quinta-feira, 31 de março de 2011

Pequenas Pérolas do Cinema

Decidi incluir uma seção de Filmes com clipes de algumas das jóias do cinema. Na realidade é uma peça de opinião e matéria de debate. Mas eu vou explicar porque gosto dos filmes.

Primeiro da Lista (não é o melhor, mas é uma pequena jóia): The Quiet Earth

Precisamente às 6:12 Zac Hobswan morre. E a terra se torna silenciosa...



O filme trata do mundo sem ninguém. Sem ninguém? Bem, nem tanto... Mas o final..., ah que final!

Por que eu gosto deste filme? Bem, primeiro é uma boa história. Naturalmente ele trata de algo da natureza humana na mais absoluta solidão, como isto afeta o comportamento e como nos definimos pela presença das outras pessoas e assuntos afins.

Mas também trata de culpa, do medo, da incerteza, do valor, da redenção e de expectativas...

No fundo é uma boa história, com vários níveis de profundidade e várias interpretações. Dá para assistir como uma boa diversão e ver novamente com outros olhos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Escolhas racionais? Nem tanto...

Há uma corrente econômica e social que se baseia na idéia que os agentes (pessoas) realizam escolhas racionais para tomar decisões. Em cima desta premissa é montado um edifício de argumentos teóricos para determinar o uso racional de recursos. No fundo isto está ligada a idéia de maximização da utilidade.

Mas como sempre, há uma pedra no meio do caminho. Quem disse que nossas escolhas são racionais? A verdade é que percebemos de modo diferente o ganho e a perda. Não é apenas uma questão de maximização do ganho, mas também uma questão de minimização da perda. E a questão é como percebemos perda.

Na teoria o agente tem reações racionais a perda. Mas na realidade não funcionamos assim.

E isto é mais sério do que parece.

Em termos simples, esta questão pode ser enunciada em termos de perdas certas e ganhos prováveis. Mesmo que as duas sejam matematicamente iguais, tendemos a escolher o lado dos ganhos prováveis.

Na realidade é pior: tendemos a escolher o lado dos ganhos prováveis mesmo quando são menos prováveis do que a perda certa.

Quer um exemplo?

Considere que estão passando dois filmes (X e Y) em cinemas próximos. Você queria ver X, mas estava lotado e com isso você compra o ticket para ver Y (que não é tão ruim, mas não é o filme X).


Até aqui está Ok.


Agora no caminho da bilheteria para a entrada do cinema, alguém lhe dá o ingresso de X e vai embora. Você vai ver X (que você não pagou nada) ou Y (que você pagou do seu dinheirinho para ver)?

A grande maioria vai ver Y, mesmo sendo X o filme que originalmente queria ver e mesmo que ECONOMICAMENTE a compra do ticket de Y equivale a compra do ticket de X.

E o mais interessante é que irão surgir literalmente dezenas de explicações para este comportamento aparentemente irracional: a mais comum é "Ah, já comprei este aqui. Depois eu vejo o outro".

É este tipo de comportamento que estimula o crescimento de bolhas econômicas e outras tragédias mais ou menos comuns do dia-a-dia (um exemplo é manter uma decisão ruim só para não se retratar).

Isto é intrínseco à nós mesmos. E temos de reconhecer isto e quando possível consertar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

A revolução de Primeiro de Abril

Não, este post não é para falar mal ou bem do acontecido em 1964. O ponto é outro: como as pessoas torcem o que aconteceu de acordo com suas conveniências.

Vamos aos fatos, em 13 de março de 1964, Jango fez seu famoso comício das reformas de base na Central do Brasil. Cerca de 200 mil pessoas estiveram presentes (entre eles um certo estudante chamado José Serra). Fala-se que este foi o estopim para o golpe.

Mas no dia 19 de março uma passeata ainda maior foi realizada em São Paulo. Esta foi a famosa marcha da família com Deus pela liberdade. Só que a passeata foi contrária ao teor do comício de Jango.

Qual é a lição? Havia uma polarização naquela época. Esta polarização não era povo contra militares. Mas "povo contra povo".

Mas não é só isso. Em 2 de abril de 1964 realizou-se no Rio de Janeiro a Marcha da Vitória. Nela participaram cerca de 1 milhão de pessoas.

Ou seja: havia uma pancada de gente civil apoiando a tomada do poder pelos militares. Isto derruba novamente a tese do "povo contra militares" e reafirma a tese do "povo contra povo".

