domingo, 31 de outubro de 2010

Pesquisas e Equívocos 13

Agnelo é o governador do DF. E desta vez a pesquisa Datafolha acertou direitinho:

  • Votos totais de Agnelo - 59.4%, votos totais da pesquisa Datafolha: 57%
  • Votos totais de Weslian - 30.2%, votos totais da pesquisa Datafolha: 31%

O mesmo pode ser observado com relação aos votos válidos:

  • Votos válidos de Agnelo - 66.2%, votos totais da pesquisa Datafolha: 64%
  • Votos válidos de Weslian - 33.9%, votos totais da pesquisa Datafolha: 36%

Ainda resta ver se as cidades sigma funcionaram como preditores, mas isto pode ser feito ao final da apuração.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mais alguns dias e voltarei a postar

Estou bem atarefado por uns tempos. Mas com a chegada do final de semana da eleição acredito que terei novamente tempo para postar.

Em tempo, estou curioso a respeito de dois problemas: a convergência de um processo estocástico - como as eleições - e a questão de proporções de moedas em dois sacos diferentes.

Espero poder fazer um estudo interessante a este respeito

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A questão da variável aleatória na Transformada da Incerteza - parte 2

Depois de pensar sobre quais variáveis, decidi por duas: IDH e população. Eu sei que é uma escolha arbitrária, mas fazia um certo sentido.

Então ao invés de um problema com uma variável aleatória, eu passava a ter duas.

Utilizando os dados do PNUD consegui compilar uma lista de municípios de Goiás com dados de população e IDH. Tudo de 2000, mas esta é uma questão menor.

Então apliquei a teoria da transformada da incerteza. As cidades que eu selecionei foram:


  • Aloândia
  • Goainópolis
  • Caldas Novas
  • Aguás Lindas de Goiás
  • Anápolis
  • Goiânia

Os pesos foram, respectivamente:
  •     0.2757
  •     0.0345
  •     0.1505
  •     0.1854
  •     0.1346
  •     0.2193
Com isto, temos as informações necessárias para o cálculo da estimativa de presidente e governador. Após o qual, podemos comparar com os resultados reais.
Para presidente tivemos:
  • Dilma - Cidades Sigma:  43.0%, resultado final de votação 42.23%
  • Serra - Cidades Sigma:  39.5%, resultado final de votação 39.48%
  • Marina - Cidades Sigma:  16.3%, resultado final de votação 17.18%
Animado por estes resultados, resolvi fazer para governador:
  • Íris Rezende - Cidades Sigma:  39.3%, resultado final de votação 36.38%
  • Marcone Perillo - Cidades Sigma:  46.9%, resultado final de votação 46.33% 
  • Vanderson - Cidades Sigma:  13.2%, resultado final de votação 16.62%
Os resultados são muito próximos. Temos de lembrar que só fizemos o cálculo da votação para seis cidades.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mais diferenças entre resultados em votos e pesquisas

Então resolvi fazer a mesma análise para a votação de governadores nas capitais. E o que obtive foi:

  • Bahia (Salvador) - Wagner - eleição 54% e pesquisa 50%, Souto - eleição 13% e pesquisa 17%, Geddel - eleição 9% e pesquisa 13%
  • Minas Gerais (Belo Horizonte) - Anastasia - eleição 62% e pesquisa 54%, Costa - eleição 20% e pesquisa 29%, Aparecido - eleição 4% e pesquisa 1%
  • Pernambuco (Recife) - Campos - eleição 64% e pesquisa 66%, Jarbas - eleição 18% e pesquisa 21%, Xavier - eleição 3% e pesquisa 2%
  • Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) - Cabral - eleição 52% e pesquisa 58%, Gabeira - eleição 22% e pesquisa 21%, Peregrino - eleição 5% e pesquisa 5%
  • Rio Grande do Sul (Porto Alegre) - Tarso - eleição 47% e pesquisa 46%, Fogaça - eleição 24% e pesquisa 27%, Yeda - eleição 16% e pesquisa 10%
  • São Paulo (São Paulo) - Alckmin - eleição 44% e pesquisa 45%, Mercadante - eleição 32% e pesquisa 28%, Russomano - eleição 6% e pesquisa 10%

