domingo, 26 de outubro de 2014

Sobre a Eleição

Bom, ela finalmente acabou. Dilma com quase 52 e Aécio com pouco mais de 48%. Este resultado foi bem próximo do que a pesquisa Ibope divulgou ontem.

Neste turno os institutos de pesquisa não erraram tanto (pelo menos com relação a disputa para presidente).

Aliás, neste assunto, após uma entrevista da diretora do Ibope à Miriam Leitão, ficou claro que a margem de erro listada é na realidade de mentirinha. E isso meio que atrapalha todo aquele belo raciocínio matemático que listei no último post - afinal tudo aquilo foi feito considerando pesquisa probabilística, que não é o caso nem da pesquisa do Ibope, nem do Datafolha.

Mas o post de hoje é mais para colocar alguns pontos sobre o pós-eleição: já tive tanto do lado vitorioso, quanto do lado perdedor (que é o caso aqui). E o importante é entender que um resultado de eleição não pode definir quem você é.

Esse só será o caso se você deixar. Há horas que se ganha, há horas que se perde. Mas o importante é continuar, mesmo ganhando ou perdendo. Sei que há um investimento emocional ao se "adotar um candidato" e também sei que há um custo intrínseco quando as coisas não saem do jeito que a gente quer. Mas a gravidade disto está nas mãos de cada um.

Naturalmente, nem tudo são flores. Nesta eleição tivemos discurso de ódio vindo de apoiadores dos dois candidatos. Da minha parte, decidi que quem espalha discurso de ódio não merece minha atenção - seja torcedor (essa sim uma palavra correta) de Dilma ou de Aécio.

Então, um dos saldos dessa eleição foi que deixei de seguir algumas pessoas no facebook. Discurso de ódio não ajuda e sarcarsmo também não ajuda muito.

Agora que saíu o resultado só posso fazer uma coisa: parabenizar os vitoriosos! Não irei parar de trabalhar, nem deixarei de seguir com minhas tarefas.

E claro, vou torcer loucamente para que as minhas análises sobre mais quatro anos de PT estejam fundamentalmente erradas. Caso isso se verifique então ficarei bastante feliz... mas...caso as análises tenham realmente fundamento, bem... vamos todos ter que aguentar de um jeito ou de outro não?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sobre resultados

Conforme eu esperava, a diferença apontada no último post é bastante significativa quando olhada em cada uma das capitais.
Na cidade de São Paulo
  • Dilma teve votação 6 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação 7 pontos abaixo do esperado 
  • Aécio teve votação 13 pontos acima do esperado
Na cidade do Rio de Janeiro
  • Dilma teve votação 9 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve a votação esperada 
  • Aécio teve votação 9 pontos acima do esperado
Na cidade de Belo Horizonte
  • Dilma teve votação 9 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação 1 ponto acima do esperado 
  • Aécio teve votação 8 pontos acima do esperado
Na cidade de Fortaleza
  • Dilma teve votação 6 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação esperada 
  • Aécio teve votação 7 pontos acima do esperado
Na cidade de Curitiba
  • Dilma teve votação 9 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação 3 pontos abaixo do esperado 
  • Aécio teve votação 12 pontos acima do esperado
Na cidade de Porto Alegre
  • Dilma teve votação 9 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação 3 pontos abaixo do esperado 
  • Aécio teve votação 11 pontos acima do esperado
Na cidade de Recife
  • Dilma teve votação 9 pontos abaixo do esperado
  • Marina teve votação 6 pontos acima do esperado 
  • Aécio teve votação 3 pontos acima do esperado
O que isso quer dizer? Bem, um erro de 13 pontos é muito sério e não dá para ser atribuído a incerteza intrínseca a metodologia de pesquisa. Mesmo o erro de 9 pontos não pode ser atribuído a incerteza da metodologia.

O que aconteceu? Eu não sei dizer, mas eu tenho um modelo que possivelmente pode explicar parte do problema.

Considere duas urnas. Uma com X bolinhas e outra com Y bolinhas. A proporção de bolinhas brancas na urna X é p1 e na urna Y é p2.

Se fosse uma urna só e tirássemos N bolinhas, a variância do erro (máxima) é de 1/(4*N). Mas como temos duas urnas, a coisa complica...

