O Natal Existe
Bate Sino
Anoiteceu
Sapatinho de Natal
Boas Festas para Todos!
Este blog tem como propósito sincero esclarecer as notícias e novidades sem confundir.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
I would walk 636,59 Miles...
Essa é a marca que atingi hoje nas minhas caminhadas: 1024.5 km.
Isso dá um total de 1.427.119 passos em 130 sessões, totalizando 221 horas. Durante este período (desde julho de 2012), creio que a variação é de 21 quilos.
Supondo que 30% da minha variação de peso é devido aos exercícios, isto dá 6.3 kg/1000 km ou 6.3 g/km. Não parece muito, mas a verdade é que exercícios físicos são mesmo uma parcela menor na perda de peso (sei que parece contraditório, mas quem estiver acompanhando o blog neste tópico vai reconhecer este efeito).
Mas já que estamos nisso, um vídeo motivacional:
Ah, é do refrão da música eu tirei o título do post...
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| Isso é um pouco mais do que de Brasília à São Paulo |
| Andiamo! |
Mas já que estamos nisso, um vídeo motivacional:
Ah, é do refrão da música eu tirei o título do post...
sábado, 22 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Blog em ritmo de recesso
Caros leitores, estamos chegando ao final do ano. Na UnB também estamos entrando em recesso a partir desta sexta-feira (21/12/12). Eu já estava postando pouco, devido a série de atividades que estava envolvido.
Agora foi postar mais relaxadamente...
Quero dizer que há assunto de sobra, desde a indigência intelectual da nova burritzia, até a falta de senso da nueva isquerda. E sem falar nos colunistas que atacam as publicações da imprensa golpista e usam as publicações da imprensa golpista como fontes da verdade.
Mas vamos devagar...
| Yey! |
| Podia chamar de "Branquinho dos zóios azuis, mas pogrezista". Mas deixa pra lá... |
| Partido da Imprensa Golpista Ou Partido da Imprensa Governista? O Leitor decide... |
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Medidas
Estou lendo o livro How to Measure Anything. E posso dizer que vale a pena (tem uma apresentação aqui e um website aqui).
O livro trata essencialmente do conceito de medição para negócios e decisões, mas no fundo vai muito mais além. Há alguns tópicos que merecem ser destacados.
O primeiro é sobre inferências simples: qual é a massa de determinado objeto? Não é necessário acertar exatamente, mas definir um intervalo de confiança. No livro o intervalo definido é o de 90%. O exemplo é o da massa de uma jujuba.
Como o leito especificaria o intervalo de confiança para uma jujuba? Bem, ele deu algumas idéias. A primeira é a seguinte: 1 centímetro cúbico de água pesa 1 grama. Uma jujuba é algo entre 2 cm x 1 cm x 1 cm e 1 cm x 1 cm x 1 cm. Então sua massa deve estar entre 1 e 2 gramas.
Podemos aplicar a mesma coisa para diversos casos: quanto pesa um envelope? (23 cm x 12 cm x 0.01 cm - se fosse água daria 2.76 gramas). E assim vai...
Outra questão que ele coloca é sobre o uso da probabilidade para determinar confiança. Mas isso fica para outro post....
O livro trata essencialmente do conceito de medição para negócios e decisões, mas no fundo vai muito mais além. Há alguns tópicos que merecem ser destacados.
| No caso da normal, naturalmente... |
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| Jujubas! |
| E este envelope é menor ainda! |
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| E um copo de água (cheio) tem entre 200 e 300 gramas! |
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
Mais uma Tragédia e, naturalmente, Mais Simplismos
Nesta sexta-feira ocorreu mais um massacre em escola nos Estados Unidos.
Infelizmente, já começaram as esperadas tentativas de transformar a tragédia em ícone para avançar agendas particulares. Neste caso, como a motivação baseada em bullying é difícil de sustentar, e como os motivos do atirador são ignorados, o alvo é o controle de armas.
Mas a triste verdade é que não se sabe direito porque este comportamento homicida ocorre. Só sabemos que é raro (conforme já mencionei anteriormente) e que há características anti-sociais nos autores.