Já no resultado estadual completo temos:

  • Bahia - Wagner - eleição 55% e pesquisa 52%, Souto - eleição 14% e pesquisa 19%, Geddel - eleição 13% e pesquisa 14%
  • Minas Gerais - Anastasia - eleição 53% e pesquisa 47%, Costa - eleição 29% e pesquisa 36%, Aparecido - eleição 2% e pesquisa 1%
  • Pernambuco - Campos - eleição 68% e pesquisa 70%, Jarbas - eleição 12% e pesquisa 17%, Xavier - eleição 2% e pesquisa 1%
  • Rio de Janeiro - Cabral - eleição 55% e pesquisa 59%, Gabeira - eleição 17% e pesquisa 19%, Peregrino - eleição 9% e pesquisa 6%
  • Rio Grande do Sul - Tarso - eleição 49% e pesquisa 48%, Fogaça - eleição 23% e pesquisa 24%, Yeda - eleição 17% e pesquisa 14%
  • São Paulo (São Paulo) - Alckmin - eleição 46% e pesquisa 50%, Mercadante - eleição 32% e pesquisa 26%, Russomano - eleição 5% e pesquisa 9%

E por fim, o resultado em votos válidos da eleição e da pesquisa:

  • Bahia - Wagner - eleição 64% e pesquisa 58%, Souto - eleição 16% e pesquisa 21%, Geddel - eleição 15% e pesquisa 16%
  • Minas Gerais - Anastasia - eleição 63% e pesquisa 55%, Costa - eleição 34% e pesquisa 42%, Aparecido - eleição 2% e pesquisa 1%
  • Pernambuco - Campos - eleição 83% e pesquisa 79%, Jarbas - eleição 14% e pesquisa 19%, Xavier - eleição 2% e pesquisa 1%
  • Rio de Janeiro - Cabral - eleição 66% e pesquisa 67%, Gabeira - eleição 21% e pesquisa 21%, Peregrino - eleição 10% e pesquisa 7%
  • Rio Grande do Sul - Tarso - eleição 54% e pesquisa 55%, Fogaça - eleição 25% e pesquisa 27%, Yeda - eleição 18% e pesquisa 16%
  • São Paulo (São Paulo) - Alckmin - eleição 51% e pesquisa 55%, Mercadante - eleição 35% e pesquisa 28%, Russomano - eleição 5% e pesquisa 9%

Como é possível se verificar, há erros de 4% e até maiores (9%) surgindo na comparação entre pesquisas e resultados. O erro fica pior quando se tenta estimar o número de votos válidos.

Então podemos ver que é uma tendência nestes resultados de pesquisa apresentarem margens de erro bem superiores ao esperado. No caso do resultado nas capitais, o desvio padrão foi de 4.36% e no caso do resultado nos estados, o desvio padrão foi 3.86%

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Algo estranho nas pesquisas e resultados eleitorais

Depois da diferença de mais de 2% no Rio para Cabral, e dada a diferença razoável no resultado final de Dilma e das pesquisas resolvi dar uma olhada nas predições e resultados.

E qual foi a surpresa? A diferença está presente em diversos locais:

  • Bahia - Dilma - Resultado 56% e Pesquisa 57%
  • Ceará - Dilma - Resultado 59% e Pesquisa 64%
  • DF - Marina - Resultado 39% e Pesquisa 34%
  • Minas Gerais - Dilma - Resultado 43% e Pesquisa 47%
  • Paraná - Serra - Resultado 41% e Pesquisa 38%
  • Pernambuco - Dilma - Resultado 55% e Pesquisa 62%
  • Rio de Janeiro - Dilma - Resultado 39% e Pesquisa 44%
  • Rio Grande do Sul - Dilma - Resultado 44% e Pesquisa 44%
  • São Paulo - Dilma - Resultado 35% e Pesquisa 38%

Então dá para ver que os resultados do Ceará (5%), DF (5%), Minas Gerais (4%), Paraná (3%), Pernambuco (7%), Rio de Janeiro (5%) e São Paulo (3%) divergiram além da margem de erro de 2%.

Acho que é o caso de olhar os resultados dos governadores também - com ênfase nestes estados

Precisão das Pesquisas

Realizei o teste para cidade do Rio de Janeiro.