Então, no caso de uma urna temos que, dado a média das amostras Ma e a média real M:
E{(Ma-M)^2} menor ou igual 1/(4*N)

No caso, M é calculado usando:
w1=X/1(X+Y) e w2=Y/(X+Y)

Logo:
M=w1*p1+w2*p2

Mas, como temos duas urnas temos que considerar quantas bolinhas tem em cada uma (a proporção).  No final das contas, a variância do erro neste caso é:

w1^2*E{(M1a-p1)^2}+w2^2*E{(M2a-p2)^2}+2*w1*w2*E{(M1a-p1)*(M2a-p2)}

Aonde M1a é a média amostral da urna 1 e M2a é a média amostral, e E{(M1a-p1)*(M2a-p2)} é a correlação entre a urna 1 e a urna 2.

Bem, para simplificar vamos assumir que não há correlação (pode ou não ser verdade, mas vamos simplificar). Neste caso, o valor máximo de cada erro é:
E{(M1a-p1)^2} menor ou igual a 1/(4*N1) - aonde N1 é o número de bolas amostradas da urna 1
E{(M2a-p2)^2} menor ou igual a - aonde N2 é o número de bolas amostradas da urna 2

Então temos, se não houver correlação, que a variância do erro é limitada por:

erro menor ou igual a w1^2/(4*N1)+w2^2/(4*N2)

Bem, sabemos que w1+w2=1. Então qual será o valor para que este seja máximo (ou mínimo)? w1=N1/(N1+N2) e w2=N2/(N1+N2)

Neste caso teremos:
erro menor ou igual a (N1/(N1+N2))^2*/(4*N1)+(N2/(N1+N2))^2/(4*N2)=1/(4*(N1+N2));

Isto quer dizer: se amostramos na proporção da população teremos que o erro será limitado pelo valor que obteríamos se fosse apenas uma urna. Exemplo:

w1=0.25, w2=0.75, N1=250 e N2=750

Pela fórmula:
erro menor ou igual a 1/(4*(250+750) = 1/4000=0.00025

Note que se  w1=0.75, w2=0.25, N1=250 e N2=750,então:

erro menor ou igual a 0.75^2/(4*250)+0.25^2/(4*750) = 0.00058

O que dá mais do que o dobro da variância de erro obtida. Naturalmente este é um exemplo extremo, mas indica que se a amostragem proporcional estiver com os pesos errados, então a coisa não vai funcionar direito.

Mas e quanto a correlação? Esta pode ser positiva ou negativa, mas sempre será limitada pelo produto dos desvios padrões.

E{(M1a-p1)*(M2a-p2)}^2 menor ou igual a E{(M1a-p1)^2}*E{(M2a-p2)^2}

Portanto:

E{(M1a-p1)*(M2a-p2)}^2 menor ou igual a 1/(16*N1*N2), ou de outra forma:

-1/(4*raiz(N1*N2)) menor ou igual a E{(M1a-p1)*(M2a-p2)} menor ou igual a 1/(4*raiz(N1*N2))

Ou seja, existe um termo extra (e não contabilizado) caso haja correlação:

w1^2/(4*N1)+w2^2/(4*N2)-w1*w2/(4*raiz(N1*N2)) menor ou igual a erro menor ou igual a w1^2/(4*N1)+w2^2/(4*N2)+w1*w2/(4*raiz(N1*N2))

Neste caso o peso para erro mínimo passa a ser diferente:

w1=N1*(sqrt(N1*N2)-N2)/(N2*sqrt(N1*N2)+N1*sqrt(N1*N2)-2*N1*N2)

Que é diferente do anterior....

Então talvez também haja uma questão de correlação, pois considerando a mesma o erro salta de 0.0025 para 0.00046. Já com o erro também na proporção o salto é maior: 0.0008!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eleições a hora da verdade

Semana passada eu postei:
"Dilma - entre 34% e 42%
Marina - entre 21% e 30%
Aécio - entre 16% e 21%"

Se considerarmos votos válidos teremos:
"Dilma - entre 37% e 42%
Marina - entre 23% e 35%
Aécio - entre 18% e 25%"

E o resultado do pleito? Pois bem, no final das contas o resultado foi:
Dilma - 41.59%
Marina - 21.32%
Aécio - 33.55%

Tanto Dilma quanto Marina foram dentro ou próximos das margens que foram estabelecidas no post. Mas o que deu errado na predição? Foi Aécio!