Isto não impede que diversas pessoas utilizem o ocorrido para avançar uma agenda de controle de armas (mesmo aqui no Brasil). Estarão certos? Aí é complicado afirmar que sim, ou que não. Há diversos fatores a serem considerados, e entre eles está a questão: o controle de armas resolve pelo menos parcialmente o problema?
Talvez... Mas não se iludam, caros leitores, cada decisão tem um custo - mesmo as mais óbvias.
| O horror, o horror... |
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| Um homicida. Um louco. |
| Agendas nem tão secretas assim... |
| O Estatuto do Desarmamento é de 2003. E aí? |
sábado, 15 de dezembro de 2012
Universo em Fantasia
O filme de hoje é para minha sobrinha: Heavy Metal.
Depois que ela me mostrou o Bicicleta sem Freio (e um clipe em particular da banda deles), resolvi procurar o filme de 1981 para que ela ficasse conhecendo.
Depois que ela me mostrou o Bicicleta sem Freio (e um clipe em particular da banda deles), resolvi procurar o filme de 1981 para que ela ficasse conhecendo.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
A Missa do Ateu
Não dá para deixar escapar a ironia dos tempos de vez em quando. Recentemente faleceu o grande arquiteto Oscar Niemeyer.
Niemeyer além de defensor verbal do comunismo (daquele de Stalin mesmo), também era chamado de grande humanista e ateu convicto. Com seu falecimento várias pessoas enalteceram o seu humanismo e declararam que além de sua obra, deveríamos nos lembrar de suas idéias.
Até aí nada de inesperado. O trabalho de Niemeyer é reconhecido, e temos a tendência a "Santificar os Mortos" aqui na terrinha.
Mas aí, as pessoas fizeram das suas...
E nesta quarta-feira leio no jornal sobre a missa de sétimo dia de Niemeyer. De um ateu convicto.
E aí há várias interpretações e simbolismos. Há o da família que declara que as idéias de Niemeyer não devem ser esquecidas e sete dias depois manda o ateísmo convicto do mesmo às favas ao realizar uma missa de sétimo dia. Há o do país aonde mesmo ateus são santificados, há o do esquecimento do país de detalhes fundamentais, há o de celebração da memória seletiva coletiva, e assim vai...
Eu vou me concentrar no simbolismo de "celebrem suas idéias" para pouco depois contradizer exatamente o que foi dito.
Vou fazer um paralelo com este comportamento da missa do Ateu e outro bem próximo ao meu coração.
Em 2008, tivemos uma caça às bruxas aqui na UnB. Um dos resultados foi a vilanização do reitor (que terminou por renunciar), santificação dos alunos como salvadores do ideal da UnB, além (é claro) da infalibilidade do Ministério Público e da imparcialidade da imprensa.
Bem, avancemos 4 anos...
Hoje temos vários dos alunos "cabeças" do movimento filiados ao Partido dos Trabalhadores (eu ainda os acompanho agora no Twitter - antes era Orkut). E lá estão eles, criticando o mesmo Ministério Público (o "infalível"), e demandando controle de imprensa (a "imparcial") no caso das confusões em que o Partido dos Trabalhadores se envolveu (via Mensalão e, mais recentemente, do ex-presidente).
Dado que o ex-reitor foi absolvidos das acusações e os envolvidos na confusão do mensalão foram condenados fica a respondida a pergunta: estavam errados antes?
E, naturalmente, como já mencionei antes neste blog: todo mundo erra. O que se faz depois do erro é que define o caráter das pessoas. E nesse quesito, lamentavelmente, há muita gente que falhou no teste...
| Há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito próxima. |
| Stalin, o bonitão... |
Mas aí, as pessoas fizeram das suas...
E nesta quarta-feira leio no jornal sobre a missa de sétimo dia de Niemeyer. De um ateu convicto.
| Há diversos níveis de ironia aqui. |
Eu vou me concentrar no simbolismo de "celebrem suas idéias" para pouco depois contradizer exatamente o que foi dito.
Vou fazer um paralelo com este comportamento da missa do Ateu e outro bem próximo ao meu coração.
