O teste duplo-cego pode ser uma das ferramentas mais úteis na análise de dados. Ao contrário do que se diz tanto os pesquisadores quanto os pesquisados podem sofrer efeitos de polarização quando se trata de investigações científicas.
Mesmo quando se fala em avaliações acadêmicas, o teste duplo-cego permite a isenção que hoje em dia é tão difícil de ser encontrada. Naturalmente, quando digo que ele permite a isenção isto quer dizer que se o mesmo for conduzido adequadamente, a isenção é possível.
Este não é o caso quando somente um dos lados fica no desconhecimento (single-blind). Neste caso não há como garantir possibilidade de isenção. A polarização do observador não tem modo possível de ser evitada.
Então se quisermos realmente, de verdade mesmo, tornar as nossas avaliações mais isentas é necessário introduzir a noção de avaliação duplo-cego ao sistema. Neste modelo, nem o avaliado, nem o avaliador saberiam de quem é a avaliação em questão.
Isto serve tanto para fins acadêmicos, quanto para outras finalidades mais delicadas (como por exemplo: avaliação de escolas, universidades ou mesmo de pós-graduações).
Gostaria de crer que a decisão de não utilizar testes duplo-cegos é apenas devido as dificuldades metodológicas.
Mas infelizmente eu não acredito nisso...
Este blog tem como propósito sincero esclarecer as notícias e novidades sem confundir.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
Com a palavra: Muniz Sodré
Encontrei este texto de Muniz Sodré que gostaria de compartilhar com todos. Não concordo 100% em tudo, mas o miolo geral é o mesmo que eu penso.
Um espectro ronda a sociedade e o Poder, não certamente o do comunismo – como anunciara Marx em seu célebre Manifesto, essa obra-prima de analítica social conjugada em jornalismo –, mas o espectro do “ex-comunismo”. É como se os representantes ou as lideranças das velhas facções da esquerda tivessem chegado ao Poder para descobrir que não é exatamente o que pensavam ou então que, para exercê-lo, tivessem de esvaziar a identidade do que foram: agora são ex-militantes, ex-trotskistas, ex-socialistas etc. A identidade vazia é nada menos do que espectral.
Basta o observador colocar a lupa sobre uma crise ou um escândalo trombeteado pela mídia para se dar conta da incidência do prefixo na caracterização dos personagens. Se em vez da lupa e do caso restrito assestar um binóculo sobre a paisagem social mais ampla vai se deparar igualmente com a irradiação semiótica do prefixo, a exemplo das seitas religiosas que proliferam nessa base: ex-alcóolatras, ex-drogados, ex-bandidos e o que mais houver.
Não estamos seguros quanto à sua força explicativa, mas é de qualquer forma significativa a presença desse prefixo nos personagens e nas situações que singularizam a história nacional contemporânea e culminam em acontecimentos de jornal. Assistimos à metástase do “ex”: o “ex-tudo”, que, aliás, já aparecia em Pós-tudo(1984), o conhecido poema concreto de Augusto de Campos, como o esvaziamento de tudo. Na vida em curso, é como se a história tivesse de ser lavada, do jeito que se “lava” dinheiro escuso, para dar margem ao arrependimento ou ao apagamento do antigo fogo da transformação social pela água morna dos “arreglos” político-sociais.
Imoralidade e cinismo
Essa evacuação das identidades fortes parece corresponder a uma espécie de anemia social, que o nipo-americano Francis Fukuyama confundiu com “fim da História”. Nos avatares contemporâneos das sociedades liberais e tecnodemocráticas, registra-se a perda progressiva de energia de tudo aquilo que movimentava o socius tradicional: as grandes causas públicas, as ideologias revolucionárias, as lutas sindicais, as utopias do progresso ilimitado, a representatividade política. Não exatamente “fim” da História, portanto, mas algo como o fenômeno do “ex-histórico” atuando na involução de formas clássicas como “o político” e “o social”.
Por que involução?
Num livrinho de três décadas atrás (À l´ombre des majorités silencieuses ou la fin du social, “À sombra das maiorias silenciosas ou o fim do social”), Jean Baudrillard (1929-2007) explicava que, quando a política surge na Renascença, a partir da esfera religiosa, era inicialmente apenas um jogo de signos, uma pura estratégia que não se atrapalhava com nenhuma “verdade” social e histórica.
O espaço político, diz ele, “é inicialmente da mesma ordem que o do teatro maquínico da Renascença, ou do espaço perspectivista da pintura, que se inventa naquele momento (...) O cinismo e a imoralidade da política maquiavélica estão aí: não no uso sem escrúpulo dos meios com o qual a confundiram na acepção vulgar, mas na desenvoltura frente aos fins”. Só depois do século 18, desde a Revolução francesa é que a política se investe de “verdades” ou referências sociais: o povo, a vontade do povo etc.
