Ir a uma assembléia da UnB é sempre uma experiência complicada. Nunca estive nas de funcionários, mas já participei das de alunos e professores.
Um dos problemas é que a enorme maioria das pessoas que vão ao pódio falar são professores. Nada de mal a priori, exceto que os professores tem um certo amor pelo som da sua própria voz (eu também sofro ocasionalmente desse mal). Então ficamos com laidainhas infindáveis para chegar até o ponto.
Não me entendam mal, eu tenho apreço por um discurso articulado e interessante. Mas estes casos são exceções e não regra. Então ficamos com discursos minimamente conexos repletos de repetições e um dos pecados mortais da oratória: chavões pre-fabricados.
Esta técnica é muito usada. No fundo ela simplifica o discurso, pois convenhamos fazer discursos de improviso demanda treinamento mesmo se a pessoa possui o dom para tanto. Então vamos no "nós contra eles", "intenções do governo" e coisas afins...
Isto causa algumas pérolas como no caso de um professor - não irei dizer o nome - que no mesmo discurso disse que o reitor era nosso companheiro e um lacaio do governo.
Claro que se ele tivesse escrito teria notado de imediato a tolice do argumento...
Mas não é o único problema. Por vezes a imaginação e a criatividade podem fazer um desserviço ao discursos. Certamente existem muitas pessoas criativas e capazes de tiradas geniais em segundos.
Só que não é sempre que isto acontece...
E ficamos então com a tirada: "Só uma coisa é certa: que tudo pode acontecer".
Troque isto por "Nada é certo" ou "Tudo é incerteza" e temos o mesmo efeito sem parecer floreado demais.
Podem estar achando que estou sendo malvado, mas querem ver como a frase acima pode manter um tom de floreamento sem arruinar o efeito?
"A única certeza é a incerteza", "A incerteza é nossa única certeza" ou mesmo "Só uma coisa é certa: nada é certo". Todas muito bonitinhas com hipérboles e paradoxos na mesma sentença.
Mas isto no fato é uma certa picuinha. Afinal falar em frente a uma audiência de seus pares não é nada fácil...
Humm, para professores? Até que é. Mas o complicado é quando parte da audiência é hostil. E isto que torna a coisa até mais curiosa.
Em um caso como o da URP não há como negar que existe culpa para distribuir a vontade - mesmo entre os professores. Só que isto é um problema. No mundo reduzido de uma assembléia não existe muito espaço para nuances e tons de cinza.
Então os professores tem de ser vítimas neste caso. Mesmo que não sejam, pois afinal não é uma boa estratégia antagonizar uma platéia potencialmente hostil. Pelo menos não se o desejo é convencer parte dela.
Então já temos parte da receita: evitar antagonismos com a platéia, evitar raciocíonios muito complicados - ou seja simplificar ao máximo o problema.
E quando se simplifica ao máximo o problema corre-se o risco de eliminar alguns elementos vitais à compreensão do mesmo. Elementos tais que poderiam levar a decisões diferentes da que o discursante quer atingir.
E então começa a manipulação... Mas eu falo sobre isto em outro tópico
Este blog tem como propósito sincero esclarecer as notícias e novidades sem confundir.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Eleições 2006 - A popularidade do Presidente afeta o resultado?
Será que a popularidade de Lula influenciou o resultado da eleição de 2006?
Certamente. Mas como foi isso?
Primeiro temos que ver como foi a eleição.
No primeiro turno (dia 1 de outubro) tivemos:
(1º turno) %
Luiz Inácio Lula da Silva (PT, PRB, PCdoB) 48,61
Geraldo Alckmin (PSDB, PFL) 41,64
Heloísa Helena (PSOL, PSTU, PCB) 6,85
Cristovam Buarque (PDT) 2,64
Ana Maria Rangel (PRP) 0,13
José Maria Eymael (PSDC) 0,07
Luciano Bivar (PSL) 0,06
Rui Costa Pimenta (PCO) 0
(votos considerados nulos) 0,00
E como era a popularidade de Lula? No dia 27/09 a popularidade era expressa por:
Bom: 47%
Neutro: 34%
Ruim: 17%
Nestas condições, ao olharmos a pesquisa de 27 de setembro de 2006 temos que:
Lula: 80% dos que votam nele consideram o governo bom, 33% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 43% neutro e 70% ruim
Heloísa Helena: 4% dos que votam nela consideram o governo bom, 12% neutro e 13% ruim
Cristovam Buarque: 1% dos que votam nele consideram o governo bom, 2% neutro e 3% ruim
Brancos e Nulos: 1% dos que votam desta forma consideram o governo bom, 4% neutro e 8% ruim
Não sabe: 2% dos que votam desta forma consideram o governo bom, 4% neutro e 2% ruim
Se considerarmos apenas os votos válidos teremos:
Lula: 83% dos que votam nele consideram o governo bom, 36% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 47% neutro e 79% ruim
Heloísa Helena: 4% dos que votam nela consideram o governo bom, 13% neutro e 15% ruim
Cristovam Buarque: 1% dos que votam nele consideram o governo bom, 3% neutro e 3% ruim
Ao calcularmos ficamos com:
Lula: 51,6% dos votos válidos, Alckmin com 35% dos votos válidos, HH com 8,85% dos votos válidos e Cristovam com 2% dos votos válidos.
Ao compararmos com o resultado do primeiro turno, temos que Lula ficou razoavelmente perto do esperado (51,6 versus 48,6), Alckimin ficou um pouco mais longe (35 versus 41,6), HH ainda obteve resultado dentro da margem de erro (8,85 versus 6,85) e o mesmo ocorreu com Cristovam (2 versus 2,64).
Na pesquisa realizada na véspera da eleição, houve uma mudança mais significativa: Lula passou a 50%, Alckmin a 38%, HH a 7% e Cristovam a 2%.
Em paralelo a este ponto, foi incluído no questionário os seguintes itens com relação ao debate:
Assistiu ou Ouviu, Assistiu ou Ouviu Inteiro, Assistiu ou Ouviu em parte, Não assistiu e não ouviu.
Como temos três categorias e resultados podemos fazer uma estimativa dos pesos que cada um destes itens tem na pontuação aproximada dos candidatos:
Assistiu ou Ouviu - peso: -2.0
Assistiu ou Ouviu inteiro - peso: -1.0
Assistiu ou Ouviu em parte - peso: 4.0
Não assistiu e não ouviu - peso: 0.0
O fato de termos pesos negativos significa que houve influência negativa da parte do debate. E curiosamente a maior influência negativa foi justamente para quem assistiu ou ouviu (inteiro). Quem não assistiu e não ouviu não foi influenciado pelo conteúdo do debate (como esperado).
Mas e o segundo turno?
No segundo turno Lula teve 60,83% e Alckmin 39,17%. O que mudou?
A última pesquisa disponível é de 24 de outubro de 2006. Nela temos com relação aos votos válidos:
Lula: 86% dos que votam nele consideram o governo bom, 38% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 56% neutro e 89% ruim
E quanto era a popularidade do governo Lula naqueles dias?
Bom: 53%
Neutro: 31%
Ruim: 15%
Isto resulta em: Lula com 57,7% dos votos válidos e Alckmin com 36,5% dos votos válidos;
Ao compararmos com o resultado do primeiro turno, temos uma diferença percentual de 3 pontos tanto em Lula (57,7 versus 60,3) quanto Alckimin (36,5 versus 39,17).
Então, em termos de popularidade, o seguinte perfil do eleitor:
27/09/2006 - Lula: 80% consideram o governo bom, 33% consideram neutro e 2% ruim
24/10/2006- Lula: 86% consideram o governo bom, 38% consideram neutro e 2% ruim
27/09/2006 - Alckmin: 11% consideram o governo bom, 43% consideram neutro e 70% ruim
24/10/2006- Alckmin: 11% consideram o governo bom, 56% consideram neutro e 89% ruim
Ao analisar os números da popularidade, podemos ver que o aumento da popularidade custou para Alckmin 2 pontos percentais e rendeu a Lula 3 pontos percentuais (aumentando a diferença entre os dois para 5 pontos percentuais).
Analisar eleições é fascinante, mas muito delicado...
Certamente. Mas como foi isso?
Primeiro temos que ver como foi a eleição.
No primeiro turno (dia 1 de outubro) tivemos:
(1º turno) %
Luiz Inácio Lula da Silva (PT, PRB, PCdoB) 48,61
Geraldo Alckmin (PSDB, PFL) 41,64
Heloísa Helena (PSOL, PSTU, PCB) 6,85
Cristovam Buarque (PDT) 2,64
Ana Maria Rangel (PRP) 0,13
José Maria Eymael (PSDC) 0,07
Luciano Bivar (PSL) 0,06
Rui Costa Pimenta (PCO) 0
(votos considerados nulos) 0,00
E como era a popularidade de Lula? No dia 27/09 a popularidade era expressa por:
Bom: 47%
Neutro: 34%
Ruim: 17%
Nestas condições, ao olharmos a pesquisa de 27 de setembro de 2006 temos que:
Lula: 80% dos que votam nele consideram o governo bom, 33% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 43% neutro e 70% ruim
Heloísa Helena: 4% dos que votam nela consideram o governo bom, 12% neutro e 13% ruim
Cristovam Buarque: 1% dos que votam nele consideram o governo bom, 2% neutro e 3% ruim
Brancos e Nulos: 1% dos que votam desta forma consideram o governo bom, 4% neutro e 8% ruim
Não sabe: 2% dos que votam desta forma consideram o governo bom, 4% neutro e 2% ruim
Se considerarmos apenas os votos válidos teremos:
Lula: 83% dos que votam nele consideram o governo bom, 36% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 47% neutro e 79% ruim
Heloísa Helena: 4% dos que votam nela consideram o governo bom, 13% neutro e 15% ruim
Cristovam Buarque: 1% dos que votam nele consideram o governo bom, 3% neutro e 3% ruim
Ao calcularmos ficamos com:
Lula: 51,6% dos votos válidos, Alckmin com 35% dos votos válidos, HH com 8,85% dos votos válidos e Cristovam com 2% dos votos válidos.