Em 2008, tivemos uma caça às bruxas aqui na UnB. Um dos resultados foi a vilanização do reitor (que terminou por renunciar), santificação dos alunos como salvadores do ideal da UnB, além (é claro) da infalibilidade do Ministério Público e da imparcialidade da imprensa.
Bem, avancemos 4 anos...
Hoje temos vários dos alunos "cabeças" do movimento filiados ao Partido dos Trabalhadores (eu ainda os acompanho agora no Twitter - antes era Orkut). E lá estão eles, criticando o mesmo Ministério Público (o "infalível"), e demandando controle de imprensa (a "imparcial") no caso das confusões em que o Partido dos Trabalhadores se envolveu (via Mensalão e, mais recentemente, do ex-presidente).
Dado que o ex-reitor foi absolvidos das acusações e os envolvidos na confusão do mensalão foram condenados fica a respondida a pergunta: estavam errados antes?
E, naturalmente, como já mencionei antes neste blog: todo mundo erra. O que se faz depois do erro é que define o caráter das pessoas. E nesse quesito, lamentavelmente, há muita gente que falhou no teste...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Um milhão de Passos
Esta foi a marca que atingi recentemente na minha busca da perda de peso. Eu sei que atingi este número graças a um aplicativo para IPod Touch: Pedometer Pro.
O aplicativo é um pedômetro que se vale dos acelerômetros do IPod para contar os passos e a distância. A contagem de passos é simples, pois consiste em contar as oscilações geradas pela caminhada. Já a distância pode ser computada usando os princípios de navegação inercial. Há tutoriais na internet para programação dos acelerômetros do IPod.
Pelo que pude observar o pedômetro tem uma precisão de cerca de 10%. Um outro modo menos preciso de utilizar o pedômetro para medir distância é por trigonometria e uso de proporções corporais (uma razão entre corpo e perna de 1.0 é bem comum). Alternativamente podemos utilizar a medida romana do passus (1480 mm ou 2 x 760 mm - para meio passo). Mas já que o IPod já tem acelerômetros, para que se preocupar...
E o mesmo vale para vários aparelhos com sistema operacional Android.
| E é bonitinho também. |
| Variações de velocidade ao longo de eixos: o que os acelerômetros mostram... |
| O Homem Vitruviano - Proporções na Arte. |
sábado, 8 de dezembro de 2012
Branca, Branca, Branca...
O filme de hoje é uma comédia de Mario Monicelli: L' Armata Brancaleone.
O filme ficou famoso em diversos níveis. E, francamente, gosto mais dele agora do que quando assisti pela primeira vez. Talvez seja como o vinho, não sei... E, com sorte, encontrei uma versão completa.
Vale a pena
O filme ficou famoso em diversos níveis. E, francamente, gosto mais dele agora do que quando assisti pela primeira vez. Talvez seja como o vinho, não sei... E, com sorte, encontrei uma versão completa.
Vale a pena
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O "Depois" na Dieta
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Rankings de Publicação e Saturação
Hoje, durante o almoço, estávamos discutindo sobre os critérios CAPES de produtividade.
A questão era se a forma de avaliação iria levar a um crescimento contínuo na produção de artigos, ou se chegaríamos a alguma espécie de saturação. A minha opinião era de uma eventual saturação.
Mas como quantificá-la e como determinar qual a sua proximidade com a situação atual?
Este era um problema que eu não podia deixar passar. Então vamos a ele. Olhando o relatório de 2010, temos que o número "ideal" de periódicos por docente no triênio era de 2.55 (0.85/ano). Vamos arredondar para 1 por ano.
Como isto compara com outras universidades mundo afora? Bem, pesquisando mundo afora vi que os grandes nomes da minha área tinham de 1 a 10 publicações por ano. Em um exemplo, cheguei ao número de 5. Mas esses são os top. Se seguirmos a Lei de Pareto, estes são responsáveis por 80% das publicações. Então 20% publicam 80%. E os 80% restante publicam 20% (isto não é exato, mas serve de base). Como não sabemos o número total de pesquisadores, eu uso um truque: digo que 1 pesquisador corresponde a 20% da amostra (portanto temos 5 pesquisadores no total). Este pesquisador com seus X artigos corresponde a 80% da produção (Logo a produção total é de 1.25 * X).