Aos curiosos, as cidades são estas (em ordem de tamanho)


  • RJ CARAPEBUS

  • RJ SAPUCAIA

  • RJ CORDEIRO

  • RJ MIGUEL PEREIRA

  • RJ ITATIAIA

  • RJ ARRAIAL DO CABO

  • RJ CASIMIRO DE ABREU

  • RJ MANGARATIBA

  • RJ BOM JESUS DO ITABAPOANA

  • RJ SAO JOAO DA BARRA

  • RJ GUAPIMIRIM

  • RJ RIO BONITO

  • RJ VALENCA

  • RJ ITAPERUNA

  • RJ ARARUAMA

  • RJ ANGRA DOS REIS

  • RJ TERESOPOLIS

  • RJ CABO FRIO

  • RJ MESQUITA

  • RJ NILOPOLIS

  • RJ BARRA MANSA

  • RJ NOVA FRIBURGO

  • RJ ITABORAI

  • RJ MAGE

  • RJ VOLTA REDONDA

  • RJ PETROPOLIS

  • RJ BELFORD ROXO

  • RJ CAMPOS DOS GOYTACAZES

  • RJ SAO JOAO DE MERITI

  • RJ NITEROI

  • RJ NOVA IGUACU

  • RJ DUQUE DE CAXIAS

  • RJ SAO GONCALO

  • RJ RIO DE JANEIRO


O resultado publicado pelo TSE foi:

  • Cabral com 54.51%, Gabeira com 17.06% e Peregrino com 8.91% (votos totais)

O resultado que calculei com as 34 cidades foi:

  • Cabral com 53.75%, Gabeira com 18.47% e Peregrino com 7.89% (votos totais)

A maior diferença é de 1.4%.

A pesquisa que foi publicada os resultado indicava Cabral com 59%, Gabeira com 19% e Peregrino com 6%.  Note que apesar do resultado nas pesquisas para Gabeira e Peregrino ter sido muito próximo do real, considerando os resultados que calculei para os municípios da pesquisa, há uma discrepância razoável entre o percentual de votos obtido por Cabral tanto nas cidade quanto no cômputo total.

Isto significa duas coisas: o erro de amostragem por limitar o número de cidades existe e uma indicação que o erro parece se restringir à Cabral. Ao olharmos a cidade do Rio de Janeiro, a votação foi de 52.36% para Cabral, 22.19% para Gabeira e 5.33% para Peregrino. Já a pesquisa indicou 58% para Cabral, 21% para Gabeira e 5% para Peregrino.

Mas ao mesmo tempo, parece que a questão está ligada às regiões mais densamente povoadas (como a Capital). Isto pode ser verificado pois a média dos percentuais é 56.64%

Seja o que for, fica uma certeza e uma dúvida:
  • A amostragem do estado por cidades introduz um erro que chegou a 1.4%
  • Há um viés estranho acerca do resultado de Cabral

Forma de verificar precisão das pesquisas

Depois de encontrar os pontos sigma para o caso de pesquisas eleitorais, pensei um pouco em uma forma de determinar a precisão das pesquisas que vemos por aqui.

Bem, eu achei...

O problema é que não tenho acesso aos dados completos.

A idéia é verificar, para as cidades escolhidas em uma pesquisa, como foi o desempenho das mesmas na eleição. E a partir daí comparar o desempenho da pesquisa eleitoral com a cidade.

Há um problema: esta comparação só pode ser realizada com pesquisas bem próximas a data de eleição.

Eu tenho muita curiosidade em descobrir quais foram as cidades escolhidas na pesquisa e quantas pessoas foram entrevistadas em cada cidade. No caso da pesquisa Datafolha, as cidades pesquisadas são mostradas aqui.

Mas a parte chata é que são muitos municípios (por exemplo: na Bahia são 49). Na pesquisa Datafolha, aos estados estudados são Bahia (49), Pernambuco (43), Minas Gerais (90), Rio de Janeiro (34), Rio Grande do Sul (58), São Paulo (66) e Distrito Federal.

No caso do DF não dá para fazer o teste devido a questão das zonas eleitorais. A meu ver restam como opções Rio de Janeiro e Pernambuco.