O erro foi maior que 8.6% - se considerarmos a média esperada temos 12%. Isto é MUITO superior ao que é estatisticamente aceitável.

Eu vou estudar para ver o que deu errado - minha hipótese é que o erro é consistente: deve ter se repetido nos estados aonde a diferença para governador também saiu fora da margem: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia

Eu irei estudar isso em detalhe.

Mas antes uma notícia relevante: o governador do DF perdeu a chance de se reeleger.  Ele ficou em terceiro lugar.

A pérola é a seguinte: ele só ficaria em segundo lugar (aonde teria chances de disputar a reeleição) em três zonas eleitorais: Zona 001, Zona 011 e Zona 014.

Suas piores votações foram: Zona 002, Zona 007 e Zona 0013

Adivinhem em quais zonas eleitorais vive a "elite branca do país"?

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Previsão para Eleição

Fazendo as previsões para eleições (95%)

Dilma - entre 34% e 42%
Marina - entre 21% e 30%
Aécio - entre 16% e 21%

Chances de haver segundo turno provavelmente na vizinhança de 100%.

Já fazendo um monte de suposições não garantidas, ou seja  com 95% de certeza - Dilma e Marina no segundo turno.

Já se subir para 99% de certeza temos chance de um segundo turno com Dilma e Aécio. Mas as chances são pequenas.

O que vai dar? Temos que esperar até domingo


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Réplica

Muito se falou sobre a entrevista da candidata Luciana Genro à Danilo Gentili no The Noite

Mas não se falou tanto assim da réplica

O duro foi ver o discurso pró-Maduro no vídeo - isso acaba com qualquer boa vontade.

E olha que eu estou lendo o livro do Piketty e achando bem interessante...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Coisa mais Feia

Essas eleições vão ficar para história. O nível de críticas contra os candidatos da oposição está além do imaginado.

Mas, não é esse o ponto que quero discutir. O ponto é que, infelizmente, não dá mais para descontar opiniões preconceituosas (até um tanto violentas), distorção de dados (mentiras, na realidade), e antagonismos sem necessidades na conta do "inocente útil", ou do "bom mocinho que foi enganado", ou do "idealista sem noção".

Não, realmente não dá.

Agora está claro: é mau caratismo mesmo. Desde artigos cheios de "críticas fundamentais ao programa*" ou "presunção da inocência**", passando por "esses corruptos que estão por aí***" a coisa deixou de ser simplesmente atribuível aos exageros da inocente devoção e passaram à cara de pau explícita.

Mas ao contrário do que um assessor da presidência fala, construir pontes é muito mais difícil do que destruí-las. E ganhar o pódio presidencial não é garantia de mares tranquilos daí por diante.

Aliás, temos exemplos de sobra de gente que achou que ser presidente é o mesmo que ser rei.

O fato é: tirando o pessoal menos escolado politicamente, pessoas que já se decidiram e os que não ficam tentando catequizar os demais, já não dá mais para aceitar certos posicionamentos na conta das boas intenções. Não, caros leitores, é mau-caratismo mesmo.

PS:
* Basicamente a crítica do articulista é que gente rica apoia a Marina. Por esta razão ela não deve ser eleita.
** No mesmo artigo que o articulista ruge para não julgar apressadamente, ele rapidamente passa a julgar sobre o mensalão mineiro  - aquele que o STF dos ministros de Lula mandou para instâncias inferirores
*** O artigo em si é verdadeiro, o problema é o pessoal colocando mesmo no facebook esquecendo convenientemente que a data de publicação do mesmo foi em 2012.

Tem horas que tendo a concordar com que Luiz Felipe Pondé escreve...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O PT como PDS

É triste, mas era esperado...

Com o surgimento de Marina na campanha, o PT mais uma vez bandeou para o discurso do medo: agora é sobre a autonomia do banco central



E não é apenas um comercial, mas dois...



Francamente, quem é petista devia ter vergonha.

Eu, como não sou, só fico relembrando o passado... quando eu acreditava no PT.

