domingo, 23 de dezembro de 2012

I would walk 636,59 Miles...

Essa é a marca que atingi hoje nas minhas caminhadas: 1024.5 km.
Isso é um pouco mais do que de Brasília à São Paulo
Isso dá um total de 1.427.119 passos em 130 sessões, totalizando 221 horas. Durante este período (desde julho de 2012), creio que a variação é de 21 quilos.
Andiamo!
Supondo que 30% da minha variação de peso é devido aos exercícios, isto dá 6.3 kg/1000 km ou 6.3 g/km. Não parece muito, mas a verdade é que exercícios físicos são mesmo uma parcela menor na perda de peso (sei que parece contraditório, mas quem estiver acompanhando o blog neste tópico vai reconhecer este efeito).

Mas já que estamos nisso, um vídeo motivacional:

Ah, é do refrão da música eu tirei o título do post...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Blog em ritmo de recesso

Caros leitores, estamos chegando ao final do ano. Na UnB também estamos entrando em recesso a partir desta sexta-feira (21/12/12). Eu já estava postando pouco, devido a série de atividades que estava envolvido.
Yey!
Agora foi postar mais relaxadamente...
Podia chamar de "Branquinho dos zóios azuis, mas pogrezista". Mas deixa pra lá...
Quero dizer que há assunto de sobra, desde a indigência intelectual da nova burritzia, até a falta de senso da nueva isquerda. E sem falar nos colunistas que atacam as publicações da imprensa golpista e usam as publicações da imprensa golpista como fontes da verdade.
Partido da Imprensa Golpista Ou Partido da Imprensa Governista? O Leitor decide...
Mas vamos devagar...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Medidas

Estou lendo o livro How to Measure Anything. E posso dizer que vale a pena (tem uma apresentação aqui e um website aqui).
O livro trata essencialmente do conceito de medição para negócios e decisões, mas no fundo vai muito mais além. Há alguns tópicos que merecem ser destacados.
No caso da normal, naturalmente...
O primeiro é sobre inferências simples: qual é a massa de determinado objeto? Não é necessário acertar exatamente, mas definir um intervalo de confiança. No livro o intervalo definido é o de 90%. O exemplo é o da massa de uma jujuba.
Jujubas!
Como o leito especificaria o intervalo de confiança para uma jujuba? Bem, ele deu algumas idéias. A primeira é a seguinte: 1 centímetro cúbico de água pesa 1 grama. Uma jujuba é algo entre 2 cm x 1 cm x 1 cm e 1 cm x 1 cm x 1 cm. Então sua massa deve estar entre 1 e 2 gramas.
E este envelope é menor ainda!
Podemos aplicar a mesma coisa para diversos casos: quanto pesa um envelope? (23 cm x 12 cm x 0.01 cm - se fosse água daria 2.76 gramas). E assim vai...
E um copo de água (cheio) tem entre 200 e 300 gramas!
Outra questão que ele coloca é sobre o uso da probabilidade para determinar confiança. Mas isso fica para outro post....

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mais uma Tragédia e, naturalmente, Mais Simplismos

Nesta sexta-feira ocorreu mais um massacre em escola nos Estados Unidos.
O horror, o horror...
Infelizmente, já começaram as esperadas tentativas de transformar a tragédia em ícone para avançar agendas particulares. Neste caso, como a motivação baseada em bullying é difícil de sustentar, e como os motivos do atirador são ignorados, o alvo é o controle de armas.
Um homicida. Um louco.
Mas a triste verdade é que não se sabe direito porque este comportamento homicida ocorre. Só sabemos que é raro (conforme já mencionei anteriormente) e que há características anti-sociais nos autores.
Agendas nem tão secretas assim...
Isto não impede que diversas pessoas utilizem o ocorrido para avançar uma agenda de controle de armas (mesmo aqui no Brasil). Estarão certos? Aí é complicado afirmar que sim, ou que não. Há diversos fatores a serem considerados, e entre eles está a questão: o controle de armas resolve pelo menos parcialmente o problema?
O Estatuto do Desarmamento é de 2003. E aí?
Talvez... Mas não se iludam, caros leitores, cada decisão tem um custo - mesmo as mais óbvias.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Universo em Fantasia

O filme de hoje é para minha sobrinha: Heavy Metal.