Agora, a involução: na medida da crise contemporânea da representação política e do esvaziamento das referências sociais clássicas (povo, classe, proletariado), a referência maior seria hoje a da maioria silenciosa, “essa entidade nebulosa, essa substância flutuante cuja existência não é mais social, e sim estatística, e cujo único modo de aparecimento é o da pesquisa de opinião”, escreve Baudrillard. A análise mira, em princípio, a realidade européia, mas se adapta perfeitamente ao que atualmente ocorre nos países ditos “emergentes”, como o Brasil. O cinismo e a imoralidade da política tomam o lugar das aparências de “verdades”, como em suas origens renascentistas, apenas sem o refinamento maneirista de Maquiavel.
Lula em campo
Findo o reino da vontade e da representação, entra em cena o domínio das médias estatísticas que pilotam o processo eleitoral como o condutor de uma locomotiva, capaz de transformar o eleitor numa Maria-vai-com-as-outras. Tem-se, assim, a ex-vontade, a ex-representação e a ex-política: metamorfoses, alguém diria, mas não as ambulantes cantadas por Raul Seixas – metamorfoses paralíticas, já que apenas aprofundam o status quo.
Em termos nacionais-concretos, fora do arrazoado em que transpira um certo pessimismo típico do pensamento pós-modernista europeu, o que a “síndrome do ex”tem a ver com a conjuntura atual em sua relação com a imprensa?
Em primeiro lugar, a chamada de atenção para o fenômeno patético da depauperação dos poderes republicanos diante das frações pouco visíveis das classes dirigentes (construtores e empreiteiros de um lado; financistas de outro), junto às quais os ex-incendiários (os ativos militantes de outrora) se tornam “fiadores” do governo formal. O combalido movimento sindical vê, à distância, suas ex-lideranças em cargos importantes. Nas sombras, prosperam as identidades ambíguas, como, aliás, reconhece a nota do Palácio do Planalto a propósito do escândalo em pauta: “ex-ministro vale muito”.
Em segundo, a curiosa visibilidade do ex na cena pública como cogestionário de questões importantes. O Globo (24/5) deu grande destaque à carta dos oito ex-ministros do Meio Ambiente à presidente Dilma Rousseff, em que dez ex-comandantes da área ambiental condenam a proposta do Código Florestal, votado no dia seguinte pela Câmara dos Deputados. Segundo a imprensa, na hora da votação, o deputado comunista (ex?) Aldo Rebelo, relator do código, rogou a Deus pela aprovação do projeto.
Para coroar a sucessão de acontecimentos, o ex-presidente da República entrou em campo disposto a botar ordem na articulação política do Planalto. Ocupou as manchetes de jornais, como se diz no Rio, “na moral”.
E la nave va...
sábado, 4 de junho de 2011
Pequenas Pérolas do Cinema - XI
Hoje é dia de um filme de ficção científica que dá para ser caracterizado como uma pequena pérola: The Forbin Project.
Aliás o filme inteiro está disponível no youtube.
Aliás o filme inteiro está disponível no youtube.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mudanças a vista no CESPE
Bem, aqui eu posso ser direto: o CESPE é uma benção e maldição para UnB. Ele trouxe melhorias, inovações, mas também criações políticas e desvios de função (não é nada criminoso não, só que meio na "margem da lei").
Então depois de cerca de 18 primaveras, o CESPE está em via de se tornar empresa pública. A idéia é similar ao que foi feito aos Hospitais Universitários (que alias deu problema).
O parecer do relator é favorável ao CESPE como empresa pública.
Tudo se encaminha para esta solução, já que o modo de funcionamento atual do CESPE não pode ser mais mantido (devido a restrições dos órgãos de controle).
Aqui cabe uma pequena profecia: o CESPE como se conhecia acabou. Vai deixar de existir. O controle que a UnB possui sobre o destino da empresa pública depende de uma série de eventos que podem ou não acontecer, mas com certeza dificilmente se repetirá de modo periódico.
O sucesso do CESPE foi o que levou ao seu fim.
Então depois de cerca de 18 primaveras, o CESPE está em via de se tornar empresa pública. A idéia é similar ao que foi feito aos Hospitais Universitários (que alias deu problema).
O parecer do relator é favorável ao CESPE como empresa pública.
Tudo se encaminha para esta solução, já que o modo de funcionamento atual do CESPE não pode ser mais mantido (devido a restrições dos órgãos de controle).
Aqui cabe uma pequena profecia: o CESPE como se conhecia acabou. Vai deixar de existir. O controle que a UnB possui sobre o destino da empresa pública depende de uma série de eventos que podem ou não acontecer, mas com certeza dificilmente se repetirá de modo periódico.
O sucesso do CESPE foi o que levou ao seu fim.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A marchas voltaram?
Tivemos recentemente a Marcha da Maconha. Esta marcha levou cerca de mil a 4 mil pessoas nas ruas de São Paulo
Agora tivemos a Marcha pela Família. Esta marcha levou um número bem significativo de pessoas ao congresso e ainda entregaram um documento com 1 milhão de assinaturas contra um Projeto de Lei Complementar.