Mas é pior do que isso: eu fico pensando em quem acredita no PT. O que eu devo pensar de uma pessoa que compactua com a racionalidade que "desde que eu ganhe, tudo está valendo"?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Duas notícias curiosas e uma opinião parecida

A primeira é que pela primeira vez a Venezuela estuda importar petróleo. Mas antes de mais nada, não é por falta de petróleo. É para melhorar a aceitação no mercado internacional.

Mas não deixa de ser um pouco engraçado...

A segunda é que um grupo de livrarias deseja que o governo estabeleça um preço mínimo nos livros. Sério, está na folha de São Paulo. Basicamente, o livro da Amazon é pelo menos uma ordem de magnitude mais barato que o vendido pelas livrarias.

E isso porque a Amazon aposta no livro eletrônico (que já aderi há muito tempo).

E para não terminar sem uma opinião, segue um texto que explica mais ou menos o que penso sobre como as pessoas decidem eleição.

Em resumo: os eleitores dificilmente perguntam qual é o melhor candidato, em geral perguntam qual é o candidato que eu gosto mais.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Chacoalhando as Eleições

Ontem teve o primeiro debate entre os candidatos a presidente. Francamente não vi, apenas ouvi os comentários (já cheguei a conclusão que há muito pouca racionalidade envolvida na escolha de candidatos).

Mas o melhor é que pouco antes do debate, saiu uma pesquisa dando 29% para Marina, 34% para Dilma e 19% para Aécio.

Então não é de surpreender que a nova postulante ao cargo desse show. Os demais ficaram atônitos.

E claro, vieram as análises de fundo de quintal dizendo que "pesquisa-não-representa-nada-quando-não-é-ao-meu-favor" comuns a partido que há 12 anos aproveita da "viúva". Mas há uma questão interessante aqui: não é a primeira vez que Marina chega perto dos 30% dos votos para eleição de 2014! Em Abril deste ano ela tinha 27%.

Então temos que lembrar que a Rede foi impedida de participar com candidatos, o que levou Marina a optar pelo PSB de Eduardo Campos.

E a cereja do bolo: há chances de ter sido um golpe para evitar que Marina concorresse. E na época do julgamento da Rede suas chances não eram desprezíveis.

Então estamos aqui: depois de uma tentativa de impedir Marina de ser candidata, coube ao imponderável trazer de volta a possibilidade dela ser vitoriosa.

Há, talvez, uma lição profunda nisso tudo. Mas duvido bastante que tenhamos capacidade de aprendê-la.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cenário Imponderável

Como todos sabem, na semana passada tivemos o falecimento trágico de Eduardo Campos. E como o mesmo era um dos candidatos a presidência, sua tragédia embolou completamente o meio de campo político no Brasil.

O ponto deste post é mostrar como isso mudou a corrida presidencial.

Antes tínhamos o seguinte quadro:

  • Dilma - 36%
  • Aécio - 20%
  • Campos - 8%
  • B/N (Brancos e Nulos) - 13%
  • NS (Não sabe) - 14%
  • Outros - 8%

Agora o quadro é o seguinte:

  • Dilma - 36%
  • Aécio - 20%
  • Marina - 21%
  • B/N (Brancos e Nulos) - 8%
  • NS (Não sabe) - 9%
  • Outros - 5%

O que mudou? O que mudou foi exclusivamente B/N, NS e Outros. Poderíamos assumir  que o eleitorado de Campos foi transferido para Marina e mais alguns entraram no barco. Se entraram no barco devido ao fator emocional ou não é também bastante relevante, mas de difícil quantificação. De qualquer forma, a rejeição de Marina é baixa (11%) quando comparada aos outros candidatos (Aécio tem 18% e Dilma 36%).

Esta rejeição esta associada aos possíveis limites de crescimento de cada candidato.

  • Dilma - entre 36% e 64%. - Média de 50%
  • Aécio - entre 20% e 88% - Média de 51%
  • Marina - entre 21% e 82% - Média de 54%

Eu tenderia a considerar a média como alvo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Preconceito Linguístico

Toda vez que falam de preconceito linguístico eu me lembro desta foto.

Um indício ruim

Como muitas pessoas não tem e-mail, então é comum que outras ofereçam o e-mail para facilitar a conexão online.

Eu costumo fazer isso para pessoas que confio e gosto, caso as mesmas não tenham acesso a internet - ou não saibam como acessa-la.

E é por isso que fiquei sabendo do que se segue.