Depois que ela me mostrou o Bicicleta sem Freio (e um clipe em particular da banda deles), resolvi procurar o filme de 1981 para que ela ficasse conhecendo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Missa do Ateu

Não dá para deixar escapar a ironia dos tempos de vez em quando. Recentemente faleceu o grande arquiteto Oscar Niemeyer.
Há muito, muito tempo, em uma galáxia muito, muito próxima.
Niemeyer além de defensor verbal do comunismo (daquele de Stalin mesmo), também era chamado de grande humanista e ateu convicto. Com seu falecimento várias pessoas enalteceram o seu humanismo e declararam que além de sua obra, deveríamos nos lembrar de suas idéias.
Stalin, o bonitão...
Até aí nada de inesperado. O trabalho de Niemeyer é reconhecido, e temos a tendência a "Santificar os Mortos" aqui na terrinha.

Mas aí, as pessoas fizeram das suas...

E nesta quarta-feira leio no jornal sobre a missa de sétimo dia de Niemeyer. De um ateu convicto.
Há diversos níveis de ironia aqui.
E aí há várias interpretações e simbolismos. Há o da família que declara que as idéias de Niemeyer não devem ser esquecidas e sete dias depois manda o ateísmo convicto do mesmo às favas ao realizar uma missa de sétimo dia. Há o do país aonde mesmo ateus são santificados, há o do esquecimento do país de detalhes fundamentais, há o de celebração da memória seletiva coletiva, e assim vai...

Eu vou me concentrar no simbolismo de "celebrem suas idéias" para pouco depois contradizer exatamente o que foi dito.

Vou fazer um paralelo com este comportamento da missa do Ateu e outro bem próximo ao meu coração.

Em 2008, tivemos uma caça às bruxas aqui na UnB. Um dos resultados foi a vilanização do reitor (que terminou por renunciar), santificação dos alunos como salvadores do ideal da UnB, além (é claro) da infalibilidade do Ministério Público e da imparcialidade da imprensa.

Bem, avancemos 4 anos...

Hoje temos vários dos alunos "cabeças" do movimento filiados ao Partido dos Trabalhadores (eu ainda os acompanho agora no Twitter - antes era Orkut). E lá estão eles, criticando o mesmo Ministério Público (o "infalível"), e demandando controle de imprensa (a "imparcial") no caso das confusões em que o Partido dos Trabalhadores se envolveu (via Mensalão e, mais recentemente, do ex-presidente).

Dado que o ex-reitor foi absolvidos das acusações e os envolvidos na confusão do mensalão foram condenados fica a respondida a pergunta: estavam errados antes?

E, naturalmente, como já mencionei antes neste blog: todo mundo erra. O que se faz depois do erro é que define o caráter das pessoas. E nesse quesito, lamentavelmente, há muita gente que falhou no teste...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Um milhão de Passos

Esta foi a marca que atingi recentemente na minha busca da perda de peso. Eu sei que atingi este número graças a um aplicativo para IPod Touch: Pedometer Pro.
E é bonitinho também.
O aplicativo é um pedômetro que se vale dos acelerômetros do IPod para contar os passos e a distância. A contagem de passos é simples, pois consiste em contar as oscilações geradas pela caminhada. Já a distância pode ser computada usando os princípios de navegação inercial. Há tutoriais na internet para programação dos acelerômetros do IPod.
Variações de velocidade ao longo de eixos: o que os acelerômetros mostram...
Pelo que pude observar o pedômetro tem uma precisão de cerca de 10%. Um outro modo menos preciso de utilizar o pedômetro para medir distância é por trigonometria e uso de proporções corporais (uma razão entre corpo e perna de 1.0 é bem comum). Alternativamente podemos utilizar a medida romana do passus (1480 mm ou 2 x 760 mm - para meio passo). Mas já que o IPod já tem acelerômetros, para que se preocupar...
O Homem Vitruviano - Proporções na Arte.
E o mesmo vale para vários aparelhos com sistema operacional Android.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Branca, Branca, Branca...