Nesse mesmo dia tivemos manifestações contrárias à marcha.
Este tipo de padrão me causa certos arrepios. Pena que muitos não entendem porque...
Agora tivemos a Marcha pela Família. Esta marcha levou um número bem significativo de pessoas ao congresso e ainda entregaram um documento com 1 milhão de assinaturas contra um Projeto de Lei Complementar.
Nesse mesmo dia tivemos manifestações contrárias à marcha.
Este tipo de padrão me causa certos arrepios. Pena que muitos não entendem porque...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Possivelmente carcinogênico
A OMS passou a classificar o telefone celular como possivelmente carcinogênico. Mas antes de correrem para as montanhas, vale a pena saber o que é isso.
Existe muito marketing e táticas baseadas em medo na história (por incrível que pareça isto é uma tática real). Então vamos colocar a coisa na sua devida perspectiva:
"Results
The evidence was reviewed critically, and overall evaluated as being limited among users of wireless telephones for glioma and acoustic neuroma, and inadequate to draw conclusions for other types of cancers. The evidence from the occupational and environmental exposures mentioned above was similarly judged inadequate. The Working Group did not quantitate the risk; however, one study of past cell phone use (up to the year 2004), showed a 40% increased risk for gliomas in the highest category of heavy users (reported average: 30 minutes per day over a 10‐year period).
Conclusions
Dr Jonathan Samet (University of Southern California, USA), overall Chairman of the Working Group, indicated that "the evidence, while still accumulating, is strong enough to support a conclusion and the 2B classification. The conclusion means that there could be some risk, and therefore we need to keep a close watch for a link between cell phones and cancer risk." "Given the potential consequences for public health of this classification and findings," said IARC Director Christopher Wild, "it is important that additional research be conducted into the long‐term, heavy use of mobile phones. Pending the availability of such information, it is important to take pragmatic measures to reduce exposure such as hands‐free devices or texting. " The Working Group considered hundreds of scientific articles; the complete list will be published in the Monograph. It is noteworthy to mention that several recent in‐press scientific articles resulting from the Interphone study were made available to the working group shortly before it was due to convene, reflecting their acceptance for publication at that time, and were included in the evaluation. A concise report summarizing the main conclusions of the IARC Working Group and the evaluations of the carcinogenic hazard from radiofrequency electromagnetic fields (including the use of mobile telephones) will be published in The Lancet Oncology in its July 1 issue, and in a few days online"
informação sobre a classificação 2B é importante, pois nela estão os elementos considerados possivelmente carcinogênos: (000331-39-5 Caffeic acid ), (000067-66-3 Chloroform), (000050-29-3 DDT), (000078-79-5 Isoprene), (000091-20-3 Naphthalene), (007440-02-0 Nickel, metallic and alloys), (000050-06-6 Phenobarbital), (007758-01-2 Potassium bromate), (000062-55-5 Thioacetamide) e muitos outros...
Mas chamo a atenção para um Detalhe Importante, no grupo 1 encontra-se (000064-17-5 Ethanol in alcoholic beverage). Então, acho a coisa está finalmente na perspectiva apropriada, ou você vai mesmo parar de beber?
Existe muito marketing e táticas baseadas em medo na história (por incrível que pareça isto é uma tática real). Então vamos colocar a coisa na sua devida perspectiva:
"Results
The evidence was reviewed critically, and overall evaluated as being limited among users of wireless telephones for glioma and acoustic neuroma, and inadequate to draw conclusions for other types of cancers. The evidence from the occupational and environmental exposures mentioned above was similarly judged inadequate. The Working Group did not quantitate the risk; however, one study of past cell phone use (up to the year 2004), showed a 40% increased risk for gliomas in the highest category of heavy users (reported average: 30 minutes per day over a 10‐year period).
Conclusions
Dr Jonathan Samet (University of Southern California, USA), overall Chairman of the Working Group, indicated that "the evidence, while still accumulating, is strong enough to support a conclusion and the 2B classification. The conclusion means that there could be some risk, and therefore we need to keep a close watch for a link between cell phones and cancer risk." "Given the potential consequences for public health of this classification and findings," said IARC Director Christopher Wild, "it is important that additional research be conducted into the long‐term, heavy use of mobile phones. Pending the availability of such information, it is important to take pragmatic measures to reduce exposure such as hands‐free devices or texting. " The Working Group considered hundreds of scientific articles; the complete list will be published in the Monograph. It is noteworthy to mention that several recent in‐press scientific articles resulting from the Interphone study were made available to the working group shortly before it was due to convene, reflecting their acceptance for publication at that time, and were included in the evaluation. A concise report summarizing the main conclusions of the IARC Working Group and the evaluations of the carcinogenic hazard from radiofrequency electromagnetic fields (including the use of mobile telephones) will be published in The Lancet Oncology in its July 1 issue, and in a few days online"
informação sobre a classificação 2B é importante, pois nela estão os elementos considerados possivelmente carcinogênos: (000331-39-5 Caffeic acid ), (000067-66-3 Chloroform), (000050-29-3 DDT), (000078-79-5 Isoprene), (000091-20-3 Naphthalene), (007440-02-0 Nickel, metallic and alloys), (000050-06-6 Phenobarbital), (007758-01-2 Potassium bromate), (000062-55-5 Thioacetamide) e muitos outros...