Este esquecimento que o golpe teve apoio popular é proposital. É algo que podemos encontrar hoje na política e mesmo no comportamento geral da sociedade. Falha de caráter? Não creio que chegue a tanto, talvez seja um pouco de vergonha.

Mas a coisa não para por aqui... Bem antes, em 1961 já havia muita gente querendo fazer revolução nos moldes cubanos no Brasil. As sementes do "povo contra povo" foram lançadas bem antes de 1964.

Mais sobre o Filme de Moore

O problema do cinema documental é que ele é um daqueles meios aonde o ponto de vista do cineasta tende a ser aceito como a verdade. Só que é só ponto de vista.

Um exemplo: há diversas cenas de pessoas que perderam suas casas. Mas a enorme maioria foi porque tomaram um segundo mortgage na própria casa. São vítimas? Certamente que sim, são vítimas da dinâmica de uma bolha imobiliária. Mas como todo golpe (confidence scam), não é possível negar a parcela de culpa involuntária na entrada do mesmo.

Tudo isto que falei não tira força de parte da crítica de Moore, afinal as empresas podem eventualmente burlar leis na sua busca do lucro. O caso do seguro dead peasants é bastante emblemático (se o mesmo for realizado sem a anuência do segurado). Mas o documentário por vezes não deixa claro se o seguro foi ou não realizado com esta anuência.

No caso das grandes corporações, o que se vê é a velha mistura entre o público e o privado. O fundo de bilhões de dólares usado no resgate de vários bancos é uma contradição viva da máxima do capitalismo de competição equilibrada (sem jogo sujo). Pior ainda é contrário ao espírito do capitalismo de ganhos e perdas. Ao socializarmos a perda e privatizarmos o ganho não estamos seguindo este espírito.

Ao traçarmos um paralelo entre a competição na ecologia e nos mercados vemos que não há porque esperar que empresas perdurem indefinidamente. Mercados de oportunidade (como o de aluguel de fitas de vídeo) tem data para acabar. Já outros mercados podem até não ter data, mas certamente esquecem de componentes de sazonalidade que modificam a taxa de sucesso destes mercados.

Então, é possível esperar que após um determinado número de anos, uma empresa considerada antes como pilar de sustentação do mercado entre em colapso. O que não é possível prever é quando isto vai acontecer.

No caso dos empregados, o melhor a fazer é manter algum tipo de previdência para caso/ quando isto acontecer, todos tenham alguma forma de sustento adequada. E daí as loucuras de bolhas financeiras costumam falar mais alto do que a racionalidade financeira - e aí empresários e empregados apostos por vezes sem o colateral necessário.

domingo, 27 de março de 2011

Capitalism - a love story

O título já dá uma idéia. É o filme de Michael Moore que vi hoje. Aqui temos um pedaço do trailer.


Naturalmente, mesmo com o valor de entretenimento e crítica, o filme continua sendo uma visão do autor sobre o capitalismo. E com isto não pode ser tomado inteiramente como "a verdade".

Algo que me chamou a atenção foi a confusão entre o capitalismo e democracia. Não existe antagonismo real entre os dois. Não existe porque um é sistema econômico e outro é sistema de governo. O antagonismo é falso, e dentro do próprio filme isto é perfeitamente possível de ver.

Infelizmente, ele passa esta idéia do antagonismo ligando o sistema eleitoral a uma manipulação dos poderosos (cheios de dinheiro na concepção de Moore). Na realidade isto não é exclusivo do capitalismo e já acompanha governos já a muito tempo. No fundo é o velho problema de socializar a miséria e privatizar o lucro.

Este tipo de situação é mais comum quando o Estado ajuda interesses privados ao invés de interesses públicos (se isto soa como uma característica do Brasil, acreditem não é só aqui. Aqui temos o negócio mais descarado apenas).

E no fundo, muitas das críticas de Moore encaixam-se como uma luva na questão do público versus privado. Naturalmente temos de esquecer os tiques de teoria de conspiração, o que aconteceu beirou mesmo o desespero. E o medo vende muito bem mesmo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A solução simples, e frequentemente errada

Nesta quarta teve o julgamento no STF a respeito do ficha limpa. Sem dúvida foi um momento complicado quando a aplicação do mesmo para as eleições do ano passado foi derrubada. Mas aí esta uma lição que temos de aprender de um modo ou de outro.

A lição é simples: problemas tem em geral diversas soluções. Mas dentro destas soluções existe um conjunto que traz novos problemas sem necessariamente resolver a questão original. Normalmente, estas soluções são usadas quando não se conhece direito o problema, se procura resolver o problema errado, ou não se sabe exatamente o que a resolução do problema irá causar.