O filme de hoje é uma comédia de Mario Monicelli: L' Armata Brancaleone.

O filme ficou famoso em diversos níveis. E, francamente, gosto mais dele agora do que quando assisti pela primeira vez. Talvez seja como o vinho, não sei... E, com sorte, encontrei uma versão completa.

Vale a pena

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O "Depois" na Dieta

Eu já havia postado o "antes" da minha dieta. Hoje post alguns "depois" (com uns poucos "antes" para comparação).
Em 2005 durante o IMOC
IMOC 2005
Confraternização de Fim de Ano - 2012
Confraternização de Fim de Ano 2012
Em Dallas, em 2004

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Rankings de Publicação e Saturação

Hoje, durante o almoço, estávamos discutindo sobre os critérios CAPES de produtividade.

A questão era se a forma de avaliação iria levar a um crescimento contínuo na produção de artigos, ou se chegaríamos a alguma espécie de saturação. A minha opinião era de uma eventual saturação.

Mas como quantificá-la e como determinar qual a sua proximidade com a situação atual?

Este era um problema que eu não podia deixar passar. Então vamos a ele. Olhando o relatório de 2010, temos que o número "ideal" de periódicos por docente no triênio era de 2.55 (0.85/ano). Vamos arredondar para 1 por ano.

Como isto compara com outras universidades mundo afora? Bem, pesquisando mundo afora vi que os grandes nomes da minha área tinham de 1 a 10 publicações por ano. Em um exemplo, cheguei ao número de 5. Mas esses são os top. Se seguirmos a Lei de Pareto, estes são responsáveis por 80% das publicações. Então 20% publicam 80%. E os 80% restante publicam 20% (isto não é exato, mas serve de base). Como não sabemos o número total de pesquisadores, eu uso um truque: digo que 1 pesquisador corresponde a 20% da amostra (portanto temos 5 pesquisadores no total). Este pesquisador com seus X artigos corresponde a 80% da produção (Logo a produção total é de 1.25 * X).

Então vamos ao caso que X =10. Neste caso a produção dos 5 pesquisadores é de 12.5, ou 2.5 para os 4 pesquisadores restantes. Já se X=1 então a produção para os 4 restantes é de 0.25. Vamos a média no caso de 10:

M = (10*1+2.5*4)/5 = 4 artigos/pesquisador.

No caso de 1 este número é 0.4 artigos por pesquisador (ou 2 artigos a cada 5 anos, por exemplo). Então o número real é algo entre 4 e 0.4 (digamos que seja 2.2). Neste caso, ainda há margem para apertar ainda mais o "garrote".

Quanta margem? Acredito que quando chegarmos perto de 2 publicações/docente a cada ano teremos os primeiros sinais de saturação.

Mas é tudo suposição educada.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Eu pensava que era assim, mas...

Navegando a internet tive uma surpresa. Creio que o caro leitor também ficará surpreso.

Considerando o problema mundial de obesidade e o problema mundial da fome, qual dos dois o leitor iria apostar ser o maior problema do mundo atualmente?

( ) Obesidade

( ) Fome

A resposta pode ser vista aqui e aqui. Surpreso? Eu também fiquei... Quem diria...Tudo que me explicaram a respeito disso anteriormente era lorota.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Algumas Impressões sobre a Perda de Peso