Na segunda feira chegou na minha caixa o seguinte e-mail:

 
Este é o primeiro texto de um conjunto que integrará a análise dos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma, para subsidiar o trabalho dos diretórios municipais e da militância na campanha de 2014. Futuramente, estes conteúdos farão parte do novo caderno 2 do módulo 2 da Jornada Nacional de Formação. Os demais textos trarão análises, números, dados e resultados das políticas do governo, e serão publicados periodicamente no portal da Escola Nacional de Formação do PT. Compartilhe, Clique Aqui
Acompanhe, utilize e divulgue!
Sorg
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 Bem, até ai nada demais. A internet é cheia de spam.

Mas havia algo mais. Hoje recebi este e-mail:




O que diferencia o Partido dos Trabalhadores dos outros é, justamente, a sua história, a sua construção a partir de bases populares.
O PT é fruto de uma ação coletiva permanente, voltada para o bem estar dos trabalhadores e o desenvolvimento da nação.
Esse esforço contínuo, levado a cabo ao longo de mais de três décadas, é resultado do trabalho de uma militância forjada nas ruas, na luta política, na vontade do povo.
Para reeleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil, o PT abriu, agora, um espaço virtual de doação voluntária onde cada militante, eleitor e simpatizante do partido poderá contribuir em dinheiro para esse esforço de campanha.
Novamente, o PT precisa da ação solidária e generosa de sua militância para continuar o mais bem sucedido projeto de governo já colocado em prática no Brasil.
Leve sua bandeira para as ruas, faça a sua camiseta, leve a mensagem do PT a todos que estiverem a seu alcance.

E faça a sua doação.

É fácil, simples e você pode doar qualquer valor.
O mais importante, como sempre, é a sua participação.
A presidenta Dilma e o PT agradecem muito a sua colaboração.

#MaisMudançaMaisFuturo
Muito bem, e qual é o problema?

O problema é que o e-mail chegou direcionado a uma candidata do Minha casa, minha vida que, por um acaso do destino, teve o meu e-mail divulgado como seu para receber informações.

O problema é que o PT está se valendo de informações de programas governamentais para fazer propaganda eleitoral.

É só o PT que faz isso? De modo algum, é bem comum em várias candidaturas.

Está certo? De modo algum. Isso é misturar governo com partido.

Mas, em defesa do PT, isso é extremamente comum aqui na terrinha. Só que está errado.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Inflação de 2014

Depois de verificar o IPCA de julho a estimativa de inflação de 2014 ficou em 6.0%

Vocês não sabem o alívio que isto me dá.

E não é por conta do governo ser do PT, ou que inflação estava muito alta... nada disso

A questão é que as estimativas mês a mês estavam sendo consistentemente subestimadas. Ou seja, eu predizia 0.4% e era 0.5% e assim por diante. Eu predisse no mês passado:

"Já a inflação de julho tem 50% de ficar em 0.09% e 50% de ficar em 0.50% , Ou 60% de ficar em 0.12% e 40% de ficar em 0.52%. Algo na vizinhança de 0.28%."

E o resultado foi 0.01% (praticamente zero). Se não tivesse pelo menos um resultado bem abaixo do esperado eu iria ficar preocupado.

Isto podia indicar que meu sistema baseado em sazonalidade e na incerteza. E aliás: a partir de agosto a inflação mensal deve dar uma subidinha (por causa da sazonalidade)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ferramenta Incrível

O pessoal da Carnegie Mellon fez um gol: uma ferramenta que permite explorar em 3D objetos em fotografias 2D.

Em outras palavras, caro leitor: veja o vídeo.

Mas o leitor deve saber: não é mágica. O objeto em questão deve ter um modelo 3D disponível na internet.

O vídeo completo tem mais informação:

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Alguns pensamentos sobre a eleição

Ao contrário de muitos eu tenho dúvidas sobre qual é o melhor resultado nas eleições para presidente em 2014.

Não é que eu goste do PT, muito pelo contrário. Mas é necessário olhar a situação com a fieza necessária.

De 2002 até 2008, aos trancos e barrancos o governo Lula teve bons momentos - creio que foi positivo. O problema começou quando a crise mundial das hipotecas deu as caras.

Ao contrário de muitos, acredito que Lula é uma pessoa inteligente, razoavelmente bem informada e com uma capacidade de empatia por comunicação muito rara.