Vou fazer o teste e publico em outro post

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma curiosidade a respeito do DF

Segundo a última pesquisa DATAFOLHA, temos um quadro interessante na nossa mão:
Para Agnelo:

  • 95% das pessoas que votaram em Agnelo no primeiro turno, votam em Agnelo no segundo turno
  • 5% das pessoas que votaram em Roriz no primeiro turno, votam em Agnelo no segundo turno
  • 45% das pessoas que votaram em Toninho no primeiro turno, votam em Agnelo no segundo turno
  • 16% das pessoas que votaram em Branco no primeiro turno, votam em Agnelo no segundo turno

Para Roriz:

  • 3% das pessoas que votaram em Agnelo no primeiro turno, votam em Roriz no segundo turno
  • 90% das pessoas que votaram em Roriz no primeiro turno, votam em Roriz no segundo turno
  • 19% das pessoas que votaram em Toninho no primeiro turno, votam em Roriz no segundo turno
  • 12% das pessoas que votaram em Branco no primeiro turno, votam em Roriz no segundo turno
Em Branco/Nulo:

  • 0% das pessoas que votaram em Agnelo no primeiro turno, votam em Branco no segundo turno
  • 1% das pessoas que votaram em Roriz no primeiro turno, votam em Branco no segundo turno
  • 24% das pessoas que votaram em Toninho no primeiro turno, votam em Branco no segundo turno
  • 54% das pessoas que votaram em Branco no primeiro turno, votam em Branco no segundo turno
O que isto quer dizer?

Em termos reais, Agnelo teve 43.62% dos votos, Roriz teve 28.38% dos votos, Toninho teve 12.84% dos votos e Brancos teve 9.89% dos votos

Isto quer dizer que o percentual esperado de votos no segundo turno é:

  • Agnelo: 43.62*0.95+28.38*0.05+12.84*0.45+9.89*0.16 = 50.22%
  • Roriz: 43.62*0.03+28.38*0.90+12.84*0.19+9.89*0.12 = 30.48%
  • Brancos: 43.62*0.0+28.38*0.01+12.84*0.24+9.89*0.54 = 8.71%
Se contarmos isto dá 89.40% do total - isto quer dizer que há ainda 10.6% não considerados (que podem ir para qualquer lado).

A questão da variável aleatória na Transformada da Incerteza

Como mencionei antes na aplicação da transformada da incerteza para definir cidades e zonas sigma, o problema que não consegui equacionar é a escolha da variável aleatória.

No fundo a questão é: o que define uma tendência na escolha do candidato?

No caso da escolha pelo número da zona isto foi puramente simplicidade. Mas este tipo de simplicidade acaba virando super-simplificação.

A escolha da variável aleatória pela população faz mais sentido, mas só a população não é razão suficiente para definir qual o candidato de preferência. Na realidade, pode ser que até aumente o erro.

Uma possibilidade é o IDH ou renda da região. Uma escolha destas talvez fosse mais significativa do ponto de vista da escolha.

A questão dos pesos é facilmente resolvida: eles são exatamente o percentual de eleitores em relação ao eleitorado total.

Já a questão da escolha da variável aleatória é algo bem mais complexo. Talvez seja o caso de partir de algo menos complicado como a própria definição em uma pesquisa. Assim, algo como perfil de renda ou coisa similar.

Esta é uma questão que precisa ser equacionada

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Algumas mentiras sobre a privatização da telefonia no Brasil

Devo lembrar ainda o problema do anacronismo. Em poucas palavras neste caso é olhar o passado com os olhos de hoje.

Isto é uma falácia lógica primariamente pelo problema da cronologia: a análise feita hoje se beneficia do desenlace do processo. Isto é bem diferente da tomada de decisão enquanto o processo ocorre.

Este tipo de falácia é muito comum. Um exemplo: há os que acreditam que o processo de privatização estava fadado ao sucesso devido a venda ter sido a preço de banana. Ah, mas foi a preço de banana? 18 meses depois e a Telebrás não valeria metade do seu valor de venda (o que aconteceu 18 meses depois? Eu não vou falar, afinal como se pode ser profeta do passado se nem o passado se conhece direito?).