A idéia do ficha limpa é boa. Mas da forma que foi feita iria eventualmente causar mais dano do que bem. Esta é uma lição difícil de aprender, principalmente quando o benefício imediato é muito bom. E aí vem a regra: se parece muito bom então provavelmente não é.

Então sabemos que a Lei Ficha Limpa tem problemas. Como resolvê-los?

Aqui eu faço algumas sugestões:
  1. A lei não poderá revogar a vontade popular. Em termos simples, isto é a famosa decisão no tapetão. Em suma usa-se o judiciário para "consertar" os erros da vontade popular. Bem, isto não é muito democrático e simplesmente transfere o poder de decidir do eleitor para os juízes.
  2. A lei não pode punir algo que não era crime. Pode-se argumentar o que quiser sobre o ato jurídico perfeito, mas quando se tenta torcer a causalidade, temos uma série de situações que são, apropriadamente, chamada de paradoxos. E uma das características destes paradoxos é que eles tendem a destruir a construção que se deseja preservar (como defender a consistência de uma lei se ela vale para antes de ter sido criada?)
  3. A lei não pode punir sem julgamento. A definição de um ficha suja tem que ser absolutamente clara e transparente não só para sociedade, mas para o conjunto de regras de chamamos de Leis. Se esta definição for estabelecida por um grupo de representatividade limitada, então qualquer pode ser um ficha suja dependendo do grupo que o julgar.
Naturalmente, um grande problema que não é da Lei Ficha Limpa, mas da justiça brasileira é que o ritmo judicial é extremamente lento. Mas aí estamos querendo criar uma lei que funcione como um atalho nestes caminhos. Isto é terreno delicado, mas existem soluções possíveis.
  1. A primeira delas é que a Lei tem de satisfazer a vontade popular. Logo não pode ser usada para cassar políticos após a eleição. Ela só deve ser usada como critério para permitir a inscrição de políticos ao pleito. Assim, o político que não satisfaz os critérios do Ficha Limpa não pode ter sua inscrição homologada.
  2. A segunda delas é que a Lei tem que satisfazer a causalidade. Não se pode impedir a inscrição de alguém que realizou algum ato que era perfeitamente lícito na época que aconteceu e depois passou a ser ilícito por lei posterior. Este é o tipo de estrada que desagua na arbitrariedade.
  3. A terceira delas é que a Lei tem que satisfazer o direito a ampla defesa. Ou seja, só vale para casos que são considerados crimes julgados. Não basta só que o candidato tenha renunciado para escapar de um julgamento anterior. A solução é que na existência de uma denúncia formal, a renúncia deveria desqualificar o candidato até que fosse julgada a pertinência da denúncia (algo não dissimilar ao julgamento in absentia).
Assim, o problema tem conserto. Mas precisa ser consertado

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alunos da Faculdade do Gama pedem para resolver o problema

Vocês estão vendo aos alunos da FGA ocupando a reitoria por conta dos atrasos na demora da entrega do campos. E por conta disso mesmo, resolvi incluir um pequeno comentário de Max Gehringer que tem alguma pertinência com a situação.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Notícia Maluca

Eu tenho minhas reclamações com as notícias da SECOM, mas esta aqui bateu o recorde:

Na UnB Ceilândia, os alunos também realizam assembleia sobre a conclusão de sua sede definitiva. Prevista para ser entregue em abril, a construção é de responsabilidade da Novacap. Sem o novo prédio, algumas disciplinas optativas e de laboratórios não podem ser ofertadas. As aulas já começaram e acontecem normalmente

Alguém me explique como fazer sentido desta notícia. Algumas disciplinas optativas e laboratórios não podem ser ofertados, mas as aulas já começaram e acontecem normalmente?

Exatamente qual é o sentido de normal que foi utilizado na sentença?

Papel guardado na gaveta

Já me disseram várias vezes que objetos guardados por muito tempo indicam o grau de sua inutilidade. Bem, eu não concordo muito com isso, mas devo dizer que em termos de informática um arquivo com mais de 2 anos sem acesso muito provavelmente não serve para nada.

E isto me leva a dois pontos: ontem resolvi apagar uma conta que não acessava fazia pelo menos 2 anos. Eu nem fazia idéia dos arquivos que lá estavam. E além do mais, eu tinha acabado de fazer backup. Bem, neste ponto eu tenho que informar algo: no mesmo computador eu tinha outra conta que acessava bastante, não havia nenhum dia que eu não fizesse login.