Mas ele também sabia que a crise possivelmente afetaria negativamente sua imagem e possivelmente os dois anos restantes para o final de seu mandato.

Então ele escolheu um remédio heterodoxo: manter a economia aquecida criando demanda. Isso a custa de renúncia fiscal, benefícios especiais e outras coisitas. Parece a saída perfeita: não afeta negativamente a popularidade e, se administrado corretamente, pode suavizar a crise.

Mas se administrado na dose errada... aí tem consequências - só que a maior parte delas não é imediata.

E o remédio foi tão mal administrado que até pouco tempo estava ainda em ação total (agora só está em ação parcial).

Isto talvez tenha sido por insistência do próprio PT - com vistas a manutenção de poder. Não sei...

Mas a sucessora não só não arrumou a casa quando entrou, como também desorganizou mais o país.

E agora, praticamente quatro anos depois, estamos com várias bombas armadas que não tem solução popular: a questão elétrica, a questão do petróleo, a questão dos serviços governamentais, a questão dos incentivos à produção e não esqueçamos da bomba mor - o efeito que o aumento dos juros pode causar em situações já delicadas.

Então por que tenho dúvidas sobre qual deve ser o novo governante? Bem, porque o próximo governante vai encarar quatro anos muito complicados, com chance de tempestades razoáveis. E se o PT perder, ele vai ser o causador de diversas destas tempestades.

Em suma o PT vai fazer de tudo para o próximo governo ser um inferno.

Mas, se o PT ganhar há uma excelente chance de não sobreviver ao mandato. Não como um partido de grandes proporções, pelo menos.

Vejamos as coisas pelas probabilidades.

p(ser um bom mandato) =p(ser um bom mandato | PT perder)*p(PT perder) + p(ser um bom mandato | PT ganhar)*p(PT ganhar).

Eu estimo que:

p(PT ganhar) seja uns 60% (portanto p(PT perder) = 40%
p(ser um bom mandato | PT perder) = 50%
p(ser um bom mandato | PT ganhar) = 25%

Então temos

p(ser um bom mandato) =0.5*0.4 + 0.25*0.6 = 0.35 ou 35% (o que dá 65% de chance de ser um mau mandato).

Mas olhemos os componente individuais: p(ser um bom mandato | PT perder) é 50% (simplesmente não sei, mas suspeito que seja menor). Já p(ser um bom mandato | PT ganhar) é 25% (isso é baseado no que vi do mandato Dilma até agora - na minha visão ela errou bem mais do que acertou).

Então qual é a melhor opção?

Bem, eu não irei votar na Dilma, mas ainda creio que há chances razoáveis (60%) dela verncer. Talvez seja melhor, talvez não...

Só sei que se outro ganhar e depois o PT voltar, então podemos apenas torcer para que as próximas gerações consigam consertar o estrago.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Haha! Sujei o punho dele com meu sangue!!!

A Copa terminou, a Alemanha venceu e ouvimos por aí aos quatro ventos que fizemos a Copa das Copas!

Ou alternativamente que um milhão de estrangeiros vieram ao país! Isto indicaria o sucesso pois a Copa de 2010 (Africa do Sul) teve cerca de 300 mil.

Mas aí eu começo a ficar irritado. Creio que isso é porque fico com a impressão que as pessoas que criam estes "factos" tem certeza que eu sou abestalhado o suficiente para acreditar piamente nisto. Sim, sim, sei que na realidade os "magos da mídia" estão tentando mesmo é convencer o maior número de pessoas possível - e para isso se valem de algumas suposições heurísticas perfeitamente válidas dentro do contexto (brasileiro e preguiçoso - e não pesquisa por isso, brasileiro é ruim de matemática - e estatística, e por fim, brasileiro quer acreditar que seu país é realmente porreta).

Não foi um milhão, mas 700 mil (segundo a polícia federal). Vamos então comparar com outros anos? Neste caso em 2012 tivemos 735 mil desembarques internacionais. Então qual foi o ganho mesmo?

"Ah, RAX! Mas 735 mil inclui brasileiros e não brasileiros, enquanto os 700 mil são só de estrangeiros!".

Yep, mas adivinha o efeito disso! Podemos comparar o movimento total internacional de vários anos. De janeiro a junho de 2013 tivemos cerca de 3.3 milhões de passageiros internacionais. E de janeiro a junho de 2014? 3.1 milhões.