Mas chamo a atenção para um Detalhe Importante, no grupo 1 encontra-se (000064-17-5 Ethanol in alcoholic beverage). Então, acho a coisa está finalmente na perspectiva apropriada, ou você vai mesmo parar de beber?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Chutes Elegantes e Distribuições
Como já disse antes, terminei o livro Guesstimation e estou realmente impressionado com o poder do back-of-the-envelope-calculations.
Vamos a mais um exemplo: o Brasil tem cerca de 190 milhões de pessoas (190.732.694). Mas vamos aproximar por 200 milhões. Qual é o número de eleitores no país?
Bem, considerando que só pessoas acima dos 16 anos podem tirar o título eleitoral e que provavelmente pessoas acima de 65 anos não devem ter interesse em votar, basta estimar o tamanho restante da população.
Vamos colocar a estimativa de vida como 75 anos (é um pouco mais de 73, mas vamos arredondar), e o ínicio da idade para votar em 15 anos.
Então supondo uma distribuição uniforme da população de acordo com a idade temos: (75-15)/75*200
Isto dá 133 milhões de pessoas ( o número real é 135.804.433)
A grande aproximação está na uniformidade da distribuição. Esta é a surpresa...
Vamos ver o total de pessoas:
abaixo de 15 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo de 46 milhões)
Acima de 60 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo a 22 milhões)
Entre 15 e 20 anos: 5/75*200 = 13 milhões (o valor real é próximo a 17 milhões)
Entre 20 e 40 anos: 20/75*200 = 53 milhões (o valor real é próximo a 62 milhões)
Então bizarramente, a aproximação uniforme não dá resultados tão estranhos assim e parece poder ser usada com resultados na mesma ordem de magnitude.
Vamos a mais um exemplo: o Brasil tem cerca de 190 milhões de pessoas (190.732.694). Mas vamos aproximar por 200 milhões. Qual é o número de eleitores no país?
Bem, considerando que só pessoas acima dos 16 anos podem tirar o título eleitoral e que provavelmente pessoas acima de 65 anos não devem ter interesse em votar, basta estimar o tamanho restante da população.
Vamos colocar a estimativa de vida como 75 anos (é um pouco mais de 73, mas vamos arredondar), e o ínicio da idade para votar em 15 anos.
Então supondo uma distribuição uniforme da população de acordo com a idade temos: (75-15)/75*200
Isto dá 133 milhões de pessoas ( o número real é 135.804.433)
A grande aproximação está na uniformidade da distribuição. Esta é a surpresa...
Vamos ver o total de pessoas:
abaixo de 15 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo de 46 milhões)
Acima de 60 anos: 15/75*200 = 40 milhões (o valor real é próximo a 22 milhões)
Entre 15 e 20 anos: 5/75*200 = 13 milhões (o valor real é próximo a 17 milhões)
Entre 20 e 40 anos: 20/75*200 = 53 milhões (o valor real é próximo a 62 milhões)
Então bizarramente, a aproximação uniforme não dá resultados tão estranhos assim e parece poder ser usada com resultados na mesma ordem de magnitude.
Energia em Reações Químicas
Acabei de ler Guesstimation e lá estava na minha frente a resposta a uma das minhas grandes dúvidas a respeito de física: energia liberada nas reações químicas.
Pois bem, em uma reação química tal como comer comida ou queimar hidrocarbonetos, temos troca de elétrons entre átomos. Em uma reação a energia de troca de um elétrons é cerca de 1.5 eletron-Volts (eV). Isto da cerca de 3e-19 J.
Este conhecimento vem por causa do conhecimento acerca do funcionamento de baterias (as mesmas convertem energia química em energia elétrica).
Além da troca de elétrons temos de saber o número de moléculas envolvidas na reação química. No caso temos de saber o peso atômico de um mole (6e23) da substância em questão. Vamos a um exemplo:
Na gasolina podemos aproximar a composição química por um conjunto adequado de CH2. Nesse caso, a massa do carbono é 12 gramas por mole e a do hidrogênio é 1 grama por mole. Isto quer dizer que 1 kg de gasolina contém aproximadamente 70 moles.
1000/(12+2) = 71.5
Assim a energia de 1 kg de gasolina é:
70 x 6e23 x 2 x 1.5 x 3e-19 = 40e7 Joules (cerca de 40 MJ). No caso real a energia de 1 kg de gasolina é de 45 MJ. Mas considerando as aproximações realizadas (gasolina é CH2 por exemplo), temos um resultado excelente.