Pois bem, evidentemente eu apaguei a conta errada.

Felizmente lembrei que havia feito o backup e com isto o problema real era apenas os programas que porventura eu tivesse instalado naquela conta apenas. Bem, depois de racionalizar um pouco eu vi que não havia razão para pânico.

Mas isto me deixou pensando em alguma práticas boas que fiz naquela conta. A mais interessante é que eu não guardava nada na pasta privada, mas na pasta pública. Eu sei que isto torna tudo um pouco mais inseguro, mas definitivamente é uma forma de alívio caso precise acessar o material de outra conta.

O que me leva ao segundo ponto: há práticas que podem ser seguidas de forma a evitar a perda dos dados. A primeira dela é redundância (backups). Mas a mais importante delas é o uso.

Sim, pois se não usarmos então realmente não nos interessa (pode interessar a outros, mas certamente não é nossa prioridade). E a menos que sejamos muito organizados, em pouco tempo não saberemos sequer para que servia aquela informação.

Cada diretório deveria ter uma explicação sobre o que são os arquivos naquele diretório. Ou seja, algo que fosse composto por uma lista descrevendo algumas funcionalidades. Está complicado demais? Que tal desenvolver TAGS para os arquivos? Se os arquivos tem TAGS fica mais fácil de identifica-los.

Naturalmente, todas as alternativas para se evitar a obsolecência de arquivos guardados em computadores envolve alguma dose de trabalho NA CRIAÇÃO DO ARQUIVO.

Pena que somos, na maioria, muito preguiçosos

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma época de iluminação

Acredito que vivemos hoje uma época de iluminação. Não pela clareza dos eventos, mas pela contradição de suas interpretação. Paradoxal? Nem tanto...

Pense da seguinte forma: alguém dá uma interpretação para um evento mundial (histórico de preferência - como as revoltas na Líbia). Daí poucos dias depois, há determinado desenvolvimento que contradiz de modo inequívoco a interpretação oferecida anteriormente.

Ao confrontarmos o "interpretador" com a realidade vemos: contemporização, auto-engano, má-fé ou a velha e boa estupidez.

Vamos ao caso da Líbia. Temos gente favorável à intervenção e contrário a intervenção. Mas sabe que grande parte dos dois lados é contra o Kadafi? Yep, mesmo o pessoal contra intervenção é contra Kadafi na sua maioria.

Mas então qual é a proposta deles? Que a queda de Kadafi seja fruto exclusivo da revolta popular - sem auxílio do potências estrangeiras. Mas o problema é que isto não estava acontecendo, Kadafi estava esmagando a revolta (possivelmente matando os rebeldes).

E aí? Como ficam? Ao defender a inação, defende-se o tirano? E os exemplos aonde a inação levou à morte de muita gente (Darfur e Ruanda vem logo à memória). Então inação levará parte da população à morte.

Mas a coisa fica mais interessante: uma ação também deve levar parte da população à morte. Isso sem falar na questão da resolução da ONU (que é completamente maluca - praticamente toma partido em problemas internos da Líbia.

Mas isto não impediu que os tolos de plantão fizessem suas análise tolas.

Só que a pergunta realmente importante é: qual é o caminho do menor mal?

Eu não sei a resposta

Uma nova forma de arte?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Reclamações na Telefonia Celular

Todos falam que a campeão de reclamações é a telefonia celular. Isto é absolutamente verdadeiro e ao mesmo tempo não conta toda a história.

Dependendo de como fazemos os cálculos a telefonia celular pode ficar muito ruim ou muito boa. Como é possível? Bem, nos dados brutos não há menor dúvida: telefonia celular é realmente a líder de reclamações.

No anuário do Procon de SP temos:

  1. Telefônica (Fixo)- com 3134 reclamações
  2. Claro - com 925 reclamações
  3. Eletropaulo - com 863 reclamações
  4. Net  - com 692 reclamações
  5. Oi - com 665 reclamações
  6. TIM  - com 574 reclamações

Então não há margens para dúvidas, certo?

Beemmm, depende... Se olharmos a base de consumidores envolvida veremos que de repente o ranking nacional passa a ter outro significado. Temos que o número passa a ser
  1. TIM - 4.59 reclamações a cada 100 mil aparelhos
  2. Oi - 8.40 reclamações a cada 100 mil aparelhos
  3. Claro - 6.26 reclamações a cada 100 mil aparelhos
  4. Vivo - 1.54 reclamações a cada 100 mil aparelhos
Faça as contas da percentagem de reclamações por aparelhos... Naturalmente vai dar CPI.