Estão notando um padrão? Ao anunciar o milhão de estrangeiros, o governo brasileiro "esquece" de dizer que a) pode não ser um milhão, b) provavelmente representa um encolhimento em relação ao normal total de junho.

Isso me lembra um filme aonde o cara tomou uma surra e saia dizendo: "Ganhei! Sujei todos os punhos de sangue!"

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Três mil quilômetros

Cheguei a uma marca há muito esperada: 3 mil quilômetros andando de bicicleta.

Posso estar enganado, mas creio que já andei mais de bicicleta neste último ano do que em todo tempo anterior.

Se somar o total (bicicleta+caminhadas) dá 5637 km!

De bicicleta foram 1847 km em 2013 e até agora 1163 km em 2014.
Já caminhando foram 1106 km em 2012, 1265 km em 2013 e 213 km em 2014 (a diminuição é esperada dado que estou usando quase somente a bicicleta).

Nada mal

sábado, 12 de julho de 2014

Agora com a Inflação de junho

Com os dados do IPCA de junho, posso fazer algumas estimativas para inflação de 2014.

Como já havia mencionado em outro post, junho tinha 50% de ter inflação de 0.11 e 50% de 0.50% (ou 60% de 0.15% e 40% de 0.55%). O resultado oficial ficou em 0.40%.

Com os dados de maio, a inflação estimada fica em 6.2%. Vamos as probabilidades:

    97% de estar entre 5.4% e 7.5%
    98% de chance da inflação ficar abaixo de 7.1%
    54% de chance da inflação ficar abaixo de 6.2%

 Já a inflação de julho tem 50% de ficar em 0.09% e 50% de ficar em 0.50% , Ou 60% de ficar em 0.12% e 40% de ficar em 0.52%. Algo na vizinhança de 0.28%.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

E o Brasil perdeu para Alemanha

É assim mesmo. Futebol tem destas coisas.

Mas perder por 7 a 1? Poxa, aí foi fogo. Isso me faz pensar sobre qual era a chance do Brasil ganhar afinal. Isso pode ser pensado em termos estatísticos: número esperado de gols.

(p+q)^8

Aonde teríamos: 8*p*q^7.

Se p fosse a chance do Brasil ganhar, talvez seja o caso de encontrar o valor de p que faria esta expressão ser máxima. Calculando a derivada temos: p=1/8. Com este gráfico:

O que dá uma probabilidade de 0.3926959038 da goleada de 7 a 1.  Isto coloca as coisas em perspectiva:
  • Probabilidade de 8 a 0 para Alemanha: .3436089158
  • Probabilidade de 7 a 1 para Alemanha: .3926959038
  • Probabilidade de 6 a 2 para Alemanha: .1963479519
  • Probabilidade de 5 a 3 para Alemanha: .0560994148
  • Probabilidade de 4 a 4 para Alemanha: .0100177527
E daí, só piora....(Probabilidade de resultado positivo .9887521862) Mas agora tudo isso é passado.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Copo Meio Vazio

De novo saiu uma notícia mostrando o copo meio vazio para Fernando Haddad.

Segundo o jornal sua aprovação é de 17%!

De novo, isso é apenas um pedaço da história. Para saber a história inteira precisamos determinar: quem não rejeita e quem rejeita.

Aí temos outra história. Rejeitar é o equivalente a Ruim ou Péssimo. Não rejeitar é todo o resto.

No caso dos últimos prefeitos temos
  • Jânio Quadros - 66% rejeita
  • Luiza Erundina - 42% rejeita
  • Paulo Maluf - 36% rejeita
  • Celso Pitta - 54% rejeita
  • Marta Suplicy - 38% rejeita
  • José Serra - 8% rejeita
  • Gilberto Kassab - 35% rejeita
  • Gilberto Kassab - 26% rejeita
  • Fernando Haddad - 36% rejeita
Então veja como a coisa muda de figura. A rejeição de Haddad é praticamente a mesma de Maluf, Marta Suplicy e do primeiro mandato de Gilberto Kassab.

E não, eu não sou petista ou torço pelo Haddad (aliás eu acho que os paulistas erraram escolhendo ele). Apenas prefiro que as coisas fiquem claras.