Então vamos ao caso que X =10. Neste caso a produção dos 5 pesquisadores é de 12.5, ou 2.5 para os 4 pesquisadores restantes. Já se X=1 então a produção para os 4 restantes é de 0.25. Vamos a média no caso de 10:
M = (10*1+2.5*4)/5 = 4 artigos/pesquisador.
No caso de 1 este número é 0.4 artigos por pesquisador (ou 2 artigos a cada 5 anos, por exemplo). Então o número real é algo entre 4 e 0.4 (digamos que seja 2.2). Neste caso, ainda há margem para apertar ainda mais o "garrote".
Quanta margem? Acredito que quando chegarmos perto de 2 publicações/docente a cada ano teremos os primeiros sinais de saturação.
Mas é tudo suposição educada.
A questão era se a forma de avaliação iria levar a um crescimento contínuo na produção de artigos, ou se chegaríamos a alguma espécie de saturação. A minha opinião era de uma eventual saturação.
Mas como quantificá-la e como determinar qual a sua proximidade com a situação atual?
Este era um problema que eu não podia deixar passar. Então vamos a ele. Olhando o relatório de 2010, temos que o número "ideal" de periódicos por docente no triênio era de 2.55 (0.85/ano). Vamos arredondar para 1 por ano.
Como isto compara com outras universidades mundo afora? Bem, pesquisando mundo afora vi que os grandes nomes da minha área tinham de 1 a 10 publicações por ano. Em um exemplo, cheguei ao número de 5. Mas esses são os top. Se seguirmos a Lei de Pareto, estes são responsáveis por 80% das publicações. Então 20% publicam 80%. E os 80% restante publicam 20% (isto não é exato, mas serve de base). Como não sabemos o número total de pesquisadores, eu uso um truque: digo que 1 pesquisador corresponde a 20% da amostra (portanto temos 5 pesquisadores no total). Este pesquisador com seus X artigos corresponde a 80% da produção (Logo a produção total é de 1.25 * X).
Então vamos ao caso que X =10. Neste caso a produção dos 5 pesquisadores é de 12.5, ou 2.5 para os 4 pesquisadores restantes. Já se X=1 então a produção para os 4 restantes é de 0.25. Vamos a média no caso de 10:
M = (10*1+2.5*4)/5 = 4 artigos/pesquisador.
No caso de 1 este número é 0.4 artigos por pesquisador (ou 2 artigos a cada 5 anos, por exemplo). Então o número real é algo entre 4 e 0.4 (digamos que seja 2.2). Neste caso, ainda há margem para apertar ainda mais o "garrote".
Quanta margem? Acredito que quando chegarmos perto de 2 publicações/docente a cada ano teremos os primeiros sinais de saturação.
Mas é tudo suposição educada.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Eu pensava que era assim, mas...
Navegando a internet tive uma surpresa. Creio que o caro leitor também ficará surpreso.
Considerando o problema mundial de obesidade e o problema mundial da fome, qual dos dois o leitor iria apostar ser o maior problema do mundo atualmente?
( ) Obesidade
( ) Fome
A resposta pode ser vista aqui e aqui. Surpreso? Eu também fiquei... Quem diria...Tudo que me explicaram a respeito disso anteriormente era lorota.
Considerando o problema mundial de obesidade e o problema mundial da fome, qual dos dois o leitor iria apostar ser o maior problema do mundo atualmente?
( ) Obesidade
( ) Fome
A resposta pode ser vista aqui e aqui. Surpreso? Eu também fiquei... Quem diria...Tudo que me explicaram a respeito disso anteriormente era lorota.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Algumas Impressões sobre a Perda de Peso
Continuo rumo ao meu nível esperado de massa: 73 kg. Mas devo dizer que na vizinhança dos 80 kg (hoje estou em torno de 79 kg), a coisa parece ter tomado rumos diferentes.