Ao compararmos com o resultado do primeiro turno, temos que Lula ficou razoavelmente perto do esperado (51,6 versus 48,6), Alckimin ficou um pouco mais longe (35 versus 41,6), HH ainda obteve resultado dentro da margem de erro (8,85 versus 6,85) e o mesmo ocorreu com Cristovam (2 versus 2,64).
Na pesquisa realizada na véspera da eleição, houve uma mudança mais significativa: Lula passou a 50%, Alckmin a 38%, HH a 7% e Cristovam a 2%.
Em paralelo a este ponto, foi incluído no questionário os seguintes itens com relação ao debate:
Assistiu ou Ouviu, Assistiu ou Ouviu Inteiro, Assistiu ou Ouviu em parte, Não assistiu e não ouviu.
Como temos três categorias e resultados podemos fazer uma estimativa dos pesos que cada um destes itens tem na pontuação aproximada dos candidatos:
Assistiu ou Ouviu - peso: -2.0
Assistiu ou Ouviu inteiro - peso: -1.0
Assistiu ou Ouviu em parte - peso: 4.0
Não assistiu e não ouviu - peso: 0.0
O fato de termos pesos negativos significa que houve influência negativa da parte do debate. E curiosamente a maior influência negativa foi justamente para quem assistiu ou ouviu (inteiro). Quem não assistiu e não ouviu não foi influenciado pelo conteúdo do debate (como esperado).
Mas e o segundo turno?
No segundo turno Lula teve 60,83% e Alckmin 39,17%. O que mudou?
A última pesquisa disponível é de 24 de outubro de 2006. Nela temos com relação aos votos válidos:
Lula: 86% dos que votam nele consideram o governo bom, 38% neutro e 2% ruim
Alckmin: 11% dos que votam nele consideram o governo bom, 56% neutro e 89% ruim
E quanto era a popularidade do governo Lula naqueles dias?
Bom: 53%
Neutro: 31%
Ruim: 15%
Isto resulta em: Lula com 57,7% dos votos válidos e Alckmin com 36,5% dos votos válidos;
Ao compararmos com o resultado do primeiro turno, temos uma diferença percentual de 3 pontos tanto em Lula (57,7 versus 60,3) quanto Alckimin (36,5 versus 39,17).
Então, em termos de popularidade, o seguinte perfil do eleitor:
27/09/2006 - Lula: 80% consideram o governo bom, 33% consideram neutro e 2% ruim
24/10/2006- Lula: 86% consideram o governo bom, 38% consideram neutro e 2% ruim
27/09/2006 - Alckmin: 11% consideram o governo bom, 43% consideram neutro e 70% ruim
24/10/2006- Alckmin: 11% consideram o governo bom, 56% consideram neutro e 89% ruim
Ao analisar os números da popularidade, podemos ver que o aumento da popularidade custou para Alckmin 2 pontos percentais e rendeu a Lula 3 pontos percentuais (aumentando a diferença entre os dois para 5 pontos percentuais).
Analisar eleições é fascinante, mas muito delicado...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Perfil dos eleitorado para presidente 2010
Com auxílio de Bayes foi possível discriminar o eleitorado de cada candidato:
Serra
Análise
Marina tem pouca penetração com eleitores com educação fundamental, tendo maior penetração em eleitores de níveis superior. Já Serra tem maior penetração com eleitores com educação fundamental e pouca penetração com eleitores com educação superior
Quem tem maior penetração no grupo com faixa etária de 16 a 24 anos é Marina. Já na faixa de 25-34 é Dilma e por fim Serra tem maior penetração no grupo de 45 a 59 anos.
Serra tem representatividade em todas as faixas salariais (sendo a maior penetração entre os candidatos no segmento até 2 salários mínimos). Dilma possui maior penetração nas faixas de 6 a 10 salários mínimos, enquanto Marina possui maior penetração no segmento de mais de 10 salários mínimos.
Serra
- 46% dos eleitores tem ensino fundamental, 41% tem ensino médio e 13% tem ensino superior
- 26% dos eleitores tem entre 16-24 anos, 22% entre 25-34 anos, 18% entre 35-44 anos, 19% entre 45-59 anos e 13% tem 60 ou mais
- 48% dos eleitores ganha até 2 salários, 35% ganha entre 2 e 6 salários, 10% entre 6 e 10 salários e 4% acima de 10 salários
- 42% dos eleitores tem ensino fundamental, 42% tem ensino médio e 15% tem ensino superior
- 22% dos eleitores tem entre 16-24 anos, 25% entre 25-34 anos, 23% entre 35-44 anos, 18% entre 45-59 anos e 10% tem 60 ou mais
- 46% dos eleitores ganha até 2 salários, 35% ganha entre 2 e 6 salários, 12% entre 6 e 10 salários e 4% acima de 10 salários
- 37% dos eleitores tem ensino fundamental, 44% tem ensino médio e 21% tem ensino superior
- 29% dos eleitores tem entre 16-24 anos, 24% entre 25-34 anos, 18% entre 35-44 anos, 17% entre 45-59 anos e 11% tem 60 ou mais
- 36% dos eleitores ganha até 2 salários, 32% ganha entre 2 e 6 salários, 8% entre 6 e 10 salários e 5% acima de 10 salários
- 45% dos eleitores tem ensino fundamental, 41% tem ensino médio e 12% tem ensino superior
- 18% dos eleitores tem entre 16-24 anos, 20% entre 25-34 anos, 22% entre 35-44 anos, 23% entre 45-59 anos e 11% tem 60 ou mais
- 42% dos eleitores ganha até 2 salários, 30% ganha entre 2 e 6 salários,7.5% entre 6 e 10 salários e 2% acima de 10 salários
- 67% dos eleitores tem ensino fundamental, 30% tem ensino médio e 7% tem ensino superior
- 25% dos eleitores tem entre 16-24 anos, 17% entre 25-34 anos, 17% entre 35-44 anos, 16% entre 45-59 anos e 26% tem 60 ou mais
- 66% dos eleitores ganha até 2 salários, 26% ganha entre 2 e 6 salários, 5% entre 6 e 10 salários e 1.4% acima de 10 salários
Análise
Marina tem pouca penetração com eleitores com educação fundamental, tendo maior penetração em eleitores de níveis superior. Já Serra tem maior penetração com eleitores com educação fundamental e pouca penetração com eleitores com educação superior
Quem tem maior penetração no grupo com faixa etária de 16 a 24 anos é Marina. Já na faixa de 25-34 é Dilma e por fim Serra tem maior penetração no grupo de 45 a 59 anos.
Serra tem representatividade em todas as faixas salariais (sendo a maior penetração entre os candidatos no segmento até 2 salários mínimos). Dilma possui maior penetração nas faixas de 6 a 10 salários mínimos, enquanto Marina possui maior penetração no segmento de mais de 10 salários mínimos.
Bayes e pesquisas
Uma das pesquisas DATAFOLHA que usei para calcular as probabilidades condicionais tem uma tabela exclusiva sobre a amostra, partidos, renda, idade e escolaridade.
Em vista disto resolvi fazer um pequeno exercício de probabilidade condicional para calcular quem apoia partidos e o presidente Lula - ou seja traçar um perfil. E, como no caso anterior, é aqui que Bayes mostra toda sua beleza.
Então vamos partir das amostras. Para simplificar vou colocar as coisas em termos de probabilidades.
p(ensino fundamental)=0.45
p(ensino médio)=0.41
p(ensino superior)=0.14
p(Lula bom)=0.76
p(Lula neutro)=0.2
p(Lula ruim)=0.04
p(ensino fundamental | Lula bom) = 0.47
p(ensino fundamental |Lula neutro) = 0.4
p(ensino fundamental |Lula ruim) =0.4
Para calcularmos a probabilidade de uma pessoa ter uma avaliação boa de Lula, dado que tem apenas ensino fundamentel é dada por:
p(Lula bom | ensino fundamental) = p(ensino fundamental | Lula bom)*p(Lula bom)/p(ensino fundamental)
portanto p(Lula bom | ensino fundamental) = 0.47*0.76/0.45 =0.72
A avaliação de Lula com pessoas com ensino fundamental é a seguinte:
79% acham seu governo bom
18% acham seu governo neutro
3% acham seu governo ruim
No caso do ensino médio teremos:
74% acham seu governo bom
21% acham seu governo neutro
5% acham seu governo ruim
No caso do ensino superior teremos:
71% acham seu governo bom
24% acham seu governo neutro
5% acham seu governo ruim
Qual a conclusão? Os grandes admiradores do presidente Lula estão justamente entre os que tem menos escolaridade.
A faixa etária tambéma auxilia a determinação do perfil. Com relação a faixa de 16 até 24 anos temos o seguinte perfil:
72% acham o governo bom
22% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de 25 a 34 anos temos:
79% acham o governo bom
Na faixa de 35 a 44 anos temos:
76% acham o governo bom
18% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de 45 a 59 anos temos:
76% acham o governo bom
20% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de mais de 60 anos temos praticamente a mesma coisa. Então vejam que a popularidade de Lula é sobe mais na faixa de 25 a 24 anos. A região mais baixa é na faixa de 16 até 24 anos.