Continuo rumo ao meu nível esperado de massa: 73 kg. Mas devo dizer que na vizinhança dos 80 kg (hoje estou em torno de 79 kg), a coisa parece ter tomado rumos diferentes.
Minha massa: de Junho até Dezembro.
Eu continuo emagrecendo, mas agora ao invés do ritmo de 1 kg/ semana, o valor atual está mais próximo de 500 gramas /semana. Com a perda de peso, meu metabolismo basal diminuiu. E isso fez com que o balanço energético ficasse mais apertado de duas formas. Eu explico... Olhando o meu histórico de julho para cá vemos o seguinte:
  • Em Junho a média diária de exercícios foi 2913 e a de alimentos foi 1798 Calorias
  • Em Julho a média diária de exercícios foi 2850 e a de alimentos foi 1685 Calorias
  • Em Agosto a média diária de exercícios foi 2778 e a de alimentos foi 1679 Calorias
  • Em Setembro a média diária de exercícios foi 2727 e a de alimentos foi 1518 Calorias
  • Em Outubro a média diária de exercícios foi 2581 e a de alimentos foi 1671 Calorias
  • Em Novembro a média diária de exercícios foi 2485 e a de alimentos foi 1890 Calorias
Creio que todos notaram o aumento na ingestão de Calorias de alimento em Outubro e Dezembro. Mas isso não é o quadro completo...Notaram a queda na média diária de Calorias de exercícios? Ela não caiu porque eu diminui os exercícios (pelo contrário). Ela caiu porque meu metabolismo basal diminuiu...

Em junho, eu estava com 106 kg e com isto o meu metabolismo basal era de 2485 Calorias (2860 com atividade física). Agora, com exercício diário e 79 kg o mesmo metabolismo basal passou a ser 2040 Calorias. (ou 2350 Calorias se me exercitar diariamente). Então, como uma perda de 1 kg/semana corresponde em um balanço negativo de 1100 Calorias/dia então a margem que eu tinha anteriormente de folga diminuiu consideravelmente.

Mais ainda, um deficit diário de 1100 Calorias tem duas componentes: exercício e alimentação apropriadas. Olhando os meus números anteriores, acredito que cerca de 70% vinha de alimentação (770 Calorias) e o restante de exercícios (330 Calorias). Então, com estes valores vemos que uma dieta de 1385 a 1750 Calorias iria causar um deficit de 1100 Calorias (dependendo do exercício).

Já com um metabolismo basal de 2350 Calorias minha margem na dieta agora é entre 1240 e 1580 Calorias. Com 1240 Calorias eu emagreço só com dieta e com 1580 Calorias eu preciso de dieta e exercício. Vamos fazer a subtração dos Calorias de exercícios das de alimentos:
  • Em Junho a média diária do deficit foi de -1115 Calorias
  • Em Julho a média diária do deficit foi de -1165 Calorias
  • Em Agosto a média diária do deficit foi de -1099 Calorias
  • Em Setembro a média diária do deficit foi de -1209 Calorias
  • Em Outubro a média diária do deficit foi de -910 Calorias
  • Em Novembro a média diária do deficit foi de -595 Calorias
A verdade é que de Outubro para cá, quando eu baixei dos 90 kg, o progresso tem sido menos do que estelar. Nem tanto pela diminuição nos exercícios, mas por uma diminuição no deficit (parte devido à alimentação - acho que fiquei mais condescendente, e parte devido a que sou mais "eficiente" nos meus exercícios).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Um Sinal

Caro leitor, você já deve ter ficando esperando em semáforos, não?
Semáforos demais?
Pois o semáforo tem a propriedade de diminuir a velocidade média da via. E caso a velocidade média permaneça a mesma, isto será um claro indicador que a velocidade dos carros aumentou. Vamos modelar isto matematicamente.
Do mesmo modo: semáforos demais?
Idealmente, se o semáforo estiver aberto o atraso naquele semáforo será zero: AT=0. Mas se o mesmo estiver fechado, o atraso total será AT=T. Em geral, as pessoas não chegam no exato momento que o semáforo abre ou fecha, mas vamos deixar assim mesmo. Se o mesmo está aberto metade do tempo e fechado na outra metade, a probabilidade de pegar um semáforo aberto é p=1/2 (que é a mesma probabilidade de pegar o semáforo fechado).