Este tipo de informação é interessante pois permite comparar energia de reações químicas com análogos elétricos de modo bastante direto. Um exemplo: uma pilha com 10 Ah corresponde a energia de 54 kJ.
Da mesma forma, como 1 Caloria corresponde a 4kJ, podemos estimar a energia que gastamos em 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano de modo simples e comparar isto com gastos em outros sistemas.
Como consumimos cerca de 2 kCaloria/dia então podemos dizer que isto corresponde a 8MJ/dia (2 kCaloria/dia x 4 MJ/kCaloria). Em 1 ano isto dá praticamente 3 GJ (3e9 Joules).
Então como fazer contas de energia nesta caso.
Outro exemplo: Carvão - 12g/mol - 1000/12 = 83.3. Aproximando por 80 temos:
80 x 6e23 x 1 x 1.5 x 3e-19 = 21 MJ (razoável aproximação)
Pois bem, em uma reação química tal como comer comida ou queimar hidrocarbonetos, temos troca de elétrons entre átomos. Em uma reação a energia de troca de um elétrons é cerca de 1.5 eletron-Volts (eV). Isto da cerca de 3e-19 J.
Este conhecimento vem por causa do conhecimento acerca do funcionamento de baterias (as mesmas convertem energia química em energia elétrica).
Além da troca de elétrons temos de saber o número de moléculas envolvidas na reação química. No caso temos de saber o peso atômico de um mole (6e23) da substância em questão. Vamos a um exemplo:
Na gasolina podemos aproximar a composição química por um conjunto adequado de CH2. Nesse caso, a massa do carbono é 12 gramas por mole e a do hidrogênio é 1 grama por mole. Isto quer dizer que 1 kg de gasolina contém aproximadamente 70 moles.
1000/(12+2) = 71.5
Assim a energia de 1 kg de gasolina é:
70 x 6e23 x 2 x 1.5 x 3e-19 = 40e7 Joules (cerca de 40 MJ). No caso real a energia de 1 kg de gasolina é de 45 MJ. Mas considerando as aproximações realizadas (gasolina é CH2 por exemplo), temos um resultado excelente.
Este tipo de informação é interessante pois permite comparar energia de reações químicas com análogos elétricos de modo bastante direto. Um exemplo: uma pilha com 10 Ah corresponde a energia de 54 kJ.
Da mesma forma, como 1 Caloria corresponde a 4kJ, podemos estimar a energia que gastamos em 1 dia, 1 semana, 1 mês ou 1 ano de modo simples e comparar isto com gastos em outros sistemas.
Como consumimos cerca de 2 kCaloria/dia então podemos dizer que isto corresponde a 8MJ/dia (2 kCaloria/dia x 4 MJ/kCaloria). Em 1 ano isto dá praticamente 3 GJ (3e9 Joules).
Então como fazer contas de energia nesta caso.
- Conte quais e o número de átomos envolvidos
- Verifique qual é a massa atômica de cada envolvido (Hidrogênio 1g/mole, Carbono, 12 g/mole, oxigênio 16g/mole).
- Verifique quantos moles estão envolvidos na reação (se temos 1 kg veja quantos moles)
- Multiplique o número de moles por o valor de 1 mol pelo número de trocas de átomos por 1.5 elétrons-volts pela energia de 1 elétron-volt.
Outro exemplo: Carvão - 12g/mol - 1000/12 = 83.3. Aproximando por 80 temos:
80 x 6e23 x 1 x 1.5 x 3e-19 = 21 MJ (razoável aproximação)
domingo, 29 de maio de 2011
Paralelismo e Infinitude
Estou em um humor matemático (não no sentido Hahaha). Mas no sentido de curioso.
Fiquei pensando na afirmação "Retas paralelas se encontram no infinito"
Isto é verdade? Bem, a distancia entre duas retas paralelas permanece constante. Para que as retas se encontrem, em algum ponto esta distância deve ser zero.
Considere duas retas paralelas:
y=a*x & y=a*x+b
A distância entre estas retas é dada por:
d=sqrt((x1-x2)^2+(y1-y2)^2)
No ponto aonde elas se encontram x1=x2 e y1=y2 (ou seja os dois pontos devem coincidir). Para x1=x2 temos
y1=a*x1 & y2=a*x2+b=a*x1+b
substituindo temos:
d=sqrt((x1-x1)^2+(a*x1-a*x1-b)^2) = b
É interessante ver que está NÃO é a menor distância entre as retas. A menor distância entre as retas é b*cos(theta) aonde theta = arctan(a) (por geometria é fica mais fácil de ver).
Mas essa idéia traz a questão do ponto de encontro entre curvas. Se eu tenho uma curva g(x) e outra f(x), a distância entre elas para o mesmo x é:
d=abs(f(x)-g(x))
Se colocarmos g(x) =0 ou seja, o eixo y=0 (em duas dimensões) temos que encontrar a distância é o mesmo que encontrar o zero de f(x) - ou os pontos aonde f(x) toca (ou cruza) g(x)=0.