Por fim, vamos ver como é a popularidade de Lula com relação à renda mensal:
Na faixa de renda mensal menor do que R$ 1.020,00, temos que 79% acham o governo bom, 18% acham o governo neutro e 3% acham o governo ruim. Já na faixa de R$ 1.021,00 até R$ 1.530,00, temos que 76% acham o governo bom, 21% acham o governo neutro e 3% acham o governo ruim. Na faixa de R$1.531,00 até R2.550,00, temos que 71% acham o governo bom, 22% acham neutro e 3% acham ruim. Nas faixas seguintes a avaliação é similar à média, com exceção da mais alta. Nesta faixa o percentual de pessoas que acham o governo ruim chega a 20%.
Então o que aprendemos deste exercício do uso de Bayes?
O eleitorado que tem a avaliação mais positiva do governo tem as seguintes características:
Em vista disto resolvi fazer um pequeno exercício de probabilidade condicional para calcular quem apoia partidos e o presidente Lula - ou seja traçar um perfil. E, como no caso anterior, é aqui que Bayes mostra toda sua beleza.
Então vamos partir das amostras. Para simplificar vou colocar as coisas em termos de probabilidades.
p(ensino fundamental)=0.45
p(ensino médio)=0.41
p(ensino superior)=0.14
p(Lula bom)=0.76
p(Lula neutro)=0.2
p(Lula ruim)=0.04
p(ensino fundamental | Lula bom) = 0.47
p(ensino fundamental |Lula neutro) = 0.4
p(ensino fundamental |Lula ruim) =0.4
Para calcularmos a probabilidade de uma pessoa ter uma avaliação boa de Lula, dado que tem apenas ensino fundamentel é dada por:
p(Lula bom | ensino fundamental) = p(ensino fundamental | Lula bom)*p(Lula bom)/p(ensino fundamental)
portanto p(Lula bom | ensino fundamental) = 0.47*0.76/0.45 =0.72
A avaliação de Lula com pessoas com ensino fundamental é a seguinte:
79% acham seu governo bom
18% acham seu governo neutro
3% acham seu governo ruim
No caso do ensino médio teremos:
74% acham seu governo bom
21% acham seu governo neutro
5% acham seu governo ruim
No caso do ensino superior teremos:
71% acham seu governo bom
24% acham seu governo neutro
5% acham seu governo ruim
Qual a conclusão? Os grandes admiradores do presidente Lula estão justamente entre os que tem menos escolaridade.
A faixa etária tambéma auxilia a determinação do perfil. Com relação a faixa de 16 até 24 anos temos o seguinte perfil:
72% acham o governo bom
22% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de 25 a 34 anos temos:
79% acham o governo bom
18% acham o governo neutro
3% acham o governo ruim
Na faixa de 35 a 44 anos temos:
76% acham o governo bom
18% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de 45 a 59 anos temos:
76% acham o governo bom
20% acham o governo neutro
4% acham o governo ruim
Na faixa de mais de 60 anos temos praticamente a mesma coisa. Então vejam que a popularidade de Lula é sobe mais na faixa de 25 a 24 anos. A região mais baixa é na faixa de 16 até 24 anos.
Por fim, vamos ver como é a popularidade de Lula com relação à renda mensal:
Na faixa de renda mensal menor do que R$ 1.020,00, temos que 79% acham o governo bom, 18% acham o governo neutro e 3% acham o governo ruim. Já na faixa de R$ 1.021,00 até R$ 1.530,00, temos que 76% acham o governo bom, 21% acham o governo neutro e 3% acham o governo ruim. Na faixa de R$1.531,00 até R2.550,00, temos que 71% acham o governo bom, 22% acham neutro e 3% acham ruim. Nas faixas seguintes a avaliação é similar à média, com exceção da mais alta. Nesta faixa o percentual de pessoas que acham o governo ruim chega a 20%.
Então o que aprendemos deste exercício do uso de Bayes?
O eleitorado que tem a avaliação mais positiva do governo tem as seguintes características:
- Ensino fundamental
- Faixa etária de 25 a 34 anos
- Redimentos de até R$ 1.020,00
- Ensino superior
- Faixa etária de 16 a 24 anos
- Rendimentos de R$ 10.201,00 até R$ 25.500,00
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Pesquisas para Presidente e Bayes - parte IV
Agora é que o teorema de Bayes realmente pode brilhar. Vamos analisar a composição do eleitorado de cada candidato. A idéia é calcular a probabilidade de uma determinada avaliação dado que o o voto é do candidato:
Dilma
Serra
Neste caso eu vou evitar as contas mas posso sumarizar da seguinte forma:
Ciro
Apesar dele não estar mais na corrida eleitoral, os dados que tenho são interessantes:
No caso de Marina, os dados são os seguintes:
Brancos
Os votos brancos e nulos seguem mais ou menos o perfil de popularidade de Lula
É Bayes ditando estratégias...
Dilma
- p(governo Lula positivo | vota Dilma) = 0.33*0.76/0.2708 = 0.926 (92.6%)
- p(governo Lula neutro | vota Dilma) = 0.09*0.2/0.2708 = 0.066 (6.7%)
- p(governo Lula negativo | vota Dilma) = 0.05*0.05/0.2708 = 0.007 (0.7%)
Serra
Neste caso eu vou evitar as contas mas posso sumarizar da seguinte forma:
- 67% do eleitorado de Serra acha o governo Lula positivo
- 28% do eleitorado de Serra acha o governo Lula neutro
- 5% do eleitorado de Serra acha o governo Lula ruim
Ciro
Apesar dele não estar mais na corrida eleitoral, os dados que tenho são interessantes:
- 78% do eleitorado de Ciro acha o governo Lula positivo
- 19% do eleitorado de Ciro acha o governo Lula neutro
- 3% do eleitorado de Ciro acha o governo Lula ruim
No caso de Marina, os dados são os seguintes:
- 68% do eleitorado de Marina acha o governo Lula positivo
- 26% do eleitorado de Marina acha o governo Lula neutro
- 6% do eleitorado de Marina acha o governo Lula ruim
Brancos
Os votos brancos e nulos seguem mais ou menos o perfil de popularidade de Lula
- 78% dos votos brancos ou nulos acha o governo Lula positivo
- 20% dos votos brancos ou nulos acha o governo Lula neutro
- 2% dos votos brancos ou nulos acha o governo Lula ruim
- 63% dos que não sabem acham o governo Lula positivo
- 25% dos que não sabem acham o governo Lula neutro
- 12% dos que não sabem acham o governo Lula ruim
É Bayes ditando estratégias...
Pesquisas para Presidente e Bayes - parte III
E o que acontece sem Ciro?
Usando Bayes podemos colocar os resultados tabulados:
Candidata Dilma: 30%
Candidato Serra: 41%
Candidata Marina: 12%
Brancos e Nulos: 8%
Não sabem: 8%
E como isto fica em comparação com os dados de pesquisas eleitorais? Este link tem os dados tabulados, mas podemos pegar os últimos valores:
Candidata Dilma: 30%
Candidato Serra: 42%
Candidata Marina: 12%
Brancos e Nulos e não sabem: 16%
Agora para verificar direitinho é necessário ver quais são as discrepâncias com os resultados dos outros institutos de pesquisa
Usando Bayes podemos colocar os resultados tabulados:
Candidata Dilma: 30%
Candidato Serra: 41%
Candidata Marina: 12%
Brancos e Nulos: 8%
Não sabem: 8%
E como isto fica em comparação com os dados de pesquisas eleitorais? Este link tem os dados tabulados, mas podemos pegar os últimos valores:
Candidata Dilma: 30%
Candidato Serra: 42%
Candidata Marina: 12%
Brancos e Nulos e não sabem: 16%
Agora para verificar direitinho é necessário ver quais são as discrepâncias com os resultados dos outros institutos de pesquisa
Pesquisas para Presidente e Bayes - parte II
Como disse antes no outro post, os cálculos considerando Bayes na eleição precisam de mais esforço. Então vou tentar coloca-los em uma forma mais ou menos clara a partir do que temos.
Para começar precisamos da taxa de aprovação de Lula. Neste caso, estas taxas seriam o equivalente a probabilidades, e estas a chance que um eleitor escolhido ao acaso aprovasse Lula. No caso temos uma pesquisa do datafolha que indica:
76% consideram o governo ótimo ou bom
20% consideram o governo regular
4% consideram o governo ruim ou péssimo
Assim poderíamos dividir o governo em duas parcelas:
96% consideram o governo pelo menos razoável
4% consideram o governo menos do que razoável
Neste caso poderíamos associar as probabilidades:
p(governo Lula positivo) = 0.76
p(governo Lula neutro) = 0.20
p(governo Lula ruim) = 0.04
No caso teríamos por Bayes a votação do candidato A:
p(vota em A) = p(vota A | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota A | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota A | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
Os termos p(vota A | governo Lula positivo) pode ser considerada a transferência de votos do governo Lula para o candidato A.