Outra falácia lógica é da evolução tecnológica. Essa é particularmente divertida pois assume uma direcionalidade que na realidade não aconteceu de modo algum. Um exemplo? Em 2001, a tecnologia TDMA ficou em um beco sem saída. Com a decisão da At&T wireless de não prosseguir o caminho evolutivo do TDMA para o 3G, então isto praticamente encerrou o caminho evolutivo do TDMA.

Portanto, nada mais de evolução para 3G a partir do TDMA. Opa, e as operadoras que apostaram no TDMA?

Ora, tiveram que se virar. E torrar uma grana preta para arranjar um caminho evolutivo (que acabou sendo o GSM).

Nada linear como pode ser visto.

Agora vamos fazer o exercício teórico de imaginar que ao invés de operadoras privadas, tivéssemos ainda um sistema estatal.

E aí? Quem é que iria pagar a conta, levar a culpa e ser crucificado em praça pública pela decisão de torrar BILHÕES em um sistema como o TDMA na telefonia celular brasileira.

Ou seja, fácil fazer conjecturas quando se sabe o desenlace e não se sabe todos os percalços que levaram a este desenlace.

Pesquisas e Equívocos 12

A transformada da incerteza pode ser estendida para tratarmos de zonas eleitorais. Aí ao invés de utilizar os dados de todas as zonas eleitorais, poderíamos utilizar "zonas sigma".

Resolvi fazer o teste para o caso de Brasília. Aqui temos 21 zonas com número variado de eleitores. Como peso utilizei o percentual de eleitores comparado ao total. Já como variável aleatória eu tive duas escolhas: na primeira utilizei o número da zona (bastante arbitrário, eu reconheço). Já na segunda eu utilizei o número de eleitores.

Então vamos aos resultados.

No caso de número de eleitores, eu fiz a análise de determinação das zonas importantes com 4 zonas, 5 zonas e 6 zonas. Verifiquei os pesos considerando também os pontos sigma originais.
  • No caso de 4 pontos, as zonas escolhidas foram 7, 16, 13 e 9 (pesos: 0.0431, 0.1786, 0.5164, 0.2619)
  • No caso de 5 pontos, as zonas escolhidas foram 7, 12, 21, 5 e 4 (pesos: 0.0260, 0.1737, 0.4340, 0.2000, 0.1663)
  • No caso de 6 pontos, as zonas escolhidas foram 7, 11, 16, 13, 14 e 4 (pesos: 0.0251, 0.0562, 0.2917, 0.2740, 0.2169, 0.1361)
Os resultados para presidente foram os seguintes:
  • Computo completo:  Marina 41.96%, Serra 24.30%, Dilma 31.74%
  • 4 zonas:  Marina 43.20%, Serra 25.28%, Dilma 29.62%
  • 5 zonas:  Marina 42.32%, Serra 24.82%, Dilma 30.96%
  • 6 zonas:  Marina 43.21%, Serra 24.34%, Dilma 31.72%
Portanto, é possível verificar que o uso das zonas sigma realmente fornece resultados compatíveis com o cômputo completo. Para Brasília, este tipo de informação pode ser bastante útil na definição de pesquisas de boca-de-urna ou mesmo de pesquisas de candidatos.

Uma coisa que está faltando é verificar se este desempenho funciona para o caso da disputa para governador. Como creio que isto é interessante, vou ver o que acontece com 4 pontos.
  • Computo completo: Agnelo 48.41%, Roriz 31.50%, Toninho 14.25%
  • Resultados da 7a zona: Agnelo 56.46%, Roriz 30.39%, Toninho 8.68%
  • Resultados da 9a zona: Agnelo 50.08%, Roriz 26.46%, Toninho 17.23%
  • Resultados da 13a zona: Agnelo 50.51%, Roriz 35.42%, Toninho 9.69%
  • Resultados da 16a zona: Agnelo 50.61%, Roriz 33.00%, Toninho 11.59%
  • Desempenho com zonas sigma: Agnelo 50.67%, Roriz 32.42%, Toninho 11.96%
Nada mal mesmo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pesquisas e Equívocos 11

Acho que alguns devem se lembrar de um dos posts em que apliquei a transformada da incerteza para encontrar as cidades sigma em Roraima.