Mais de Jaqueline

Não, não estou defendendo o que ela fez. Estou mostrando o que realmente está acontecendo. Em notícia hoje, o integrante do Conselho de Ética da Câmara afirmou:

- Ética não Caduca!

Certíssimo. Mas vamos ao momento "atire a primeira pedra"? Pois bem, o autor da frase deputado Assis Carvalho deveria lembrar que ele mesmo andou mentindo - e sendo descoberto.

Como?

Ora, ele afirmou que não há inquérito policial do STF aonde ele é acusado de suposta prática de delito.

Veja o que ele disse:

Nunca houve, quando da gestão do deputado Assis Carvalho, qualquer forma de apropriação indébita previdenciária. O próprio INSS, em despacho do Processo 10384.007561/2008-91, isentou o gestor Assis Carvalho de qualquer responsabilidade, com base nas leis 11.941/09 e 12.024/09. A consulta ao processo, em caso de dúvida, pode ser feita na Secretaria da Receita Federal.
Não existe qualquer processo no STF contra o deputado Assis Carvalho, mas tão somente um pedido do Ministério Público Federal àquela corte para que pudesse investigar suposta irregularidade, tendo em vista que o deputado tem foro privilegiado.
Por fim, não há motivo para investigação por parte do Ministério Público Federal, considerando ser esta matéria superada e inclusive arquivada no INSS. Desta feita, o deputado Assis Carvalho, por meio de sua assessoria jurídica tomará as devidas providências a fim de extinguir tal procedimento investigatório.


Infelizmente, ele mentiu.


Um pequeno adendo: naturalmente, o deputado pode muito bem ser totalmente inocente de todas as acusações. O ponto aqui é que ele deveria saber que não se deve julgar antes de conhecer todos os fatos - ou pelo menos um conjunto razoável dos mesmos.

Posar como guardião da moralidade é complicado quando existe alguma sombra sobre o manto da ética, a qual poderia ser facilmente ser confundida com uma mancha verdadeira.

E, vejam só, nem falei da questão que o partido dele também tem manchas verdadeira no próprio manto.

O elefante na sala

Ao ler sobre as aventuras de Durval Barbosa e Jaqueline Roriz não posso deixar de pensar no óbvio. A própria promotoria parece que acordou de sua letargia. O vídeo de Jaqueline e o mais recente com o próprio Durval deixam claro o uso dos mesmos com finalidades de extorsão.
Podem ver aqui mesmo

E daí?
Bem, a divulgação destes dois últimos vídeos indicam duas coisas:

  1. A promotoria e a PF não possuem controle nenhum sobre os mesmo. Ou na pior hipótese: são cúmplices de Durval Barbosa
  2. O esquema de extorsão continua funcionando, bem como o uso político das fitas. Como a gravação de Jaqueline é de 2006 não há desculpas sem inclusão de má-fé para vazamento depois da posse ao invés de em conjunto com as demais gravações

E aí fica configurado o seguinte quadro: O interesse dos envolvidos aqui não é resolver o problema e punir os culpados, mas alavancar seus próprios interesses não importando que regras sejam quebradas.

Em outras palavras: não há mocinhos

sábado, 12 de março de 2011

Os acidentes de Carnaval - Probabilidades

Sob a ótica da probabilidade, as chances de vítimas fatais em acidentes não mudaram muito desde 2003. A média fica em torno de 1 vítima fatal a cada 18 acidentes:


  • 2003 - 1 a cada  21.6569
  • 2004 - 1 a cada  16.0544
  • 2005 - 1 a cada  14.3446
  • 2006 - 1 a cada  17.7460
  • 2007 - 1 a cada  16.2621
  • 2008 - 1 a cada  18.7188
  • 2009 - 1 a cada  22.5591
  • 2010 - 1 a cada  22.6084
  • 2011 - 1 a cada  19.5540

A média dá 1 a cada 18.83. Se dividirmos o número total de acidentes pelo número total de vítimas chegamos a 1 a cada 18.72. Se fizermos o cálculo de 2003 a 2010 chegamos a 18.55 e de 2003 a 2009 chegamos a 1 a cada 17.93.

Então podemos assumir que as chances de 1 vítima fatal a cada 18 acidentes são mais ou menos constantes (Talvez 10 a cada 185 fosse melhor, mas a aproximação é razoável).

E com relação a frota? O número é próximo de 1 acidente a cada 18 mil veículos (o que dá para o Carnaval 1 vítima fatal a cada  340 mil veículos).. Mas há mais informações no Portal do Trânsito.