A determinação destas probabilidades é que é bastante complicada. Mas segundo uma pesquisa CNT-Sensus, temos os seguintes percentuais de transferência:
24.7% afirmam que votariam apenas no candidato de Lula
36.9% afirmam que poderiam votar no candidato de Lula
19.3% afirmam que não votariam no candidato de Lula
Mas por outro lado, temos uma pesquisa Datafolha que permite mais informação:
Dos que avaliam o governo Lula como positivo:
32% votam em Serra
33% votam em Dilma
11% votam em Ciro
7% votam em Marina
11% votam em Branco ou Nula
6% não sabem
Dos que avaliam o governo Lula como neutro:
51% votam em Serra
9% votam em Dilma
10% votam em Ciro
10% votam em Marina
11% votam em Branco ou Nula
9% não sabem
Dos que avaliam o governo Lula como ruim:
48% votam em Serra
5% votam em Dilma
8% votam em Ciro
11% votam em Marina
5% votam em Branco ou Nula
22% não sabem
Com estes dados finalmente é possível traçar um perfil e verificar se o mesmo está compatível com as pesquisas:
Dilma:
p(vota em Dilma) = p(vota Dilma | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Dilma |governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Dilma | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.33*0.76+0.09*0.20+0.05*0.04 = 0.2708
Serra:
p(vota em Serra) = p(vota Serra | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Serra | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Serra | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.32*0.76+0.51*0.20+0.48*0.04 = 0.3644
Ciro:
p(vota em Ciro) = p(vota Ciro | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Ciro | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Ciro | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.11*0.76+0.10*0.20+0.08*0.04 = 0.1068
Marina:
p(vota Marina) = p(vota Marina | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Marina | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Marina | governo Lula ruim)
= 0.07*0.76+0.10*0.20+0.11*0.04 = 0.0776
Por fim o caso dos brancos ou nulos:
p(brancos ou nulos) = 0.11*0.76+0.11*0.20+0.05*0.04 = 0.1076
e o caso dos que não sabem:
p(não sabem) = 0.06*0.76+0.09*0.20+0.22*0.04 = 0.0724
Então podemos colocar os resultados tabulados:
Candidata Dilma: 27%
Candidato Serra: 36%
Candidato Ciro: 11%
Candidata Marina: 8%
Brancos e Nulos: 11%
Não sabem: 7%
E como isto fica em comparação com os dados de pesquisas eleitorais? Este blog tem os dados tabulados, mas podemos pegar os últimos valores:
Candidata Dilma: 29%
Candidato Serra: 36%
Candidato Ciro: 8%
Candidata Marina: 8%
Brancos e Nulos e não sabem: 19%
Como se vê, os resultados de Serra, Dilma, Marina e Brancos, Nulos e Não sabem são extremamente próximos (dentro da margem percentual de 2 pontos). Já o de Ciro aparenta estar mais ou menos próximos porém fora das margens percentuais.
A parte interessante desta forma de calcular é que é possível estimar efeitos que as pesquisas não conseguem determinar de modo claro.
Por exemplo: o que acontece com a votação de Dilma se pessoas que avaliam o governo Lula como positivo transferirem 10 pontos percentuais de Serra para ela? Com a fórmula é simples:
p(voto Dilma) = 0.43*0.76+0.09*0.20+0.05*0.04 = 0.3468
e Serra?
p(voto Serra) = 0.22*0.76+0.51*0.20+0.48*0.04 = 0.2884
Outro exemplo: o que acontece com a votação de Dilma se cairem 10 pontos na avaliação do governo Lula como positiva? Com a fórmula é simples:
p(voto Dilma) = 0.33*0.66+0.09*0.30+0.05*0.04 = 0.2468
e Serra?
p(voto Serra) = 0.32*0.66+0.51*0.30+0.48*0.04 = 0.3834
E esta ferramenta é muito mais poderosa que as que estão disponíveis na mídia.
Para começar precisamos da taxa de aprovação de Lula. Neste caso, estas taxas seriam o equivalente a probabilidades, e estas a chance que um eleitor escolhido ao acaso aprovasse Lula. No caso temos uma pesquisa do datafolha que indica:
76% consideram o governo ótimo ou bom
20% consideram o governo regular
4% consideram o governo ruim ou péssimo
Assim poderíamos dividir o governo em duas parcelas:
96% consideram o governo pelo menos razoável
4% consideram o governo menos do que razoável
Neste caso poderíamos associar as probabilidades:
p(governo Lula positivo) = 0.76
p(governo Lula neutro) = 0.20
p(governo Lula ruim) = 0.04
No caso teríamos por Bayes a votação do candidato A:
p(vota em A) = p(vota A | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota A | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota A | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
Os termos p(vota A | governo Lula positivo) pode ser considerada a transferência de votos do governo Lula para o candidato A.
A determinação destas probabilidades é que é bastante complicada. Mas segundo uma pesquisa CNT-Sensus, temos os seguintes percentuais de transferência:
24.7% afirmam que votariam apenas no candidato de Lula
36.9% afirmam que poderiam votar no candidato de Lula
19.3% afirmam que não votariam no candidato de Lula
Mas por outro lado, temos uma pesquisa Datafolha que permite mais informação:
Dos que avaliam o governo Lula como positivo:
32% votam em Serra
33% votam em Dilma
11% votam em Ciro
7% votam em Marina
11% votam em Branco ou Nula
6% não sabem
Dos que avaliam o governo Lula como neutro:
51% votam em Serra
9% votam em Dilma
10% votam em Ciro
10% votam em Marina
11% votam em Branco ou Nula
9% não sabem
Dos que avaliam o governo Lula como ruim:
48% votam em Serra
5% votam em Dilma
8% votam em Ciro
11% votam em Marina
5% votam em Branco ou Nula
22% não sabem
Com estes dados finalmente é possível traçar um perfil e verificar se o mesmo está compatível com as pesquisas:
Dilma:
p(vota em Dilma) = p(vota Dilma | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Dilma |governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Dilma | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.33*0.76+0.09*0.20+0.05*0.04 = 0.2708
Serra:
p(vota em Serra) = p(vota Serra | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Serra | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Serra | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.32*0.76+0.51*0.20+0.48*0.04 = 0.3644
Ciro:
p(vota em Ciro) = p(vota Ciro | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Ciro | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Ciro | governo Lula ruim) * p(governo Lula ruim)
= 0.11*0.76+0.10*0.20+0.08*0.04 = 0.1068
Marina:
p(vota Marina) = p(vota Marina | governo Lula positivo) * p(governo Lula positivo) + p(vota Marina | governo Lula neutro) * p(governo Lula neutro) + p(vota Marina | governo Lula ruim)
= 0.07*0.76+0.10*0.20+0.11*0.04 = 0.0776
Por fim o caso dos brancos ou nulos:
p(brancos ou nulos) = 0.11*0.76+0.11*0.20+0.05*0.04 = 0.1076
e o caso dos que não sabem:
p(não sabem) = 0.06*0.76+0.09*0.20+0.22*0.04 = 0.0724
Então podemos colocar os resultados tabulados:
Candidata Dilma: 27%
Candidato Serra: 36%
Candidato Ciro: 11%
Candidata Marina: 8%
Brancos e Nulos: 11%
Não sabem: 7%
E como isto fica em comparação com os dados de pesquisas eleitorais? Este blog tem os dados tabulados, mas podemos pegar os últimos valores:
Candidata Dilma: 29%
Candidato Serra: 36%
Candidato Ciro: 8%
Candidata Marina: 8%
Brancos e Nulos e não sabem: 19%
Como se vê, os resultados de Serra, Dilma, Marina e Brancos, Nulos e Não sabem são extremamente próximos (dentro da margem percentual de 2 pontos). Já o de Ciro aparenta estar mais ou menos próximos porém fora das margens percentuais.
A parte interessante desta forma de calcular é que é possível estimar efeitos que as pesquisas não conseguem determinar de modo claro.
Por exemplo: o que acontece com a votação de Dilma se pessoas que avaliam o governo Lula como positivo transferirem 10 pontos percentuais de Serra para ela? Com a fórmula é simples:
p(voto Dilma) = 0.43*0.76+0.09*0.20+0.05*0.04 = 0.3468
e Serra?
p(voto Serra) = 0.22*0.76+0.51*0.20+0.48*0.04 = 0.2884
Outro exemplo: o que acontece com a votação de Dilma se cairem 10 pontos na avaliação do governo Lula como positiva? Com a fórmula é simples:
p(voto Dilma) = 0.33*0.66+0.09*0.30+0.05*0.04 = 0.2468
e Serra?
p(voto Serra) = 0.32*0.66+0.51*0.30+0.48*0.04 = 0.3834
E esta ferramenta é muito mais poderosa que as que estão disponíveis na mídia.
Pesquisas para Presidente e Bayes - parte I
Uma certa celeuma corre na internet devido as diferenças entre as pesquisas da Sensus e Datafolha:
p(voto em Serra)=p(voto em Serra | gosta de Lula)*P(gosta de Lula)+P(voto em Serra | não gosta de Lula)*P(gosta de Lula)
Ora, perceba que se Lula não for um fator então a conta se reduz a:
O jornal “Folha de S. Paulo” questionou o instituto Sensus sobre a ordem das perguntas nos questionários de pesquisas. O Sensus pede que o entrevistado avalie o governo Lula antes de declarar em quem pretende votar para presidente. Segundo o jornal, críticos do método dizem que dada a alta aprovação de Lula, o entrevistado poderia se sentir compelido a declarar voto na candidata petista.
Ricardo Guedes, sócio e diretor do Sensus, afirma que o questionário seguiu "critérios acadêmicos". "A metodologia que a gente usa é academicamente legítima, com suporte na literatura," disse ele ao jornal. A Folha lembra que os institutos Datafolha e Ibope abrem a pesquisa perguntando em quem o eleitor pretende votar para presidente, para depois pedir que ele avalie o governo.