Bem, eu fiz aquilo para a eleição de 2006. E refiz agora para eleição de 2010. E adivinhem:
Chegamos aos seguintes resultados:

  • Resultado final em Roraima (totalizado): Dilma 28.72%, Serra 51.03% e Marina 18.77%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com três cidades (Rorainópolis, Alto Alegre e Normandia) : Dilma 28.21%, Serra 50.44% e Marina 19.90%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com quatro cidades (Rorainópolis, Alto Alegre, Uiramutã e São Luiz): Dilma 27.92%, Serra 50.97% e Marina 19.60%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com cinco cidades (Rorainópolis, Caracaraí, Mucajaí, Pacaraima e São Luiz): Dilma 27.09%, Serra 51.58% e Marina 19.74%
Impressionante, não?
*** POST SCRIPTUM


Para mostrar que não é coincidência, mas uma relação bem definida, eu também aproveito e coloco os resultados do segundo turno de 2006 aqui utilizando a transformada da incerteza e resultados finais. 

Segundo turno de 2006:
  • Resultado final em Roraima: Alckmin 61.494% e Lula 38.506%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com três cidades: Alckmin 62.563% e Lula 37.434%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com quatro cidades: Alckmin 60.871% e Lula 39.129%
  • Resultado fazendo o cálculo Boa Vista com cinco cidades: Alckmin 61.934% e Lula 38.061%
Só para lembrar: estes resultados indicam que ao invés de se fazer pesquisas em todo o estado de Roraima, um resultado razoável pode ser obtido utilizando Boa Vista e mais três, quatro ou cinco cidades.

Naturalmente, esta técnica também pode ser usada em outros estados. Mas francamente dá muito trabalho fazer isto.

sábado, 9 de outubro de 2010

Os números do governo - parte 5

Agora vamos ao salário mínimo real.

O que vemos é que a taxa de aumento do salário no governo Lula foi maior que a taxa de aumento no governo FHC.

Os números do governo - parte 4

Agora vamos para evolução do PIB:
Como se vê, há uma evolução constante, tendo a inclinação de 2001-2003 muito parecida com a 2003-2005

Os números do governo - parte 3

E seguindo com a postagem dos diversos números dos últimos 16 anos, vamos à balança de pagamentos.

Como podemos ver, o balanço de pagamentos foi primariamente positivo ao longo do governo Lula. Isto pode ser visto integrando os dois períodos no tempo.

Os números do governo - parte 2

Agora vamos a questão do desemprego. Os dados são do IPEADATA.
Este gráfico mostra que o desemprego realmente aumentou durante o período FHC, tendo diminuído durante o período Lula. A diminuição não é monotônica e é sujeita a muitas oscilações

Nova pesquisa Datafolha

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha a situação para o segundo turno está:

Dilma - 48%
Serra - 41%
Brancos/Nulos - 4%
Indecisos - 7%
Há uma margem de 2% de erro (que duvido que seja precisamente isto). O fato é que com o número de indecisos, a eleição não está totalmente definida. Se os indecisos forem todos para Dilma teremos 57% para Dilma e 43% para Serra. Se forem todos para Serra teremos 50% para Dilma e 50% para Serra.

Como acho improvável que todos os eleitores indecisos decidam ir para Serra então eu diria que muito provavelmente vai dar Dilma com uma vantagem entre 0% (apenas alguns votos a mais) e 14%.

Vamos ver

Os números do governo - parte 1

Cansado de ver "spin" para todos os lados decidi postar os números do governo vindo de fontes confiáveis. Para efeito de comparação, peguei os dados dos governos FHC e Lula. O início do governo Lula é marcado por uma linha vertical vermelha (apropriado? talvez...).

Dívida pública interna:
O que vemos é que a dívida cresceu durante todo o período FHC e Lula. Naturalmente, devido ao crescimento do PIB durante o governo Lula, a relação dívida por PIB diminuiu.

Dívida Pública Externa:
Neste gráfico vemos que a dívida externa vêm diminuindo desde o início do governo Lula,tendo tido alguns saltos de crescimento durante o período FHC e Lula.