Eu continuo emagrecendo, mas agora ao invés do ritmo de 1 kg/ semana, o valor atual está mais próximo de 500 gramas /semana. Com a perda de peso, meu metabolismo basal diminuiu. E isso fez com que o balanço energético ficasse mais apertado de duas formas. Eu explico... Olhando o meu histórico de julho para cá vemos o seguinte:
Em junho, eu estava com 106 kg e com isto o meu metabolismo basal era de 2485 Calorias (2860 com atividade física). Agora, com exercício diário e 79 kg o mesmo metabolismo basal passou a ser 2040 Calorias. (ou 2350 Calorias se me exercitar diariamente). Então, como uma perda de 1 kg/semana corresponde em um balanço negativo de 1100 Calorias/dia então a margem que eu tinha anteriormente de folga diminuiu consideravelmente.
Mais ainda, um deficit diário de 1100 Calorias tem duas componentes: exercício e alimentação apropriadas. Olhando os meus números anteriores, acredito que cerca de 70% vinha de alimentação (770 Calorias) e o restante de exercícios (330 Calorias). Então, com estes valores vemos que uma dieta de 1385 a 1750 Calorias iria causar um deficit de 1100 Calorias (dependendo do exercício).
Já com um metabolismo basal de 2350 Calorias minha margem na dieta agora é entre 1240 e 1580 Calorias. Com 1240 Calorias eu emagreço só com dieta e com 1580 Calorias eu preciso de dieta e exercício. Vamos fazer a subtração dos Calorias de exercícios das de alimentos:
![]() |
| Minha massa: de Junho até Dezembro. |
- Em Junho a média diária de exercícios foi 2913 e a de alimentos foi 1798 Calorias
- Em Julho a média diária de exercícios foi 2850 e a de alimentos foi 1685 Calorias
- Em Agosto a média diária de exercícios foi 2778 e a de alimentos foi 1679 Calorias
- Em Setembro a média diária de exercícios foi 2727 e a de alimentos foi 1518 Calorias
- Em Outubro a média diária de exercícios foi 2581 e a de alimentos foi 1671 Calorias
- Em Novembro a média diária de exercícios foi 2485 e a de alimentos foi 1890 Calorias
Em junho, eu estava com 106 kg e com isto o meu metabolismo basal era de 2485 Calorias (2860 com atividade física). Agora, com exercício diário e 79 kg o mesmo metabolismo basal passou a ser 2040 Calorias. (ou 2350 Calorias se me exercitar diariamente). Então, como uma perda de 1 kg/semana corresponde em um balanço negativo de 1100 Calorias/dia então a margem que eu tinha anteriormente de folga diminuiu consideravelmente.
Mais ainda, um deficit diário de 1100 Calorias tem duas componentes: exercício e alimentação apropriadas. Olhando os meus números anteriores, acredito que cerca de 70% vinha de alimentação (770 Calorias) e o restante de exercícios (330 Calorias). Então, com estes valores vemos que uma dieta de 1385 a 1750 Calorias iria causar um deficit de 1100 Calorias (dependendo do exercício).
Já com um metabolismo basal de 2350 Calorias minha margem na dieta agora é entre 1240 e 1580 Calorias. Com 1240 Calorias eu emagreço só com dieta e com 1580 Calorias eu preciso de dieta e exercício. Vamos fazer a subtração dos Calorias de exercícios das de alimentos:
- Em Junho a média diária do deficit foi de -1115 Calorias
- Em Julho a média diária do deficit foi de -1165 Calorias
- Em Agosto a média diária do deficit foi de -1099 Calorias
- Em Setembro a média diária do deficit foi de -1209 Calorias
- Em Outubro a média diária do deficit foi de -910 Calorias
- Em Novembro a média diária do deficit foi de -595 Calorias
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Um Sinal
Caro leitor, você já deve ter ficando esperando em semáforos, não?
Pois o semáforo tem a propriedade de diminuir a velocidade média da via. E caso a velocidade média permaneça a mesma, isto será um claro indicador que a velocidade dos carros aumentou. Vamos modelar isto matematicamente.