Será que pode existir uma explicação para a grande diferença entre os dois resultados?
Sim, o teorema de Bayes
Se existirem apenas duas candidaturas (Dilma e Serra), temos de levar em consideração que está no governo o presidente Lula. E ele influencia como é o voto.
Vamos ao caso geral:
p(voto em Dilma)=p(voto em Dilma | gosta de Lula)*P(gosta de Lula)+P(voto em Dilma| não gosta de Lula)*P(não gosta de Lula)
p(voto em Serra)=p(voto em Serra | gosta de Lula)*P(gosta de Lula)+P(voto em Serra | não gosta de Lula)*P(gosta de Lula)
Ora, perceba que se Lula não for um fator então a conta se reduz a:
p(X) = p(X)*p(Y)+p(X)*p(não Y)= p(X)
Mas se colocarmos alguns números, como por exemplo a popularidade de Lula, teremos:
p(gosta de Lula) = 0.76
p(não gosta de Lula) =0.24
Além disto temos a probabilidade (tirada da transferência de votos):
p(vota em Dilma | que gosta de Lula) = 0.42
p(vota em Outro | que não gosta de Lula) = 0.23
Do Teorema de Bayes sabemos que:
P(gosta de Lula | que vota em Dilma)=P(vota em Dilma | gosta do Lula)*P(gosta do Lula)/P(vota em Dilma)
ou
P(gosta de Lula | que vota em Dilma)*P(vota em Dilma)=P(vota em Dilma | gosta do Lula)*P(gosta do Lula)
Então
P(gosta de Lula | que vota em Dilma) *P(vota em Dilma)= 0.42*0.76 = 0.32
P(gosta de Lula | que vota em Outro) *P(vota em Outro)=0.58*0.76 = 0.44
Bem, para sabermos quanto é que teremos de p(vota em Dilma) teriámos:p(voto em Dilma)=0.32+P(voto em Dilma| não gosta de Lula)*0.24
Estimar então quanto é P(voto em Dilma | não gosta do Lula) é dificil, mas provavelmente é um valor menor que 10%. O que daria a Dilma algo como 34.4% das intenções de voto
Eu estou achando isto interessante, mas muito complicado. Vou tentar colocar as coisas de modo mais claro em um post futuro
terça-feira, 27 de abril de 2010
URP e probabilidades
Pelo que li do julgamento dos funcionários, a decisão depende do voto de três desembargadores. Para ver o que pode acontecer, vamos supor uma probabilidade de 50% de votar sim ou não.
Juiz 1 Juiz 2 Juiz 3 (1/2 x 1/2 x 1/2) =1/8
1) SIM SIM SIM
2) SIM SIM NÃO
3) SIM NÃO SIM
4) SIM NÃO NÃO
5) NÃO SIM SIM
6) NÃO SIM NÃO
7) NÃO NÃO SIM
8) NÃO NÃO NÃO
São favoráveis os itens 1, 2, 3 e 5 (ou seja 4 x 1/8 = 1/2). Isto significa que há 50% de chances de sair positivo e 50% de chances de sair negativo
Mas tivemos o voto negativo de uma desembargadora. Então agora temos os itens 5 até 8 de possibilidade
É favorável o item 5, sendo desfavoráveis todos os restantes. Isto quer dizer:
Juiz 1 Juiz 2 Juiz 3 (1 x 1/2 x 1/2)
5) NÃO SIM SIM
6) NÃO SIM NÃO
7) NÃO NÃO SIM
8) NÃO NÃO NÃO
Como das 4 possibilidades temos três desfavoráveis, então a chance de vitória é de 25% e a de derrota é de 75%.
Mas já que estamos neste ponto, vamos dizer que o juiz 2 (que pediu vistas ao processo), tem 75% de chance de dizer sim e 25% de chance de dizer não. Já o juiz 3 tem 50% de dizer sim ou não.
Neste caso temos:
5) NÃO SIM SIM (1 x 3/4 x 1/2 = 3/8)
6) NÃO SIM NÃO (1 x 3/4 x 1/2 = 3/8)
7) NÃO NÃO SIM (1 x 1/4 x 1/2 = 1/8)
8) NÃO NÃO NÃO (1 x 1/4 x 1/2 = 1/8)
Então neste caso ficamos com 37.5% de chance do resultado for positivo e 62.5% de ser negativo. Ou seja ainda assim as chances não são boas. Quanto deve ser a chance para que o juiz 2 mude o fiel da balança?
p x 1/2 = 1/2 ou seja o juiz 2 só muda o fiel da balança se a chance dele ser favorável for de 100%.
A coisa não está muito boa para o lado de ganhar a URP
* POST SCRIPTUM
Pois é, e aconteceu o que as chances indicavam...
Juiz 1 Juiz 2 Juiz 3 (1/2 x 1/2 x 1/2) =1/8
1) SIM SIM SIM
2) SIM SIM NÃO
3) SIM NÃO SIM
4) SIM NÃO NÃO
5) NÃO SIM SIM
6) NÃO SIM NÃO
7) NÃO NÃO SIM
8) NÃO NÃO NÃO
São favoráveis os itens 1, 2, 3 e 5 (ou seja 4 x 1/8 = 1/2). Isto significa que há 50% de chances de sair positivo e 50% de chances de sair negativo
Mas tivemos o voto negativo de uma desembargadora. Então agora temos os itens 5 até 8 de possibilidade
É favorável o item 5, sendo desfavoráveis todos os restantes. Isto quer dizer:
Juiz 1 Juiz 2 Juiz 3 (1 x 1/2 x 1/2)
5) NÃO SIM SIM
6) NÃO SIM NÃO
7) NÃO NÃO SIM
8) NÃO NÃO NÃO
Como das 4 possibilidades temos três desfavoráveis, então a chance de vitória é de 25% e a de derrota é de 75%.
Mas já que estamos neste ponto, vamos dizer que o juiz 2 (que pediu vistas ao processo), tem 75% de chance de dizer sim e 25% de chance de dizer não. Já o juiz 3 tem 50% de dizer sim ou não.
Neste caso temos:
5) NÃO SIM SIM (1 x 3/4 x 1/2 = 3/8)
6) NÃO SIM NÃO (1 x 3/4 x 1/2 = 3/8)
7) NÃO NÃO SIM (1 x 1/4 x 1/2 = 1/8)
8) NÃO NÃO NÃO (1 x 1/4 x 1/2 = 1/8)
Então neste caso ficamos com 37.5% de chance do resultado for positivo e 62.5% de ser negativo. Ou seja ainda assim as chances não são boas. Quanto deve ser a chance para que o juiz 2 mude o fiel da balança?
p x 1/2 = 1/2 ou seja o juiz 2 só muda o fiel da balança se a chance dele ser favorável for de 100%.
A coisa não está muito boa para o lado de ganhar a URP
* POST SCRIPTUM
Pois é, e aconteceu o que as chances indicavam...
Somos Zumbis?
Depois de ler um post muito bom do blog do Ismael comecei a pensar sobre a alegoria do zumbi.
O Zumbi "vive" pela necessidade básica, não raciocina, não planeja - não tem esperança
Ele não é o senhor de sua vida
Bem, na realidade ninguém é senhor da própria vida, apenas tenta conduzi-la da forma que pode. A ilusão do controle pode levar a se pensar que ele realmente é possível. Mas no fundo é isto mesmo, apenas ilusão.
Mesmo assim, vejo a necessidade social sempre em luta com a necessidade individual. Enquanto o zumbi pode ser considerado como um ser que se vale dos grandes números (fator social) para sua "existência", os sobreviventes se valem da sua individualidade para sobrevivência.
Claro que ao mesmo tempo a individualidade fica em estado de tensão permanente com a necessidade de se manter uma coesão social para manutenção do grupo.
Não é exatamente um cada um por si, mas certamente não é um por todos...
Então comecei a pensar na analogia do partido, do culto e da supressão da individualidade.
Ao se nortear a vida por um objetivo maior que si oblitera-se a individualidade. O estado de tensão entre individualidade e coletividade parece ser um motor da existência humana.
Por que? Não sei, mas sinto que isto é importante. É como se fossem duas forças moldando as decisões de cada pessoa.
A individualidade extrema causa dissociação e isolamento.
A coletividade extrema causa morte da personalidade e incapacidade de decisões próprias
Talvez o motor humano esteja parcialmente escrito nestes extremos
O Zumbi "vive" pela necessidade básica, não raciocina, não planeja - não tem esperança
Ele não é o senhor de sua vida
Bem, na realidade ninguém é senhor da própria vida, apenas tenta conduzi-la da forma que pode. A ilusão do controle pode levar a se pensar que ele realmente é possível. Mas no fundo é isto mesmo, apenas ilusão.
Mesmo assim, vejo a necessidade social sempre em luta com a necessidade individual. Enquanto o zumbi pode ser considerado como um ser que se vale dos grandes números (fator social) para sua "existência", os sobreviventes se valem da sua individualidade para sobrevivência.
Claro que ao mesmo tempo a individualidade fica em estado de tensão permanente com a necessidade de se manter uma coesão social para manutenção do grupo.
Não é exatamente um cada um por si, mas certamente não é um por todos...
Então comecei a pensar na analogia do partido, do culto e da supressão da individualidade.
Ao se nortear a vida por um objetivo maior que si oblitera-se a individualidade. O estado de tensão entre individualidade e coletividade parece ser um motor da existência humana.
Por que? Não sei, mas sinto que isto é importante. É como se fossem duas forças moldando as decisões de cada pessoa.