Note que esta notação serve para explicar o constitui uma raiz complexa. Trata-se do conjunto de coordenadas no plano complexo que faz a distância entre as duas curvas ser zero.
Fiquei pensando na afirmação "Retas paralelas se encontram no infinito"
Isto é verdade? Bem, a distancia entre duas retas paralelas permanece constante. Para que as retas se encontrem, em algum ponto esta distância deve ser zero.
Considere duas retas paralelas:
y=a*x & y=a*x+b
A distância entre estas retas é dada por:
d=sqrt((x1-x2)^2+(y1-y2)^2)
No ponto aonde elas se encontram x1=x2 e y1=y2 (ou seja os dois pontos devem coincidir). Para x1=x2 temos
y1=a*x1 & y2=a*x2+b=a*x1+b
substituindo temos:
d=sqrt((x1-x1)^2+(a*x1-a*x1-b)^2) = b
É interessante ver que está NÃO é a menor distância entre as retas. A menor distância entre as retas é b*cos(theta) aonde theta = arctan(a) (por geometria é fica mais fácil de ver).
Mas essa idéia traz a questão do ponto de encontro entre curvas. Se eu tenho uma curva g(x) e outra f(x), a distância entre elas para o mesmo x é:
d=abs(f(x)-g(x))
Se colocarmos g(x) =0 ou seja, o eixo y=0 (em duas dimensões) temos que encontrar a distância é o mesmo que encontrar o zero de f(x) - ou os pontos aonde f(x) toca (ou cruza) g(x)=0.
Note que esta notação serve para explicar o constitui uma raiz complexa. Trata-se do conjunto de coordenadas no plano complexo que faz a distância entre as duas curvas ser zero.
Perímetro sobre diâmetro
Todos conhecemos Pi? Imagino que boa parte sim. Ele é obtido da razão entre o perímetro e o diâmetro do círculo.
Mas você pode calcular a razão entre o perímetro e o diâmetro de qualquer sólido regular de N lados.
Na realidade é dada por uma fórmula simples: N* sin(Pi/N)
Segundo o conceito de limite podemos fazer N tender a infinito. Sabe qual é o resultado? Pi
Este resultado indica que um círculo nada mais é do que um polígono regular com um número infinito de lados.
Vamos só de curiosidade calcular quanto dá a razão entre o perímetro e o diâmetro de vários polígonos regulares
E assim vai.
Mas você pode calcular a razão entre o perímetro e o diâmetro de qualquer sólido regular de N lados.
Na realidade é dada por uma fórmula simples: N* sin(Pi/N)
Segundo o conceito de limite podemos fazer N tender a infinito. Sabe qual é o resultado? Pi
Este resultado indica que um círculo nada mais é do que um polígono regular com um número infinito de lados.
Vamos só de curiosidade calcular quanto dá a razão entre o perímetro e o diâmetro de vários polígonos regulares
- N=3 (triângulo) 2.598076212
- N=4 (quadrado) 2.828427124
- N=5 (pentagono) 2.938926262
- N=6 (hexagono) 3.
- N=7 (heptagono) 3.037186175
- N=8 (octogono) 3.061467460
- N=9 (eneagono) 3.078181290
- N=10 (decagono) 3.090169944
- N=100 3.141075908
- N=1000 3.141587486
- N=10000 3.141592602
- N=100000 3.141592653
- N=1000000 3.141592654
E assim vai.
sábado, 28 de maio de 2011
Argumentos Extremos e Preconceito Ideológico
Já mencionei aqui no blog sobre a questão da polêmica do livro didático. Deixando claro: o problema não é tão sério assim. Mas a coisa anda tomando rumos estranhos...
O livro fala sobre a idéia do preconceito socioliguistico. Bem, ele é real mesmo. Mas o problema é outro: o livro deveria abordar a questão de pessoas usarem "nos vai" ao invés de "nos vamos" como se ambas as formas fosse aceitáveis?
Bem... Para um livro com um público do ensino fundamental e médio, receio que esta questão deve ser evitada. O problema é que há uma série de equívocos ideológicos e lógicos que escapam ao leitor e aparentemente aos mestres que escreveram o texto.
No fundo o problema se encaixa no relativismo cultural e paradoxalmente na incapacidade de distinguir argumentos do tipo extremo (certo ou errado, sem nuances no meio). O argumento é que a população fala daquele jeito e é elitismo "impor" a chamada norma culta a eles sem explicar que o que eles falam não está errado.
Há aí dois problemas: o primeiro é do argumento extremo - o que eles falam não está errado. É o caso de falar alto e rir em um pagode não está errado, mas em uma Igreja está. Este conceito simples e familiar indica que há casos e casos - coisa que os "especialistas" parecem simplesmente ignorar.
Outro problema é o relativismo cultural: sua cultura é tão boa quanto a minha cultura - ou na sua versão mais extrema "Não existe conhecimento errado". Errado - e muito mesmo - tente fazer um paraquedas com o conhecimento "alternativo" e pular de uma torre que logo irá descobrir que realmente existe conhecimento errado.