Idealmente, se o semáforo estiver aberto o atraso naquele semáforo será zero: AT=0. Mas se o mesmo estiver fechado, o atraso total será AT=T. Em geral, as pessoas não chegam no exato momento que o semáforo abre ou fecha, mas vamos deixar assim mesmo. Se o mesmo está aberto metade do tempo e fechado na outra metade, a probabilidade de pegar um semáforo aberto é p=1/2 (que é a mesma probabilidade de pegar o semáforo fechado).
Então vamos supor uma via com três semáforos independentes. As probabilidade são as seguintes:
Com isso o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:
T_esperado=1/8*0+3/8*T+3/8*2*T+1/8*3*T =3/2*T
Isto quer dizer o seu tempo de cruzamento da via aumentou em 3/2*T e portanto, a velocidade média da via diminuiu. Vamos fazer agora a mesma coisa para 4 semáforos:
Com isso, o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:
T_esperado=1/16*0+1/4*T+3/8*2*T+1/4*3*T+1/16*4*T =2*T
Note que o tempo médio esperado aumentou. E isto significa que a velocidade média da via diminuiu mais ainda.
Este modelo é bem útil não só para semáforos (e explicar porque a velocidade média da via diminui), como também para o encaminhamento de processos em uma burocracia. O aumento no número de instâncias causa o aumento no tempo de trânsito do processo (1 instância dá T/2, duas instâncias dá T, três dá 3*T/2 e assim sucessivamente - n*T/2).
Claro que isto mostra só um lado da questão. Aumentar o número de sinais diminui o número de acidentes fatais? Provavelmente sim - dada a redução de velocidade média. Aumentar o número de instâncias burocráticas diminui a probabilidade de erro em um processo? Creio que sim - dado o aumento no número de pessoas analisando o mesmo processo.
| Semáforos demais? |
| Do mesmo modo: semáforos demais? |
Então vamos supor uma via com três semáforos independentes. As probabilidade são as seguintes:
- Todos os semáforos abertos: 1/8
- Um semáforo aberto e dois fechados: 3/8
- Um semáforo fechado e dois abertos: 3/8
- Todos os semáforos fechados: 1/8
Com isso o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:
T_esperado=1/8*0+3/8*T+3/8*2*T+1/8*3*T =3/2*T
Isto quer dizer o seu tempo de cruzamento da via aumentou em 3/2*T e portanto, a velocidade média da via diminuiu. Vamos fazer agora a mesma coisa para 4 semáforos:
- Todos semáforos abertos: 1/16
- Um semáforo aberto e três fechados: 1/4
- Dois semáforos abertos e dois fechados: 3/8
- Um semáforo fechado e três abertos: 1/4
- Todos semáforos fechados: 1/16
Com isso, o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:
T_esperado=1/16*0+1/4*T+3/8*2*T+1/4*3*T+1/16*4*T =2*T
Note que o tempo médio esperado aumentou. E isto significa que a velocidade média da via diminuiu mais ainda.
Este modelo é bem útil não só para semáforos (e explicar porque a velocidade média da via diminui), como também para o encaminhamento de processos em uma burocracia. O aumento no número de instâncias causa o aumento no tempo de trânsito do processo (1 instância dá T/2, duas instâncias dá T, três dá 3*T/2 e assim sucessivamente - n*T/2).
Claro que isto mostra só um lado da questão. Aumentar o número de sinais diminui o número de acidentes fatais? Provavelmente sim - dada a redução de velocidade média. Aumentar o número de instâncias burocráticas diminui a probabilidade de erro em um processo? Creio que sim - dado o aumento no número de pessoas analisando o mesmo processo.
domingo, 2 de dezembro de 2012
E de novo: a novela MPU versus Universidade
De novo, o filme que já vimos antes: o MPU denuncia graves irregularidades em Universidade.
A denúncia apareceu no Fantástico e gerou um grau de reação da universidade e outros membros da comunidade acadêmica. Mas em outros veículos, curiosamente, a tendência é sempre de atirar no mensageiro.