A individualidade extrema causa dissociação e isolamento.
A coletividade extrema causa morte da personalidade e incapacidade de decisões próprias
Talvez o motor humano esteja parcialmente escrito nestes extremos
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O Dilema da Greve
Até aonde vai a greve da UnB?
Qual é a estratégia de saída?
O que acontece após o julgamento do processo?
Estas são perguntas sem resposta. Mas podemos fazer estimativas educadas sobre o que vai acontecer.
Primeiro: até aonde vai a greve da UnB?
R: Pelo menos até a regularização do pagamento. E não foi regularizado ainda. Existe a parcela de férias aonde a URP não foi calculada. Aparentemente, isto significa no mínimo mais algumas semanas de greve. Mas existem outros fatores em jogo:
- o julgamento da URP dos funcionários no TRF
- o julgamento da URP dos professores no STF
Dependendo de como a coisa for, então estas podem ser as datas limites - ou pelo menos pontos de inflexão para greve.
Segundo: qual a estratégia de saída?
R: Não há. Infelizmente, devido a uma série de fatores absolutamente ridículos não existe uma estratégia de saída porque não existe estratégia. Enquanto o sindicato tenta seguir na via judicial minimizando a exposição e risco, o comando de greve tenta seguir na via política maximizando a exposição e o risco. E qual o risco? Bem perder a URP.
Terceiro: o que acontece despois do julgamento do processo?
R: Passa a não existir mais sentido em manter um movimento de greve para a URP. Não há mais chance de retorno e excetuando a chance do executivo resolver extender a URP para todas categorias, não há uma saída viável para o problema. As chances de retorno são grandes mesmo que isto implique em uma cisão no movimento.
A coisa não está indo bem
Qual é a estratégia de saída?
O que acontece após o julgamento do processo?
Estas são perguntas sem resposta. Mas podemos fazer estimativas educadas sobre o que vai acontecer.
Primeiro: até aonde vai a greve da UnB?
R: Pelo menos até a regularização do pagamento. E não foi regularizado ainda. Existe a parcela de férias aonde a URP não foi calculada. Aparentemente, isto significa no mínimo mais algumas semanas de greve. Mas existem outros fatores em jogo:
- o julgamento da URP dos funcionários no TRF
- o julgamento da URP dos professores no STF
Dependendo de como a coisa for, então estas podem ser as datas limites - ou pelo menos pontos de inflexão para greve.
Segundo: qual a estratégia de saída?
R: Não há. Infelizmente, devido a uma série de fatores absolutamente ridículos não existe uma estratégia de saída porque não existe estratégia. Enquanto o sindicato tenta seguir na via judicial minimizando a exposição e risco, o comando de greve tenta seguir na via política maximizando a exposição e o risco. E qual o risco? Bem perder a URP.
Terceiro: o que acontece despois do julgamento do processo?
R: Passa a não existir mais sentido em manter um movimento de greve para a URP. Não há mais chance de retorno e excetuando a chance do executivo resolver extender a URP para todas categorias, não há uma saída viável para o problema. As chances de retorno são grandes mesmo que isto implique em uma cisão no movimento.
A coisa não está indo bem
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Honoráveis Bandidos
Na volta de Natal para Brasília finalizei o livro Honoráveis Bandidos de Palmério Dória
O livro é basicamente uma coleção de achincalhes ao Sarney e todos que o orbitam
Mais um exemplo de literatura panfletária. E só
E olha que nem gosto do Sarney
O livro é basicamente uma coleção de achincalhes ao Sarney e todos que o orbitam
Mais um exemplo de literatura panfletária. E só
E olha que nem gosto do Sarney
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Mentes perigosas
Terminei de ler o livro Mentes Perigosas no vôo BsB-Natal.
O livro é interessante, mas sofre de um problema sério: exageros gritantes
Certamente existem psicopatas e outros tipos de desvios. Mas o problema da banalização é muito sério. Não é todo namorado pilantra, ou amiga falsa que pode ser considerado um psicopata.
Mais ainda: o relato incluído no texto sugere que as pessoas que o fazem estão narrando a mais pura verdade.
Isto é evidentemente bullshit.
Então, cai-se no problema no relato do relato: o que é verdadeiro e o que é exagero, mentira ou engano?
E claro, se há uma estimativa que 4% da população seja psicopata, então os casos apresentados sugerem que este tipo de pessoas são praticamente semideuses, capazes de enganar a tudo e todos.
Na realidade, a situação é provavelmente intermediária. Sim, os psicopatas existem e não, eles não são os responsáveis por toda miséria humana.
Este é outro problema do texto: tende a glamurizar e pintar o ser humano melhor do que realmente é. O primeiro sinal foi o conceito de pessoas "do bem". Ah, relativismos a parte este conceito variou muito ao longo dos séculos.
Menos de 200 anos atrás a escravidão era plenamente aceitável - em todo o mundo. Há menos de 60 anos atrás, a segregação era aceitável na América. Faz mais ou menos 20 anos, ninguém dava a menor pelota pelos genocídios mundo afora.
Não, este negócio de pessoas "de bem" é conversa para acalentar bovinos. É o caso de uma tentativa de se criar e fixar uma auto imagem que agrada a si mesmo, mas não tem necessariamente correspondência com a realidade.
Bem, e o que ficou do livro? Que realmente existem psicopatas, que os mesmos tem tendências perigosas e que os psiquiatras também não sabe direito distingui-los ou lidar com eles.
O livro é interessante, mas sofre de um problema sério: exageros gritantes
Certamente existem psicopatas e outros tipos de desvios. Mas o problema da banalização é muito sério. Não é todo namorado pilantra, ou amiga falsa que pode ser considerado um psicopata.
Mais ainda: o relato incluído no texto sugere que as pessoas que o fazem estão narrando a mais pura verdade.
Isto é evidentemente bullshit.
Então, cai-se no problema no relato do relato: o que é verdadeiro e o que é exagero, mentira ou engano?
E claro, se há uma estimativa que 4% da população seja psicopata, então os casos apresentados sugerem que este tipo de pessoas são praticamente semideuses, capazes de enganar a tudo e todos.
Na realidade, a situação é provavelmente intermediária. Sim, os psicopatas existem e não, eles não são os responsáveis por toda miséria humana.
Este é outro problema do texto: tende a glamurizar e pintar o ser humano melhor do que realmente é. O primeiro sinal foi o conceito de pessoas "do bem". Ah, relativismos a parte este conceito variou muito ao longo dos séculos.
Menos de 200 anos atrás a escravidão era plenamente aceitável - em todo o mundo. Há menos de 60 anos atrás, a segregação era aceitável na América. Faz mais ou menos 20 anos, ninguém dava a menor pelota pelos genocídios mundo afora.
Não, este negócio de pessoas "de bem" é conversa para acalentar bovinos. É o caso de uma tentativa de se criar e fixar uma auto imagem que agrada a si mesmo, mas não tem necessariamente correspondência com a realidade.
Bem, e o que ficou do livro? Que realmente existem psicopatas, que os mesmos tem tendências perigosas e que os psiquiatras também não sabe direito distingui-los ou lidar com eles.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A Swingin' Safari - famosa e você não sabe de onde
| Bert Kaempfert - A Swingin' Safari .mp3 | ||
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URP novamente - "the plot thickens" - Parte 3
A terceira parte recebida trata do documento assinado pelo reitor. Há muita informação interessante e explicativa no texto. Temos aqui o mesmo:
Peço atenção especial ao seguinte parágrafo:
"Cabe esclarecer que a citada auditoria foi realizada em folha de pagamento da Fundação Universidade de Brasília, por solicitação do então reitor pro-tempre, Professor Roberto Armando Ramos de Aguiar, por meio do Ofício FUB 830-A de 18 de setembro de 2008, ainda que, na sua função de gestor do sistema federal de recursos humanos, o MPOG independe de solicitação para auditar as folhas de pagamento"
O reitor passa a listar os itens que foram levantados no relatório, bem como as providências tomadas em cada um dos mesmos.
O reitor informa que todos os itens de ressalvas foram devidamente respondidos pela SRH da UnB com exceção de:
E podemos dizer que o texto do reitor está bem explicado.
E mais ainda: não temos "malfeitores" a vista na folha de pagamento como procurava o reitor pro-tempore.
A parte ruim é que esta informação poderia ter limpado os ares faz muito tempo.
Transparência Zero
Peço atenção especial ao seguinte parágrafo:
"Cabe esclarecer que a citada auditoria foi realizada em folha de pagamento da Fundação Universidade de Brasília, por solicitação do então reitor pro-tempre, Professor Roberto Armando Ramos de Aguiar, por meio do Ofício FUB 830-A de 18 de setembro de 2008, ainda que, na sua função de gestor do sistema federal de recursos humanos, o MPOG independe de solicitação para auditar as folhas de pagamento"
O reitor passa a listar os itens que foram levantados no relatório, bem como as providências tomadas em cada um dos mesmos.