O problema neste caso é que se imagina que "língua como construção intelectual" não esta sujeito a estas afetações mundanas de certo e errado. Errado novamente - e muito - ao se utilizar o uso culto da língua como categorização para separar pessoas (como por exemplo em um concurso público), estamos explicitamente declarando que existe sim "certo e errado" nesta "construção intelectual".
Mas isso não é o pior de tudo...
O pior de tudo é que ao adotar o lado do "não existe conhecimento errado" e "mundo em preto e branco" torna-se o elitista que se abomina. Em outras palavras: impede pessoas de melhorar sua vida em nome de preconceito ideológico.
Ou seja: segue-se o arco de Anakin Skywalker até Darth Vader.
O livro fala sobre a idéia do preconceito socioliguistico. Bem, ele é real mesmo. Mas o problema é outro: o livro deveria abordar a questão de pessoas usarem "nos vai" ao invés de "nos vamos" como se ambas as formas fosse aceitáveis?
Bem... Para um livro com um público do ensino fundamental e médio, receio que esta questão deve ser evitada. O problema é que há uma série de equívocos ideológicos e lógicos que escapam ao leitor e aparentemente aos mestres que escreveram o texto.
No fundo o problema se encaixa no relativismo cultural e paradoxalmente na incapacidade de distinguir argumentos do tipo extremo (certo ou errado, sem nuances no meio). O argumento é que a população fala daquele jeito e é elitismo "impor" a chamada norma culta a eles sem explicar que o que eles falam não está errado.
Há aí dois problemas: o primeiro é do argumento extremo - o que eles falam não está errado. É o caso de falar alto e rir em um pagode não está errado, mas em uma Igreja está. Este conceito simples e familiar indica que há casos e casos - coisa que os "especialistas" parecem simplesmente ignorar.
Outro problema é o relativismo cultural: sua cultura é tão boa quanto a minha cultura - ou na sua versão mais extrema "Não existe conhecimento errado". Errado - e muito mesmo - tente fazer um paraquedas com o conhecimento "alternativo" e pular de uma torre que logo irá descobrir que realmente existe conhecimento errado.
O problema neste caso é que se imagina que "língua como construção intelectual" não esta sujeito a estas afetações mundanas de certo e errado. Errado novamente - e muito - ao se utilizar o uso culto da língua como categorização para separar pessoas (como por exemplo em um concurso público), estamos explicitamente declarando que existe sim "certo e errado" nesta "construção intelectual".
Mas isso não é o pior de tudo...
O pior de tudo é que ao adotar o lado do "não existe conhecimento errado" e "mundo em preto e branco" torna-se o elitista que se abomina. Em outras palavras: impede pessoas de melhorar sua vida em nome de preconceito ideológico.
Ou seja: segue-se o arco de Anakin Skywalker até Darth Vader.
Queimar Ônibus faz sentido?
Vendo uma notícia no UOL sobre queima de ônibus fico pensando o que pode levar um conjunto de pessoas racionais a queimar um ônibus como forma de protesto.
"É assim mesmo, uma turba tem um comportamento irracional..." Isto é verdade (em parte), mas não conta toda a história. Depredar um ônibus pode ser atribuído a um comportamento irracional, mas depredar demanda tempo, esforço e uma certa vontade de fazer.
Já comportamentos com premeditação, como foi descrito na reportagem, indicam que a explicação da turba irracional não funciona direito. Há uma lógica na cabeça das pessoas que fizeram este ato (suspeito que ela existe em todos).
No caso de depredar ônibus velhos há uma sentido incerto, porém lógico, nisso. Afinal sob determinadas circunstâncias isto se constitui em um protesto legítimo, ainda que ilegal, sobre as condições de transporte coletivo. Não, não estou dizendo que isto é certo... Estou dizendo que não é totalmente irracional, mas não chega a ser totalmente racional.
No caso de ônibus novos, então suspeito que pode realmente existir má fé na jogada. Pode ser de companhias concorrentes de ônibus, pode ser de "militantes" que acreditam na violência como meio de obter o que desejam, podem ser diversos outros motivos...
Fica difícil dizer...
Mas a lição importante é que nem sempre um comportamento aparentemente irracional não está ligado a causas palpáveis.
E se queremos resolver problemas é necessário saber o que os causa. Do contrário, o problema pode aparecer novamente
"É assim mesmo, uma turba tem um comportamento irracional..." Isto é verdade (em parte), mas não conta toda a história. Depredar um ônibus pode ser atribuído a um comportamento irracional, mas depredar demanda tempo, esforço e uma certa vontade de fazer.
Já comportamentos com premeditação, como foi descrito na reportagem, indicam que a explicação da turba irracional não funciona direito. Há uma lógica na cabeça das pessoas que fizeram este ato (suspeito que ela existe em todos).