Então vamos supor uma via com três semáforos independentes. As probabilidade são as seguintes:

  • Todos os semáforos abertos: 1/8
  • Um semáforo aberto e dois fechados: 3/8
  • Um semáforo fechado e dois abertos: 3/8
  • Todos os semáforos fechados: 1/8

Com isso o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:

T_esperado=1/8*0+3/8*T+3/8*2*T+1/8*3*T =3/2*T

Isto quer dizer o seu tempo de cruzamento da via aumentou em 3/2*T e portanto, a velocidade média da via diminuiu. Vamos fazer agora a mesma coisa para 4 semáforos:

  • Todos semáforos abertos: 1/16
  • Um semáforo aberto e três fechados: 1/4
  • Dois semáforos abertos e dois fechados: 3/8
  • Um semáforo fechado e três abertos: 1/4
  • Todos semáforos fechados: 1/16

Com isso, o tempo médio esperado de atraso nesta situação é de:

T_esperado=1/16*0+1/4*T+3/8*2*T+1/4*3*T+1/16*4*T =2*T

Note que o tempo médio esperado aumentou. E isto significa que a velocidade média da via diminuiu mais ainda.

Este modelo é bem útil não só para semáforos (e explicar porque a velocidade média da via diminui), como também para o encaminhamento de processos em uma burocracia. O aumento no número de instâncias causa o aumento no tempo de trânsito do processo (1 instância dá T/2, duas instâncias dá T, três dá 3*T/2 e assim sucessivamente - n*T/2).

Claro que isto mostra só um lado da questão. Aumentar o número de sinais diminui o número de acidentes fatais? Provavelmente sim - dada a redução de velocidade média. Aumentar o número de instâncias burocráticas diminui a probabilidade de erro em um processo? Creio que sim - dado o aumento no número de pessoas analisando o mesmo processo.

domingo, 2 de dezembro de 2012

E de novo: a novela MPU versus Universidade

De novo, o filme que já vimos antes: o MPU denuncia graves irregularidades em Universidade.

A denúncia apareceu no Fantástico e gerou um grau de reação da universidade e outros membros da comunidade acadêmica. Mas em outros veículos, curiosamente, a tendência é sempre de atirar no mensageiro.

Naturalmente, como o caso aqui da UnB, a história é significativamente mais complicada do que parece. Há razão em todas as partes. E aí vale uma explicação mais detalhada. Na realidade as fundações de apoio foram uma solução encontrada pelas universidades para compensar o engessamento da atuação da mesmas devido a estarem sujeitas às leis das autarquias. Sei que parece uma boa solução, mas traz com ela uma gama de dificuldades (parece uma boa idéia, mas não é mesmo principalmente devido a necessidade de isonomia entre funções).

Muito bem, essa solução é 100% legal. Mas há zonas de cinza, principalmente no que se trata da "moralidade" do gasto (nem entro nisso, pois é caminho da loucura). No caso, o Ministério Público até por doutrina mesmo é frontalmente contrário ao uso de fundações de apoio por universidades. Pouco importa que as alternativas não funcionam ou são piores, o MP é contra. Como este não responde a nada ou ninguém, então sempre que puder o MP vai atuar contra fundações. E deixe-se claro: por vezes há realmente o abuso e o MP realmente o investiga.

Dito isso...

Até aqui estamos diante de interpretações diferentes de uma doutrina. E aí a questão poderia ser eventualmente resolvida com a mudança na legislação.

Mas, naturalmente é nesta hora que as pessoas fazem das suas...

O MP nestes casos parece agir da seguinte maneira: usa vazamento de documentos selecionados para imprensa de modo a forçar a questão da moralidade na mesa. É como se fosse um trunfo extra em um jogo de cartas. E a imprensa fica bastante contente em fazer o papel de divulgar estas informações.

Eu imagino que na cabeça dos "vazadores", os mesmos estão fazendo o "bem maior" mesmo que cometendo "pecadilhos". Mas isto é racionalização... Se os defensores da lei agem como bandidos, então como é que fica?