- Pagamento de vantagem pessoal transitória Mp1573-7/97 para 10 servidores - a vantagem teve origem na gratificação de localidade especial prevista na lei 6861/1980, paga até a sua extinção. Foi extinta pelo art2 da lei 9527/1997, passando a constituir, a partir dessa dat, vantagem pessoal, em caráter transitório, nominalmente identificada, sujeita exclusivamente à atualização decorrente de revisão geral da remuneração de servidores públicos federais;
- Pagamento de vantagem pessoal - on 86/91 para 3 servidores - os servidores admitidos pela fundação de assistência ao estudante (FAE) em 1980, no cargo de técnico de nível superior foram redistribuídos para o ministério da educação em 31/3/1997 e já recebiam desde dezembro de 1991 a vantagem provista na orientação normativa SRH/MPOG 86 - auxílio alimentação
- Auxílio natalidade para 1 servidora - constatação de pagamento incorreto de auxílio natalidade a servidora da FUB
- Parcela complementar do art. 15 para 10 servidores - constatação de pagamentos incorretos a servidores inativos quando da implantação do novo plano de cargos e salários dos técnicos administrativos da FUB, referente à parcela complementar que trata o $2 do art 15 da lei 11091/2005, que tem caráter provisório.
- Pagamento em dobro do art. 192 para 6 servidores - constatação de pagamento, em dobro, mediante decisão no mandado de segurnaça, a servidores aposentados da vantagem de que trata o art. 192, incisios I e II da lei 8112/1990. Os servidores recebem de forma administrativa e judicial.
- URP/89 - Procuradores Federais para 11 servidores - constatação de pagamento aos servidores inativos relacionados, ocupantes de cargo de advogado, do percentual de 26.05% referente a URP de fevereiro /1989, calculado sobre seus vencimento básicos ou proventos fixados pela lei 5645/1975. O cargo foi transformado em Procurador Federal com o novo plano de cargos e remuneração, absorvendo os vencimentos ou proventos e todas parcelas de mesma natureza como a GAE, a representação mensal de que trata o decreto 2333/1989, bem como decisões judiciais que determinaram correções de valores desses vencimentos ou proventos. No entendimento da equipe de auditoria, as sentenças que concederam o percentual de 26,05% a título de reposição da inflação de fevereiro de 1989 não deveriam ser aplicadas a partir da data de criação da carreira de Procurador Federal.
- Pagamento em dobro do GDAJ (Gratificação de Desempenho de Atividade Jurídica) para 5 servidores - constatação de pagamento da GDAJ instituída pela medida provisória 2048/2000, no percentual de 30% acumulada com a mesma gratificação mediante decisão judicial, caracterizando pagamento em duplicidade.
- URP sobre GEMAS e RT para 2195 servidores - constatação de incidência da URP sobre os valores da tabela da estrutura remuneratória da carreira de magistério superiot, que passou a contar com os valores referentes às citadas gratificações.
- Proporcionalidade entre RT e GEMAS para 152 servidores - constatação de pagamento de valores integrais das gratificações citadas a servidores aposentados com proventos proporcionais, contrariando o disposto na orentação normativa/srh/mpog 6/2007
- Vantagem pessoal do art. 5 do decreto 95.689/88 para 2 servidores - constatação de pagamento a dois servidores, decorrente da diferença da reclassificação dos servidores no Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos, contrários aos termos no Mandado de Segurnaça impetrado pelos servidores
- Vantagem pessoal do art. 7 da lei 8270/92 para 2 servidores - constatação do pagamento dessa vantagem a dois servidores em desconformidade aos termos do Mandado de Segurança
- Aposentadoria proporcional para 1 servidor - constatação de concessão de aposentadoria a servidor que não contava tempo suficiente, pois utilizou tempo para aposentar-se no IPEA
- Vantagem pessoal do art 172 da lei 11784/2008 para 103 servidores - constatação de erro de cálculo dos valores pagos para atender o disposto no art. 41 da lei 8112/1990, na redação dada pelo art 172 da lei 11784/2008, que preconiza em $5 "que nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo". Os valores pagos para atender ao dispositivo legal citado foram calculados a maior.
- Opção do art. 2 da lei 8911/94 para 17 servidores - pagamentos realizados a servidores inativos sem que os mesmos tivessem atendido os requisitos exigidos pelo art 193 da lei 8112/1990
- Opção de função gratificada para 10 servidores - constatação de pagamentos a ex servidores de forma cumulativa de opção de função com incorporação de décimos de função gratificada, o que contraria a legislação.
- Opção de função gratificada para 11 servidores - constatação de pagamento a ex-servidores de valores relativos a opção de função comissionada, sem o devido amparo legal
- Função comissionada para 139 servidores - constatação de pagamentos realizados a servidores relativos à incorporação de quintos de funções comissionadas em desacordo com os critérios estabelecidos pelo TCU
- Hora extra a ocupante de função gratificada para 18 servidores - constatação de pagamento de valores relativo ao adicional de serviços extraordinários a servidores ocupantes de função gratificada, o que é vedado.
- Adicional de insalubridade para servidores afastados para 186 servidores - constatação de pagamento de valores a servidores relativos a insalubridade em períodos em que estavam com ocorrência de afastamento ou licença.
- Pagamento de URP para 600 servidores. - pagamento da URP a servidores que ingressaram no quadro de pessoal da UnB a partir de janeiro de 2006 - constatação de pagamentos relativos a URP/1987 (?) a servidores que não recebiam a referida vantagem quando do deferimento da liminar nos Mandados de segurança impetrados em 2005, que tiveram por objeto a manutenção dos pagamentos até então efetuados pela UnB.
O reitor informa que todos os itens de ressalvas foram devidamente respondidos pela SRH da UnB com exceção de:
- Incidência do percentual de 26.05% (URP/89) e 30% (gratificação do DL 2365/1987) nos proventos dos procuradores federais aposentados
- Incidência de URP sobre os valores da RT e GEMAS
- Funções comissionadas - inclusão de parcelas indevidas relativas à incorporação de quintos de função comissionada
- Pagamento de URP a servidores que ingressaram no quadro de pessoal da UnB a partir de janeiro de 2006.
E podemos dizer que o texto do reitor está bem explicado.
E mais ainda: não temos "malfeitores" a vista na folha de pagamento como procurava o reitor pro-tempore.
A parte ruim é que esta informação poderia ter limpado os ares faz muito tempo.
Transparência Zero
URP novamente - "the plot thickens" - Parte 2
Temos então o pedido de auditoria pelo reitor pro-tempore Roberto Aguiar.
E a resposta?
Aí temos alguns problemas. O primeiro é que temos um relatório da auditoria, mas o mesmo é o quarto relatório. Isto já em 2009, ou seja no mandato do atual reitor Prof. José Geraldo. Vamos ao mesmo
Então vamos com bastante calma, página a página.
Primeiro, vemos este relatório tem o número 04/2009 e que foi realizado no período de 23 de março a 24 de abril de 2009. Não é possível saber se os três relatórios anteriores tratavam do mesmo assunto. Ou seja, não sabemos se existe 01/2009, 02/2009 ou 03/2009.
Na abertura temos que o relatório está sendo apresentado em cumprimento a uma determinação de 19 de fevereiro de 2009. Não está claro se a determinação veio da UnB, MPOG ou de quem seja. A redação sugere que a determinação em questão AUDI/SRH 40 tem relação com a administração da UnB (mas isto não é de modo algum claro).
Em seguida vemos uma descrição dos métodos operacionais da reitoria (amostral utilizando dados disponíveis no SIAPE durante o mês de março). A partir daí, no item 03, são descritos os parâmetros da auditoria: identificação de impropriedades ou irregularidades na folha de pagamento. A cada ocorrência é solicitado esclarecimento, informação, justificativas e correção baseada na legislação em vigor. Houve uma preocupação da equipe de auditores em fundamentar legamente cada ocorrência com propósito de informar o orgão auditado para que o mesmo aplique a legislação de pessoal na forma correta
A próxima folha trata dos números da UnB
Nesta folha temos informações quanto ao número de servidores e despesas com folha de pessoal. Na próxima folha temos somente uma sentença tratando do montante de despesas com aposentados e pensionistas:
As próximas folhas são as de conclusões:
Nesta primeira folha temos algumas informações importantes:
- A repercursão financeira das exclusões e alteraçãos consideradas indevidas foram demostradas e fundamentadas, bem como seus efeitos no erário
- Mas o destaque é a ocorrência relativa a URP89, indicando que o valor base foi inicialmente o vencimento básico e posteriormente a mesma passou a ser calculada em todas as parcelas da remuneração. O paràgrafo seguinte diz textualmente:
"A questão da perda da eficácia de sentenças em razão de perda de objeto não tem sido observada pela Instituição. Até mesmo após a criação de novas carreiras, com novos planos de cargos e salários, a exemplo da carreira de Procuradores Federais e de gratificações instituídas recentemente, como a RT e a GEMAS, foi mantido o pagamento da URP/89
Entendemos não haver amparo legal para autorização de tais alterações nos critérios de pagamento e no objeto das sentenças transitadas em julgados por ato administrativo..."
Há ainda na mesma página uma ressalva lembrando que a despeito do valor elevado da despesa, as alterações não foram objeto de autorização do SIPEC. A última página antes das assinaturas trata ainda da URP.
E aí temos também mais detalhes com relação a URP:
"a) alteração, sem a devida autorização, dos critérios de cálculo dos valores pagos em rubricas judiciais;
b) pagamento de sentenças em que já ocorreu a perda do objeto;
c) inclusão em rubrica judicial de servidores que não eram parte da ação, mediante extensão administrativa dos efeitos da sentença;
d) continuidade de pagamento de valores em ribricas judiciais a servidores que sucumbiram ou tiveram segurnaça denegada (não sei o que é isto);
e) inobservância da obrigação de restituir ao Erário dos valores pagos no curso de processos judiciais dos servidores mencionados no item anterior"
Cabe lembrar que este texto esta escrito na página 61 de um relatório do qual temos apenas fragmentos.
Mas o fato permanece que as conclusões tratam que quase exclusivamente da URP.