No caso de depredar ônibus velhos há uma sentido incerto, porém lógico, nisso. Afinal sob determinadas circunstâncias isto se constitui em um protesto legítimo, ainda que ilegal, sobre as condições de transporte coletivo. Não, não estou dizendo que isto é certo... Estou dizendo que não é totalmente irracional, mas não chega a ser totalmente racional.
No caso de ônibus novos, então suspeito que pode realmente existir má fé na jogada. Pode ser de companhias concorrentes de ônibus, pode ser de "militantes" que acreditam na violência como meio de obter o que desejam, podem ser diversos outros motivos...
Fica difícil dizer...
Mas a lição importante é que nem sempre um comportamento aparentemente irracional não está ligado a causas palpáveis.
E se queremos resolver problemas é necessário saber o que os causa. Do contrário, o problema pode aparecer novamente
Pequenas Pérolas do Cinema - X
Voltei a postar depois de uma semana bastante atarefada. Tive de adiar aulas por conta de reuniões e coisas afins. Mas vamos a mais uma pequena pérola do cinema. Hoje é dia do filme de terror Evil Dead.
Para uma versão mais próxima da comédia com a história praticamente igual temos Evil Dead II.
Quem estiver curioso pode ver também o último filme desta séria Evil Dead III - Army of Darkness. Mas um aviso: se o segundo é um filme horror com pitadas de comédia, o terceiro é um filme de comédia com pitadas de horror.
Para uma versão mais próxima da comédia com a história praticamente igual temos Evil Dead II.
Quem estiver curioso pode ver também o último filme desta séria Evil Dead III - Army of Darkness. Mas um aviso: se o segundo é um filme horror com pitadas de comédia, o terceiro é um filme de comédia com pitadas de horror.
domingo, 22 de maio de 2011
Não acredite em tudo que vê na internet
Caso em questão: cozinhando com o celular. Não demorou muito e surgiu o famoso vídeo sobre celulares e pipoca:
Naturalmente, quem tentou repetir o feito chegou no seguinte resultado.
Então porque não funcionou, se no vídeo o pessoal conseguiu? Simples: o pessoal nunca conseguiu fazer pipoca com celulares
O resultado seria idêntico com bananas
Não caia nessa, pois é só uma campanha de marketing que virou lenda urbana.
Naturalmente, quem tentou repetir o feito chegou no seguinte resultado.
Então porque não funcionou, se no vídeo o pessoal conseguiu? Simples: o pessoal nunca conseguiu fazer pipoca com celulares
O resultado seria idêntico com bananas
Não caia nessa, pois é só uma campanha de marketing que virou lenda urbana.
sábado, 21 de maio de 2011
Pequenas Pérolas do Cinema - IX
O filme de hoje é o drama de tribunal - And Justice for All
É Al Pacino em um dos seus melhores momentos, bem como uma crítica ácida ao sistema judiciário. Há várias cenas que valem o filme, mas deixo para cada um decidir quais são estas...
É Al Pacino em um dos seus melhores momentos, bem como uma crítica ácida ao sistema judiciário. Há várias cenas que valem o filme, mas deixo para cada um decidir quais são estas...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O problema da "Estatura Moral"
É o problema da hipocrisia. Peço que vejam o vídeo a seguir de Carlos Eugênio da Paz:
Deixo claro: o que ele fez é assassinato. O fato da vítima ter apoiado lado A ou B é irrelevante.
Ele apenas acha que seus crimes são justificados por uma moralidade superior. A moralidade dele e dos companheiros de guerrilha/terrorismo.
E isso não é o pior. O pior é que este tipo de ação teve como conseqüência indesejada o acirramento do conflito. Isso poderia ter sido previsto na idéia de soma de todas as probabilidades.
Estas ações acabaram por contribuir para que a ditadura ficasse mais tempo ainda.
Deixo claro: o que ele fez é assassinato. O fato da vítima ter apoiado lado A ou B é irrelevante.
Ele apenas acha que seus crimes são justificados por uma moralidade superior. A moralidade dele e dos companheiros de guerrilha/terrorismo.
E isso não é o pior. O pior é que este tipo de ação teve como conseqüência indesejada o acirramento do conflito. Isso poderia ter sido previsto na idéia de soma de todas as probabilidades.
Estas ações acabaram por contribuir para que a ditadura ficasse mais tempo ainda.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Discurso Histórico de Barack Obama
Hoje tivemos um momento absolutamente histórico: visão do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio.
A íntegra do discurso está aqui. Mais tarde eu coloco um vídeo, se conseguir.
A íntegra do discurso está aqui. Mais tarde eu coloco um vídeo, se conseguir.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Mais sobre a Polêmica do Livro didático
Mais informações sobre a questão do livro:
E o link para o referido capítulo do livro, com a nota do site.
Adicionando o que o Ministro da Educação falou:
E o link para o referido capítulo do livro, com a nota do site.
Adicionando o que o Ministro da Educação falou:
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