâmetros que são necessários para se chegar a um resultado dentro de um intervalo de tolerância.
Mas algumas evidências são muito fortes e indicam claramente que foram descartados parâmetros que não deveriam ter sido desconsiderados.
Mesmo assim, insistimos em afirmar que o nosso modelo é a realidade. Nesta concepção maluca o que está errado são as nossas métricas que utilizamos para medir a realidade.
Coisa de maluco, ou não?
Não, muito pelo contrário, isto é na realidade bastante humano.
O truque, que é bem difícil, é exatamente realizar uma análise não polarizada baseada nas evidências. Será que a dificuldade é por funcionarmos como máquinas de reconhecer padrões?
E quando vemos algo tentamos desesperadamente ajustá-lo ao padrão que construimos?
Desconfio que sim
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Mistura de Idéias
Pensando de novo sobre "A Onda" em conjunção com o experimento de Stanford e o de Milgram, passo a imaginar que talvez a questão mais importante seja o relacionamento das pessoas em grupo.
Talvez, de modo sucinto, nosso comportamento em grupo é diferente do nosso comportamento individual. Isto implica que os comportamentos grupais não simplesmente uma combinação de comportamentos individuais.
Tendo, talvez por meu background de engenharia, a tentar modelar este comportamento por uma série de Taylor multidimensional. Claro que não é verdade, mas pode ser que isto possa explicar comportamentos ou mesmo decisões individuais sendo moduladas por determinações coletivas.
Imaginando que uma decisão D de uma pessoa p0 dependa de outras pessoas, podemos modelar isto como uma série de Taylor.
Em uma primeira análise
D0(p0) = sum{a_n*p_n}{n=0..N}
Em uma análise mais elaborada
D1(p0)=(sum{a_n*p_n}+p0*sum{b_n*p_n}){n=0..N}
Então podemos considerar a primeira aproximação como uma média ponderada baseada na opinião de cada membro do grupo. Desta forma em uma dupla:
D0(p0)=a0*p0+a1*p1
D1(p0)=a0*p0+a1*p1+b0*p0^2+b1*p0*p1=a1*p1+p0*(a0+b0*p0+b1*p1)
A importância dos temos cruzados e dependentes de outros termos aumenta a medida que o número de termos aumenta
É uma idéia
Talvez, de modo sucinto, nosso comportamento em grupo é diferente do nosso comportamento individual. Isto implica que os comportamentos grupais não simplesmente uma combinação de comportamentos individuais.
Tendo, talvez por meu background de engenharia, a tentar modelar este comportamento por uma série de Taylor multidimensional. Claro que não é verdade, mas pode ser que isto possa explicar comportamentos ou mesmo decisões individuais sendo moduladas por determinações coletivas.
Imaginando que uma decisão D de uma pessoa p0 dependa de outras pessoas, podemos modelar isto como uma série de Taylor.
Em uma primeira análise
D0(p0) = sum{a_n*p_n}{n=0..N}
Em uma análise mais elaborada
D1(p0)=(sum{a_n*p_n}+p0*sum{b_n*p_n}){n=0..N}
Então podemos considerar a primeira aproximação como uma média ponderada baseada na opinião de cada membro do grupo. Desta forma em uma dupla:
D0(p0)=a0*p0+a1*p1
D1(p0)=a0*p0+a1*p1+b0*p0^2+b1*p0*p1=a1*p1+p0*(a0+b0*p0+b1*p1)
A importância dos temos cruzados e dependentes de outros termos aumenta a medida que o número de termos aumenta
É uma idéia
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