Claro que a imprensa tem sua parcela de culpa, mas francamente não é ela que foi criada com a função de defender a ordem jurídica e dos interesses da sociedade e pela fiel observância da Constituição (das leis).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Talvez a Teoria de Conspiração tenha começado aqui

O filme de hoje é Capricorn One.
Aqui está o trailer

E também achei o filme completo:

É interessante é baseado na idéia que uma viagem ao espaço foi toda encenada. Mas aí, algo dá mais errado ainda...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fotos do Antes da Dieta e Exercício

Já me pediram para mostrar as fotos do "antes e depois" do regime de dieta e exercício. Vou fazer o seguinte: vou mostrar o "antes"
Isso foi em agosto de 2010 (MOMAG 2010)
Dezembro de 2010 (Confraternização de Fim de Ano).
Dezembro de 2010 (Confraternização de Fim de Ano)
Março de 2012 (Aniversário da minha Mãe)
Março de 2012 (Aniversário da minha Mãe)
Dá para ver uma evolução na minha forma quasi-esférica. Já As fotos do "depois" eu coloco futuramente. A propósito a dieta começou no final de março de 2012 e os exercícios começaram no meio de abril de 2012.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Os Donos do Poder

Terminei ontem o livro Os Donos do Poder de Raymundo Faoro.
As pessoas deviam conhecer mais sobre este camarada.
Caro leitor, creio que esta obra é fundamental para a compreensão do que é o Brasil. O link anterior dá acesso ao livro, este aqui a uma análise. O livro traça um panorama desde o Estado Português até cerca de 1957.
Por incrível que pareça não foram tantas mudanças quanto se poderia imaginar por aqui.
Lendo o livro vemos termos como patrimonialismo, estamento burocrático e como se relacionam com o desenvolvimento do país. Lá estão relatadas uma série de traços que não só caracterizaram nossa evolução, como caracterizam o Brasil de hoje.
Fácil de ver quando é coisa do estamento burocrático:o povo é espectador...
Problemas como a dificuldade de separação entre o público e o privado, o nosso desejo por "salvadores da pátria", o papel do exército na evolução política e social do Brasil e a nossa atitude com relação ao Estado (na realidade "o Governo") estão todos bem explicados lá.
Note que no absolutismo o benefício vai para o Estado.
Essencialmente, compartilhamos uma herança comum com nossos vizinhos da América do Sul: o Estado Colonizador reproduziu parte de si aqui. Como fomos colonizados sob a égide do mercantilismo (e daí nosso amor pelo intervencionismo do Estado na economia), passamos a ver o Estado como mola propulsora de tudo e provedor de todos - e isto realmente confere com os fatos (entre eles a Carta de Pero Vaz de Caminha).
Não se engane, caro leitor: não é só o político não...
Infelizmente, um dos efeitos colaterais da vinda do Rei de Portugal ao Brasil foi justamente a exacerbação de uma tendência também conhecida de hoje: a incapacidade de separar o público do privado. Fruto das ações do rei e da corte, este patrimonialismo se imiscuiu em toda estrutura da sociedade. Junto com ele também veio a surgir o famoso estamento burocrático que a todos cooptava.
Temos que entender como somos e como ficamos assim.
Apesar de várias tentativas, estas tendências estão no nosso DNA: incapacidade de separar o público do privado (que pode até ser confundida com corrupção às vezes), dependência com Deus-Estado para o desenvolvimento, a nossa complexa relação com tudo que é estrangeiro (mistura de xenofobia com admiração) e outros pontos (partidos políticos, governantes, acordos fisiológicos, a nossa mania de fazer leis sem pé na realidade, o fenômeno do peleguismo e muito mais).
Isso não é coincidência.
Não digo que o que está no livro é a verdade. Mas o autor levanta conexões que não só fazem sentido, como também permitem explicar certos comportamentos.Se não entendermos isso fica difícil equacionar o país.

Recomendo a leitura. Apesar de ser um tanto pesadinha...