Naturalmente, como o caso aqui da UnB, a história é significativamente mais complicada do que parece. Há razão em todas as partes. E aí vale uma explicação mais detalhada. Na realidade as fundações de apoio foram uma solução encontrada pelas universidades para compensar o engessamento da atuação da mesmas devido a estarem sujeitas às leis das autarquias. Sei que parece uma boa solução, mas traz com ela uma gama de dificuldades (parece uma boa idéia, mas não é mesmo principalmente devido a necessidade de isonomia entre funções).
Muito bem, essa solução é 100% legal. Mas há zonas de cinza, principalmente no que se trata da "moralidade" do gasto (nem entro nisso, pois é caminho da loucura). No caso, o Ministério Público até por doutrina mesmo é frontalmente contrário ao uso de fundações de apoio por universidades. Pouco importa que as alternativas não funcionam ou são piores, o MP é contra. Como este não responde a nada ou ninguém, então sempre que puder o MP vai atuar contra fundações. E deixe-se claro: por vezes há realmente o abuso e o MP realmente o investiga.
Dito isso...
Até aqui estamos diante de interpretações diferentes de uma doutrina. E aí a questão poderia ser eventualmente resolvida com a mudança na legislação.
Mas, naturalmente é nesta hora que as pessoas fazem das suas...
O MP nestes casos parece agir da seguinte maneira: usa vazamento de documentos selecionados para imprensa de modo a forçar a questão da moralidade na mesa. É como se fosse um trunfo extra em um jogo de cartas. E a imprensa fica bastante contente em fazer o papel de divulgar estas informações.
Eu imagino que na cabeça dos "vazadores", os mesmos estão fazendo o "bem maior" mesmo que cometendo "pecadilhos". Mas isto é racionalização... Se os defensores da lei agem como bandidos, então como é que fica?
Claro que a imprensa tem sua parcela de culpa, mas francamente não é ela que foi criada com a função de defender a ordem jurídica e dos interesses da sociedade e pela fiel observância da Constituição (das leis).
A denúncia apareceu no Fantástico e gerou um grau de reação da universidade e outros membros da comunidade acadêmica. Mas em outros veículos, curiosamente, a tendência é sempre de atirar no mensageiro.
Naturalmente, como o caso aqui da UnB, a história é significativamente mais complicada do que parece. Há razão em todas as partes. E aí vale uma explicação mais detalhada. Na realidade as fundações de apoio foram uma solução encontrada pelas universidades para compensar o engessamento da atuação da mesmas devido a estarem sujeitas às leis das autarquias. Sei que parece uma boa solução, mas traz com ela uma gama de dificuldades (parece uma boa idéia, mas não é mesmo principalmente devido a necessidade de isonomia entre funções).
Muito bem, essa solução é 100% legal. Mas há zonas de cinza, principalmente no que se trata da "moralidade" do gasto (nem entro nisso, pois é caminho da loucura). No caso, o Ministério Público até por doutrina mesmo é frontalmente contrário ao uso de fundações de apoio por universidades. Pouco importa que as alternativas não funcionam ou são piores, o MP é contra. Como este não responde a nada ou ninguém, então sempre que puder o MP vai atuar contra fundações. E deixe-se claro: por vezes há realmente o abuso e o MP realmente o investiga.
Dito isso...
Até aqui estamos diante de interpretações diferentes de uma doutrina. E aí a questão poderia ser eventualmente resolvida com a mudança na legislação.
Mas, naturalmente é nesta hora que as pessoas fazem das suas...
O MP nestes casos parece agir da seguinte maneira: usa vazamento de documentos selecionados para imprensa de modo a forçar a questão da moralidade na mesa. É como se fosse um trunfo extra em um jogo de cartas. E a imprensa fica bastante contente em fazer o papel de divulgar estas informações.
Eu imagino que na cabeça dos "vazadores", os mesmos estão fazendo o "bem maior" mesmo que cometendo "pecadilhos". Mas isto é racionalização... Se os defensores da lei agem como bandidos, então como é que fica?
Claro que a imprensa tem sua parcela de culpa, mas francamente não é ela que foi criada com a função de defender a ordem jurídica e dos interesses da sociedade e pela fiel observância da Constituição (das leis).
sábado, 1 de dezembro de 2012
Talvez a Teoria de Conspiração tenha começado aqui
O filme de hoje é Capricorn One.