Por fim temos a página final com a assinatura de todos auditores:
Aqui temos uma listagem das ocorrências, das quais não temos muito mais informações além do colocado nesta página. A lista é a seguinte:
Mas tudo pode ser visto por cada um.
O que me irrita a respeito disto? Primeiro a não divulgação - na última página temos a data do relatório de 15 de junho de 2009. Como pode ser visto neste blog, o problema da URP só se tornou visível para maioria a partir de setembro de 2009. E de setembro para cá esta é a primeira vez que vemos este relatório.
Mas as outras queixas eu vou deixar para posts posteriores
Não fica bem mesmo
E a resposta?
Aí temos alguns problemas. O primeiro é que temos um relatório da auditoria, mas o mesmo é o quarto relatório. Isto já em 2009, ou seja no mandato do atual reitor Prof. José Geraldo. Vamos ao mesmo
Então vamos com bastante calma, página a página.
Primeiro, vemos este relatório tem o número 04/2009 e que foi realizado no período de 23 de março a 24 de abril de 2009. Não é possível saber se os três relatórios anteriores tratavam do mesmo assunto. Ou seja, não sabemos se existe 01/2009, 02/2009 ou 03/2009.
Na abertura temos que o relatório está sendo apresentado em cumprimento a uma determinação de 19 de fevereiro de 2009. Não está claro se a determinação veio da UnB, MPOG ou de quem seja. A redação sugere que a determinação em questão AUDI/SRH 40 tem relação com a administração da UnB (mas isto não é de modo algum claro).
Em seguida vemos uma descrição dos métodos operacionais da reitoria (amostral utilizando dados disponíveis no SIAPE durante o mês de março). A partir daí, no item 03, são descritos os parâmetros da auditoria: identificação de impropriedades ou irregularidades na folha de pagamento. A cada ocorrência é solicitado esclarecimento, informação, justificativas e correção baseada na legislação em vigor. Houve uma preocupação da equipe de auditores em fundamentar legamente cada ocorrência com propósito de informar o orgão auditado para que o mesmo aplique a legislação de pessoal na forma correta
A próxima folha trata dos números da UnB
Nesta folha temos informações quanto ao número de servidores e despesas com folha de pessoal. Na próxima folha temos somente uma sentença tratando do montante de despesas com aposentados e pensionistas:
As próximas folhas são as de conclusões:
Nesta primeira folha temos algumas informações importantes:
- A repercursão financeira das exclusões e alteraçãos consideradas indevidas foram demostradas e fundamentadas, bem como seus efeitos no erário
- Mas o destaque é a ocorrência relativa a URP89, indicando que o valor base foi inicialmente o vencimento básico e posteriormente a mesma passou a ser calculada em todas as parcelas da remuneração. O paràgrafo seguinte diz textualmente:
"A questão da perda da eficácia de sentenças em razão de perda de objeto não tem sido observada pela Instituição. Até mesmo após a criação de novas carreiras, com novos planos de cargos e salários, a exemplo da carreira de Procuradores Federais e de gratificações instituídas recentemente, como a RT e a GEMAS, foi mantido o pagamento da URP/89
Entendemos não haver amparo legal para autorização de tais alterações nos critérios de pagamento e no objeto das sentenças transitadas em julgados por ato administrativo..."
Há ainda na mesma página uma ressalva lembrando que a despeito do valor elevado da despesa, as alterações não foram objeto de autorização do SIPEC. A última página antes das assinaturas trata ainda da URP.
E aí temos também mais detalhes com relação a URP:
"a) alteração, sem a devida autorização, dos critérios de cálculo dos valores pagos em rubricas judiciais;
b) pagamento de sentenças em que já ocorreu a perda do objeto;
c) inclusão em rubrica judicial de servidores que não eram parte da ação, mediante extensão administrativa dos efeitos da sentença;
d) continuidade de pagamento de valores em ribricas judiciais a servidores que sucumbiram ou tiveram segurnaça denegada (não sei o que é isto);
e) inobservância da obrigação de restituir ao Erário dos valores pagos no curso de processos judiciais dos servidores mencionados no item anterior"
Cabe lembrar que este texto esta escrito na página 61 de um relatório do qual temos apenas fragmentos.
Mas o fato permanece que as conclusões tratam que quase exclusivamente da URP.
Por fim temos a página final com a assinatura de todos auditores:
Aqui temos uma listagem das ocorrências, das quais não temos muito mais informações além do colocado nesta página. A lista é a seguinte:
- Pagamento de vantagem pessoal transitória Mp1573-7/97 para 10 servidores
- Pagamento de vantagem pessoal - on 86/91 para 3 servidores
- Auxílio natalidade para 1 servidora
- Parcela complementar do art. 15 para 10 servidores
- Pagamento em dobro do art. 192 para 6 servidores
- URP/89 - Procuradores Federais para 11 servidores
- Pagamento em dobro do GDAJ para 5 servidores
- URP sobre GEMAS e RT para 2195 servidores
- Proporcionalidade entre RT e GEMAS para 152 servidores
- Vantagem pessoal do art. 5 do decreto 95.689/88 para 2 servidores
- Vantagem pessoal do art. 7 da lei 8270/92 para 2 servidores
- Aposentadoria proporcional para 1 servidor
- Vantagem pessoal do art 172 da lei 11784/2008 para 103 servidores
- Opção do art. 2 da lei 8911/94 para 17 servidores
- Opção de função gratificada para 10 servidores
- Opção de função gratificada para 11 servidores
- Função comissionada para 139 servidores
- Hora extra a ocupante de função gratificada para 18 servidores
- Adicional de insalubridade para servidores afastados para 186 servidores
- Pagamento de URP para 600 servidores.
Desta relação, o maior valor anual refere-se ao item 8, seguido pelo item 20 e pelo item 17.
Mas tudo pode ser visto por cada um.
O que me irrita a respeito disto? Primeiro a não divulgação - na última página temos a data do relatório de 15 de junho de 2009. Como pode ser visto neste blog, o problema da URP só se tornou visível para maioria a partir de setembro de 2009. E de setembro para cá esta é a primeira vez que vemos este relatório.
Mas as outras queixas eu vou deixar para posts posteriores
Não fica bem mesmo
URP novamente - "the plot thickens" - Parte 1
Bem caros leitores. Hoje eu não consigo manter o equilíbrio no assunto URP. Estou oficialmente irritado
Lamento, mas hoje não dá. Então vocês podem fazer uma coisa: eu vou colocar toda a informação que eu tenho aqui e vocês podem fazer o julgamento... Pelo menos aí, dado que meus pontos serão em cima do material apresentado, vocês terão a garantia de isenção
Postei ontem um pedaço e agora vou destrinchar o problema segundo as informações que foram fornecidas no e-mail da Adunb (a qual não posso nem colocar o link pois o site está em manutenção).
Vamos pedaço por pedaço, parte por parte
Primeiro o ofício que trata do pedido de auditoria.
Como pode ser visto, a mesma foi solicitada pelo reitor pro-tempore Roberto Aguiar "considerando graves suspeitas da existência de irregularidades na folha de pagamentos dos servidores da Fundação Universidade de Brasília".
Bom, aparte um certo ar de caçada aos "malfeitores", a ação em si não pode ser julgada como inerentemente má. Afinal, existiam suspeitas largamente disseminadas naquela época sobre vários membros da comunidade da UnB. E uma atitude razoável seria pedir uma auditoria para esclarecer tudo.
Pode-se discordar da forma. Afinal não seria melhor um outro tipo de investigação? O MPOG era realmente o interlocutor certo para a ocasião? Trazer o MPOG não poderia levantar mais problemas do que se esperava?
Bem, todas estas questões se classificam na categoria "e se". No fundo, o pedido era razoável e podemos categoriza-lo como um ato com as melhores intenções com relação a UnB.
Já as consequências...
Mas isto é assunto para um próximo post
Lamento, mas hoje não dá. Então vocês podem fazer uma coisa: eu vou colocar toda a informação que eu tenho aqui e vocês podem fazer o julgamento... Pelo menos aí, dado que meus pontos serão em cima do material apresentado, vocês terão a garantia de isenção
Postei ontem um pedaço e agora vou destrinchar o problema segundo as informações que foram fornecidas no e-mail da Adunb (a qual não posso nem colocar o link pois o site está em manutenção).
Vamos pedaço por pedaço, parte por parte
Primeiro o ofício que trata do pedido de auditoria.
Como pode ser visto, a mesma foi solicitada pelo reitor pro-tempore Roberto Aguiar "considerando graves suspeitas da existência de irregularidades na folha de pagamentos dos servidores da Fundação Universidade de Brasília".
Bom, aparte um certo ar de caçada aos "malfeitores", a ação em si não pode ser julgada como inerentemente má. Afinal, existiam suspeitas largamente disseminadas naquela época sobre vários membros da comunidade da UnB. E uma atitude razoável seria pedir uma auditoria para esclarecer tudo.
Pode-se discordar da forma. Afinal não seria melhor um outro tipo de investigação? O MPOG era realmente o interlocutor certo para a ocasião? Trazer o MPOG não poderia levantar mais problemas do que se esperava?
Bem, todas estas questões se classificam na categoria "e se". No fundo, o pedido era razoável e podemos categoriza-lo como um ato com as melhores intenções com relação a UnB.
Já as consequências...
Mas isto é assunto para um próximo post
terça-feira, 13 de abril de 2010
Sleepwalk - dolorosamente bela
| Various Artists - Santo & Johnny - Sleepwalk .mp3 | ||
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