Aqui está o trailer
E também achei o filme completo:
É interessante é baseado na idéia que uma viagem ao espaço foi toda encenada. Mas aí, algo dá mais errado ainda...
Aqui está o trailer
E também achei o filme completo:
É interessante é baseado na idéia que uma viagem ao espaço foi toda encenada. Mas aí, algo dá mais errado ainda...
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Fotos do Antes da Dieta e Exercício
Já me pediram para mostrar as fotos do "antes e depois" do regime de dieta e exercício. Vou fazer o seguinte: vou mostrar o "antes"
Dá para ver uma evolução na minha forma quasi-esférica. Já As fotos do "depois" eu coloco futuramente. A propósito a dieta começou no final de março de 2012 e os exercícios começaram no meio de abril de 2012.
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| Isso foi em agosto de 2010 (MOMAG 2010) |
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| Dezembro de 2010 (Confraternização de Fim de Ano). |
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| Dezembro de 2010 (Confraternização de Fim de Ano) |
| Março de 2012 (Aniversário da minha Mãe) |
| Março de 2012 (Aniversário da minha Mãe) |
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Os Donos do Poder
Terminei ontem o livro Os Donos do Poder de Raymundo Faoro.
Caro leitor, creio que esta obra é fundamental para a compreensão do que é o Brasil. O link anterior dá acesso ao livro, este aqui a uma análise. O livro traça um panorama desde o Estado Português até cerca de 1957.
Lendo o livro vemos termos como patrimonialismo, estamento burocrático e como se relacionam com o desenvolvimento do país. Lá estão relatadas uma série de traços que não só caracterizaram nossa evolução, como caracterizam o Brasil de hoje.
Problemas como a dificuldade de separação entre o público e o privado, o nosso desejo por "salvadores da pátria", o papel do exército na evolução política e social do Brasil e a nossa atitude com relação ao Estado (na realidade "o Governo") estão todos bem explicados lá.
Essencialmente, compartilhamos uma herança comum com nossos vizinhos da América do Sul: o Estado Colonizador reproduziu parte de si aqui. Como fomos colonizados sob a égide do mercantilismo (e daí nosso amor pelo intervencionismo do Estado na economia), passamos a ver o Estado como mola propulsora de tudo e provedor de todos - e isto realmente confere com os fatos (entre eles a Carta de Pero Vaz de Caminha).
Infelizmente, um dos efeitos colaterais da vinda do Rei de Portugal ao Brasil foi justamente a exacerbação de uma tendência também conhecida de hoje: a incapacidade de separar o público do privado. Fruto das ações do rei e da corte, este patrimonialismo se imiscuiu em toda estrutura da sociedade. Junto com ele também veio a surgir o famoso estamento burocrático que a todos cooptava.
Apesar de várias tentativas, estas tendências estão no nosso DNA: incapacidade de separar o público do privado (que pode até ser confundida com corrupção às vezes), dependência com Deus-Estado para o desenvolvimento, a nossa complexa relação com tudo que é estrangeiro (mistura de xenofobia com admiração) e outros pontos (partidos políticos, governantes, acordos fisiológicos, a nossa mania de fazer leis sem pé na realidade, o fenômeno do peleguismo e muito mais).
Não digo que o que está no livro é a verdade. Mas o autor levanta conexões que não só fazem sentido, como também permitem explicar certos comportamentos.Se não entendermos isso fica difícil equacionar o país.
Recomendo a leitura. Apesar de ser um tanto pesadinha...
| As pessoas deviam conhecer mais sobre este camarada. |
| Por incrível que pareça não foram tantas mudanças quanto se poderia imaginar por aqui. |
| Fácil de ver quando é coisa do estamento burocrático:o povo é espectador... |
| Note que no absolutismo o benefício vai para o Estado. |
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| Não se engane, caro leitor: não é só o político não... |
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| Temos que entender como somos e como ficamos assim. |
| Isso não é coincidência. |
Recomendo a leitura. Apesar de ser um tanto pesadinha...
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